sábado, 2 de março de 2019

Pugna ou Purga?

A esta hora, toda a gente deve estar a pensar que eu estou sempre cravado no Festival da Canção, até porque quase todos os anos eu comento-o. Não é verdade, acho mesmo que o Festival está há décadas em decadência. A questão é que é um verdadeiro tubo de ensaio que serve de amostra à sociedade.


Quando pensávamos que nada mais nos haveria de surpreender, eis que a segunda semi-final nos apresentou uma série de temas, quanto a mim, melhores do que a da primeira mas com uma estranheza superior num deles ao já, segundo parece, imortal música de Conan Osíris. Surma, com o seu «Pugna».
 

Tive de o ouvir e ver algumas vezes para me conseguir aperceber daquilo que presenciei pela televisão. Um tema hipnótico, com um toque fantasmagórico e bastante monocórdico. Este sim foi um daqueles momentos «mas que raio» mais intensos que um Nirvana invertido.

Ora vamos lá ver se entendo. Este é, ou há muito tempo atrás foi, o Festival da Canção. Ora festival é, até porque sempre que olhamos para uma edição, ainda mal ela está a começar e já dizemos que vai ser uma festa. Da canção é que já nem sempre. É que para algo ser canção, é preciso que se cante. De facto, têm aparecido artistas que cantam e bem. Outros não tão bem. O já referido bárbaro da mitologia egípcia também canta. A menina Pugna é que ainda não deu mostras disso. Falar com entoação sob um tratamento electrónico de voz não sei se será bem cantar.

Como dizia a minha avó, «o Mundo para ser Mundo tem de ser composto de tudo». E contudo, no que respeita ao Festival, que saudades doutras eras... Eu sei, sou um bota de elástico...

Que a caca esteja convosco! 


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Telemóveis descartáveis... e sem rede

Vou confessar-vos uma coisa. As tecnologias têm um pequeno problema comigo. Não sei porquê, tudo de mais sofisticado neste campo tende a recusar-se a trabalhar comigo como deve ser ou simplesmente a trabalhar. Mais faço com um lápis ou uma daquelas simples mas sempre eficazes esferográficas BIC Cristal do que com um gingarelho daqueles XPTO e para mim tabletes só mesmo de chocolate.

Com computadores e telemóveis tenho mesmo um relacionamento que mais parece um caso clínico, para os padrões da Modernidade, apesar de lhes reconhecer grande utilidade prática. Dou-me melhor com máquinas de escrever ou melhor ainda com papel do que com computadores, que encravam e avariam constantemente. Telemóveis então são máquinas muito inoportunas, com pouca ou nenhuma cobertura de rede em muitos locais, sorvedouros de dinheiro só superados por automóveis e daquelas coisas que permitem tanto que nos estejam constantemente a azucrinar a mioleira que dá vontade de rebentar com eles. Hoje em dia então, chegámos ao estranho paradoxo dos telemóveis fazerem tudo e mais alguma coisa (gravações de som, vídeos, fotografias, acesso à Internet,troca de mensagens,...) que às tantas duvido que ainda façam aquela que, originalmente, era a sua função primária: telefonemas.

É como os mais recentes «Telemóveis», o estranho tema que Conan Osíris levou à edição deste ano do Festival da Canção. Talvez seja só de eu ser um sacana jarreta ou um antiquado mas quer-me cá parecer que talvez este telemóvel esteja com problemas de rede, se é que eu me faço entender. No entanto, merece todo o mérito pela crítica de costume e pelo entretenimento garantido. É que a par da estupefacção inicial, que nos deixa a captar mal o sinal, as gargalhadas não cessarão com este momento «mas que raio». Sem dúvida que o Festival da Canção tornou-se num espectáculo de variedades, do mais talentoso ao mais grotesco, em particular nesta... e não é de agora. Mais estranho ainda é que o júri não achou grande graça mas o público conferiu-lhe uma votação notável.



