domingo, 17 de setembro de 2023

«Cavaco, porque não te calas?»

 Cavaco Silva lançou mais um livro. Não o li nem faço intenção de ler pois os seus escritos publicados desde que deixou a Presidência da República têm sido pouco mais que exercícios de exaltação e enaltecimento da sua acção governativa em que critica todos e mais alguns, em particular os seus opositores, e se põe a mandar postas de pescada, palpites, recados, falsas recordações e lições de como governar como deve ser. Deve ter muita legitimidade e moralidade para o fazer quem durante 10 anos como Primeiro-Ministro governou o país de forma ditatorial, e não sou, nem de perto nem de longe, só eu que o senti, vivi e digo e numa outra década como Presidente da República foi um promotor da instabilidade e, mais ainda, alguém cujo próprio pai afirmava ser «pior que nove Salazares».


Resta saber é, citando João Carlos, antecessor de Filipe VI no trono de Espanha, quando se dirigiu ao líder venezuelano Hugo Chavez, porque é que o Cavaco não se cala? Ele que fique quieto, sossegado e goze a reforma sem chagar o juízo aos outros. Eu não o vou chatear, porque é que ele continua a atormentar-nos? E acima de tudo, porque é que a comunicação social ainda lhe presta atenção? É um mistério da Humanidade.


Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 30 de julho de 2023

Caca Raw: «Casa do Dragão» versus «Senhor dos Anéis: Anéis do Poder»

 E já que falamos de Elrond...


Minhas senhoras e meus senhores, temos hoje perante nós... Hoje? Não, na realidade já foi há uns quantos meses, já nem me lembro há quantos. Mas seja como for, temos aqui um duelo de peso, o embate de gigantes, o choque de titãs, melhor, de «tetãs»! Bem-vindos uma vez mais e passado tanto tempo ao Caca Raw!


Num canto temos a altiva Princesa dos Sete Reinos e Tudo-o-Mais-Que-Eu-Não-Me-Vou-Pôr-a-Dizer-Senão-Perco-o-Fôlego-e-Caio-Para-o-Lado em defesa da «Casa do Dragão», Rhaenyra, Rhaenyris, Rianair, como quer que ela se chame!

 


Do lado oposto, representando «O Senhor dos Anéis: Anéis do Poder», a mais poderosa feiticeira da Terra Média, ainda que nunca lhe tenhamos visto um truque que não a meter água, a militar danadinha e encantadora de anões Galadriel!


Ainda nem o combate começou e já estão a mandar boca uma à outra. «O meu é maior que o teu?» Que vem a ser isto, meus senhores? Que golpe baixo! A princesa targaryen diz que a sua série é sucessora do sucesso da «Guerra dos Tronos». Mas a enérgica espécime dos Eldar cospe-lhe na fronha  que a produção da oponente teve um final rançoso que até mereceu mais petições a abaixo-assinados a nível mundial por uma alteração dos episódios da última temporada que qualquer outro por motivos humanitários ou ambientais, para além de que a trilogia do «Senhor dos Anéis» constituiu o expoente máximo da história da indústria cinematográfica! Rhaenyra apresenta um orçamento para a primeira temporada de 200 milhões de dólares! Ui, Galadriel riposta com 465 milhões de dólares de orçamento e um custo de mais de 715 milhões à Amazon! 


Bom, acho que, por este andar, nem deve chegar a haver duelo entre estas duas gatas assanhadas. É que parece-me que, logo à partida, está definido quem ganha, é de caras! Ambos têm guarda-roupas, cenários, efeitos especiais e dragões e bandas sonoras e cenas de acção do mais espectacular, é inegável. A «Casa do Dragão» pode ter um bom e vasto elenco, um argumento intrincado e tentar seduzir o público por meio de erotismo e sexo mas apresenta um mundo cheio de podridão, com conspirações, corrupção, subversão de valores e muita violência, com frequência gratuita. Já «Anéis do Poder» apresenta tudo como maravilhoso, até os orcs têm um lado humano, ou seja, a série conquista o público, acima de tudo, pelo encanto que tudo proporciona.


Não há hipótese, «O Senhor dos Anéis» parece ser insuperável, é o óbvio vencedor. Mas atenção, ainda só deu uma temporada de ambas as séries. Há muito por ver...


Que a caca esteja convosco!


Eh! A Rhaenyra jogou-se a puxar os cabelos à Galadriel mas, ai, que joelhada no ventre a outra teve por resposta! Isto promete.



