terça-feira, 15 de março de 2022

Portugal Hostil?

 O Governo Russo passou a considerar Portugal como «um país hostil».

Fogo, fomos descobertos. Mas já agora, vamos lá ver em que medida o nosso país é... «hostil»... Talvez o Putin até tenha razão, não é? Afinal de contas, o hino português não fala em «contra os canhões, marchar, marchar»?

Ena pá, que parada militar esta!


Até as mulheres vão à tropa. Só aqui elas, diante dos carros de combate.

 

Estas até vêm de armadura.

Mais carros de combate.

Outro... e dos pesados!

Este é o da malta graúda.


Os últimos gritos em alta tecnologia nas viaturas militares.


Então e isto? Não são tabuleiros com pães, são mísseis!

 

Agentes sob disfarce.

Este é perigoso, tal como o são estes aqui abaixo, os responsáveis pelas torturas.




 

Fortificações ultra-modernas. E são mais que muitas!





Se há muitas fortalezas, é porque há muita guerra. Logo, os Portugueses são um povo de guerreiros, certo?

Então e os civis?

Que agressividade!



Só aqueles cornos! Tão hostil!!!

Então e os gritos de guerra?

Caneco, aí vem uma falange!





E as armas, as bombas que lá têm?


 




 Ai Jesus, que bombástico...

Bombástico...


Eeeeh...

Que bombardas...

Céus, isto é mais perigoso que ogivas nucleares!


Ena pá, isto são só bombas calóricas!!!


Não há a menor dúvida, com uma artilharia desta, Portugal só pode mesmo ser um país hostil.

 

Eu ia para dizer que o Putin ganhasse mas é juízo mas acho que talvez seja mais fácil nós ganharmos antes cautelas para com esse pudim estragado.

 

Que a caca e a hostilidade descrita acima estejam sempre convosco!

 

 

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Prémios Pesadelo na Cozinha: Ucrânia 2022

 (Naturalmente que a situação é triste e eu não pretendo ferir susceptibilidades. O objectivo é sim criticar quem deve ser criticado.)

Bem-vindos a mais uma gala de entrega dos Prémios Pesadelo na Cozinha. Não, aqui não há Ljubomir Stanisic, pelo que podemos respirar de alívio. Mas só um bocadinho, que há quem faça de qualquer cozinhado algo digno de uma indigestão bem maior que as provocadas pelas rebocadas do nosso célebre chefe de cozinha. Estamos a analisar os cozinhados que hão-de sair da grande cozinha da Ucrânia. E digo-vos: está cá um caldinho!

Primeiro galardão da noite. Para o vencedor da categoria Entrada, também designada na gíria por «Fecha a Boca», tal não é a voracidade com que se pretende saciar o apetite com um petisquinho, é... Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos da América! É verdade, o homem mandou tantas postas de pescada ao Putin e bitaites que mais parecia querer provocar a guerra em vez de a evitar. Durante semanas a fio, foi desenrolando toda a espécie de acusações e suspeições à Rússia. «Os Russos têm isto e aquilo e vão fazer isto e aquilo e vai ser já amanhã; não, agora é que é mesmo amanhã; não, desta vez é que vão atacar mesmo mesmo amanhã, a sério;  e vão também fazer pirataria informática e, pior, entrar na casa do «Big Brother»... já amanhã!» Enfim, é tão habitual as sucessivas administrações norte-americanas apresentarem falsos argumentos e falsas acusações que, se não fosse nós desta vez termos mesmo a certeza que o Putin estava a armar a estrangeirinha, faríamos orelhas moucas ao «Príncepe de Washington». É a típica história de Pedro e o Lobo.



Na categoria Sopa, a equiparidade de circunstâncias ditou que o prémio fosse repartido entre...

NATO,

União Europeia e

China!

Pois é, todos estes andam com paninhos quentes de volta da caçarola ao lume. Os dois primeiros, que, em geral, se agrupam na mesma equipa, bem querem lá meter a colher mas têm medo de se queimarem. Por isso, apesar do apelo da comida, mantêm-se na borda. Já a China tem-se mostrado surpreendentemente (ou para mim não) apaziguadora dos apetites alheios. Nós sabemos que uma guerra não é boa para ninguém mas um conflito na Europa seria péssimo para um país comunista rendido ao capitalismo e que tem no nosso continente uma vasta clientela para escoar os seus produtos. Para além disso, pretende dar-se bem com a sua vizinha Rússia e não pisar os calos dos Estados Unidos da América, logo agora que o palerma do Trump já não anda por aí a pôr os Chineses com os olhos ainda mais em bico. Atitude sensata. Muito bem!