Tenho de ir andando, que esta, digamos, música, deixou-me meio zonzo. Acho que é a bateria quase esgotada... de tanto rir!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Tempo de Antena: Mensagem de Fernando Mendes a Nicolas Maduro


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Mensagem de Boas Festas do Pombocaca

Meus amigos pombos

Estamos mais uma vez naquela que é a época mais feliz do ano, a que se situa entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro. Sim,  todos os dias são o Natal para alguém e, como tal, todos os dias são sinónimo de felicidade. No entanto, este período que atravessamos é, por excelência, o Natal pròpriamente dito, aquele que é representativo de todos os outros e que a todos serve de referência. É o natal daquele pequeno bebé que, sendo descendente de reis, ele mesmo rei e filho unigénito de Deus, veio ao Mundo em circunstâncias tão precárias, no débil aconchego dum lar improvisado onde contava com pouco mais que o calor dumas palhas numa manjedoura e do que os seus pais e o gado podiam providenciar. Disse pouco mais? Não, muito mais! Havia ali o calor que resultava da união inesperada de tantos humanos, de animais domésticos, até dos anjos!

Se somos todos crentes ou não, isso é irrelevante porque o que importa é percebermos, assimilarmos e praticarmos a mensagem. Tantos que há no Mundo que nascem em contextos tanto ou mais complicados e contudo vingam graças à imensa força que provém da união, do acreditar que juntos alcançaremos o objectivo, o supremo propósito de tudo, numa só palavra, o amor, a força mais poderosa que existe. E se unidos levamos os nossos intentos avante, porque não estendermos a nossa mão ao próximo, nem que seja só através dum olhar, para que possamos transmitir um pouco desta força que provém do amor a todos os que nos rodeiam? Sei que nem sempre é fácil. Também aquele pequeno menino não veio a ser recebido por todos de braços abertos mas deixou-nos a mensagem de que isso é possível e que só assim seremos felizes.

Portanto, sigamos o exemplo daquele dia há mais de 2000 anos e juntemo-nos todos num grande presépio para que possamos sentir toda a sua força e alegria e consigamos replicá-lo nos restantes dias para entrarmos com vontade de melhorar e seguir em frente para um 2019 e, porque não, uma eternidade repleta de amor.

Paz, amor e muita saúde, como a desta menina aqui, é tudo o que o Pombocaca tem a desejar-vos como a receita de festas felizes. Todos os dias são dias de festa. Celebremos!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Peta-Zetas, PANs & Companhia Muito Limitada (não pôr a carroça à frente do P.A.N.)

Depois de ver rejeitada pela segunda vez a intenção de proibir os veículos de tracção animal e de ter sido bem sucedido, pelo menos por enquanto, que muita tinta há-de escorrer sobre o assunto, quanto à proibição de animais em circos, o Partido das Pessoas, Animais e Natureza, o P.A.N.,  voltou à carga. Já se sabe, é que «de cão a cão, poucas léguas vão».

Quem não conhece a PETA, a associação que ficou conhecida, entre outras coisas, pelas peculiares manifestações de gente nua contra o uso de peles de animais?

Sim, estas mesmas mamanifestações.

Pois há dias, a PETA apresentou uma proposta para proibir o uso de certas expressões que se tornaram desde há séculos correntes mas que, no entender dos associados, não é muito abonatória para os animais.  Deste modo, «matar dois coelhos numa só cajadada» deveria passar a ser «pregar dois pregos numa só martelada», por exemplo, ou «pegar o touro pelos cornos» poderia ser substituído por «pegar a rosa pelos espinhos».

Num primeiro momento, quando inquirido pela comunicação social sobre o assunto, o P.A.N. argumentou inicialmente que seria interessante que as expressões caíssem em desuso em prol de outras não tão agressivas ou depreciativas mas que isso teria de advir por meio de educação. Ainda nos espantávamos com a sensatez da opinião e eis que no dia seguinte o P.A.N. opta por seguir o exemplo e pretender proibir estes dizeres de forma oficial.

