Caros pombos amigos.
Como já tenho referido desde há uns anos para cá, o «Juízo do Ano» do «Borda d'Água» tem tido uma falha recorrente no que diz respeito ao planeta regente. Não atina, que é que se há-de fazer? Desta vez diz que é Mercúrio, que o foi o ano passado, não neste. Consequentemente, o resto da prognosticação também não é correctamente apresentado. Por isso, volto este ano a fazer o Juízo do Ano do Pombocaca.
Cômputo do ano de 2025
Planeta Regente: Júpiter
Número do Ciclo Solar: 19
Áureo Número: 13
Letra Epactal: B
Número da Epacta: 11
Letra Dominical: D
Prognosticação
Apesar de toda a loucura que atravessa o clima nos tempos presentes, a prognosticação do ano passa do até coincidiu com o que era de prever para um ano mercurial. No
que diz respeito às condições meteorológicas, este ano seria,
teòricamente, de Inverno temperado, Primavera ventosa, Verão aprazível e Outono chuvoso. Por consequência,
haveria abundância de trigo (no que eu guardo reservas, tendo em conta as chuvas que impediram muitas sementeiras e agora têm alagado os campos) e vinho. Os animais domésticos terão assim alimento com fartura e os cursos de água caudal abundante, pelo que será de prever abundância de carne e peixe fresco, isto se os recursos forem usados com sensatez por nós, humanos. Porém, como se não bastassem as pragas e os químicos, estas boas características meteorológicas ainda assim não constituirão benesse suficiente para as abelhas, prevendo-se fraca produção de mel. Contudo, mais uma vez advirto. Como hoje em dia o clima está muito alterado face ao que era a
norma, o mais provável é que, embora os princípios básicos se continuem a
verificar de forma mais ou menos marcada, principalmente menos, já
ninguém saiba dizer com segurança o que é que se há-de esperar das
condições atmosféricas. Portanto, há-de fazer Sol quando for de dia e
não houverem nuvens e chover quando cair água destas. O vento há-de
soprar dum lado para o outro. Trovejará quando soarem trovões.
A
fazer fé nos antigos lunários e com base no que se há-de esperar dum
ano jovial, hão-de estabelecer-se alguns acordos de paz e concórdias. De resto, já se sabe. Os artistas continuarão a
fazer arte ou coisa a que isso chamam, os cientistas, médicos, oficiais
de justiça e muitos mais a contorcer-se com falta de meios, os
traficantes a traficar, os professores e os empregados a aturar
pirralhada e seus pais e encarregados de educação mal comportados, os
políticos a atirar-nos areia para os olhos e fazer coisas parvas as mais
das vezes e por aí a fora. Enfim, hão-de acontecer acontecimentos, como
é costume.
De
uma forma geral, as pessoas nascidas neste ano terão cabeça, tronco e
membros. Os membros serão quatro, sendo que dois serão braços com uma
mão cada e cinco dedos em cada e duas pernas com um pé em cada uma, cada
qual dotado igualmente de cinco dedos cada. No tronco, por entre a
organada toda, há-de bater um coração em cada vivo, embora em certos
Putines, Nethaniahus e outros que tais não pareça. Cada cabeça deverá
contar também com dois olhos, duas orelhas e seus ouvidos, um nariz com
duas narinas, uma boca com língua e dentes, em muitas delas há-de haver
cabeça e talvez barba e, parecendo que não com preocupante frequência, é
de prever que haja um encéfalo a trabalhar dentro da caixa craniana. Sobre algumas deveria haver também um par pontiagudo de pesos, que bem o mereciam.
Apesar de tudo, vão continuar a haver guerras. O Javier Milei e o Donald Trump, só para nomear alguns, continuarão a dizer e fazer disparates, se não os calarem. Se não estiverem, é porque estarão a pensar em disparates. Pessoas vão continuar a nascer, a ter doenças e a morrer e quase podia apostar que os outros viventes também. A Amazónia e as outras florestas vão continuar a ser destruídas. A ganância, a estupidez e a ambição continuarão a prosperar num mundo regido pelo dinheiro e dele dependente. Assim, os pobres e oprimidos continuarão a ser mais e a sê-lo mais e a Natureza a degradar-se. Os impostos continuarão a ser cobrados e os preços de tudo continuarão a subir. Como dizia uma criadora de vacas da minha terra, «só o leite do cacete é que não aumenta!»
Acho que não vale a pena continuar. Como se vê e é de prever, 2026 será um ano de mais do mesmo, só que sempre cada vez pior. Claro que há sempre uma esperança e é a essa que nos devemos agarrar. Mas agarrar não significa que fiquemos à espera que tudo nos caia no colo. Significa sim que temos de nos fixar à ideia e pôr mãos à obra para a tornar numa realidade. Só assim se quebrará este ciclo vicioso e se o substituirá por um outro ciclo, mas virtuoso.
Que a caca esteja convosco!
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