quarta-feira, 24 de agosto de 2016

As Olimpíadas acabaram. Ufa!

E continuando na temática da jogatana, passemos a uns do domínio do palpável: os Jogos Olímpicos. Acabaram no passado dia 21 e, passados já uns quantos dias, é permitido a qualquer um fazer o balanço final de maneira ponderada e sem grandes margens para erros. Também nisto não me quero alongar muito, até porque o tempo me escasseia, mas apraz-me fazer dois pequenos comentários.

Em primeiro lugar, a representação de Portugal teve uma excelente prestação, ao contrário do que possa parecer. Sim, eu sei, apenas a Telma Monteiro conseguiu desancar quase tudo à tareia e lá arrecadou uma medalha de bronze. Se a nossa sobrevivência dependesse de medalhas olímpicas, aí sim estaríamos parecidos aos Etíopes em geral, pelo menos nos tristes anos das grandes secas. Mas falemos a sério. Podemos não ter mais medalhas mas as classificações foram muito boas e há muitos atletas que garantiram diplomas olímpicos. Ficam bem emoldurados numa parede e, mais importante, conferem boa classificação ao nosso país, o que permite que nos jogos vindouros possam ir mais atletas cá dos nossos às olimpíadas. Por outro lado, obter um sexto ou vigésimo terceiro lugar no meio de centenas ou milhares de concorrentes é mesmo digno de menção. Portanto, só temos mesmo é de dar os parabéns aos nossos desportistas.

Em segundo lugar, a organização dos Jogos Olímpicos também merece as nossas felicitações. Num evento em larga escala realizado num país atolado numa grave crise económica e financeira, com uma forte instabilidade social e política, onde reina toda a espécie de criminalidade, desde a de colarinho branco à de faca metralhadora, com os preparativos muito atrasados e sob as ameaças de um muito provável ataque terrorista, estavam reunidas todas as condições para que tudo corresse mesmo muito mal. E porém, não. Tudo decorreu às mil maravilhas e sem nada de relevo a assinalar. De facto, parecia ser tão grande o receio da coisa dar para o torto que estes devem ter sido os primeiros jogos olímpicos em que a transmissão televisiva tinha ponto da situação regular. A sério; vinha um intervalo e punha-se aquela música a tocar cuja letra pouco mais era que «o Rio de Janeiro continua lindo...». Eu sei que é difícil ter uma noção acertada da verdadeira finalidade daquela música, às tantas até posso ser eu que percebi mal, mas a ideia que transparecia era que aquilo era como quem diz «pessoal, até agora tudo bem». Caso contrário, não cantaria que o Rio de Janeiro «continuava» lindo mas sim que era ou seria lindo. E o que é certo é que, neste mesmo instante, com todas as suas disparidades, disparates e horrores em contraste com os milhentos encantos de outra canção, seja de crer que o Rio de Janeiro continua lindo.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Pokébroncos

Há mais de 10 anos, contava-se uma anedota que dizia que os Pokémons e os Digimons foram inventados por malta de Olhão da Restauração. Dúvidas? Pois atentemos então na seguinte conversa entre dois olhanenses e respectiva tradução.
- Digimon. (Diz aí, moço.)
- Pokémon? (Porquê, moço?)
- Pika? (Picas?)
- Pikachu! (Pica-te tu!)

Se é assim mesmo, não sei pois nunca sequer fui a Olhão. O que sei é que a série de desenhos animados «Pokémons» não é pròpriamente nova mas é apenas nos dias de hoje que se fazem sentir os seus efeitos nas caixas dos pirolitos até mesmo de quem não é fã. Deve-se tudo a uma aplicação para telemóvel, o jogo Pokémon Go, que junta figuras virtuais em paisagens reais como pano de fundo. Basta descarregar a aplicação, dar as coordenadas da nossa localização e toca de caçar gambuzinos, quer dizer, pokémons.

Dizem os teóricos da conspiração que é o ideal para um qualquer poder oculto nos controlar à maneira. Não só os visados não reclamam de terem de ser controlados como ainda caem na esparrela à borla e por vontade própria. Grande teoria, não é? Pois eu não sei se será como estes teóricos sugerem. O que sei é que este jogo tem contribuído para demonstrar a estupidificação da Humanidade, senão mesmo para a estupidificação em si. De facto, em vez de caçadores de pokémons, parece que as pessoas que jogam este jogo tendem a assemelhar-se mais é a membros da Team Rocket. Sim, é ver gente nas situações mais absurdas a fazer toda a espécie de parvoíces ou então a armar belharetas sob o pretexto de estar a tentar apanhar bicharada virtual. O resto já se sabe: é preparar para azar e a dobrar, com sorte.

O que é certo é que há a tendência a preferir e interiorizar a fantasia em detrimento da vivência e compreensão do real. Parece-me a mim que há uma cada vez mais evidente progressiva dissociação da realidade para uma preocupante parte das pessoas. É como se não conseguissem distinguir a realidade da ficção. Aliás, comportam-se assumindo como reais elementos fictícios. E desta dificuldade podem dar-se os resultados mais trágicos, como já tem acontecido com pessoas que caem de precipícios ou levam tiros por serem confundidos com ladrões.

Não me vou alongar mais com esta matéria. Apenas gostaria de pedir aos jogadores que tenham cuidado e clareza de espírito suficiente para não se meterem em sarilhos. Não é difícil, basta apreciar a vida real um pouco e saber que um jogo de telemóveis e afins faz parte dela, não o contrário. Em suma, basta ser gente, não um bronco aparentado ao Psyduck.

Bons jogos e que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Fogo, mais do mesmo...

Estamos no Verão, a época que eu mais receio no ano, essencialmente por três razões que sabe-se lá se não estarão interligadas: Sol intenso misturado com altas temperaturas, erupções de insanidade entre as pessoas, as quais resultam nos mais insanos e incompreensíveis comportamentos, e incêndios. Neste corrente 2016, tudo se repetiu: faz um calor infernal que parece agradar apenas aos turistas, emigrantes, nortenhos e à malta de Lisboa, vai-se lá saber porquê; as pessoas continuam a comportar-se como parvas ou, como nós por cá dizemos talvez com propriedade, afectadas do clima; e mais uma malfadada época de incêndios devasta o pouco que ainda há. Este terceiro é o lógico culminar da cadeia e é, de longe, o maior flagelo físico que Portugal sofre. E o pior é que é sempre a mesma lenga-lenga todos os anos. Labaredas correm o país de lés a lés engolindo e destruindo tudo à sua passagem, desde bens a memórias e vidas. De facto, apenas um único dado novo há no meio destas labaredas do costume: pela primeira vez desde que há memória, se calhar desde sempre, um governo assumiu que a maior parte dos incêndios não se deve nem a acidentes nem a negligência mas sim a fogo-posto. Finalmente, lá houve coragem para o admitir.