Eu prezo mesmo muito os burros mas já lá diz o povo que isto é «como descer de cavalo para burro». É que a verdade é que decreto ou lei alguma consegue impor um preceito draconiano deste calibre. É como aquela baboseira sobre os piropos: eles vão continuar a existir, sejam ou não penalizados, é quase como proibir o Sol de nascer. Em rigor, a Assembleia tem bem mais coisas e mais importantes para debater do que se «a cavalo dado não se olha o dente» ou até se olha a mais do que isso. Agora, se o faz ou não... Digamos que não ponho as minhas mãos no fogo, já que «gato escaldado de água fria tem medo».

O P.A.N. que tire o cavalinho da chuva. Na verdade, estes e outros ditados estão muito enraizados e há muito tempo. Fazê-los desaparecer é, no imediato, impossível. Só ao fim de muitas gerações é que isso é previsível e mesmo assim só por via da educação. Para mais, haja bom senso. A generalidade dos ditados é meramente simbólica e ninguém vai atirar paus aos gatos só porque a canção diz que alguém o terá feito. Por outro lado, se «pegar o touro pelos cornos» passasse a ser «pegar a rosa pelos espinhos», não estaríamos agora a tecer comentários sobre as roseiras da mesma forma que o fazemos agora acerca de gado bovino?

Em suma, toda esta problemática é vazia de conteúdo e uma total perda de tempo. Importante sim é incutir a afeição e o respeito por todas as formas de vida. Proibir dizeres é começar pelo fim. Já a história das carroças e dos animais no circo o foi. Mas parece que isso é recorrente na política da Terceira República: em vez de zelar pelas condições em prol da resolução dum problema, proíbe-se-o ou liberaliza-se-o, conforme o caso, de modo a fazer com que a operação de cosmética aparente que algo deixe de ser problema. Isto não é mais que «pôr a carroça à frente dos bois».

Meus caros, para maluco já basto eu.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 1 de dezembro de 2018

Outra vez touradas com velcro: bem o dissémos

O deputado socialista Pedro Delgado Alves apresentou uma proposta ao presidente do partido, Carlos César, com vista à elaboração de uma proposta de lei a discutir na Assembleia da República que visa a introdução de velcro nas touradas em substituição das farpas metálicas, o que acabaria com qualquer sangue derramado e sofrimento por parte dos touros, que, a bem dizer, são as estrelas destas cerimónias, à semelhança do que acontece desde, espantemo-nos, os anos 70 entre as comunidades portuguesas nos Estados Unidos da América e no Canadá, onde as leis referentes aos direitos dos animais são muito severas e restritivas.

Já há anos que aqui o temos dito e não só nós mas muitos outros e, final e felizmente, parece que algum responsável político acolheu e teve coragem de avançar com a ideia. Tal como é de emprego da racionalidade, uma evolução não se pode fazer por simples revolução mas pelo aproveitamento do melhor que o passado nos deu e sua adaptação, melhoramento e enriquecimento e introdução da sempre necessária novidade. Portanto, proibir as touradas não parece ser a melhor opção pois uma parte considerável da economia depende da tauromaquia e os touros bravos não têm grande aproveitamento comercial face a outras raças, mais rentáveis, para além do termo destas manifestações culturais constituir a perda de um pouco da portugalidade. É pois sim uma questão também não de gosto mas de civilização: da nossa. Por isso, porque não continuar a dar brilho aos nossos touros adorados mas sem lhes fazer mal. No fundo, nós gostamos deles certo?

Espero que a proposta avance e seja aprovada. Caso contrário, aí sim, as touradas têm os dias contados.
Já lá dizia o Darwin, é tudo uma questão de adaptação!

Que a caca esteja convosco! 