Em terceiro lugar, o prémio do Prato Principal, conhecido por «Está-se Mesmo a Ver», vai para Volodymyr Zelenskyy, Presidente da Ucrânia. Naturalmente, tornou-se a refeição mais apetecida dos cardápios da actualidade. Bem se pretende servir este prato com uma boa União Europeia ou Aliança Atlântica mas Putin deseja-o cru e só para si, apesar de suspeitar que, uma vez comido, pretende alterar a ementa ucraniana, como fez com a da Geórgia.

 


Para o prémio Segundo Prato, aquele que também está sempre à mesa: Emmanuel Macron, Presidente de França. É verdade, ele está em todas e, apesar de ser um governante medíocre,  tem-nos surpreendido pela positiva face a estes cozinhados. Não desiste perante o desânimo de todos os outros e continua sempre a negociar em prol da paz mesmo quando já tudo anda aos tiros e a amandar bombas para todos os lados. Um aplauso de pé!



Finalmente, na categoria de  Sobremesa, ou «Prémio Já Estávamos à Espera», sem mais demoras: Pudim, quer dizer, Vladimir Putin, o Presidente-Que-Só-Falta-Mesmo-Auto-proclamar-se-Imperador da Rússia. Vá lá, só é cego quem não quer ver. Basta olhar para as acumulações de meios, riquezas e reservas dos últimos 15 anos, para o que aconteceu com a Geórgia (a estratégia parece semelhante, senão igual), para o aumento do orçamento para as Forças Armadas, para os discursos e artigos de opinião megalómanos e imperialistas, para as constantes tricas e ameaças e cortes de gás à Ucrânia, para, enfim, tudo e mais alguma coisa. O homem é ambicioso , extremamente calculista e inteligente e, sejamos francos, doido. Se a refeição não lhe calhar bem, o que se antevê pelo excesso de caramelo, já fala em recorrer aos supositórios nucleares... e não são para ele. Só nos resta saber é se nos ficaremos por este pudim ou se ainda haveremos de ter na Europa ou até em todo o Mundo uma verdadeira salada russa.


 

 

Feitas as contas, tudo isto é uma tristeza. Esperemos que tudo isto tenha uma resolução rápida e que os males para a Humanidade em geral e para a própria Rússia em particular não venham a conhecer um somatório bem mais avultado. É caso para dizer, não, rogar mesmo: Deus nos livre!


Que a caca esteja convosco!



P.S. NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Breves comentários sobre as eleições

Decorreram no passado dia 30 de Janeiro, anteontem, mais umas eleições legislativas, desta vez antecipadas. Se por um lado, muito ficou na mesma, por outro muito mudou. Vejamos então o novo panorama em traços largos.


O Partido Socialista voltou a ganhar, como era de prever. Só não era previsível era que o fizesse por maioria absoluta. Eu nunca pensei. Acho que nem o António Costa alguma vez pensou! Portanto, há tudo para mais quatro anos, que se espera serem de estabilidade. Quatro anos socialistas, para o bem e para o mal. Como eu disse, a hipótese menos má.



O Partido Social-Democrata não teve a votação que esperava, diminuindo a percentagem de votos e o número de deputados. À partida, parecia que ficaria atrás do P.S. mas mais taco a taco. No entanto, obteve mais votos que no anterior escrutínio, em que a abstenção foi superior. Rui Rio deixou o lugar à disposição. Vai ter mais tempo para o seu gato. Parece ter cessado o tempo dos moderados a liderar o partido.



O Chega, como era de esperar, tornou-se a terceira força política do país, ainda que sendo um partido um pouco à deriva e à procura de um rumo e uma identidade. Ascensão exponencial, cortesia da campanha negra generalizada de que foi alvo. André Ventura tem muito que agradecer a notoriedade que Ferro Rodrigues, Ricardo Araújo Pereira e outros lhe deram, ainda que a criticar. Para já, nenhum partido quer falar com o Chega. Mais cedo ou mais tarde, serão a isso obrigados.



O Iniciativa Liberal foi outro grande vencedor das eleições e espera-se vir a ser a nova bengala do P.S.D., uma vez eclipsado o C.D.S.. 



O Partido Comunista Português teve o pior resultado de sempre em eleições legislativas. Porque será? Seria importante uma discussão interna e um descolar do Bloco de Esquerda.