É um problema verdadeiramente complexo, sem dúvidas, mas parece claro que se deverá em suma a cinco razões:
1 - clima agreste - o clima português é, em geral, quente e seco durante a época estival, o que é propício a incêndios florestais;
2 - o abandono de grande parte do país - o êxodo rural levou ao abandono generalizado das terras a pontos de nem se saber a quem pertence parte considerável das propriedades rústicas;
3 - má gestão territorial - as terras abandonadas e mesmo muitas daquelas que têm dono, nomeadamente o maior proprietário, o Estado, estão completamente ematadas. Sem prevenção, não há combate possível. Como se não bastasse, o investimento silvícola está em tudo muito errado em grande parte do território, onde proliferam espécies exóticas mas também algumas nativas, de difícil regeneração e fàcilmente inflamáveis. De entre estas, o claro destaque vai para o eucalipto, que teve uma explosão de aumento de área de implementação desde a insensata liberalização levada a cabo pelo Governo de Passos Coelho. Pois é, foi a nódoa de Assunção Cristas.
4 - moldura penal branda - os delitos em geral e o de fogo-posto em particular têm penalizações muito leves. Para mais, o cúmulo jurídico impede que uma pena se alongue para além dos 25 anos de prisão. Deste modo, matar uma pessoa tem a mesma moldura penal que matar mil. Condenar alguém é um acaso e, em caso de condenação, nada há a recear porque o mais provável é sair da cadeia antes do fim da pena, consoante o resultado da avaliação ao fim de metade ou dois terços desta. Portanto, o sistema é um convite à delinquência pois tresanda a impunidade por todos os lados. A não ser que se trate de delito fiscal, aí é diferente.
5 - imbecilidade das pessoas - sim, as pessoas são estúpidas e o calor parece potenciar certos comportamentos. Interesses obscuros aliados à completa inconsciência e alheamento ao sofrimento geral são ingredientes que estão na base da repetição sucessiva destas tragédias.

É difícil pôr juízo na cabeça das pessoas e não há uma solução milagrosa para solucionar um tão grande problema. No entanto, ocorrem-me algumas medidas que decerto seriam produtivas. Alguém me diga se eu estiver errado.
1 - Fazer com que o Estado tenha meios aéreos próprios de combate aos incêndios. Ter dois ou três aviões e helicópteros avariados é o mesmo que nada pois acaba por ter de se recorrer à solução do costume, que é o aluguer veículos a empresas privadas. Isto acabaria de imediato com um dos interesses envolvidos pois estas empresas necessitam dos incêndios para obterem o rendimento derivado do aluguer por parte do Estado. Também ajudaria imenso tratar os bombeiros como gente, pois governo após governo, têm sido usados como sacos de pancada, desmentidos e humilhados. Porque não dotá-los de meios como deve ser e tentar profissionalizar a classe, sem desprezo para o voluntariado, em vez de maltratá-los e, depois de haver desgraça, correr a pedir auxílio para logo a seguir vir responsabilizá-los de tudo e mais alguma coisa? Os bombeiros são os nossos salvadores e, como tal, têm de ser dignificados.
2 - Promover a limpeza dos terrenos. No caso dos particulares, há que averiguar a quem pertence o quê. Se há algo que já não tem dono, ou passa para as mãos do Estado ou este vende-o a quem o queira e o estime. É inútil ameaçar as pessoas com coimas por terem os terrenos tapados de matagal. Estas raramente são aplicadas e muitos proprietários vivem em situação de não terem para eles próprios, quanto mais para limparem as terras. Tal como Marcelo Rebelo de Sousa dizia, a solução terá de passar por qualquer tipo de concertação entre o Estado, as autarquias e os proprietários. Para além disso, como pode o Estado exigir a limpeza dos terrenos alheios se os seus próprios estão votados ao abandono? Porque não, paralelamente a eventuais incentivos, porque não fiscais, não promover empregos temporários para a limpeza dos terrenos? Há imensos desempregados e de entre muitos alguns certamente aceitariam a proposta. Mesmo reclusos, que aí teriam oportunidade de redenção, integração e eventualmente amealhar alguns tostões. E porque não pôr as nossas inactivas forças armadas a vigiar o terreno. Não será porventura esta uma verdadeira e inegável situação de guerra?
3 - Promover o restabelecimento de populações nas áreas rurais do país. Há muita gente que gostaria de regressar ou ir morar para o campo e só não faz porque não têm condições para tal. Aliás, os sucessivos governos têm é acabado com todas as condições, forçando as pessoas a irem atafulhar-se nas cidades do litoral ou, pior, emigrar. 
4 - Promover a reflorestação geral do país e a edificação de «espelhos de água». Pode parecer paradoxal porque mais florestas correspondem a mais material potencialmente combustível mas a verdade é que a vegetação é um retentor de humidade e radiação solar. Em consequência disso, o nível de humidade no ar tende a ser superior e a temperatura inferior, o que dificulta o despoletar e propagação de incêndios. Criar superfícies de água (barragens, açudes, represas) e não destruí-las, como algumas mentes iluminadas deste executivo ousam pretender, são sempre úteis quer a acentuar este efeito climático quer a auxiliar o combate a eventuais incêndios.
5 - Alterar radicalmente o sistema judicial, não só as molduras penais. Já que não se pode abrir a cabeça às pessoas e atafulhar-se umas doses de bom-senso lá dentro, há que fazê-las entender com clareza que todas as acções têm uma consequência. Portanto, se fazem asneira, têm de ser punidas. Não quer dizer que se tenha de queimar na fogueira um incendiário, e não é que não merecessem. O que pretendo dizer é que, para este e outros casos, a Justiça devia de ser mais severa mas sem cairmos no mesmo grau de atrocidade de quem a cometeu e agora é julgado. Muitos delitos têm penas muito leves que exigem serem repensadas. Outras até nem por isso. Bastava acabar com saídas precárias, indultos, perdões e amnistias. Se alguém comete um crime e é condenado, deve cumprir a pena toda. Fazê-lo sair antes do cumprimento torna o sistema ineficaz pois qualquer um comete um crime sabendo que, a ser condenado, não deverá cumprir toda a pena e, como tal, não tem medo da condenação. Mais importante de tudo, acabar de vez com o cúmulo jurídico. Se um tipo queima um quintal, não pode ter igual condenação a quem queima meia província, do mesmo modo que matar 100 é diferente de matar 1 ou roubar 10 não é o mesmo que roubar 100.000.000. Talvez quem tenha ideias de cometer uma ilicitude pense duas ou três vezes antes de a levar a cabo, embora o ideal fosse mesmo não pensar e não fazer. Outra medida seria equiparar o crime de fogo-posto ao de lesa-pátria e terrorismo. Não é exagero, é mesmo terrorismo, não há como o negar, e sem dúvida um grave mal à Nação.