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Pombo Restaurado

Passaram-se nove meses e cinco dias desde que a última mensagem aqui se publicou e, qual produto de uma generosa gravidez, ditou o destino que ressurgisse o Pombocaca. É verdade que tinha já dúvidas quanto ao regresso deste interregno e, verdade seja dita com toda a sinceridade, é pena que as circunstâncias do meu afastamento tenham desembocado num para mim infeliz produto de uma tão difícil equação. Porém, é sempre com alegria que se deve enfrentar o desafio que o futuro nos apresenta e dar ao prelo cibernético nova caca columbina assaz corrosiva.  Portanto, bem-haja a todos os que continuam a ler as parvoíces que nós, quer dizer, eu insisto em escrever por aqui. Os que continuam, ou seja, o que continua, nomeadamente eu, pelos vistos. E não podia este ressurgimento ter sucedido em melhor dia que o nobre feriado da Restauração da Independência. Lembremos, pois claro, que neste dia 1 de Dezembro se comemora o ponto final numa sucessão de 60 anos de abusos da parte dos nossos dominadores de Castela. Foi já em 1640, quem diria! No entanto, mesmo passados 378 anos sobre a tomada de posição corajosa de meia dúzia de gatos pingados contra o colosso e super-potência do seu tempo, nunca é demais lembrar o feito para chegarmos à conclusão de que não interessam a força e a dimensão do nosso oponente. O importante sim é sempre a razão. Como canta a «Padeirada»:

«E quem tem no coração
A força da razão,
Mesmo sem vencer
Nunca chega a perder.»

Bem-vindos de volta e que a caca esteja convosco!

E já agora...

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Toda a Verdade: Desclassificação de Plutão

Pombos amigos.

Gostaria muito de ter tido oportunidade de vos falar de muitas matérias. Analisar filmes alucinados e adaptações foleiras de obras de ficção pirosas do apesar disso genial Sir Arthur Charles Clarke; comentar as verdadeiras fontes de inspiração para material cómico que são Silvio Berlusconi, Bruno de Carvalho e Trump, entre outros; encontrar semelhanças e eventuais pseudo-parentescos entre esta e aquela personalidade; falar dos fantásticos escritos policiais de James Patterson, das loucuras que são «Os Cinco Espelhos», a «Padeirada» ou os «Sustos de Rir», de Miguel de Góis Silva, o mesmo autor do livro da Funcheira, ou os hilariantes títulos bem conhecidos de Ricardo Araújo Pereira. Estas e tantas outras coisas... Infelizmente, não há vagar e a vida obriga-me a outras andanças. Portanto, se vier a escrever-vos sobre estes assuntos, estes terão de esperar. Antes, aqui vai uma estocada de caca columbina.

A 24 de Agosto de 2006 e após uma intensa e prolongada discussão, a Convenção da União Astronómica Internacional aprovou uma nova definição de planeta, a qual introduzia o conceito de planeta anão. Na prática, a ideia era impedir que muitos outros corpos celestes viessem a ser considerados planetas principais. A consequência mais conhecida já se sabe qual foi: Plutão deixou de ser considerado planeta principal.

Não me demoro com questões técnicas porque é inútil, sei que os cibernautas em geral são preguiçosos para ler e fogem de textos longos. Portanto, adianto desde já que esta é a versão oficial para a «despromoção». Agora, vamos à minha teoria. Quanto a mim, o sucedido foi uma consequência de publicidade enganosa.

Há dúvidas? Então vejamos.

Esta é uma famosa gravura de calendário de 1965 dum tal Lynx que ilustra Plutão.

Então, não é óbvio? Cãezinhos metálicos? Céu vermelho e atmosfera com temperaturas amenas? Garinas tesudas em trajes menores futuristas? Também eu ficaria chateado em constatar que não há lá nada disso!

Para o Bruno Nogueira e outros acordistas que nada percebem de Gramática e Linguística...
... NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!! Não veio nada para ficar.

Que a caca esteja sempre convosco!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cinema Purgatório: «Sharknado» 3 e 4

Muita película marada se gravou durante os anos 70 e 80 e parte dos 90. Julgávamos nós passada esta louca fornada com saudade quando os olhos dos cinéfilos e espectadores em geral foram presenteados com uma hilariante rajada de fotogramas insanos. Desliguemos pois os nossos neurónios e deleitemo-nos com a apreciação de «Sharknado».