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Cinema Purgatório: «Matrix Resurrections»

Lana Wachowsky estava certamente aborrecida com a vida e às tantas também com uns poucos tostanitos na carteira no dia em que teve os seguintes pensamentos.  «Caramba, não sei o que hei-de fazer. Tenho de trazer à luz algo de emocionante, cativante... algo de novo. Já sei! Vou fazer um quarto filme do «Matrix»!


Se foi assim ou não, não faço ideia. O que é certo é que em Dezembro de 2021, os cinemas passaram a projectar «Matrix Resurrections».



Pois é, já se passaram uns quantos aninhos desde as anteriores sequências absolutamente maradas ao máximo de artes marciais e outras cenas de pancadaria, tiros, explosões e criaturas electro-mecânicas computorizadas que parasitavam a Humanidade. Aqui temos o nosso velho Senhor Andersen, e se ele está mesmo velho, que é um programador e criador de video-jogos de grande sucesso. Porém, a vida nem por isso lhe corre bem. Parece-lhe ter sempre a sensação de que há algo que falta ou que está errado e depois há uns sacanas duns sonhos que ele começa a achar que são mais que sonhos. Enfim, o homem acha que está a ficar passado dos carretos e encharca-se nos tais famosos comprimidos azuis que já eram nossos conhecidos nos outros três filmes. Não, seus badalhocos, não é Viagra. Já um gajo não pode falar em comprimidos azuis que fica logo tudo empinado e a fazer piadolas marotas.  Entretanto, cruza-se com uma mulher que não lhe é nada estranha. O mesmo pensa ela.  E pronto, é assim, pouco mais ou menos que a coisa descamba, indo parar a novos comprimidos vermelhos, porrada, tiros, explosões e por aí a fora. Desta vez, não há é Laurence Fishburn, que o homem está agora a apresentar documentários, e o Agente Smith já não é interpretado pelo Hugo Weaving, que toda a gente sabe que deixou crescer o cabelo e as orelhas e foi morar para Valinor.


Passou-se mais de um ano e meio sem que eu falasse acerca do filme, por muito que desejasse. Por um lado, já se sabe, por falta de tempo. Por outro porque eu nem sabia o que haveria de dizer. Em bom rigor, como se vê, ainda não sei. Ao fim deste amplo período, continuo sem perceber se o filme é bom ou é mau. Contudo, não há a menor dúvida que está repleto de pequenos e grandes brindes que nos remetem para os três anteriores, ora de forma ficcionadamente séria ora num tom que roça a paródia, ou seja, que esta película foi feita por fãs e para fãs. Seja bom ou mau, uma coisa garanto: é entretenimento garantido para quem gosta do género e da série em particular, deixando uma certa vontade em ver o que mais há-de vir... ou não!


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 16 de julho de 2023

Então e a justiça?

Parece que, finalmente, as autoridades acordaram para o fenómeno que envolve a apanha ilegal de bivalves no Rio Tejo por hordas de milhares de imigrantes ilegais. Contudo, não deixo de ficar espantado com tudo isto pela negativa.


Depois da detenção e posterior libertação de centenas de mariscadores estrangeiros ilegais, uma responsável do Governo, que nem consegui fixar quem era e, para bem dela própria, é melhor nem tentar recordar, veio a público declarar que esta questão não tinha nada a ver com um delito da apanha não licenciada mas sim com a imigração ilegal. 


Fiquei pasmado, mesmo escandalizado. Não? Como assim? É verdade que eles estavam a apanhar por ordem dos mafiosos que os exploram mas o desconhecimento da lei, se é que eles não sabiam do errado que estavam a fazer, não é desculpa para a sua imputabilidade. A declaração e o tratamento todo dado a esta questão são totalmente absurdos. É óbvio que este é um problema de imigração mas também de apanha ilegais e, pior, de saúde pública! O único desfecho lógico que este caso pode ter é o que o cumprimento das leis exige: que os cabecilhas da rede sejam descobertos e condenados e estes mariscadores sejam julgados e cumpram as respectivas penas, sendo depois, dada a sua situação ilegal, deportados, pois claro. Se assim não for, acentuar-se-ão ainda mais entre a população os sentimentos de incompetência das instituições, de impunidade e de tratamento privilegiado dos estrangeiros face aos naturais de cá.