Claro que eu podia ficar aqui o dia inteiro a debitar sugestões e dados concretos mas eu acho que até estas linhas que acabei de escrever já foram demais e isto pela simples razão de que agora que isto está a acontecer outra vez, nós estamos todos chateados. Mas depois tudo passa e, como sempre, nada será feito. Só não fica tudo na mesma porque o nosso país vai ficando mais pobre a cada Verão que passa. E para o ano que vem, cá estarão as pessoas novamente queixando-se de que andam a pegar fogo ao país, lamentando-se dos bens de uma vida irremediàvelmente perdidos, das lembranças de gerações destruídas para sempre e daqueles cujas existências ficaram afectadas ou foram consumidas pelas chamas.

Gostaria de apelar às pessoas para que não deixassem morrer o país mas a verdade é que, neste como noutros aspectos, é evidente que Portugal está a morrer.

E tu aí com más intenções: ganha juízo.

A todos os combatentes só tenho a agradecer profundamente.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Doçuras de jogador

Se o futebolista olímpico Elis, da selecção hondurenha, fosse de chocolate, seria... Elis Regina!
Eu sei, foi uma piada de mau gosto... mas irresistível!

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dica aos «el-matadores»

Parece que quando há uma vitória portuguesa, há logo uma desgraça a ensombrá-la. Mal a selecção de futebol foi campeã e um idiota atropelou uma multidão em Nice, com amplo prejuízo de mortos e feridos. A equipa de hóquei em patins replicou nessa modalidade igual triunfo e um tipo desata aos tiros em Munique. Ainda ontem, um palonço fez-se explodir também na Baviera à entrada dum festival de música. 

Independentemente dos êxitos desportivos portugueses, que nada têm a ver com o sucedido, e falando um bom bocado mais a sério, fico sempre na dúvida quando a comunicação social nos depara com estes e outros casos de consequências menos mediáticas. Para quê isto? Qual a piada que há em pôr um ponto final em vidas e arruinar outras tão alheias ao que vai na mente de quem pratica estas acções? Que culpa podem ter estes inocentes no cartório? Pois se não têm, para quê destrui-las assim? E, mais estranho de tudo, para quê fazer isto e dar cabo da própria vida, indo contra tudo o que o instinto de sobrevivência nos dita? É um mistério que só a estupidez pode esclarecer.

A qualquer um que haja para aí com ideias de levar avante algum acto tresloucado desta natureza ou só que seja atentar contra a vida de alguém, eu digo-lhe: ganha juízo. Não é fazendo isto que o teu empreendimento vai alcançar o objectivo último pretendido, seja a criação dum estado qualquer ou a chamada de atenção de uma suposta amada. O que as pessoas normais, ao contrário de ti, meu estronço, vão sempre dizer e pensar é que tu és um estúpido, bronco e anormal. A sério, basta pensar um pouco e qualquer raciocínio rudimentar chegará prontamente a essa conclusão. Por exemplo: queres uma... Europa muçulmana. É o que está na moda. Se vais matar todos os europeus, vais ter é uma Europa deserta, seu cara de cu à paisana, e não há imigração que te valha porque vão todos os outros querer fugir do pesadelo que tu causaste. Queres que o Fisco não te chateie? Paga os impostos. Se atacares uma repartição ou funcionário, o problema não se resolve e terás de te haver com uma senhora cega: a Justiça. O mesmo se aplica com outras áreas da Função Pública ou, num sentido amplo, do que quer que seja. Queres arrebatar o coração de quem amas ou por quem tens um sentimento de posse acervalado? Pois, o homicídio da cara-metade não ajuda nada. Caso contrário, vais para o gaiolo e em vez de cara-metade, ficas com metade da cara. Ah, já agora, o suicídio é uma parvoíce. Se armas sarilhos e depois te matas, os problemas não deixam de existir, tu é que deixas. Chiça, é preciso ser mesmo besta quadrada...

Mas ainda assim queres levar a tua avante e desatar a matar gente? Então aguenta os cavalos que eu quero ajudar-te. Vou dar-te uma dica muito útil. Presta atenção. Escolhe a ocasião perfeita. Adquire os meios para o ataque. Armas com montes de munições. Testa-as, certifica-te com antecedência que elas não encravam. Se optares pelos explosivos, junta o máximo que puderes, de preferência na viatura onde tu seguires ou no edifício onde tu estiveres. O importante é manteres-te bem perto dessa murraça. Espera que não haja gente ao pé de ti e deixa-os manterem uma distância segura. É que se tu mandares para o Maneta o pessoal, não vai sobrar testemunha nenhuma da tua obra. Antes do ataque, grita, se quiseres, umas palavras de ordem, algo do género de «cá vai alho» ou «quentes e boas, quentinhas». Por fim, rebenta com os teus cornos e livra a Humanidade da tua maluquice. Não te esqueças, isto é importante, faz isto neste momento. Depois sim podes desatar a matar gente, seu cabeça de pirilau.

Cretinos...

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 16 de julho de 2016

Caca Raw: Galo de Barcelos x Galo Gaulês

Mais uma vez, o Pombocaca honra-se de relatar mais um duelo de gigantes altamente alucinado e bizarro! No ringue, temos presente dum lado o Galo de Barcelos, especialista em ressurreição pós-cozinhado durante banquetes para salvar peregrinos em nome do apóstolo São Tiago! Do outro lado, o derradeiro guerreiro celta, ainda que invenção do Renascimento, bravo e imponente, o Galo Gaulês!

O Galo de Barcelos apresenta-se com um aparato muito folclórico, cheio de florzinhas e corações, que deixa o seu congénere gaulês e parte da assistência a rir às gargalhadas. Nada se assemelha ao altivo espécime da Gália. O combate começa. O Galo de Barcelos quer jogar à bola mas o Galo Gaulês é uma ave de combate, não está para brincadeiras e prega cada sarrafada que é ver penas lusas espalhadas pelo ringue. Ui, que golpe! Já o Cristiano Ronaldo está arrumado. Tentou, tentou mas não havia nada a fazer e já está a sair dali para fora como o Boromir rio abaixo n'«O Senhor dos Anéis». O Galo de Barcelos andou depois 10 minutos à nora e a levar tareia até que lá espevitou a crista e se debateu de igual para igual.

Demorado foi o combate, cheio de cenas arrepiantes, mas a ave portuguesa encheu-se da fèzada e assumiu uma postura mais agressiva até que, numa cena à Walker Ranger do Texas, o Galo de Barcelos arreou no Gaulês um chuto à Éder e foi ver o adversário a temer pelo desfecho desfavorável. Soou o sinal e ficou ditada a inesperada sentença: o Galo de Barcelos foi o vencedor! Campeão, campeão, ele é o campeão!