Condições atmosféricas específicas geram tornados que sugam a água e a fauna dos mares. Não toda a fauna, só uma espécie em concreto: tubarões. Por qualquer razão que nunca chega a ser descoberta, estes sobrevivem às voltas pelos ares por tempo indeterminado e aquelas voltaretas devem de lhes dar uma grisa fenomenal porque quando estes tornados, os «tubaranados» ou «sharknados» (do inglês «shark» para «tubarão»), chegam a terra, os bicharocos desatam a destruir e abocanhar o que apanham à frente. É aqui que entra Fin Shepard, um homem cujo destino empurrou para uma constante luta de moto-serra em punho para dar cabo do canastro à bicharada faminta.

Quando pensamos que a coisa está a ficar estranha, só com a descrição, como ficaremos com a visão dos créditos de abertura, dos nomes de actores como Tara Reid (a loirinha do «American Pie»), Bo Derek e, imagine-se, David Hasselhoff!

Bizarro, não? Pois para quem não tem vagar para ver o filme todo logo, servir-lhe-á de aperitivo a sequência de abertura do «Sharknado 3», um alucinante avacalho que serve de súmula perfeita a toda a saga. Chegados à Casa Branca em dia de tempestade sobre Washington D.C., a aparição de uma M.I.L.F. generosamente dotada faz antever que a coisa está a correr bem. Condecorar o herói da fita com a Ordem da Moto-Serra Dourada também parece promissor. Ver o Presidente dos Estados Unidos da América de metrelhadora e bazuca em punho a arrumar tubarões voadores é a cereja no topo do bolo. O espectador vai desejar ver os até agora cinco filmes de estalo!

Um genérico inspirado no «Machete» mas em desenhos animados e ao som de «beach rock» muito à moda do «American Pie» continua a abrir-nos o apetite.

Refiro apenas mais duas ou três cenas, não vou agora deslindar todo o enredo.
- A aparição de Nova (Cassandra Scerbo), um verdadeiro fantasma de negro em trajes menores a despachar pinhaçudos à fartazana no meio duma estranha névoa é algo que nos fará rebolar a rir.
- Sem esquecermos a bela Nova, algo impossível, reconheçamos, que dizer da cena absolutamente inverosímil e desnecessária, a não ser para mostrar os dotes físicos da senhorita, em que o avião se despenha num rio com ela e o Finn vestidos, depois saem de água quase nus mas armados até aos dentes numa cena meio à «Desaparecido em Combate» meio à «Marés Vivas»e logo a seguir estão trajados a rigor de novo?
- Há até uma sobreposição a dada altura com a narrativa de «Lavalântula» outra grandiosa maluqueira, cortesia do ScyFy.
- E a louca cena final, com os tubarões a entrarem em órbita? E o nascimento do bebé? Pura da loucura!

Só vi o 3 e o 4. Por isso, só posso fazer menção a estes. O 4 é uma clara referência ao «Episódio VII» da «Guerra das Estrelas», como se pode ver pelo título, «Sharknado, Episódio IV: O Quarto Despertar» ( de «The Fourth Awaken», trocadilho com «The Force Awakens», «O Despertar da Força»), a introdução igualzinha à dos célebres filmes e até mesmo quanto ao uso da Força. Nesta película, um tipo tão milionário quanto doido varrido criou uma rede de protecção «anti-sharknados» só que a coisa deixou de ser eficaz ao fim de alguns anos. Desta vez, as tempestades são ainda maiores, mais agressivas e em maior número. Ao atravessarem e absorverem diferentes materiais, as tempestades e, logo, os tubarões, adquirem características distintas: se apanharem pedras, são «pedranados»; se forem cabos de alta tensão ou centrais eléctricas, são «electronados»; se forem vacas, são «vacanados»; centrais nucleares, «nucleonados»; incêndios, «fogonados»; lava, «lavanados»; por aí a fora. É digno de ver o Finn Shepard a despachar tubarões com uma moto-serra gigante! E quando estranhamos a incompreensível ausência da Nova, eis que o fecho se faz com a sua chegada de rompante, montada na Torre Eiffel. Sorrimos com a certeza de que há-de vir um quinto capítulo.