É assim que nascem os sentimentos racistas e xenófobos, caros governantes; fomentados por vós com mediocridade de boas intenções vazias de bom-senso e sentido de Estado! 


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Cinema Purgatório: «Indiana Jones e o Marcador do Destino»

 Já nós todos estávamos formatados à ideia de que as aventuras do louco do chapéu estavam restringidas a uma espectacular trilogia quando fomos agraciados com um quarto filme: «Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal», em 2008, de que aqui falámos. Passados 15 anos, tal não foi a surpresa, olhando à idade do célebre actor Harrison Ford, quando as salas de cinema tiveram a honra de exibir a quinta e, desta vez confirmado, derradeira grande aventura do maior arqueólogo que a sétima arte ficcionou.

Em «Indiana Jones e o Marcador do Destino», o Doutor Jones é um professor universitário decadente, solitário, idoso e a entrar na reforma sem pompa nem circunstância. É neste contexto de alguém caído em desgraça nos finais da década de 60 do século XX que aparecem uns marmanjos nazis, como não podia deixar de ser, e uma afilhada à partida pouco melhor à procura dum enigmático artefacto.


Este objecto é o «Antychitera», mais conhecido entre nós como a Máquina de Anticítera. Curiosamente, o artefacto chegou parcialmente aos dias de hoje, só que não tão bem estimado quanto no filme e sem que lhe sejam atribuídas as funções que ali lhe são conferidas.


Mais do filme não conto mas garanto que é uma cavalgada monumental, em parte literalmente, com montes de tiros, explosões, gargalhadas, nazis a levar no toutiço (pois claro), porradaria de criar bicho, chicotadas e até perseguições a alta velocidade com cavalos (eu avisei) e tuc-tucs! Esta película está pejada de todos os estereótipos e características que poderíamos esperar dum filme do Indiana Jones. Mais do que um filme de acção, esta obra é uma verdadeira ode de valorização da terceira idade, procurando demonstrar que velhos são os trapos... e nem todos!


Aconselho vivamente o visionamento do filme. É espectacular e de certeza que qualquer fã da saga irá adorar! Sem dúvida, é material que promete entretenimento garantido, que dá à personagem principal uma dimensão humana mais aprofundada e que faz sonhar e cantarolar o tema de John Williams por dias e dias a fio!


Adicionalmente, coloco a seguinte questão. Alguém sabe aonde fui ver o filme? Há uns largos anos atrás, seguramente há mais de 10, talvez uns 15 ou coisa assim, publiquei aqui um artigo acerca de alguns estabelecimentos pelo país que de certeza teriam rendimento garantido se fossem reabertos e bem geridos. Um deles foi um clássico cinema de 1930, o Cine-Teatro João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, Concelho de Silves. Pois é, ele reabriu, ao que parece ainda antes da pandemia, sobrevivei e está a laborar. Para além das exibições regulares e outros eventos, dispõe de serviço de bar. Pois é, passei por lá há tempos e considerei espantosa a concretização de algo que eu imaginava. Não hesitei em regressar lá para esta ocasião. Recomendo uma visita! Parabéns e boa continuação ao investimento, que decerto é uma alegria a quem não está muito próximo dos grandes centros.


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!





Reintroduções e considerações batráqueas no pombal

 Caros pombos amigos


Já lá vai muito tempo desde que aqui escrevi algo pela última vez. Infelizmente, tão intensa tem sido a minha vivência laboral, que me ocupa o tempo quase todo, que não só chego a estes dias de hoje exausto como não cheguei a ter grande vagar para ir acrescentando a este pombal umas quantas bostecadas. Porém, cá estou eu de novo!


Durante esta minha ausência, imagino que nada notada, cheguei a uma conclusão rápida e simples. De certeza que quem escreve e publica muitas coisas, seja na Internet ou na imprensa, ou não dorme e tem uma energia formidável ou não faz nada na vida. Como dos segundos costuma sair frequente asneira, dou-lhes um conselho: vão trabalhar, malandros!


Nada melhor para recomeçar a laboração fecal no Pombocaca que algumas breves críticas e comentários cinematográficos a três filmes.


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 24 de dezembro de 2022

Mensagem de Boas Festas do Pombocaca

 Caros pombos amigos.