Os Verdes devem ter secado pois não conseguiram eleger um único deputado. É pena. Vou ter saudades da Heloísa Apolónia a desancar o Sócrates ou o Passos Coelho.



O Bloco de Esquerda também viu perder metade dos seus deputados. Não foi para mim qualquer surpresa. Surpreendente é continuar a eleger deputados desde 1999. Enfim, fenómenos do Entroncamento e não só... Curiosamente, o partido tem-se mantido muito calado sobre os resultados. Se Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos estão à rasca, decerto Catarina Martins também estará.



O Livre conseguiu repetir a proeza de eleger um deputado.


 Ao menos Rui Tavares respirará de alívio. O Livre está livre da Joacine... Hehehe! Confesso, é uma piada fácil.



O partido Pessoas Animais Natureza também só elegeu desta feita uma deputada, que é a sua líder, diminuindo a sua votação, como era de esperar. E até isso já foi uma sorte para algo que carece de programa e não é nem ave nem morcego.



O Centro Democrático Social quis «endireitar-se» e a coisa deu mau resultado. Nenhum deputado eleito. Paulo Portas quase destruiu o partido e Assunção Cristas seguiu-lhe as pisadas. O «Chicão» tratou de dar cabo do que sobrava. Outra coisa que o Chega agradece, já que muitos centristas tornaram-se cheguistas. Agora é que  é mesmo P.P.: antes era o Partido da Puta, lugar cedido ao P.A.N., e agora é o Partido aos Pedaços.


De qualquer das formas, a ingovernabilidade foi adiada. No próximo escrutínio os eleitores dirão de sua justiça.


Que a caca esteja convosco!



P.S. (não o partido): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Considerações sobre as eleições legislativas de 2022

 Caros colegas de pombal, vêm aí as eleições!

 

Dia 30 temos eleições legislativas. Sim, aquelas coisas que os políticos dizem que servem para eleger deputados mas que toda a gente sabe que são para escolher quem vai formar o Governo. Na minha modesta opinião, acredito que o Partido Socialista vai continuar a ser o detentor do Executivo. Não direi que seja a melhor opção. Olhando para a conduta do partido ao longo da vigência da Geringonça, muitas vezes correctíssima mas outras discutível e noutras ainda reprovável, e nas vezes anteriores em que ocupou o poder (vêm-me à lembrança os governos de Mário Soares e Sócrates, por exemplo), «melhor» não é decerto a palavra mais indicada. Contudo, se fizermos o comparativo com os restantes partidos com assento parlamentar, depressa concluímos que é a opção menos má. Senão vejamos.


- O P.S.D. parece estar vazio de ideias. É um bando de gente sorridente mas com punhais escondidos atrás das costas, ansiosa por chegar ao poder. Se vem de lá algo, é só para contrariar o P.S., ainda que possam mais tarde apresentar a mesma ideia como se fosse dele. O mesmo se aplica em vice-versa. Olhando para o passado, tem um longo historial de gosto por austeridade e tendências para o autoritarismo. Só de pensar nos 10 anos de Governo do Cavaco, até me dá uma coisinha má. A evitar.

 

- O C.D.S. não existe mais enquanto partido. É uma mera sucursal do P.S.D. caída há décadas numa espiral de auto-destruição. o Chicão tem-lhe dado uns golpes de misericórdia bem fortes. Por este andar, extinguir-se-á em breve.


- O P.C.P. só não parece a mesma jarretice de sempre porque tem imitado o Bloco de Esquerda desde que este apareceu para parecer moderno. No entanto, continua a ser a mesma cassete, com uma fita cada vez mais gasta. Vai definhando lentamente.


- O P.E.V., «Os Verdes», tem vivido colado ao P.C.P., como um gémeo siamês mais diminuto, o que é uma pena. Por um lado, tem tido alguma visibilidade. Por outro, acredito que a coligação, a C.D.U., não só tem vincado essa falta de identidade própria como, consequentemente, tem impedido que o partido evolua nas votações. É assim que nascem P.A.N.s.


- O Bloco de Esquerda é um partido de desresponsabilização, já para não dizer de irresponsabilidade. Basta olhar para as causas que sempre defenderam e defendem. Tem ideias muito interessantes mas outras que são atentados civilizacionais. Como se não bastasse, a «esquerda caviar», como é conhecida, tem-se dividido em diferendos e lutas fratricidas, das quais resultaram o Livre e o Movimento de Acção Socialista. Deverá vir a perder cerca de metade dos deputados. Admiro-me é como ainda conseguiu alguma vez ter um. De fugir.