Quanto ao Galo Gaulês, honras lhe sejam dadas pelo seu mérito na luta pois, de resto, o seu mau perder deu-lhe um caso bicudo. No dia seguinte, os Franceses madrugaram, oh sim. É que deu-se o caso de acordarem com um grande galo... de Barcelos!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Lusitana Jones

Sempre fui admirador de Harrison Ford. Pelos vistos, ele também é admirador nosso.

Muito obrigado, «Jonesy», bem como a Matt Damon, mais conhecido por Matt F&%$#ng Damon, pelo simpático apoio à selecção portuguesa. Também eles são campeões.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

A Epifania de Fernando Santos (ou o Quarto Segredo de Fátima)

Não deixa de ser curioso que ninguém mais acreditou na vitória da selecção portuguesa no Campeonato da Europa logo desde o início que não o próprio seleccionador, Fernando Santos. Meses antes do Europeu começar já ele afirmava, convicto, que Portugal seria campeão. Declarou repetidas vezes sem conta que só regressaria dia 11 de Julho, que até lá tinha a reserva feita no hotel, em Marcoussis. Disse sempre que iria até à final e que as finais eram para se ganharem. E quantos, muitos deles compatriotas, duvidaram e riram dele. Eu sei, eu fui um deles. E que dizer daquela estranha convocatória do Éder? «Éder? Quem é esse?» A esta pergunta dos desconhecedores juntava-se amiúde uma declaração dos sabedores: «eh, esse tipo não dá uma para a caixa». De facto, assim era. Quando a sua entrada em campo foi anunciada na final, as esperanças ténues dos adeptos desvaneceram-se, como se não bastasse a baixa do Cristiano Ronaldo.

Mas Fernando Santos, o «Xeidafé», nunca vacilou. Na realidade, até parecia que sempre soube que o campeonato estava ganho, a ponto de escrever o discurso com quase um mês de antecedência. Então e se ele soubesse mesmo?

Cá para mim, e entrando no hipotético domínio da alarvidade, Fernando Santos teve uma epifania, uma revelação. Já imagino como pode ter sido. Estava o homem a dormir e um rumor fê-lo despertar. Não um reboliço súbito na escuridão da noite, antes uma melodiosa e reconfortante harmonia que ao mesmo tempo o esmagava com a sua força. Abriu os olhos e viu um indivíduo de aspecto jovem envolvido em luz (em Luz, não em Alvalade ou Dragão) que lhe disse:


- Fernando, nada temas. Eu estou aqui para te dar a boa nova por que tanto anseias.
- Como assim? - inquiriu-o o engenheiro boquiaberto - Vais-me dar os números do Euromilhões?
- Não. - respondeu-lhe o anjo. E insistiu o homem:
- Aaam... Factura da Sorte?
- Não.
- Vou ser contratado pelo Abramovitch?
- Não, homem, - negou o anjo - para desgraça já basta a da Grécia. Não, eu estou aqui para te dizer que tu vais trazer ao teu país uma glória inédita.
- O Quinto Império! - surpreendeu-se o pobre Fernando. Mas o anjo também a esta hipótese respondeu na negativa:
- Não, nada disso. Vais ser campeão europeu! Basta teres fé... e convocares o Éder.
- Éder? Quem é esse? - perguntou-lhe o treinador.
- Então, o Ederzito. é jogador do Lille, emprestado pelo Swansea City.
- Eh! O miúdo não dá uma para a caixa...
- Então? Não és um homem de fé? - insistiu o emissário celestial - Põe o miúdo a jogar e vais ver que alcançarás os teus intentos. Está escrito no grande livro dos desígnios. Só tens de ter fé.

Só isto explica a convicção de Fernando Santos. A partir de certa altura, parece ter contagiado o capitão da equipa, que começou por falar que sonhar é grátis e acabou a encorajar o Éder antes da sua entrada em campo dizendo-lhe que ele é que resolveria tudo e nos faria campeões. Ouvindo isto, Éder disse o mesmo ao seu treinador. Então e não é que o Patinho Feio se revelou um cisne?

Não é a explicação mais estapafúrdia que se consegue encontrar. Houve quem me tivesse dito que vai na volta e isto foi a concretização do Quarto Segredo de Fátima. Que Fernando Santos ainda teria sido chamado ao Vaticano antes do Europeu para o Papa lhe transmitir o conteúdo dum capítulo secreto e inédito das «Memórias» da Irmã Lúcia. Já estou a imaginar a cena, lá no longínquo e conturbado ano de 1917. Nossa Senhora aparece aos três pastorinhos e dá-lhes as revelações dos tempos vindouros. A certa altura, diz-lhes:
- Por fim, em quarto lugar, o há muito desejado vai acontecer. Basta porem Éder.
   E a pequena Jacinta perguntou-lhe:
- Éder? Isso come-se?
- Não interessa. - logo declarou a Senhora do Rosário - Lá para 2016 tudo fará sentido.

Tens alguma teoria mais absurda? Então venha ela daí.

Que a caca esteja convosco, meus campeões. Sim, que todos somos campeões!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Já não era sem tempo. CAMPEÕES!!!

Já foi dia 10 mas parece que acabou de acontecer. Sim, a selecção portuguesa de futebol venceu o Campeonato da Europa, feito inédito no desporto nacional. É verdade que não começámos muito bem, com jogos de exibição mediana, com muitos remates e ataques mas com o problema do costume: falta de concretização. Ninguém acreditava que a equipa iria muito além da primeira eliminatória. Ninguém excepto Fernando Santos, o sempre crente. Porém, o colectivo foi crescendo e acreditando jogo após jogo e na final deu-se a absoluta e inesperada surpresa: a derradeira vitória. Tanto esperámos, tanto tentámos, de tantos nervos sofremos até que desta foi de vez!

Agora que estamos eufóricos com tamanho prodígio, gritamos a plenos pulmões que «Portugal é o maior, o melhor país do Mundo», quando ainda há poucos dias e, direi mesmo, daqui a poucos dias, lamentávamo-nos/ lamentar-nos-emos de que «isto é sempre a mesma desgraça, a porcaria do costume». Pois se exultamos com o feito de uma equipa de futebol, porque não fazemos o mesmo com os de intervenientes nas competições de outros desportos? Ainda na mesma semana, arrecadámos várias medalhas das três categorias nos Campeonatos da Europa de Atletismo. Temos também campeões de dança, Rui Costa e Nelson Oliveira mostram o que valem na Volta à França em Bicicleta, a selecção de hóquei em patins a rolar em cheio rumo à final também do Europeu com rasto de grandes goleadas, até mesmo frente à eterna rival, Espanha. Estes e tantos outros que a memória ou o desconhecimento me impedem de escrever aqui não serão também razão de podermos dizer que somos os maiores?

