domingo, 4 de agosto de 2019

Fazenda Jurássica: Quem Quer Amedrontar-se Com Galinhorraptors

Caros colegas de pombal.

Deve ser por demais evidente que o trabalho não me permite vir com tanta frequência teclar e obrar a preceito ao Pombocaca. Mesmo ver televisão é algo que se tornou quase uma raridade. Porém, ainda vou tendo tempo para vislumbrar uma coisinha ou outra.

Uma das coisas que vi, para aí uns quatro episódios, ou pedaços deles, foi o... nem sei se lhe devo chamar concurso ou qualquer outra coisa... enfim, programa «Quem Quer Namorar Com o Agricultor».

Sim, sei o que passa agora pela vossa cabeça. Apesar de tudo, reconheci-lhe algum interesse, quer nas paisagens e lugares, quer nos animais, culturas, técnicas e máquinas. Contudo, algo deixou-me deveras intrigado. Parece generalizado entre as mulheres o pânico a galinhas.

Espera lá: galinhas?! Mas que raio. Então por que carga de água? No meu tempo, comparar alguém a uma galinha era chamar-lhe medricas! Alguns até o fazem para chamar a alguém imbecil e desmiolado, injustamente, diga-se de passagem, pois são criaturas até com um bom grau de inteligência, mesmo comparando-as com alguns porcos rabinos erectos que para aí andam. É certo que se diz que as galinhas serão, alegadamente, descendentes dos temíveis Velociraptor mongoliensis ou osmolskae, predadores de topo da época em que os dinossauros reinaram sobre a Terra, mas não será de esperar ver uma ave de capoeira sacar-nos um braço se estiver a chegar a hora da paparoca ou sentir a sua postura ameaçada. 

- Ai, ela vai-me picar! Ai que bicho medonho! Ai, ela pica! Está a picar-me! AAAAAAAHHHH!!! - grita alguém. Pica e vai continuar a picar se não tirares daí a mão... ou se ela não fugir com medo de ti! Porém descansa. Ainda que algumas arrefinfem os seus bicos um bocadinho mais à bruta e às vezes aleijem, não é de esperar saírem por ali as tripas ou sequer uma pinga de sangue.

Vá lá, são só galinhas, nada de mais. Não fazem mal a ninguém. Já com os galos não é bem assim. Mas afinal, quem são elas? São mulheres... ou são... galinhas?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Alguém devia ver o que se passa com os aterros sanitários

Lembro-me quando há uns 20 e tal anos começou a achar-se entre a classe política que os aterros sanitários eram a brilhante solução para o lixo. Em teoria, este, tratado convenientemente, seria acomodado em segurança em lugares próprios, em buracos que depois seriam cobertos. Não sei se seria só a mim mas esta conversa deixava-me desconfiado que isto seria apenas uma outra maneira de lixeira: até então eram a céu aberto e agora passariam a ser cobertas, debaixo do chão. Ou seja, como é costume em particular nesta nossa malfadada Terceira República, se um problema deixar de ser visto, deixa de existir.

Não sei nada em concreto, pelo que não vale a pena choverem perguntas, mas tenho ouvido relatos e conversas preocupantes acerca dos aterros sanitários e de certas constatações nas regiões onde estão inseridos e suas imediações. Assim, seria interessante algum responsável de alguma entidade pública dar uma vista de olhos de surpresa num qualquer aterro ou inquirir quem lá trabalha ou trabalhou pois estou certo que terão mesmo muito para contar. E se um funcionário municipal não for capaz de lidar com a situação, talvez seja melhor recorrer a alguém do Estado e até mesmo da Polícia Judiciária. Garanto que jogará as mãos à cabeça.

Vou só dar umas dicas. E que tal fazer umas análises às águas subterrâneas ou dos cursos situados num raio de umas quatro léguas de qualquer aterro sanitário? É que em muitos deles não há nem peixes nem rãs nem sapos e, nalguns casos, nem sequer vegetação. E por qualquer motivo os javalis, que não são das criaturas mais asseadas, garanto-vos, chafurdam em qualquer poça mas destas águas nem sequer se aproximam.