- O P.A.N.... Ia para dizer que não é nem ave nem morcego mas se calhar é tudo isto e muito mais. É sectário, não tem um programa abrangente e promete vir a ser uma espécie de novo C.D.S., virando-se para o lado que mais lhe convém. Até na hipocrisia de quem o dirige já se parece com um partido dos clássicos.


- O Iniciativa Liberal é uma aberração. Por vontade dos seus membros, de acordo com o programa, privatizava-se ou extinguia-se tudo, reduzia-se o Estado a uma insignificância ainda maior do que aquela que já é e deixava-se sociedade e economia regerem-se por si próprios. Ora nós já vimos na Monarquia Constitucional que o Liberalismo não dá resultado. Na prática, se o Estado não detiver pontos-chave da gestão do país, por empresas e serviços, não só não há controlo como o Estado comporta-se como uma pessoa ou incapaz ou autista. De igual modo, sociedade e economia não se regem por eles próprios. A tendência natural é a dos grandes acabarem por abafar e subjugar os pequenos. Na teoria, há Liberalismo; na prática, há Anarquia.


- O Chega é um partido que anda à deriva, ainda em busca de uma identidade própria, mas que se tem radicalizado desde a campanha para as eleições presidenciais. Não inspira confiança. Muito menos o seu líder, André Ventura, que se tem apresentado com frequência com modos e comentários impróprios dum líder partidário. Prevendo-se vir a ser a terceira força política, depressa sentimos um arrepio na espinha.


- O Livre é só o Bloco de Esquerda com outro nome. Ah, e é verdade, e sem Joacines. Portanto, aplica-se o mesmo. Pena, porque o seu dirigente, Rui Tavares, parece simpático e animado e é alguém que eu decerto gostaria de ter tido como professor.


- A Geringonça está morta e enterrada. Não vai regressar.


- A Eco-Geringonça que Rui Tavares propõe não tem pernas para andar pois parece que mais ninguém a quer.


- Aliança Democrática ou Alternativa Democrática ou como quer que lhe chamem também não me cheira que haverá. Os sociais-democratas coligar-se-iam com quem? Com os centristas que estão à beira de desaparecer da Assembleia e de fora dela? Não me parece. Com o Chega? Não acredito que Rui Rio goste de brincar com frascos de nitroglicerina. Com o Iniciativa Liberal? Depressa se arrependerão.


-  Volta e meia e fala-se no regresso do Bloco Central. Eu só pergunto: mas está tudo doido? Essa já foi uma coligação contra-natura que não deu resultado. As relações entre socialistas e sociais-democratas não melhoraram desde então. Não me parece que dê certo agora. Isso seria uma jogadasuicida para ambos os partidos, que perderiam a credibilidade que lhes resta. Vamos mas é ganhar juízo e deixar esse acontecimento deprimente lá nos anos 80, onde nunca sequer deveria ter aparecido.


Enfim, quer-me cá parecer que o executivo que aí vem, seja a continuidade do Governo de António Costa seja a formação de um novo, deverá se minoritário, ou seja, não será algo para durar. As contas parecem estar a complicar-se e, ou muito me engano ou estamos a caminhar perigosamente a médio ou longo prazo para ou o pântano político, com a previsível ingovernabilidade, ou uma forma de governação mais severa.


Analizemos todas as opções atentamente, estas ou outras, que há muitos partidos por ode escolher. O importante é se sensato e ponderado na escolha e votar no que a razão e o coração dizem ser melhor para todos nós.


Que a caca esteja convosco!



P.S.(com ou sem António Costa): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Piolhices e Covidices na Escola

Esta é a segunda semana de aulas do Segundo Período. Ao contrário do que acontecia até este reinício ligeiramente mais tardio do ano lectivo, desta vez o Governo decidiu que, se fosse encontrado um aluno infectado com Covid-19, a turma não ficaria de quarentena. Antes ficava. As aulas decorreriam com normalidade, exceptuando para os alunos doentes, que não iriam à escola. Logo soaram pais e encarregados de educação a aplaudir a decisão. Eu então fiquei estupefacto. Bem sei que é complicado para muitas pessoas ter onde e com quem deixar os miúdos se não forem para a escola, pois têm de trabalhar e raramente é possível levar os petizes para os locais de trabalho. Porém, eu fico mais descansado sabendo que um filho meu está em casa, longe de potenciais infecções onde elas têm sido agora mais frequentes. Isto é como com os piolhos. Se um aluno numa turma apanha, não deverá demorar a aparecer mais alguém que também apanhe. Como diz o provérbio, «ao comer e ao coçar, o pior é começar».