Então e porque é que só quando alguém mostra o que vale no desporto e alcança um grande resultado é que toda a gente diz que Portugal é o melhor país do Mundo? Que espécie de patriotismo é esse que varia consoante a maré da fortuna? Então numas ocasiões é-se patriota e noutras anti-patriota? Isto não é patriotismo. O patriotismo é uma paixão, é como a força mística que une misteriosamente um casal, aquilo que nos faz olhar para a nossa cara-metade e não nos conseguirmos desligar dela, apesar de todas as qualidades e defeitos que consigamos ver nela. É o adorar sem saber porquê, o ser companheiro nas alegrias e encontrar nela conforto nas provações, ainda que traga nele a mais dolorosa das consequências. É o não sabermos porquê mas termos a certeza do vazio sem a sua existência. Em suma, é sermos indissociáveis partes um do outro e, haja o que houver, fazermos tudo por ela, mesmo que a suprema meta da existência nos obrigue ao fim dessa associação se soubermos que tal sacrifício permitirá a existência dela. Com isto quero, portanto, dizer que Portugal não é o exemplo da perfeição mas que, se declaramos sem rodeios que é o maior e tal e coiso, então temos de ter presente a responsabilidade de tais palavras e dar o corpo ao manifesto quando essa mostra de patriotismo tão apregoada é exigida.

A grandeza de uma nação pode ser medida pela sua história, pelos feitos bélicos, artísticos e desportivos. No entanto, esses parâmetros dão-nos muitas vezes resultados ilusórios. A verdadeira grandeza vê-se sim em algo mais profundo, nas atitudes, no temperamento, na maneira de ser das suas gentes, naquilo que está para além do que os sentidos percepcionam à partida.  Vejamos, por exemplo, o caso do referido Europeu de Futebol. Os Franceses tiveram desde o início uma postura muito arrogante para com Portugal. Certa imprensa e variados comentadores fartaram-se de criticar a equipa lusa considerando-a indigna de chegar sequer às meias-finais pela sua má maneira de jogar, melhor, que não sabia jogar, que nem sequer sabia passar a bola, que punha-se na retranca à espera de uma ocasião promissora, muito ao jeito da tão criticada Grécia, tudo ao contrário do que a secura objectividade das estatísticas evidenciava. Houve até quem fugisse para terrenos mais pantanosos, classificando a turma de Portugal como um grupo de nojentos. Passearam o autocarro da equipa nacional em aparatos de campeã antes do jogo, como se já o tivessem sido. Aliás, para muitos, a vitória francesa eram declaradamente favas contadas. Poucas foram as vozes sensatas que acautelavam para uma possível vitória do opositor das quinas. Depois, como se diz na minha terra, «cagou-lhes o cão pelo caminho» e ficaram de trombas. Na altura de receber as medalhas, os jogadores portugueses fizeram guarda de honra para deixar passar a congénere francesa. Porém, na hora de fazer o mesmo pelos portugueses, cada jogador francês saiu de monco em baixo até aos balneários e ignorou as regras de boa educação. Nos Campos Elísios, não faltou quem fosse tentar acometer os festejantes lusos e causasse distúrbios. E depois há o episódio da Torre Eiffel, que se previa iluminada com as cores do vencedor mas apresentou sempre as da equipa da casa, que, verdade seja dita, se debateu com todo o mérito, até perder o seu colorido e ficar remetida à escuridão da noite. Nos dias seguintes, portugueses passaram maus bocados só por serem portugueses. E no fim interrogamo-nos quanto ao porquê disto se tudo não passou de um jogo, uma entretenga? Porque é que muitos franceses rebaixaram assim a grandeza da sua terra-mãe? Não sei dizer, apenas sei que esta atitude sim lhes deitou tudo a perder e só por aqui se vê quem são, de facto, os verdadeiros campeões... ou ao menos quem não os são.

Neste mundo mais e mais individualista e onde cada vez nos isolamos mais, não deixa de ser curioso que todos se juntem por causa de um jogo. Pois qualquer que seja a razão, se ela for justa e nos trouxer alegria e partilha de bons momentos, venha ela daí se nos fizer acreditar seja no que for e ficarmos mais unidos. Só por isso já somos todos campeões.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Atrofios Informáticos, Parte MMMCLXXXVII e etc....

Pois é, mais uma vez lá tive a torradeira informática em problemas técnicos, o que, aliado à minha falta de tempo para escrever aqui algo, levou a que deixasse passar uma ocasião memorável e altamente propícia para escrever toda a espécie de barbaridades. Consequentemente, tudo o que eu tinha preparado ficou desactualizado e agora, dados os acontecimentos de ontem em Nice, qualquer coisa que eu possa dizer será sempre mal interpretada e alvo de apupos e severas críticas, ainda que muitos o tenham feito em grau mais elevado e pior, só que há vários dias. Portanto, não vou deixar de contar as piadolas que tinha preparadas, acrescentando-lhes ao seu termo um remate contra os estropícios do costume.

Mais vale tarde que nunca!

Que a caca esteja convosco!

E já agora, muito importante:
NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O que faz falta: amaciador de pêlo

Há dois dias, era suposto dois representantes do Fundo Monetário Internacional terem participado na reunião do Conselho Económico e Social. Era suposto, está bem dito, porque não se dignaram a pôr lá os pés. Se calhar, temiam ouvir das boas tanto dos sindicatos como das corporações. Talvez por isso tivessem optado por recorrer à comunicação social. Um deles afirmou que a diminuição do horário de trabalho da função pública de 40 para 35 horas era um dado preocupante. É que se o trabalho feito em 40 horas pode ser feito em 35 pelo mesmo número de funcionários, então é porque há trabalhadores a mais. Logo, só há duas maneiras de resolver o problema: ou se reduz o ordenado ou se despede pessoal. Pode é dar-se ao caso de não haverem funcionários a mais. Nessa circunstância, terão de fazer horas extra que é para fazerem aquilo para o qual no horário reduzido não é suficiente, horas extra essas que têm de ser pagas. Portanto, para aquelas mentes iluminadas pelos cifrões, a única opção do Governo ao reduzir o horário de trabalho e não despedir ninguém seria a do costume, aumentar impostos.

Continuando na onda das patacoadas, ontem o Ministro das Finanças da Alemanha afirmou que o Governo Português se preparava para pedir um novo resgate. Se é verdade ou não, isso pouco interessa, pois fazer uma declaração dessas numa altura em que se deu a previsível vitória do não à permanência britânica na União Europeia e os sempre voláteis e especulativos mercados ainda estão a ressacar disso, não é das coisas mais sensatas, se é que eu me faço entender.

Que parvoíce terão dito hoje...