Há um mal muito comum em mim e que este ano se agravou ainda mais. Trata-se da falta de tempo. O trabalho absorve-me a quase totalidade do tempo de vida, de que resulta um gigantesco contra-senso, que é o de trabalhar para ganhar a vida e depois pura e simplesmente não ter tempo para viver. Como eu gostaria, por exemplo, de ter aqui falado de filmes que vi, livros que li, dos desaires e sucessos no desporto, de parodiar ou criticar os ditos e feitos dos políticos ou elogiá-los, se a isso o caso se der, homenagear desde Christopher Lee a Claudisabel ou simplesmente dizer toda a habitual espécie de barbaridades a que eu habituei algum eventual e pouco provável leitor, enfim, escrever aqui algo para animar-me a mim e aos outros ou mesmo falar de algo sério. E quem diz isto aqui, no Pombocaca, diz toda a restante e natural vivência. Ver amigos e familiares, desfrutar dos encantos da Natureza, passear, ler, escrever, ver um pouco de televisão, um filme ou uma série, isto é, e em suma, aproveitar a oportunidade única que há para viver.


Toda a gente se queixa que a situação está má mas poucos são os que procuram fazer algo para melhorar as coisas. E estes que procuram as soluções têm assim trabalhos multiplicados. Por isso, vem-me ao pensamento o seguinte: se custa tanto a poucos fazerem muito, não custaria menos se todos nós fizéssemos um pouco? Um pouco de trabalho aqui e ali. Um pouco de entreajuda. Um pouco de preocupação e cuidado com os restantes viventes desta nossa grandiosa e ao mesmo tempo minúscula esfera astronómica. Um pouco de compreensão, também. E porque não um pouco menos de egoísmo, de ambição e ganância? Não teremos nós uma vista melhor para o que nos rodeia e para nós próprios se levantarmos os olhos? E porque não também olharmos todos um pouco uns para os outros, humanos ou não, animais ou não, e tentarmos compreender-nos mùtuamente?


Penso neste ano difícil que enfrentamos, que para mim, pessoalmente, foi mesmo muito desafiante, connosco ainda a braços com a pandemia e com o agravamento da crise daí resultante que, como se não bastasse, ainda contou com um empurrão da guerra na Ucrânia, cortesia de Pudim Estragado & Afins. Eu sei que brinco com o caso mas a verdade nua e crua não tem graça nenhuma. O facto é que 2022 é um quebra-cabeças e antevê um 2023 muito complicado. Temos tanto com que nos preocupar e para onde nos voltarmos que nem sabemos o que fazer e nem temos tempo para mais nada. Mas eis que chega o Natal e nos relembra uma resposta para todos estes desafios.


Lembremos aquela noite fria de Belém de há mais de 2000 anos. Todos nos seus afazeres, com vidas cheias de atribulações, dores e dificuldades mas todo o labor cessou para que todos se unissem em torno de um pobre recém-nascido instalado numa incómoda manjedoura, aquecido pelo gado e pelos cuidados dos seus pais. Quão improvável era a vida daquela criança naquela época dura. E porém, com a união de todos, vingou e trouxe consigo uma nova esperança para a Humanidade.


Que lição tiramos daqui? Quer acreditemos quer não em Jesus e quer sejamos ou não religiosos, o importante é pararmos por um pouco e vivermos. Unamo-nos uns aos outros, esquecendo as nossas diferenças. Mais importante que o que nos distingue e separa é o que nos une. Vamos enlaçar as nossas mãos, os nossos braços, os nossos olhares e pensamentos e assim todos, juntos em prol de um Mundo melhor, conseguiremos, como é facto comprovado, superar qualquer barreira e alcançar sempre qualquer objectivo.


É esta a Lição do Natal: união é vida e vida é vitória. Portanto, juntemo-nos para bem nosso e do futuro.


Boas Festas, é o que vos desejo profundamente. A vossa felicidade é a minha felicidade. Um santíssimo Natal, um esplêndido 2023 cheio de paz, alegria e saúde e que a caca esteja sempre convosco!


Não, eu sou um bolo rei a sério, não me esqueci do brinde!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

P.P.S. (não não é um novo partido): Vou deixar-me de conversas e fazer o que digo, vou unir-me!

Maus Alunos de História, Parte 2: Joe Biden

Diz um certo ditado popular que «quem cala consente». Da minha parte, acho que é um disparate completo. Em muitos casos eu atrever-me-ia mesmo a afirmar que «quem cala é prudente». Não é por estarmos calados que estamos a aceitar tàcitamente algo. Há ocasiões em que se ganha em estar calado. Qualquer palavra que possamos proferir acaba por sortir um efeito nada benéfico.