Má medida governamental. Mais uma entre muitas óbvias.


Que a caca esteja convosco!



E já que falamos de escola, NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Súplicas eleitorais

 António Costa parece estar ou muito confiante ou desesperado pois agora está sempre a pedir maioria absoluta. Mais do que apelar, ele parece é já estar a suplicar. Agora se a consegue ou não...


Comparando o Partido Socialista com a prestação do Partido Social-Democrata na posse do executivo ao longo da Terceira República e fazendo o mesmo comparativo com os restantes partidos com assento parlamentar, sem pestanejar qualquer um diria que claro que sim. Olhando para a conduta algo errática do Governo, diríamos que decerto não.


Dia 30 saberemos se as súplicas, que se não são, parecem, deram resultado.


Que a caca esteja convosco!!!



P.S. (nada a ver com o partido): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Crítica Literária: «A Raposa Que Não Amava», de Guilhermina Filipe

 Ora cá está uma daquelas prendas para as quais dá jeito um sapatinho roto.


Chegou-me às mãos há alguns dias aquela que parece ser a mais recente obra de Guilhermina Filipe, de quem cujas obras já se falou antes em mais do que uma ocasião. Noutras não achei que valesse a pena falar mas lá abri esta excepção para dar a conhecer, e já se perceberá porquê, «A Raposa Que Não Amava».


- Género - Fábula, editada pela própria autora em Novembro de 2021.


- Organização - A habitual, que é nenhuma. 15 páginas sem subdivisões.


- História - Uma raposa tinha ido comer algumas galinhas a uma casa de gente pobre e andava feliz da vida pela floresta, de barriga cheia, quando se cruzou com a Senhora Garça. Garça, sim, embora a capa tenha um papagaio(?!).  Aqui começa uma conversa entre elas que vai dum raspanete inicial à raposa ao desenvolvimento de uma bela amizade entre ambas. Noites mais tarde, a raposa estava decidida a não voltar a pilhar capoeiras de pobres. Então foi vagueando pela floresta em busca de uma presa qualquer. No meio do escuro, vislumbrou o vulto dum pássaro e nem hesitou: papou-o logo. Os dias sucederam-se e a raposa nunca mais encontrou a sua amiga, com quem tanto gostava de conversar. Acabou por descobrir que a amiga fora comida por si. Caiu em desgosto, sem comer nem beber. Durante uma caçada, levou um tiro e foi morta. Porém, os caçadores julgaram-na doente e deitaram-na fora «para que outros animais a comam».


- Crítica - Lendo a história, o que se faz com feliz rapidez, depressa se chega à conclusão que a Litográfis deve ter na autora uma cliente de valor. Também se conclui que Guilhermina Filipe não aprende nada com a sucessão dos volumes e, portanto, a suposta prática.

É que, no que diz respeito à forma, a narrativa continua, à semelhança das anteriores, pejada de gralhas. As falhas e erros de pontuação são abundantes, tais como no que diz respeito à carência de pontos finais, de exclamação e interrogação, de travessões, de aspas e vírgulas. Mesmo muita da pontuação que aparece está nos sítios errados. É difícil perceber, mesmo tentando seguir o sentido do discurso, o que é fala de determinada personagem, o que é fala de outra e o que é narração. São também tantas e tão grosseiras as calinadas na língua que a leitura se desaconselha a gramáticos e linguistas, sob pena de poderem cortar os pulsos de desespero. São mais erros gráficos e de acentuação que as vezes que o Marques Mendes diz «eu acho» ao longo dos seus comentários na S.I.C.! Não há norma ortográfica que justifique tamanhos atropelos ao nosso já de si correntemente maltratado idioma.

No que concerne ao conteúdo, só falta um pouco de droga e uma casa-de-banho para que a conversa entre a raposa e a papagaia, perdão, garça, se assemelhe a um diálogo extraído dum filme de Quentin Tarantino. O final abrupto que a história, se tal se lhe pode chamar, tem só não se pode dizer que foi a sua machadada final porque a garça foi comida viva (e esqueçamos a pornografia, suas mentes porcas, que aqui ela foi mesmo ingerida) e a raposa foi abatida a tiro. Mais uma vez, como sempre, chegamos ao fim da leitura aliviados com o fim dela e sem percebermos o porquê de tudo aquilo. Consequentemente, não compreendemos a publicação daquilo. Mas a Litográfis agradece, que não estamos em tempos de dizer que não a um trabalho.