Não fosse termos tido a triste notícia da morte de Bud Spencer e ter-lhe-íamos pedido que fosse dar um correctivo a estes companheiros de língua tão solta para a baboseira. Assim, temos de recorrer aos Castigadores da Parvoíce. É que faziam mesmo aqui falta.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Deixá-lo sair, se quiser

Voltando à Inglaterra, continua ao rubro a campanha para o referendo quanto à permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia e há em tudo isto alguns pontos que me causam confusão. Como por exemplo, continuo sem perceber, tal como aconteceu no caso do referendo à independência da Escócia, qual é que é mesmo a posição do Primeiro-Ministro, David Cameron. Fartou-se de ameaçar a União e fazer-lhe montes de exigências impossíveis e agora é impressão minha ou anda a fazer campanha pela permanência? Acho eu mas se calhar estou enganado.

Não deixa de ser curiosa a argumentação dos defensores da permanência, faz quase lembrar uma versão invertida dos que apoiavam a adesão ao euro. Ditam toda a sorte de sentenças apocalípticas, algo muito do género de: «se o Reino Unido abandonar a União Europeia, não há volta a dar, é irreversível, e as empresas multinacionais fogem todas daqui e o capital raspa-se para o estrangeiro e vai haver escassez de bens e os preços vão subir e os impostos vão aumentar e vamos morrer todos fechadinhos aqui porque não podemos sair de cá e nada vai conseguir entrar e vamos todos lerpar com claustrofobia e consanguinidade em alta escala e depois virá o Bicho Papão e os Cavaleiros do Apocalipse e dedicarem-se à necrofilia e a concertos de música pimba com os nossos cadáveres e vai ser o fim do Mundo em cuecas.» Calma, também não é bem assim.

Como é costume, há em toda esta discussão muita especulação. Na realidade muito pouco muda. Eis o que de mais importante há a assinalar.

1 - Moeda: Nicles. Nada muda. Lembremo-nos que a libra estrelina, moeda de referência e valor, circula no Reino Unido. Não há lá nada de euros.

2 - Circulação de pessoas e bens: O Reino Unido não aderiu ao Acordo Schengen. A relação com o resto da União apenas se trata em matéria de cooperação policial e judicial. O controlo para entradas e saídas daqueles países britânicos é muito diferente e apertado do que o verificado nos restantes casos, pelo que a eventual saída do Reino Unido poucas ou nenhumas alterações vai trazer para a «livre circulação de pessoas e bens».

3 - Economia: A matéria estùpidamente mais sensível, ou pelo menos aquela à qual é dada sempre mais atenção, sem que se compreenda bem porquê. Olhando para o que o Reino Unido dispende e recebe de Bruxelas, não é de esperar grandes mossas no orçamento. Os acordos comerciais, piscatórios e de outras naturezas naturalmente deixarão de incluir o Reino Unido no caso da sua saída da União Europeia mas não será lá por causa disso que há-de faltar o que quer que seja nas ilhas e domínios de Sua Majestade. Basta recorrer à técnica que antes se seguia: celebrar acordos com cada uma das partes envolvidas, os quais costumam ser mais proveitosos do que quando são celebrados com toda a União, visto que os parceiros pretendem sempre vender e explorar o máximo possível e importar ou deixarem-se explorar quanto menos melhor. Em consequência, e como não é de antever carências de materiais e capitais, não há razão para qualquer subida de impostos relacionada com a questão. Portanto, também nisso não se antevêem alterações significativas.

Em suma: pouco muda. Então se assim é, porquê tamanho alarido? É simples. É que há muita gente que depende da mama de Bruxelas. Acabada a permanência do Reino Unido na União, fecha-se a torneira dos fundos e subsídios comunitários. Por outro lado, é menos uma importante área de influência para os grandes da União, sejam os federalistas de Bruxelas ou a Chanceler da Alemanha, que sabem que o Reino Unido, como potência comercial e industrial que é e parceira de peso com os países da Commonwealth, é uma porta de saída para grandes e bons negócios. Mais e acima de tudo: como disse o Presidente da Comissão Europeia, a saída do Reino Unido abre um precedente que pode levar à desagregação da União Europeia. É previsível, olhando para a insatisfação de alguns estados-membros face a uma União cada vez mais ambiciosa, centralizadora, controladora e intrometida. Encaremos o facto: os estados-membros, não todos mas muitos, são independentes apenas no papel e a União é quem, de facto, dita as regras. O resto são balelas.

Posto isto, se o Reino Unido quiser deixar a União Europeia, deixá-lo sair. Erro nisso não há nenhum, a meu ver. Erro sim houve, como com Portugal, em entrar.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Albânia, continua... por favor!

E já que falamos do Campeonato da Europa de Futebol, eu gostaria de juntar a minha voz a muitas outras e dar o meu apoio à Albânia. Equipa? Qual equipa? Ah, nada disso. É que aquelas apoiantes são um espectáculo!
Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Matrioskas, realeza e pancadaria

Isabel II, a idosa e de aspecto gentil Rainha de Inglaterra, fez 90 anos e, como é costume, lá os militares fizeram a sua tradicional parada, a «trooping the colour», dia 11. Vai daí e, não sei se para festejar a ocasião, se pura e simplesmente porque sim, os adeptos ingleses presentes em Marselha, trataram de adquirir a sua habituais condições de esponjas e toca de emborcarem cervejas e afins em doses generosas. Mas a generosidade não se ficou por aqui. É que outros também se atascaram avondamente. Entre eles, os seus adversários de ocasião no Europeu de Futebol: russos. O resto, como dizia o fado, com as necessárias adequações:

«Vai Carcavelos e Porto
E depois está tudo torto
E começa o trinta e um.»

Uma provocação aqui, um mal-entendido ali, uma tosga garreona e está o caldo entornado, como se pôde ver, com grandiosas e degradantes batalhas campais, feridos, detidos, expulsos, esplanadas e montras reduzidas a escombros e avultados prejuízos. Valerá a pena percorrer milhares de quilómetros, fazer despesa e criar expectativas para apanhar uma bebedeira e andar à porrada, com sorte, sem consequências de maior? Não, sem dúvida.

Onde quer que haja ajuntamento de gente, há confusão, seja de que naturalidade for. Porém, parece que há mais inclinação para uns do que para outros. Parece-me que Sua Majestade merecia súbditos à altura da dignidade sua e do seu país, assim como a Rússia merecia naturais mais condizentes com a grandeza do maior país do Mundo, pelos vistos apenas em área. E o Campeonato? Bem, esse fica sempre a perder com espectáculos degradantes como este e outros que tais com os mesmos e outros protagonistas.

Às tantas, não foi ao acaso que a UEFA aumentou o número de participantes na competição. Era já a contar com os que haveriam de ser expulsos pelo mau comportamento dos adeptos. A Rússia não precisou... E os Portuguesitos... juizinho...

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 22 de maio de 2016

Quem é glorioso, quem é?

Nunca é tarde demais para se fazer justiça, não é?