Desafio quem quer que seja. Por favor, veja o que se está a passar com os aterros sanitários, nem que seja só para que se chegue à conclusão que o problema tem outra origem. Porém, com base no que se diz à boca cheia, não me parece que assim seja.

A bem da saúde pública, do meio ambiente e do futuro, quem de direito e dever se mexa!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 2 de junho de 2019

Realidades da ficção ou ficções reais?

«Teorias da Conspiração», da R.T.P.:

Qualquer semelhança com a ficção é mera coincidência!

Que a caca esteja convosco!





P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Mais uma vez os combustíveis

Que emoção, parece que estamos a reviver os dias do bloqueio dos camionistas, em 2007!

Emoção? Muitos não lhe chamarão assim. Têm razões para isso. À semelhança de então, a presente greve dos motoristas de transportes de matérias perigosas tem paralisado o país por via da falta de combustível. E ainda só vamos no terceiro dia do protesto! Por consequência, para além de alguns desacatos e atrasos nos transportes e serviços, outros bens de consumo devem vir a sofrer quebras nas disponibilidades aos adquirentes ao mesmo tempo que os preços terão uma previsível subida dos preços, se não houver acordo entre as partes.

E porquê emoção? Porque é nestas ocasiões, tal como há 12 anos, que se torna evidente a enorme vulnerabilidade do sistema e a sua dependência dos combustíveis e surgem os respectivos questionamentos. Já nessa altura (como já lá vai tanto tempo...) se discutiu aqui a matéria e tudo me aponta para a mesma conclusão.

Certo, os combustíveis fósseis não são solução. Aliás, são o problema. Que alternativas então? Ora há os biocombustíveis. O problema é que, embora emitam menos gases poluentes, emitem-nos à mesma, pelo que são bons mas para uma fase de transição, para máquinas que já trabalhem com combustíveis mas se pretenda que passem a usar outros menos marcantes para o ambiente pela negativa.

Gás. E porque não? Há métodos de produção de gás a partir de fontes não fósseis. Só que coloca-se o mesmo sobredito.

Electricidade, a preferida dos amigos do ambiente. Problema é esquecerem-se que não há ainda uma verdadeira cadeia de tratamento de baterias usadas, que requerem o uso de matérias perigosas, como o chumbo e o electrólito, para não falar no plástico que as estrutura e reveste. Mais digo: como se viu no «Sexta Às Nove» do passado dia 12, o lítio é um componente crucial para qualquer bateria que se deseje poderosa e duradoura mas o custo ambiental e social da sua exploração é pesado demais, o equivalente a uma chaga hemorrágica com tendência à gangrena. Portanto, ou se descobre outro material e outra técnica ou a hipótese, à partida apelativa, depressa se verifica um fracasso.

Nuclear? Não, obrigado! (Será que o Jacques Chirrac ainda se lembra disto?) É demasiado perigoso e as consequências remetem-se para um muito e complicado longo prazo.

Muitas outras opções há mas, para já, fiquemo-nos por aqui.

Portanto, que fazer? Aponto três hipóteses.

1 - Usar os recursos disponíveis de maneira sensata. Claro que dizer isto a um consumidor voraz ou a um empresário do petróleo é o mesmo que um comerciante não querer receber pelo que acabou de vender ou dizer a um cão esfomeado para não comer um biscoito. Porém, vale sempre a pena incentivar o uso de bicicletas e transportes públicos e a prática de caminhadas. Aliás, por alguma razão temos pernas e pés. Prefira-se o uso de engenhos manuais ou movidos por fontes renováveis, reduzindo o daqueles movidos a combustíveis fósseis ao necessário. Ao mesmo tempo, urge levar adiante um verdadeiro, sério e intenso programa de reflorestação geral de Portugal e, porque não, do Mundo. É crucial como forma de controlo ambiental e forma de minorar os efeitos da poluição atmosférica.