Desde a série «Tubarão», iniciada pelo génio de Steven Spielberg que não se assistia a tamanha fixação com tubarões. Pior. Para além de «Sharknado» 1, 2, 3, 4 e 5, pelo menos até agora, o espectador pode ainda contar com
«Tubarões do Gelo»

«Tubarões do Espaço»
«Tubarões Nazis do Espaço»

«Tubarão Zombie»

«Tubarões Mutantes» (vi e é muito mau)

«Planeta dos Tubarões»

«Tubarão Mega Versus Polvo Gigante»
«Tubarão Mega Versus Meca-Tubarão»

«Tubarão Mega Versus Crocossauro»

«Tubarão Mega Versus Lobibaleia»

«Tubarão Mega Versus Kolossus
«Sharkman»

«Sharktopus»

«Sharktopus Contra Pteracuda»

«Tubarão Jurássico»

«O Ataque do Tubarão Jurássico»

«O Tubarão Fantasma»

«O Tubarão Fantasma 2»

«O Tubarão Ataca»

«Super Tubarão»

«Tubarões da Areia»

«O Tubarão do Pântano»

«Dinotubarão»

«Tubarão em Veneza»

«Tubarão Cruel»

«Tubarão Monstro»

«Ataque dos Tubarões»

«Tubarões Assassinos»

«Avalanche de Tubarões»

«Tubarão da Neve»

«Tubarão Atómico»

«Psycho Shark»
«O Dinotubaropolvo de Duas Cabeças das Areias Ataca»


Bom, é um sem-fim. Isto sem falarmos de «Lavalântula»

ou «Robocroc»

que já são de outros calibres.

No que concerne a «Sharknado», temos argumento inverosímil, más interpretações, maus efeitos especiais e um tão gigantesco chorrilho de disparates que nos vai fazer adorar estes filmes e desejar não os parar de ver. São tão absurdos que se tornam geniais e perdidamente hilariantes. Venha daí o 5!

Veredicto: séria e simplesmente a não perder!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Mensagem de Boas Festas do Pombocaca 2017

Caros amigos pombos.

Como é bom estar de regresso a esta época do ano, um tempo de magia, união e felicidade. Muitos dirão que não é bem assim, que estes dias são iguais aos restantes, que essas coisas de «união e felicidade» são meras miragens e fachadas para um consumismo desenfreado que corrói cada vez mais profundamente as sociedades modernas e as torna dependentes do capital e de quem o detém. Em parte é verdade. Olhando para um calendário, a segunda metade de Dezembro e início de Janeiro não é distinta dos meados de Março ou da segunda semana de Setembro. Aquilo que nos junta e faz felizes não é só algo característico e desejável nesta altura do ano mas algo que se pretende todos os dias. Finalmente, sim, muitas vezes, estes e outros argumentos, em particular os religiosos, são usados mais como pontos para um fim publicitário comercial do que como sinceros votos para quem são dirigidos.

Portanto, porque não dar a volta à questão? Não é difícil, basta sermos melhores e darmos o que somos. Estendamos as mãos uns aos outros com um sorriso na cara. Esqueçamos as nossas carrancas, dissabores e desavenças e juntemos os nossos corações. De que valem atritos, vinganças, invejas e competições? No final, nada disso será levado connosco, apenas as recordações e sentimentos. E se assim é, porque não levarmos lembranças de bons momentos e alegria?

Em vez de gastarmos o nosso precioso e irrecuperável tempo em bichas de centros comerciais e lojas, porque não empregá-lo em estarmos com os nossos entes queridos? No fundo, o que precisamos de dar uns aos outros são afectos, o bálsamo da alma e alimento da vida. Lembremo-nos daquela noite fria em Belém, há tantos anos. O que teriam pobres pastores, camponeses famintos e gado para oferecer ao Menino Jesus, predito nas profecias como o futuro rei dos reis? Ele mesmo ali gemendo de frio no áspero berço de palha? Coroas? Sedas? Anéis? Não: o calor do aconchego e da companhia, o amparo, a sensação de que somos todos um só e que juntos vencemos a solidão e a tristeza.