Cláudia Santos, Miss Fanática, quem quer que ela seja, como se nós nos importássemos muito com isso, declarou a 10 de Janeiro ao Record que gostava que o Benfica fosse tricampeão. Não sei se ajudou à argumentação o visionamento de algumas imagens...
... mas o que é certo é que a equipa das águias concedeu um grande melão a Jorge Judas, Jesus, perdão, Jorge Jesus, e o trigésimo oitavo campeonato à sua massa afectiva! Não contente com o feito, emborcou a sétima Taça da Liga! Assim é que se vê quem é glorioso! Muitos parabéns, Benfica!
Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 14 de maio de 2016

Calduço colegial: o remate (final?)

Ah, Pedro Passos Coelho clarificou as suas declarações quanto aos interesses que se moviam em prol do fim de contratos de associação com estabelecimentos de ensino privados. Ao que parece, os interesses de que falava são da parte dos sindicatos.

Talvez eu não tenha percebido bem. É que se há quem se possa queixar da decisão do Ministério da Educação para além dos gestores destes estabelecimentos, entre outros, são os sindicatos. Ora vejamos: com o fim destes contratos e a consequente transição de alunos das escolas privadas para as públicas, há certamente professores do sector privado que perderão os seus lugares, engrossando as fileiras do desemprego, enquanto que os do sector público ficarão sobrecarregados. Não me parece que os sindicatos apreciem esta situação.

É de crer que o nosso ex-primeiro-ministro perdeu uma ocasião magistral para poupar palavras quando optou por falar em interesses.

Que a caca esteja convosco!


P.S.(«post scriptum», para quem não sabe, nada de partidário): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Calduço colegial

Há uns tempos, estalou a revolta com a divulgação de uma reportagem que expunha situações escandalosas de verdadeiro negócio muito lucrativo por parte de alguns indivíduos e entidades às custas do Estado e da desgraça do serviço público de instrução. Mas eis que a Roda da Fortuna girou. E já não era sem tempo.

Esta recente polémica com o fim dos contratos de associação do Estado com colégios privados deixou muita gente com grandes dores de barriga. Não só os gestores das instituições visadas mas também, e curiosamente, o nosso ex, e friso o ex, ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que acusa o Governo de se estar a mover por ideologias retrógradas... e interesses. Não só o disse como o confirmou noutra ocasião quando interrogado sobre o assunto. Claro que quanto a dizer que interesses são e da parte de quem é que está quieto. O problema é que, tal como já antes referi, para mandar postas de pescada, qualquer palerma serve, até eu!


Isto faz lembrar aquela situação do João Soares. Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente fartaram-se de lançar acusações ao antigo detentor da pasta da Cultura mas nunca chegaram a apresentar um argumento. Eu nem digo uma prova, digo um simples argumento. Pelos vistos, Passos Coelho parece estar a recorrer à mesma estratégia: larga-se uma laracha para ver se a coisa pega ou não. Pois se não for apresentado nada mais em concreto, é por demais previsível que não pegue, até porque o único interesse à partida que se vislumbra no caso é o que certos empresários do ramo tinham numa relação de parasitismo com o Estado e que agora acaba.

Nada se deve ter contra o serviço privado de educação, tão bom e muitas vezes muito melhor que o público. Portugal é um país livre e, como tal, os dois sistemas podem coexistir. Deve é haver igualdade para ambos e não a ruína deste às custas dos interesses daquele. Onde não há oferta pública, auxilie-se o privado. Onde a há, fomente-se a concórdia e livre escolha entre ambos. Agora prejudicar um em prol do outro é que não, seja ele qual for.

Daqui se conclui que talvez Passos Coelho esteja a ver mal a coisa...

Que a caca esteja convosco!


P.S.(nada a ver com socialistas): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Governo à prova de água?

Depois do Ministério do Ambiente ter anunciado o cancelamento da construção das barragens do Alvito e de Girabolhos e a suspensão das obras da do Fridão por três anos, eis que a seguir chega a notícia de que há ainda a intenção de demolir pelo menos dez barragens e açudes, embora a avaliação possa concluir que mais devam ir abaixo. Os argumentos em prol desta decisão são de que tais represas são obsoletas e inúteis.

É uma novidade preocupante e que carece de apreciação séria, até porque se há estruturas e projectos que são contrários à economia, vivência, fauna e flora específicas desses locais, outros certamente haverão que terão muito mais importância e vantagens em serem mantidos, apesar de rotulados de «inúteis» ou «obsoletos». Em primeiro lugar porque as noções de «inútil» e «obsoleto» são muito subjectivas e variam muito amiúde na boca de quem as define consoante o interesse na respectiva cabeça. Portanto, se uma determinada estrutura for contra o interesse ou ideologia de alguém, o seu valor será nulo ou mesmo deficitário: é algo prejudicial e descartável. Em segundo lugar porque andaram várias gerações precedentes às nossas a erguer obras imensas, sejam grandes ou pequenas, para proveito seu e dos que haveriam de vir. Há um peso de responsabilidade dessas gentes passadas sobre os nossos ombros. Não pode ser de ânimo leve que se opta à partida pela simples destruição daquilo que eles fizeram. Uma vez que se chegue à conclusão que algo não se ajusta às necessidades modernas, não seria melhor pensar antes não na destruição mas na conversão ou melhor forma de aproveitar o que há? Em terceiro lugar, é fácil a muita gente, em particular ambientalistas, e como eu os compreendo, olhar para seja um paredão ou pouco mais que um mero valado e ver algo que, não tendo utilidade aparente, é ainda um bloqueio à fluência do líquido vital e das espécies aquáticas que dele dependem. Porém, esquecem-se que a mera concentração da água já é em si uma mais-valia. Onde há água, há vegetação e animais e, onde a há em grande quantidade, há um nível superior de humidade no ar e, consequentemente, um clima sem amplitudes térmicas tão grandes, logo, mais ameno. Para além disso, qualquer reservatório de água é uma fonte extremamente preciosa em situações de incêndio. Fora delas, pode ser um local de lazer ou até mesmo de estímulo económico, seja para abastecimento, rega, pesca ou até mesmo piscicultura.

Tenho aqui esta imagem mas não quer dizer que esta seja uma das visadas, está bem?

Vou dar um exemplo de uma situação que não conheci pessoalmente mas pelo qual passaram conhecidos meus. A Ribeira de Quarteira tem alguns açudes na zona de Paderne, Concelho de Albufeira. Há alguns anos, optou-se por demolir boa parte deles por se considerarem inúteis e prejudiciais à circulação da água e dos peixes. Que foi feito da água, dos animais? Daqui resultou que, onde antes havia água pelo Verão adentro, passasse a haver coisa nenhuma senão mosquitos durante o período em que os charcos e poças restantes e o fundalho de lodo do leito demoram a secar. Esqueceram-se que o caudal não é suficiente para que a ribeira corra pouco mais que alguns meses ao longo do ano.