- Veredicto - Pode haver, e com justiça, que haja quem diga que este livro, assim como os outros todos de Guilhermina Filipe, são lixo literário. Contudo, mais do que a consciência ambiental leva-me a dizer que este e os outros merecem ser encaminhados para um de dois destinos. Um é a reciclagem, para que o papel que compõe estes volumes possa vir a conhecer uma existência mais digna num livro mais interessante, num panfleto de campanha ou publicidade ou até em papel higiénico. Há dúvidas? Pensemos na missão honrosa que o papel higiénico faz em prol da saúde pública. E se o próprio papel tiver dúvidas, ele que imagine os belos corpos em que pode vir a ser esfregado. O outro destino dos livros desta autora é o de serem guardados e preservados como obras de referência e perfeitos exemplos daquilo que uma obra literária jamais pode ser. São tão maus que nem servem para nos rirmos às custas deles, tais não são as desgraças. Bem vistas as coisas, não sei porque é que a autora perde tempo precioso e irrecuperável de vida a escrever algo tão isento de qualidade e deita fora precioso e cada vez mais escasso dinheiro, que tão difícil é do comum trabalhador ganhar, a publicar folhas que suplicam aos novos donos e improváveis potenciais leitores por uma gloriosa deposição no papelão mais próximo para reencarnarem numa existência mais digna. De igual modo, também eu não percebo porque é que me dou ao trabalho de continuar a comentar estes chorrilhos de disparates quando há tantas obras mais interessantes para apreciar. Devia haver uma vacina contra a literatura reles. Sabe-se lá se isto não é contagioso. è que às tantas qualquer dia eu ainda começo também a escrever assim tão mal.


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Mensagem de Boas Festas do Pombocaca

 Caros pombos amigos


Estamos de novo naquela que é a mais emocionante e mágica época do ano: o Natal. Os dias da amizade, da alegria, da ternura, da fraternidade, enfim, do amor. E então fico aqui a pensar numa coisa. Se estes dias são dias disto, não há nisso nenhuma novidade ou desafio e há tantos dias no ano, porque não fazer desta época um tubo de ensaio, ou melhor, um alguidar onde o pão natalício possa levedar para vir a ser cozido e consumido todos os dias do ano que está mesmo a bater à porta. Quero com isto dizer que, se estes são dias por excelência dos referidos sentimentos, que dificuldade há em replicá-los em qualquer outro dia, senão mesmo no ano todo?


Estas festas de fim de 2020 e inícios de 2021 têm novamente o sabor amargo da pandemia, o que nos leva a estarmos obrigados a um certo constrangimento nos nossos tratos, não tendo a desejada proximidade de outrora. Contudo, se há lição que deveríamos ter tirado das festividades do ano passado é que mais importante que a proximidade física é a proximidade afectiva, isto é, ainda que estejamos longe, sentirmos que algures num outro recanto do Mundo há alguém, uma ou mais pessoas, que pensam em nós, nos desejam e estimam. Não será isso bem melhor e mais forte do que estarmos na companhia de alguém que nem por isso é alvo da nossa apreciação e vice-versa?


Lembremos o exemplo de Maria, José e Jesus Cristo, já há para cima de 2000 anos, sòzinhos naquele estábulo de Belém. Sem sequer imaginarem, naquela noite fria de Inverno, muitos camponeses da zona dirigiram-se até junto deles para partilharem com eles o milagre da natalidade, da nova vida que veio ao Mundo, um pouco de calor humano. Eles não se conheciam, não tinham qualquer afinidade, mas uniram-se todos em torno de um bem maior para todos eles. Eles uniram-se pelos laços do amor.


Há um ano atrás, dizíamos todos que tudo seria diferente, tudo mudaria, que nada seria como antes, ignorando que tudo isto já tinha acontecido numerosas vezes no passado. Passado este tempo todo, digo, como o disse então, que isso era tudo uma ilusão do momento. Alguns aprenderam. A generalidade das pessoas nem por isso. Não é uma doença, uma guerra, uma tempestade, um terramoto ou qualquer outra catástrofe que vai fazer a Humanidade mudar. As pessoas só mudam se essa mudança vier de dentro. É de dentro de nós e também por influências mútuas de quem fez vir ao de cima algo de dentro de si que alguém muda. O impulso para a mudança pode ser desencadeado por algo exterior mas se o indivíduo não sentir o chamamento para seguir o caminho indicado, ficará sempre na mesma.