Estes dias podem ser indistintos dos outros no Calendário mas se não podemos ou sabemos dar mostras de união, solidariedade e alegria nos outros, porque não tentar fazê-lo só que seja nestes? E eis que proponho aqui este desafio. Se somos capazes de o fazer durante esta quadra festiva, porque não arriscar e tentar estender estes sentimentos ao ano de 2018 que está mesmo a bater à porta? Quem sabe, porque não para a posteridade? E porque não? O desafio começa dentro de nós próprios. Saibamos mudar-nos e melhorarmos para que esta nossa alegria em conjunto irradie pelo Mundo e o faça um local melhor para todos nós, humanos ou não, já que somos todos filhos da mesma criação, tenhamos ou não alguma fé em particular. Marquemos pela diferença em 2018 e a vida sairá vencedora. Eu fi-lo este ano e não podia sentir-me melhor!

Estimados colegas deste nosso grande pombal universal. Desejo-vos a todos, até a quem eu sei que não me grama, um muito feliz Natal e, mais do que um excelente 2018, uma eternidade de alegria com tudo o que vos possa fazer um sorriso de orelha a orelha e o coração ficar cheio daquele calor ternurento que se aninha no peito e aquece o espírito.

(Para variar, este vídeo aqui em baixo não tem qualquer malandrice relativa a... calor humano...)
 

Obrigado a todos e votos de muito boas festas, festas a sério, mais com doçura imaterial que com a que provém do açúcar.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Correcção Taralhouca de «Beirais»

Bronca a minha! Disseram-me que, afinal, o Sandro e a Alexandra casaram-se durante a segunda temporada, o que me obriga a alterar a «Versão Taralhouca». Assim, a acção que acontece na igreja, teria de se mudar para a Sociedade Recreativa, como é costume, onde decorre, sei lá... o copo d'água do casamento do Julien com a Luna. Qual a panca com as bodas? é que todas as séries e telenovelas da Época Croma acabavam com uma, muitos romances de referência da nossa literatura também e, portanto, não há volta a dar, tem de haver gente anilhada.

No final de tudo, já de noite, temos o Carlos na Beirais FM a dizer:
- E pronto, foi um dia de grande animação, a qual manter-se-á de noite. Eu aqui estou às tantas a falar para o boneco porque ninguém me deve estar a ouvir, toda a gente caiu em peso no copo d'água do nosso casal de artistas. Toda a gente, claro, menos o Agostinho, que está de cana, e o Fernando e a São, que estão a dar explicações às autoridades. E como têm muito que explicar! Para eles dedico e deixo aqui a tocar em modo sem-fim o «Chamem a Polícia», clássico dos Trabalhadores do Comércio, e a obra épica dos Mau Maria, «Vai-te Lixar». Faço-o porque vou voltar para a festança, absolutamente imperdível. O Júlio, senhor primeiro cabo,  e a Zèzinha anunciaram que também vão dar o nó. O Senhor Viriato reconheceu sim que é um vampiro imortal mas vegetariano, só suga limonadas, e vai presentear-nos com números de ilusionismo. Para rematar a noite, temos a Dona Olga, que se deixou de beatices, aleluia, graças a Deus! Soltou a alma recalcada dentro de si e junta-se daqui a bocado para o palco e para a vida ao Elvis para um concerto de rock a que se seguirá uma «rave» com «strip-tease» integral. A nossa sorte é que já estaremos então todos podres de bêbados. Boa noite, Beirais, e boas ressacas!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Eu vais parler... como é que se diz «french»?

Amigos columbóides!

Para quem acha o inglês técnico de José Sócrates uma anedota, o castelhano de Carlos Queiroz hilariante ou a famosa conferência de imprensa de Paulo Futre completamente alucinada, espere só até ver isto. Mais uma pérola de Sá Pinto, ao menos desta vez sem nódoas negras. Artur Jorge, respira de alívio!

https://www.youtube.com/watch?v=JkGo8T_Vk0I

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 7 de outubro de 2017

Frutos, mamas e peidos; a bizarra problemática dos marmelos

Tenho a felicidade de dispor do aproveitamento de alguns marmeleiros e devo dizer que esta última temporada não tem sido tão profícua em frutaria quanto a anterior. O ano passado sim, providenciou uma generosa abundância de marmelos, acrescente-se, de muito boa qualidade. Está bem, o pouco provável leitor tem razão, os marmelos não são dos frutos mais apetitosos que existem. São amiúde pouco ou nada doces (dependendo de numerosos factores), farrobentos e embaçadiços, até custam a correr pela goela. Porém, transformados em marmelada ou conservados em calda, são uma delícia.