Um dos melhores exemplos do que acabo de afirmar é Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos da América. O homem teve uma vida bastante complicada, cheia de dificuldades e desaires, e dá ideia de ter chegado àquela fase da vida em que parece que já nada tem a perder. Por isso, fala, fala, fala, quase tanto quanto o nosso Professor Marcelo, só que com a diferença de soltar imprudências quase de cada vez que abre a boca. E daí é vê-lo a trilhar as alclaras do Mundo. Umas vezes espicaça o Putin, outras os líderes chineses, outras o norte-coreano Kim Jong-un e noutras ocasiões quem lhe der na veneta.

Ora se formos a ver bem, não faltam casos ao longo da História de gente que falou demais e que depois, como é que eu hei-de dizer, «se fornicou» em grande, arrastando com frequência os seus para a desgraça. Diz-nos também a História, como se não bastasse o bom-senso, que não é recomendável fazê-lo principalmente com loucos poderosos.

 

Ele que se ponha a pau e depois não venha dizer que não foi avisado. 


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


sábado, 29 de outubro de 2022

T.D.T. a chegar ao fim ou a Galinha dos Ovos de Ouro?

 A Altice, detentora do Meo, é a concessionária da televisão digital terrestre em Portugal. O contrato de concessão termina no final de 2023 mas a empresa tem até dia 9 de Dezembro deste ano para dizer se tem intenção ou não de renovar o contrato. Até ao momento, não só não mostrou interesse no assunto, recusando-se inclusivamente a pronunciar-se acerca da matéria, como há três anos atrás os responsáveis teriam indicado não pretender a prestar o serviço. Mesmo outros operadores de telecomunicações não parecem demonstrar vontade em abraçar este empreendimento. Na prática, isso quer dizer que pode estar à vista o fim da televisão digital terrestre e, consequentemente, da emissão em sinal aberto e, logo, gratuita, dos canais que hoje em dia existem à disposição da população: R.T.P. 1, 2, 3 e Memória, S.I.C., T.V.I. e o Canal Parlamento. Ou seja, em teoria, qualquer televisão que se pretendesse ver teria de ser paga, o que é conveniente às operadoras, em particular à maior delas, que é  o Meo, que só no primeiro ano em que funcionou a televisão digital ganhou, se bem me lembro, cerca de 600.000 novos clientes. Ora a quem é que pertence o Meu...? Ora bolas, que cabeça a minha...


Para o Governo, este cenário está posto de parte e a televisão livre é para continuar. Em cima da mesa estão várias hipóteses, como a emissão por satélite ou por fibra óptica. O problema é que não só continua a não haver operador. Para além disso, estas vias são muito mais dispendiosas.


Na minha ignorante maneira de ver, acredito que, vendo bem a qualidade que o serviço tem e teve logo desde o início, com falhas frequentes (verdade seja dita não tanto quanto no princípio), com uma oferta medíocre quando comparada com os canais de televisão por cabo, e eu não me refiro à variedade de canais, entre outras, e com os custos dos presentes e hipotéticos futuros meios, mais valia a pena o Governo dar o passo atrás e reintroduzir a televisão analógica, que ao menos sempre chegava a qualquer parte do país e com meios que os técnicos de hoje em dia considerariam rudimentares... mas que funcionavam! Porém, isso é algo que eu acredito que nem por sombras vai acontecer. É que este negócio movimenta muito dinheiro. A generalidade da população não dispensa um bom jogo de futebol ou um noticiário ou uma telenovela ou um filme ou uma série, ainda que as novas plataformas estejam a ganhar relevo. Não se vai querer acabar com a galinha dos ovos de ouro a um qualquer interessado, pois não?


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Vagares informáticos versus contra-relógios laborais: conclusões batráqueas

 Pessoal amigo (esta é a parte em que olho para os comentários e visualizações e rio-me à fartazana), lamento imenso. Tenho-me mantido já há largos meses arradado das computações pombalino-defecantes derivado à crónica escassez de vagar que me afecta derivado ao motivo do costume: trabalho. Muito. Muito mesmo. Quando eu pensava que o ano passado tinha sido trabalhoso, eis que se me revela um 2022 que eu desejava vir a ser um ano bem mais calmo mas que, ao invés, tem sido o mais atarefado desta minha já avultada vida.

