domingo, 29 de março de 2026

Os novos pseudo-defensores da independência da Justiça

 Já há muitos anos que eu tenho chamado a atenção aos que me rodeiam para o facto da Justiça, de acordo com a Constituição, ser um dos três poderes, independente dos restantes, o legislativo e o executivo, mas, ao mesmo tempo e noutros pontos do mesmo texto, se mostrar subjugada aos grandes decisores políticos, comprometendo a sua independência. Basta vermos o que ela diz acerca da composição e nomeação dos elementos do Tribunal Constitucional, do Conselho Superior da Magistratura e do Conselho Superior do Ministério Público.

Nas últimas eleições legislativas, o Chega foi a segunda força política mais votada e passou a ter possibilidade de nomear membros para estes organismos. Assim se gerou um impasse que dura há meses, com as votações para os nomes propostos constante e sucessivamente adiadas. De repente, temos também responsáveis socialistas e social-democratas a dizer que a Constituição tem de ser alterada porque a Justiça não é independente e tem de ser.

Como já tenho dito, eu não sou apoiante do Chega. Contudo, devo admitir que, mais uma vez, tem razão, pois tem direito a propor nomes como qualquer outro partido que tenha representação para isso. Quanto àqueles supracitados que agora apregoam a defesa da independência da Justiça, só uma palavra me ocorre: hipócritas! Quando a situação foi conveniente e favorável aos seus partidos, ninguém se queixou e os nomes foram saindo das suas esferas de influência à medida que se foram revezando no poder. Agora que um novo partido lhes ameaça o poleiro, já se queixam.

Muito bem, eles que continuem, que é para continuar a dar razão e força ao Chega. Quanto a mim, qualquer dia deixo de votar que é para nãp tomar mais parte nesta farsa.

que a caca esteja convosco!

 

 

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Chega e Judiciária: parvoíce ou perseguição?

 Rui Cristina, Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, foi alvo de buscas realizadas pela Polícia Judiciária ao seu gabinete no Paço do Concelho e à sua casa. Em causa está uma queixa por racismo contra ele porque terá afirmado em reunião camarária que tinham de acabar os privilégios aos ciganos no concelho, que, afirmaria, tinham primazia sobre os restantes munícipes na cedência de habitações sociais e gozavam de pagarem apenas 1 ou 2 euros de renda por mês, ou seja, que não podiam ser mais que os outros e todos tinham de ser tratados de maneira igual.

Não sei se as alegações são verdadeiras ou falsas. O que sei é que, a serem verdadeiras, então ele tem razão no que diz. Afinal, não estaremos todos nós numa democracia? Não temos todos iguais direitos e deveres? É ou não é a Lei igual para todos?

Quer-me cá parecer que a chegada do Chega ao poder nesta e noutras duas autarquias levou a que houvesse quem tivesse ficado incomodado. Não sei como é convosco mas esta história toda parece-me que ou é parvoíce ou perseguição política. Espero que seja só parvoíce mas receio bem que haja aqui de ambos os factores.

Resta saber agora é o que é que a Polícia Judiciária esperava encontrar no gabinete e na casa do autarca. Sapos de loiça? Santa paciência!

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

O misterioso «Descombobulador» de Trump

 Numa conferência de imprensa, Donald Trump afirmou que a captura de Nicolas Maduro tinha sido um sucesso, em grande parte graças a uma nova arma secreta desenvolvida pelos Americanos, o «Descombobulador». Interrogado acerca de que tipo de arma seria, Trump não adiantou mais nada, apenas que a arma «descombobulava» e era secreta.

Nós ficamos aqui a pensar: «que raio é que é descombobular?» Sabendo muito bem como é o Presidente dos Estados Unidos da América, ficamos com três hipóteses quanto à natureza da arma.

1 - Existe mesmo e Trump teve um deslize ao referir-se-lhe.

2 - Existe mesmo, Trump teve um deslize ao referir-se-lhe mas enganou-se no nome.

3 - Não existe e foi só uma mera invenção para dar a entender que havia uma arma secreta.

Não sei se o «Descombobulador» existe mesmo ou não e, existindo, parece não ser lá muito secreta, para ter sido tão levianamente revelada. Porém, o mais provável é que seja mais uma aldrabice do costume, até porque a loucura de Trump não é segredo nenhum para ninguém.

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 9 de março de 2026

Viva a bandidagem!

 Eu sei que sou chato, reconheço. Um dos aspectos no qual isso se verifica é que pode acontecer tudo e mais alguma coisa no Mundo que eu acabo por comentar sempre o Festival da Canção e deixar o resto para trás. A verdade é que eu não tenho a vida daquela malta que passa o tempo a pôr coisas na Internet como se não fizesse mais nada. E se calhar, até não faz mesmo mais nada. Também não tenho sempre acesso à Internet, pelo que se tornam restritas as ocasiões em que posso escrever aqui algo. Porém, tendo eu oportunidade, que assunto nunca há-de faltar, eis-me a mandar algumas postas de pescada, como é agora o caso. Tenho é de escolher acerca do que hei-de falar. Faziam falta aqui o X-Filer e o Inácio Balakov para me darem uma mãozinha e trazerem mais assuntos ao Pombocaca. Por outro lado, como já falei anteriormente, o Festival da Canção é um excelente tubo de ensaio com uma amostra da realidade e, portanto, óptimo para a apreciar do ponto de vista sociológico.

Posto isto, digo que assistimos a um festival bastante variado e de qualidade que me parece acima do que tem sido comum desde há tempos para cá. Na sua maioria, os temas foram merecedores de serem considerados festivaleiros e com bons intérpretes e apresentáveis. De entre eles, destacou-se aquele que veio a ser o vencedor, quanto a mim espectável logo desde a semi-final em que participou: «Rosa», dos Bandidos do Cante.

Nem sempre o melhor tema ganha o Festival, tudo depende muito dos júris e dos espectadores. No entanto, aqui a vitória desenhou-se logo quase à partida. E como não podia? Boa letra, boa melodia, bons intérpretes com vozes claras e bem colocadas.  Do ponto de vista técnico e seguindo uma apreciação objectiva, a música é perfeita e os intérpretes os ideais para o tema, uma justa vencedora. Deixando-nos conduzir pelo aspecto sentimental, a palavra que a define é outra: apaixonante! Mas não uma paixão arrebatadora e doentia, antes sim uma ternura que nos invade e domina.

A intervenção magistral de um violino primorosamente tocado e encaixado na composição nem por sombras consegue esconder o facto de este ser um tema de cariz tradicional. No fundo, é um cantar alentejano, é óbvio. Pode portanto não parecer mas esta canção é bem mais do que um concorrente e vencedor de um concurso. É uma marca do passado, o grito de todo um mundo que está a desaparecer e que insiste em tentar sobreviver. Este Alentejo , este Portugal, este globo relativamente calmo de outrora está a desvanecer-se perante a correria, o artifício, o imediato, o descartável e o cacofónico mundo moderno.

Assim, como se não bastasse o talento dos intérpretes e a qualidade da composição, há ainda este ponto extra a favor. Mesmo que tivesse sido outro o vencedor, estes factores que enumerei já fariam desta rosa a flor mais elegante do jardim na grande noite das canções da televisão.

Nunca pensei dizer isto mas cá vai. Viva a bandidagem!

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...

A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!