 

Por isso, apelo, como tem sido costume todos os anos, que deixemos os nossos corações abrirem-se e permitamos que eles sigam o caminho que o amor nos indica. Viremos as nossas caras às diferenças, esqueçamos as divergências para com aquele que é de outro partido ou clube desportivo ou professa uma religião diferente, as sacanices do vizinho que nos atormenta, os joguetes mesquinhos do colega de trabalho mesquinho invejoso, o suposto ódio do desconhecido do outro lado do campo de batalha de quem nem sequer alguma vez ouvimos falar, o nosso pior inimigo que somos nós próprios com todos os nossos defeitos, em suma, tudo aquilo que nos possa afastar uns dos outros. No meio da peculiar natureza quase ambígua da afectividade, sejamos objectivos o suficiente para deixar entrar em nós o facto de que somos todos iguais e, de uma maneira ou outra, desejamos a felicidade. Deixemo-nos guiar por essa estrela que brilha no nosso céu interior e sejamos como os camponeses, as ovelhas, os burros, as vacas, os anjos e os que mais viventes acorreram àquele pobre estábulo de Belém. Deixemo-nos pois unir fraternalmente pelo apelo do amor e assim deixarmo-nos ficar, em harmonia, para a posteridade. Aí sim veremos que a Humanidade progride e o Universo será um lugar muito mais feliz. Nunca se sabe se teremos uma próxima oportunidade para abrir o nosso coração.



Feliz Natal, um esplêndido ano novo de 2022, de preferência longe de qualquer COVID-19, e que a caca esteja sempre convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Breves notas sobre o Belenenses SAD - Benfica

 Muito se tem falado e escrito sobre o jogo de há dias entre Belenenses SAD e Benfica para o Campeonato Nacional de Futebol. Jogo, salvo seja: meio jogo! Não me vou alongar muito, até porque já não deve haver nada de novo a acrescentar.


Quando penso na vergonha a que assistimos, sejamos ou não apreciadores do desporto, lembro-me sempre da Volta a Portugal em Bicicleta. Nessa prova, é norma desde o ano passado uma equipa ser excluída se forem detectados pelo menos três infectados. Só entre os jogadores do Belenenses SAD eram 13, muitos dos quais com a nova estirpe do coronavírus. Esta partida nunca deveria ter-se realizado. Nesse aspecto, tanto as autoridades de saúde como a Liga de Clubes falharam completamente pois deveriam ter adiado o jogo. A sua realização expôs outros jogadores, público e demais intervenientes a um risco de contágio.


Em segundo lugar, alguém está a mentir. A Liga diz que ninguém pediu adiamento do jogo. O Presidente do Belenenses SAD diz que o relatório é falso e que a sua equipa foi obrigada a jogar. Uma coisa é certa. Agora todos fogem às responsabilidades, desde autoridades a Liga e clubes, empurrando as culpas uns para os outros. Só o Benfica aparenta estar, à partida, isento, pois limitou-se a aparecer para jogar com todos os requisitos exigidos.


Enfim. Mais do que outro triste episódio que desprestigia ainda mais o desporto nacional, que vive debaixo de constantes polémicas e suspeições, é um forte sintoma do mau funcionamento generalizado das entidades em Portugal, seja face a Covid-19 ou a qualquer outro aspecto. Há um longo caminho a percorrer. Espero que ainda o consigamos percorrer. Comecemos por fazer com que episódios destes não se repitam, no desporto e fora dele.

 

Que a caca esteja convosco! 



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Covido-lembrete

 Ainda alguém se lembra do que eu disse aí há um ano atrás? Pois é, o pessoal não tem juízo e já vamos na quinta vaga da doença em Portugal.


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Aposta na publicidade

 Eu confesso que a publicidade televisiva deixa-me, por vezes, perturbado. Já lá vão os anos saudosos em que o que se fazia para encher chouriços nos intervalos dos programas era material engraçado e que nos acalmava a vontade de desligar a televisão ou rebentá-la a marteladas, se é que não nos esquecíamos entretanto daquilo que estávamos a ver antes do intervalo. Detergentes, óleos de motor, parques, espectáculos, telemóveis, sapatilhas, perfumes, tudo e mais alguma coisa era publicitado. Hoje em dia parece que não.