2 - Usar várias fontes energéticas. Tal como na lavoura, em que a monocultura esgota os terrenos em determinados nutrientes, empobrecendo o terreno e propiciando o desenvolvimento de doenças e pragas, também neste sector se vê que, estando tudo dependente dos derivados do petróleo, os problemas surgem assim que ele escasseia. Portanto, havendo uma multiplicidade de fontes, a vulnerabilidade seria inferior.

3 - Não direi em tudo, até porque é evidente que não seria possível, mas para deslocações mais curtas e certa gama de trabalhos, porque não esta solução que eu já tenho referido e podia ser regeneralizada?

Eu sei, é esta a parte em que toda a gente se ri e diz que eu sou parvo. Contudo, creio que essas afirmações provêm tanto do desacostume como da impraticabilidade de acomodações para as bestas em grande parte das actuais áreas urbanas e do facto de nos termos habituado a ver algumas viaturas de tracção animal de mau aspecto e funcionalidade degradante tanto para o animal que lhe dá o movimento quanto para o(s) que é(/são) transportado(s). Esquecem estes que outrora existiram veículos elegantes e alfaias de trabalho com uma sofisticação com que hoje só se sonha ou recorda em museus e entre os idosos que tiveram a ventura de usufruir deles. Que poderia hoje haver se as técnicas e os materiais tivessem aperfeiçoado e as regulamentações tivessem melhorado?

É só um conjunto de sugestões que pode ter alguma aplicação, cada uma no seu contexto.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Aborrexit

Será que não há quem dê uma mãozinha ao Reino Unido e o ajude a sair de vez da União Europeia? É que desde há coisa de um ano que pouco mais se fala na comunicação social que do chamado «Brexit». «É já daqui a 9 meses, 3 semanas, 5 dias, 18 horas, 34 minutos e 51 segundos!» «Vai ser votada uma 345ª moção sobre a saída sem acordo ou com acordo limitado e restringido ao raio que o parta na Câmara dos Comuns do Parlamento Inglês.» «Chumbada a nova proposta sobre o que quer que seja relativo ao processo de saída da União, em Westminster.» «Mais um adiamento para a saída do Reino Unido, agora para 30 de Fevereiro de 30020.» «As olheiras da Theresa May são tão grandes que ela já se parece com a Angela Merkel.» «Brexit, Brexit, Brexit...» 

AAAAAAAH!!! NÃO HÁ PACHORRA!

Porque é que aqueles palermas não se deixam de reticências e hesitações e pura e simplesmente deixam a União Europeia? Eu sei que as pessoas em geral não me concedem a razão mas insisto que, à partida, o Reino Unido tinha tudo a ganhar em sair da União. Basta lembrar, entre uma miríade de outros factores, que é um dos maiores contribuintes para o orçamento comunitário, pelo que a saída de riqueza neste campo cessaria com o fim da ligação a Bruxelas. Deixavam de correr uns quantos subsídios, claro. Mas e daí? Ao invés, não teriam mais os burocratas federalistas de Bruxelas a mandar e desmandar nos assuntos internos. Tudo mais é pura especulação, até porque o Reino Unido não pertence ao Espaço Schengen e tem uma gestão de fronteiras própria. O problema é que permitiu-se que se falasse demasiado no assunto e durante demasiado tempo. A incerteza é um repasto inflamável para qualquer teoria de cenário catastrofista e a questão tem sido propositadamente ampolada de modo a fazer parecer que qualquer episódio de secessão dentro da União Europeia é trágico, dramático e de consequências apocalípticas.