Não me vou pôr com apetecíveis lamentações, pois até tenho tido retorno de tamanha labuta. Porém, agora que me vejo forçado a pausar outra vez por causa da privação da minha relativamente plena saúde, dou comigo com ocasião para voltar a teclar um pouco. E então chego a uma conclusão, que é a que se segue:


de certeza que quem escreve muitos e frequentes comentários e publica muitos textos, imagens e vídeos em blogues, no YouTube e nas redes sociais não deve ter mesmo mais nada que fazer.

 

A sério. É que tudo isso requer dedicação, talento e muito tempo disponível mesmo. Uma pessoa que trabalhe o dia todo e/ou a noite toda, chega a casa e ainda tem toda a lida doméstica para fazer e no final, se por sorte ou muito boa gestão do tempo, ainda tem um pequeno lapso para fazer algo, não tem a menor disposição para produzir algo, quer mas é descansar.


Aí há tempos diziam-me que o trabalho era uma bênção dos céus. Tudo bem... mas já agora eu não me importava de partilhar um pouco desta graça divina para eu não ser o único agraciado. É que até ser assim tão abençoado cansa!


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!    

domingo, 24 de abril de 2022

Maus alunos de História, Primeira Parte: António Costa

 Amanhã será 25 de Abril de 2022 e comemorar-se-ão 48 anos da Revolução dos Cravos, que pôs fim ao regime ditatorial do Estado Novo. Não há qualquer dúvida quanto a isso, é algo do senso comum.


Há pouco mais de um mês atrás, António Costa referiu, e a comunicação social deu ampla réplica à suposta efeméride, que a 23 de Março passaríamos a ter mais tempo de vivência em democracia do que em ditadura. «Espera lá», pensei eu cá para mim, «mais como assim?» É verdade que os meus conhecimentos de História são um tanto ou quanto limitados mas vamos lá fazer as contas e ver se nos entendemos.


A Revolução Nacionalista deu-se em 1926, certo? A Revolução dos Cravos deu-se em 1974. Logo, a ditadura durou 48 anos. Da Revolução dos Cravos ao dia de amanhã vão outros 48 anos. Problema: a Revolução dos Cravos foi a 25 de Abril de 1974 mas a Revolução Nacionalista foi a 28 de Maio de 1926.


28 de Maio, não 23 de Março.

 

Não sei que raio de contas ou de contagem de dias andaram a fazer mas o que me parece lógico, na minha ignorância, é que a democracia só ultrapassará a ditadura a 29 de Maio. Isto, claro, se não nos pusermos a fazer outras contas...


Em suma, parece-me que há aqui gente, entre os quais o nosso Primeiro-Ministro, que parecem não ter prestado atenção às aulas de História.


Que a caca esteja convosco!



P.S. (espero que com mais entendidos em História): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 15 de março de 2022

Portugal Hostil?

 O Governo Russo passou a considerar Portugal como «um país hostil».

Fogo, fomos descobertos. Mas já agora, vamos lá ver em que medida o nosso país é... «hostil»... Talvez o Putin até tenha razão, não é? Afinal de contas, o hino português não fala em «contra os canhões, marchar, marchar»?

Ena pá, que parada militar esta!


Até as mulheres vão à tropa. Só aqui elas, diante dos carros de combate.

 

Estas até vêm de armadura.

Mais carros de combate.

Outro... e dos pesados!

Este é o da malta graúda.


Os últimos gritos em alta tecnologia nas viaturas militares.


Então e isto? Não são tabuleiros com pães, são mísseis!

 

Agentes sob disfarce.

Este é perigoso, tal como o são estes aqui abaixo, os responsáveis pelas torturas.




 

Fortificações ultra-modernas. E são mais que muitas!





Se há muitas fortalezas, é porque há muita guerra. Logo, os Portugueses são um povo de guerreiros, certo?

Então e os civis?

Que agressividade!



Só aqueles cornos! Tão hostil!!!

Então e os gritos de guerra?

Caneco, aí vem uma falange!





E as armas, as bombas que lá têm?


 




 Ai Jesus, que bombástico...

Bombástico...


Eeeeh...

Que bombardas...

Céus, isto é mais perigoso que ogivas nucleares!


Ena pá, isto são só bombas calóricas!!!


Não há a menor dúvida, com uma artilharia desta, Portugal só pode mesmo ser um país hostil.

 

Eu ia para dizer que o Putin ganhasse mas é juízo mas acho que talvez seja mais fácil nós ganharmos antes cautelas para com esse pudim estragado.