Não sei se já alguém reparou mas parece que desde há uns quantos anos para cá, uns 10, pouco mais ou menos, os anúncios parecem em geral visar só determinado tipo de produto. Houve uma fase em que desataram a aparecer quase só anúncios de produtos com aloé vera. Depois, durante um longo período, a atenção virou-se quase em exclusivo para produtos contra onicomicoses. Sim, parecia que os fungos nas unhas estavam mais disseminados que o COVID-19, ou pior, os impostos. Entretanto, foram as viaturas eléctricas, os ascensores de escadas e as banheiras para quem tem mobilidade reduzida. De seguida, mangustão e outros que tais, as assumidas banhas da cobra da modernidade, capazes de curar tudo e mais alguma coisa, desde chatos a cancro e dívidas à Segurança Social. Veio então a vaga dos aparelhos auditivos.

 

De momento, desde que a difusão da Internet inviabilizou o exclusivo do jogo autorizado nos casinos e por via da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, para fins de benfeitorias, houve uma verdadeira explosão de páginas e canais de jogo «on-line».  E então é vermos na televisão e saturarmo-nos com publicidade de uma miríade de «sites» de apostas que se apresentam como um divertimento total maior que a mistura entre a Feira de São Matias, a Ovibeja e os festejos do Campeonato de Futebol na Rotunda do Marquês, tudo isto só que com bailarinos chiques, balões e lantejoulas. A toda a hora e quase ininterruptamente, temos Betcricas, Betuinhas, Fac-n-a-plays, Butânus, Bêst Onlines, Bêstvai, Coitcoitcoito e outros que nos aliciam com riqueza, sorte e alegria. Não faltam até os que dão uns tostanitos para começarmos a jogar à vontade se não tivermos ainda rebentado com tudo noutro lado.  Sempre gostaria era de ver a festa de quem vê escorrer pelas mãos uma rica soma, ficando não com ganhos mas com dívidas, apesar do sensato e sempre louvável constante aviso «jogue com moderação». Sim, senhor, grande exemplo que nos dão...

 

Não ligo muito ao que os outros dizem. Contudo, fico sempre a pensar que qualquer um de fora que veja a nossa televisão passa a acreditar que nós somos uma gente com as unhas chagosas, que se mexe com dificuldade, é tramouca e viciada em jogatana a bem mais que feijões. Ora nós sabemos que nada temos a ver com isso.


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


terça-feira, 27 de julho de 2021

Dúvidas judício-pseudo-desportivas existenciais

Tem havido desde há uns tempos um grande alarido com a detenção de Luís Filipe Vieira por problemas com a Justiça, que nos dias de hoje é o mesmo que dizer com o Fisco. Vou ser-vos sincero. Não fiquei admirado. Não é por nada, é só porque eu desconfio sempre de ascenções meteóricas na vida. Ora vejamos: um homem simples que enriquece, segundo se diz, com um pequeno negócio de pneus, torna-se presidente de uma pequena filial benfiquista, o Alverca, e depois ascende à liderança do clube da Luz pela mão do seu antecessor, Manuel Vilarinho. Às tantas, tudo se processou com rigor e por via do mérito. Não ponho isso em causa. É só a rapidez de tudo que me costuma meter impressão, eu que sou pessoa de vagares.


Contudo, há uma coisa que me mete impressão. Luís Filipe Vieira foi detido. Bruno de Carvalho (Sporting) também. Valentim e João Loureiro (Boavista) tiveram e têm igualmente problemas com a Justiça. Pimenta Machado (Vitória de Guimarães) foi outro. Muitos mais exemplos podem ser dados. Apenas aquele que é mais óbvio a todos e que nem sequer escondeu grande coisa parece ser imune a tudo, seja no plano nacional seja no internacional. Então, ninguém sabe a quem é costume referirem-se nestes termos? Vou dar uma dica: os seus testículos costumam ser gabados como as «Bolas do Dragão»... e o Songoku nada tem a ver com elas!

 

Bom, vou descansar um pouco o apito dourado que eu tenho de ir trabalhar.


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 21 de março de 2021

Cavaco: caso clínico

 Lá o Professor Marcelo tomou posse para o segundo mandato na presidência da República, como seria de esperar. Facto curioso do dia foi a saída à pressa de Cavaco Silva, que pareceu não querer cumprimentar o seu sucessor. Porque seria? Choveram logo acusações de que teria sido mais um daqueles seus característicos achaques de mau humor. Nada disso, tratou-se de um caso de saúde.


Consoante o diagnóstico, assim a situação se resolve fàcilmente com Renie ou Gaviscon ou então com Hirudoid ou Reumongel. É certíssimo!


Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...

A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!