Portanto, e quanto a mim, a primeira coisa que deveria ser feita seria a demissão da Primeira-Ministra Theresa May, que tem gerido mal o assunto, ao qual parece ter reduzido, ou pelo menos destacado, com infelicidade a sua governação. E como o Parlamento Inglês também não se tem portado muito bem, nada melhor que clarificar a situação com eleições legislativas. Em terceiro lugar, definir uma data para a saída. Nada de adiamentos, é chegar ao dia e pôr um ponto final na malfadada relação. Se há acordo ou não com a União, quanto a mim, é irrelevante. Se não o há, logo se negoceia depois com cada uma das partes envolvidas, sejam estados, empresas ou particulares. De resto, pouco ou nada muda.

Vá lá, vamos dar o passo em frente que já ninguém aguenta mais esta lenga-lenga. Até os mais cépticos verão de futuro que, apesar de tudo, a melhor coisa que podia ter acontecido às nações britânicas foi terem virado costas à União Europeia. Pena é nenhum outro lhe seguir o exemplo, e há quem razões tenha avondamente para o fazer. Deverei nomeá-los? Será necessário mesmo?

Continuo a dizer: a União Europeia deveria ser uma plataforma de entendimento e cooperação entre estados independentes e não uma espécie de conjura centralizada pró-federal. Nos moldes actuais, não há futuro possível.

Avante, Bretões!

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Hora, mudar ou não mudar? Brevíssimas considerações

Estamos de novo e desde há algumas semanas em horário de Verão. Pois é, a hora mudou. Entretanto, o Parlamento Europeu aprovou a proposta que visa o fim das mudanças de hora, ora para a de Verão, ora para a de Inverno. Quer isto dizer que, a partir de 2021, o horário vigente vai passar a ser sempre o mesmo, tal como já era até há umas décadas atrás. Claro que, como não podia deixar de ser, logo uma série de entendidos veio declarar um rol de malefícios da medida, apesar de uma sondagem indicar que 85% dos Portugueses ser contra a mudança de hora.

Ora bem: o simples conceito de «mudar de hora» já de si é parvo.  Não tem lógica nem faz qualquer sentido visto que o tempo é sempre o mesmo, uno e constante, independentemente do que diga qualquer Einstein das Couves. Note-se que aqui eu não me refiro a matérias de Física.

Depois é o aspecto prático da coisa. Dizem que é por uma questão de poupança energética. Esquecem-se é que a electricidade, por exemplo, que se poupa num período, acaba por ser despendida no outro. Logo, nada se poupa. A única praticabilidade que encontro neste costume bizarro é a facilidade com que se constitui uma espécie de comédia irritante às custas de gente que chega demasiado cedo a um sítio numa altura do ano ou atrasadíssima noutra, esquecendo-se do estúpido detalhe de que algum cromo do passado, daqueles que têm a cola tão ressequida que já não pegam na caderneta nem com Super-Cola 3, se lembrou que seria baril deixar os outros atarantados com pôr os relógios a andar mais para a frente ou no sentido retrógrado e com as imensas discussões que isso geraria nos dias anteriores quanto a se a hora adiantava ou atrasava quando no fim aquilo é sempre a mesma enorme e fétida porcaria. Se o objectivo prático era esse, então foi bem sucedido porque só o constante falatório sobre o «Brexit» consegue ser mais irritante que duas velhotas em debate quanto a se a hora muda para a frente ou para trás. Não muda, nós é que mudamos!

Mas há aqueles que dizem que, se a mudança de hora acabar, nós vamos andar muito atarantados. Acordamos e levantamo-nos de noite, o nosso relógio interno fica desregulado, a síntese de Vitamina D desequilibra-se, nós ficamos passadinhos dos carretos e com aspecto de Drácula e é o colapso da economia e da sociedade e o fim do Mundo em cuecas. Talvez essa malta se esqueça que, antes de começarem as mudanças de hora, já existia Humanidade, sociedade, civilização até e nada daí advinha ao Universo. Mas isto sou eu que digo, talvez seja melhor o leitor confirmar. 

E se a hora deixar mesmo de mudar? Uns dizem que deveria vigorar o horário de Verão. Outros, o de Inverno. Há argumentos para todos os gostos a favor e contra mas não há pachorra para tal maçada.