 

Que a caca e a hostilidade descrita acima estejam sempre convosco!

 

 

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Prémios Pesadelo na Cozinha: Ucrânia 2022

 (Naturalmente que a situação é triste e eu não pretendo ferir susceptibilidades. O objectivo é sim criticar quem deve ser criticado.)

Bem-vindos a mais uma gala de entrega dos Prémios Pesadelo na Cozinha. Não, aqui não há Ljubomir Stanisic, pelo que podemos respirar de alívio. Mas só um bocadinho, que há quem faça de qualquer cozinhado algo digno de uma indigestão bem maior que as provocadas pelas rebocadas do nosso célebre chefe de cozinha. Estamos a analisar os cozinhados que hão-de sair da grande cozinha da Ucrânia. E digo-vos: está cá um caldinho!

Primeiro galardão da noite. Para o vencedor da categoria Entrada, também designada na gíria por «Fecha a Boca», tal não é a voracidade com que se pretende saciar o apetite com um petisquinho, é... Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos da América! É verdade, o homem mandou tantas postas de pescada ao Putin e bitaites que mais parecia querer provocar a guerra em vez de a evitar. Durante semanas a fio, foi desenrolando toda a espécie de acusações e suspeições à Rússia. «Os Russos têm isto e aquilo e vão fazer isto e aquilo e vai ser já amanhã; não, agora é que é mesmo amanhã; não, desta vez é que vão atacar mesmo mesmo amanhã, a sério;  e vão também fazer pirataria informática e, pior, entrar na casa do «Big Brother»... já amanhã!» Enfim, é tão habitual as sucessivas administrações norte-americanas apresentarem falsos argumentos e falsas acusações que, se não fosse nós desta vez termos mesmo a certeza que o Putin estava a armar a estrangeirinha, faríamos orelhas moucas ao «Príncepe de Washington». É a típica história de Pedro e o Lobo.



Na categoria Sopa, a equiparidade de circunstâncias ditou que o prémio fosse repartido entre...

NATO,

União Europeia e

China!

Pois é, todos estes andam com paninhos quentes de volta da caçarola ao lume. Os dois primeiros, que, em geral, se agrupam na mesma equipa, bem querem lá meter a colher mas têm medo de se queimarem. Por isso, apesar do apelo da comida, mantêm-se na borda. Já a China tem-se mostrado surpreendentemente (ou para mim não) apaziguadora dos apetites alheios. Nós sabemos que uma guerra não é boa para ninguém mas um conflito na Europa seria péssimo para um país comunista rendido ao capitalismo e que tem no nosso continente uma vasta clientela para escoar os seus produtos. Para além disso, pretende dar-se bem com a sua vizinha Rússia e não pisar os calos dos Estados Unidos da América, logo agora que o palerma do Trump já não anda por aí a pôr os Chineses com os olhos ainda mais em bico. Atitude sensata. Muito bem!


Em terceiro lugar, o prémio do Prato Principal, conhecido por «Está-se Mesmo a Ver», vai para Volodymyr Zelenskyy, Presidente da Ucrânia. Naturalmente, tornou-se a refeição mais apetecida dos cardápios da actualidade. Bem se pretende servir este prato com uma boa União Europeia ou Aliança Atlântica mas Putin deseja-o cru e só para si, apesar de suspeitar que, uma vez comido, pretende alterar a ementa ucraniana, como fez com a da Geórgia.

 


Para o prémio Segundo Prato, aquele que também está sempre à mesa: Emmanuel Macron, Presidente de França. É verdade, ele está em todas e, apesar de ser um governante medíocre,  tem-nos surpreendido pela positiva face a estes cozinhados. Não desiste perante o desânimo de todos os outros e continua sempre a negociar em prol da paz mesmo quando já tudo anda aos tiros e a amandar bombas para todos os lados. Um aplauso de pé!



Finalmente, na categoria de  Sobremesa, ou «Prémio Já Estávamos à Espera», sem mais demoras: Pudim, quer dizer, Vladimir Putin, o Presidente-Que-Só-Falta-Mesmo-Auto-proclamar-se-Imperador da Rússia. Vá lá, só é cego quem não quer ver. Basta olhar para as acumulações de meios, riquezas e reservas dos últimos 15 anos, para o que aconteceu com a Geórgia (a estratégia parece semelhante, senão igual), para o aumento do orçamento para as Forças Armadas, para os discursos e artigos de opinião megalómanos e imperialistas, para as constantes tricas e ameaças e cortes de gás à Ucrânia, para, enfim, tudo e mais alguma coisa. O homem é ambicioso , extremamente calculista e inteligente e, sejamos francos, doido. Se a refeição não lhe calhar bem, o que se antevê pelo excesso de caramelo, já fala em recorrer aos supositórios nucleares... e não são para ele. Só nos resta saber é se nos ficaremos por este pudim ou se ainda haveremos de ter na Europa ou até em todo o Mundo uma verdadeira salada russa.