Olhando para estas razões, tenho cá para mim que antes de se tratar as barragens e açudes como inimigos ou coisas que já não prestam, o melhor seria antes averiguar o estado das represas e procurar maneiras de as melhorar, seja rentabilizar ou pura e simplesmente as manter ou, na sua impossibilidade, as converter em algo produtivo, vantajoso e que não seja ambientalmente prejudicial. Estão em condições? Se não, o seu estado de degradação é grave ou não? Justifica-se a recuperação? Só depois de avaliados os prós e contras e todas as variáveis é que se pode tomar uma decisão. Caso contrário, ficamos todos a pensar que, às tantas, da mesma forma que Paulo Portas se meteu em negócios de submarinos para evitar que o Governo de Durão Barroso metesse água (e mesmo assim meteu), João Pedro Matos Fernandes quer acabar com barragens para evitar que aconteça o mesmo ao Governo de António Costa.

Juizinho...

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pirilaus nos «Tronos» sim... mas com contrapartida

Emilia Clarke, a actriz celebrizada pela sua interpretação de «Mãe dos Dragões» na famosa série televisiva, acha que há muitas cenas de nudez feminina ao logo dos episódios. É verdade, confirmo e embora a minha condição masculina não lhe mostre oposição, o bom senso e a sensibilidade artística entendem que talvez seja exagerado e desnecessário. A série já seria boa sem isso. Aliás, eu considero mesmo que o recurso constante ao sexo e à nudez é uma forma fácil de cativar espectadores, o que não é abonatório a tão excelsa produção.

Mas voltando a Emilia Clarke. Numa entrevista recente à revista Glamour, ela apontou uma hipótese para solucionar tamanha desproporcionalidade. Passamos a citar:

«Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxarem as calças para baixo e dizer: " Agora sou a rainha de tudo!" Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor.»

É justo. Eu por mim tudo bem... desde que ela se sente nua no trono. Aí sim já teríamos de novo equilibrio. É que há para ali rapaziada com fartura e quer-me cá parecer que assim contrabalançada com uma Daenerys Targaryen como manda a lei já haveria «Nascida da Tempestade» para compensar todos. Deixa cá imaginar a cena...



NÃO! Pensando bem nas coisas, epá, esta malta que ganhe mas é juízo.

Que a Daen..., quer dizer, a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

"Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html

Pergunta CM É fã da série 'A Guerra dos Tronos'? Acompanhar Resultados Obrigado pelo seu voto! As cenas de nudez são uma constante na série A Guerra dos Tronos, mas as mulheres aparecem mais vezes sem roupa do que os homens. Para reverter a tendência, a atriz Emilia Clarke, que dá vida à personagem Daenerys, já revelou o final que pretende numa entrevista à revista Glamour. "Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html
Pergunta CM É fã da série 'A Guerra dos Tronos'? Acompanhar Resultados Obrigado pelo seu voto! As cenas de nudez são uma constante na série A Guerra dos Tronos, mas as mulheres aparecem mais vezes sem roupa do que os homens. Para reverter a tendência, a atriz Emilia Clarke, que dá vida à personagem Daenerys, já revelou o final que pretende numa entrevista à revista Glamour. "Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html

Uma paulada nos queixos? Não, dois tabefes.

Agora que Pires de Lima já não é ministro, descobrimos que sempre nos podíamos entreter um pouco com João Soares. Pena é que não tenha sido por muito tempo, uma vez que também já foi ao ar.

Analisemos a situação de maneira objectiva e nua e crua.
Bom, talvez não seja necessário assim tão nua e crua. A questão é simples. João Soares não cai nas boas graças de Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente. Como se alguém lhes caísse em graça. Neste sentido, tinham tido já um despique em 1999. Ora a semana passada,num artigo de opinião para o jornal «Público», Augusto Seabra reabre as feridas dizendo que, em quatro meses de ministério, o responsável governamental não terá apresentado qualquer política para o sector que tutela. De facto, alega que João Soares apresenta «tão só um estilo de compadrio, prepotência e grosseria» e que não tem «qualificações particulares para o cargo». Ainda acrescenta que o gabinete de Soares é «uma confraria de socialistas e maçons». Vai daí e o agora ex-ministro da Cultura respondeu-lhe no Facebook:
«Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir. Não me cruzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia. Ele tinha, então, bolçado sobre mim umas aleivosias e calunias. Agora volta a bolçar, no "Publico". É estória de "tempo velho" na cultura. Uma amiga escreveu: "vale o que vale, isto é: nada vale, pois o combustível que o faz escrever é o azedume, o álcool e a consequente degradação cerebral. Eis o verdadeiro vampiro, pois alimenta-se do trabalho (para ele sempre mau) dos outros."
Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também.»
E pronto, foi a desgraça. Daqui a um escândalo, a uma recusa em pedir desculpas, às desculpas apresentadas por António Costa e ao natural pedido de demissão de João Soares foi um passinho muito curto, daqueles de bebé.

Muita gente critica o João Soares e diz dele alhos e bugalhos, fala em abuso de poder, ameaça, prepotência, perigo para a Democracia... Eu confesso que não sou simpatizante dele nem do pai. Portanto, considero-me isento o suficiente para opinar sobre o assunto. Pessoalmente, acho isto tudo uma enorme sucessão de birras de gaiatos, gente com idade para ter juízo, com mente de criança em corpo grande.

João Soares não devia ter declarado o que declarou. A sua posição de governante não se coaduna com volatilizações caprichosas de humores. Responder a provocações é rebaixar-se e demonstrar a falta de nobreza que é exigida a quem tem assento nos lugares cimeiros do poder. Ai ele é um aventalinho republicano? Ah bom, tudo explicado. Também não creio que ele fosse, de facto, dar um par de bofetadas nos visados. Isso pagava eu para ver. O mais provável é que o tenha dito num sentido figurado ou então, não o sendo, muito inconsciente.

Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente também não se portaram bem. Espera-se de quem escreva para a comunicação social e, consequentemente, ajude a moldar a opinião pública, que o faça de modo claro e objectivo. Se pretendiam visar o ministro, podiam tê-lo feito noutros moldes. Eu também podia dizer que, sei lá, a Chanceler da Alemanha, alvo fácil, tem, sei lá, um negócio de tráfico de cromos do Pikachu com LSD incorporado e usa a Administração Federal para os fazer chegar a cada canto da União Europeia. Mas isto é assim, para dizer barbaridades, qualquer palerma serve, até eu. Se de facto se pretendia acusar João Soares de algo ilícito, então teriam de sacar das cartas nas mangas e apresentarem provas concretas, ou, pelo menos, linhas de raciocínio coerentes.

Neste sentido, acho mal tamanhos ataques, nem todos justificados, ao ex-ministro enquanto os comentadores ficam livres que qualquer mácula. Havendo consequências, deveria havê-las para ambas as partes e na devida proporção.

Pagava mesmo para ver tareia a três entre eles... e não era só no Caca Raw!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...

A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!