(Dica: ao fazer marmelada ou pedaços em calda, gaste-se um terço apenas de açúcar costumado, variando de acordo com a doçura ou não da fruta. Diz-se que a porção deste deve ser igual à do marmelo mas isso é um abuso. Para cada quilo de marmelo, 300 gramas ou pouco mais chegam e o produto fica igualmente excelente, apesar de poder durar menos. Boa cozedura e congelamento aconselhados.)

 Esta matéria suscita-me algumas dúvidas. Se os marmelos são como são, porquê alcunhar outras coisas com este nome?

Se alguém solta uma flatulência mais sonora, o chamado «peido», há-de haver alguém que diga que o responsável largou um marmelo. A primeira imagem que nos vem à ideia é o equivalente humano com um desses frutos ao de uma galinha a pôr um ovo. Mas como assim? Não me ocorre que os ovos sejam fedorentos. Aliás, nem os marmelos o são. De facto, até algumas horas, cerca de um dia, em certos casos mais, depois da sua apanha, os marmelos até libertam uma fragrância muito agradável, de longe melhor que o gosto destes em bruto. Então que relação pode haver com gás intestinal? Só consigo encontrar uma única explicação, ainda que muito rebuscada. O aparelho reprodutor e o tubo digestivo da generalidade das aves têm uma saída comum, a cloaca. Acontece que, às vezes, seja por laxamento dos músculos da tripa ou por fazer força, junto à postura dos ovos vem um pouco de excremento. É invulgar mas pode suceder-se, na maior parte das vezes, em aves de idade mais avançada. Ora os peidos são resultantes de grande pressão e quantidade de gás acumulado ou do esforço que se faz por o tentar libertar, seja em que quantidade for, mediante controlo dos esfíncteres anal e rectal. Em ambas as ocasiões, há porcaria. Eu sei, é puxadote e não tem grande sentido. O que é que isto tem a ver com marmelos, afinal? Parece que nada!

Também não tem lógica a costumada comparação dos marmelos com o doce seio feminino. Lembro que os marelos não costumam ser nada doces. Mais: revestem-se de uma camada penugenta sobre a casca, algo que não acontece no alvo da equiparação, que é macio, liso e mormente sem pilosidade. Se o caro leitor acha que estou enganado é porque Vossa Senhoria ou tem por cara metade uma dama com licantropia ou hipertricose ou, azarinhos, um travesti. E a forma em geral nada tem a ver! Em geral, repito.

Mais estranha ainda é a expressão que eu nunca compreendi, confesso, do «fazer marmelada», salvo à luz da culinária. Consulte-se o «Fiz Marmelada», da cantora Joana, para se ficar ainda mais confuso. É que só os canibais descascarão, retalharão, esmigalharão, cozerão e comerão as mamas de alguma senhora. Podemos dizer que é em sentido figurado. No fundo, os «marmelos» podem ser «descascados» (aconselho a fazê-lo, que com a casca é mais difícil de confeccionar) para fazer «marmelada». Contudo, nenhuma das outras etapas da doçaria é levada a cabo para fazer esta «iguaria». Outro paralelismo interessante é que fazer marmelada é demorado mas todos gostamos do produto final... tal como se deseja de «fazer marmelada»! Qualquer outra semelhança é mera coincidência.


Posto isto, uma só questão me sobressai da mente. Para quê complicar?

Vou mas é deixar-me disto e papar uns marmelos. 

 Que a caca esteja convosco!


P.S.(independentemente das eleições): Cuidado, não abusar do açúcar, que pode dar azo a diabetes. De igual modo, não abusar do «açúcar», que pode dar azo a «diabetes», se é que me faço entender.

P.P.S. (não é um novo partido, não):NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!