 

 

Feitas as contas, tudo isto é uma tristeza. Esperemos que tudo isto tenha uma resolução rápida e que os males para a Humanidade em geral e para a própria Rússia em particular não venham a conhecer um somatório bem mais avultado. É caso para dizer, não, rogar mesmo: Deus nos livre!


Que a caca esteja convosco!



P.S. NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Breves comentários sobre as eleições

Decorreram no passado dia 30 de Janeiro, anteontem, mais umas eleições legislativas, desta vez antecipadas. Se por um lado, muito ficou na mesma, por outro muito mudou. Vejamos então o novo panorama em traços largos.


O Partido Socialista voltou a ganhar, como era de prever. Só não era previsível era que o fizesse por maioria absoluta. Eu nunca pensei. Acho que nem o António Costa alguma vez pensou! Portanto, há tudo para mais quatro anos, que se espera serem de estabilidade. Quatro anos socialistas, para o bem e para o mal. Como eu disse, a hipótese menos má.



O Partido Social-Democrata não teve a votação que esperava, diminuindo a percentagem de votos e o número de deputados. À partida, parecia que ficaria atrás do P.S. mas mais taco a taco. No entanto, obteve mais votos que no anterior escrutínio, em que a abstenção foi superior. Rui Rio deixou o lugar à disposição. Vai ter mais tempo para o seu gato. Parece ter cessado o tempo dos moderados a liderar o partido.



O Chega, como era de esperar, tornou-se a terceira força política do país, ainda que sendo um partido um pouco à deriva e à procura de um rumo e uma identidade. Ascensão exponencial, cortesia da campanha negra generalizada de que foi alvo. André Ventura tem muito que agradecer a notoriedade que Ferro Rodrigues, Ricardo Araújo Pereira e outros lhe deram, ainda que a criticar. Para já, nenhum partido quer falar com o Chega. Mais cedo ou mais tarde, serão a isso obrigados.



O Iniciativa Liberal foi outro grande vencedor das eleições e espera-se vir a ser a nova bengala do P.S.D., uma vez eclipsado o C.D.S.. 



O Partido Comunista Português teve o pior resultado de sempre em eleições legislativas. Porque será? Seria importante uma discussão interna e um descolar do Bloco de Esquerda.



Os Verdes devem ter secado pois não conseguiram eleger um único deputado. É pena. Vou ter saudades da Heloísa Apolónia a desancar o Sócrates ou o Passos Coelho.



O Bloco de Esquerda também viu perder metade dos seus deputados. Não foi para mim qualquer surpresa. Surpreendente é continuar a eleger deputados desde 1999. Enfim, fenómenos do Entroncamento e não só... Curiosamente, o partido tem-se mantido muito calado sobre os resultados. Se Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos estão à rasca, decerto Catarina Martins também estará.



O Livre conseguiu repetir a proeza de eleger um deputado.


 Ao menos Rui Tavares respirará de alívio. O Livre está livre da Joacine... Hehehe! Confesso, é uma piada fácil.



O partido Pessoas Animais Natureza também só elegeu desta feita uma deputada, que é a sua líder, diminuindo a sua votação, como era de esperar. E até isso já foi uma sorte para algo que carece de programa e não é nem ave nem morcego.



O Centro Democrático Social quis «endireitar-se» e a coisa deu mau resultado. Nenhum deputado eleito. Paulo Portas quase destruiu o partido e Assunção Cristas seguiu-lhe as pisadas. O «Chicão» tratou de dar cabo do que sobrava. Outra coisa que o Chega agradece, já que muitos centristas tornaram-se cheguistas. Agora é que  é mesmo P.P.: antes era o Partido da Puta, lugar cedido ao P.A.N., e agora é o Partido aos Pedaços.


De qualquer das formas, a ingovernabilidade foi adiada. No próximo escrutínio os eleitores dirão de sua justiça.


Que a caca esteja convosco!



P.S. (não o partido): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!