Em suma, por favor, acabe-se mas é com esta tolice de fazer os relógios saltitarem num constante avança-recua! Acabam-se as confusões, as re-habituações, os atrasos ou adiantos e ponho as minhas mãos no fogo em como nenhuma consequência nefasta o restauro desta ordem horária trará. Quanto a que horário deverá ficar, porque não o mais próximo possível à hora solar, que é a que é a natural, ou seja: o de Inverno? Não faz mal nenhum ir para a caminha mais cedo e levantar com o nascer do Sol ou antes disso. Já lá diz o provérbio que «deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer». Não há nesta hora qualquer mal e tudo é uma questão de hábito.

Senhor Primeiro-Ministro e demais senhores governantes. Sejamos sensatos e acabemos com esta troca-baldroca relojoeira, como já em tempos António Guterres levou a cabo. Cedo vós mesmos, que vos mostrais avessos à decisão, vereis que é muito prático e benéfico e é tão simples quanto não fazer nada.

Que a caca esteja convosco! 


P.S.(faz sentido, que é quem está no poder): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 2 de março de 2019

Pugna ou Purga?

A esta hora, toda a gente deve estar a pensar que eu estou sempre cravado no Festival da Canção, até porque quase todos os anos eu comento-o. Não é verdade, acho mesmo que o Festival está há décadas em decadência. A questão é que é um verdadeiro tubo de ensaio que serve de amostra à sociedade.


Quando pensávamos que nada mais nos haveria de surpreender, eis que a segunda semi-final nos apresentou uma série de temas, quanto a mim, melhores do que a da primeira mas com uma estranheza superior num deles ao já, segundo parece, imortal música de Conan Osíris. Surma, com o seu «Pugna».
 

Tive de o ouvir e ver algumas vezes para me conseguir aperceber daquilo que presenciei pela televisão. Um tema hipnótico, com um toque fantasmagórico e bastante monocórdico. Este sim foi um daqueles momentos «mas que raio» mais intensos que um Nirvana invertido.

Ora vamos lá ver se entendo. Este é, ou há muito tempo atrás foi, o Festival da Canção. Ora festival é, até porque sempre que olhamos para uma edição, ainda mal ela está a começar e já dizemos que vai ser uma festa. Da canção é que já nem sempre. É que para algo ser canção, é preciso que se cante. De facto, têm aparecido artistas que cantam e bem. Outros não tão bem. O já referido bárbaro da mitologia egípcia também canta. A menina Pugna é que ainda não deu mostras disso. Falar com entoação sob um tratamento electrónico de voz não sei se será bem cantar.

Como dizia a minha avó, «o Mundo para ser Mundo tem de ser composto de tudo». E contudo, no que respeita ao Festival, que saudades doutras eras... Eu sei, sou um bota de elástico...

Que a caca esteja convosco! 


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Telemóveis descartáveis... e sem rede

Vou confessar-vos uma coisa. As tecnologias têm um pequeno problema comigo. Não sei porquê, tudo de mais sofisticado neste campo tende a recusar-se a trabalhar comigo como deve ser ou simplesmente a trabalhar. Mais faço com um lápis ou uma daquelas simples mas sempre eficazes esferográficas BIC Cristal do que com um gingarelho daqueles XPTO e para mim tabletes só mesmo de chocolate.

Com computadores e telemóveis tenho mesmo um relacionamento que mais parece um caso clínico, para os padrões da Modernidade, apesar de lhes reconhecer grande utilidade prática. Dou-me melhor com máquinas de escrever ou melhor ainda com papel do que com computadores, que encravam e avariam constantemente. Telemóveis então são máquinas muito inoportunas, com pouca ou nenhuma cobertura de rede em muitos locais, sorvedouros de dinheiro só superados por automóveis e daquelas coisas que permitem tanto que nos estejam constantemente a azucrinar a mioleira que dá vontade de rebentar com eles. Hoje em dia então, chegámos ao estranho paradoxo dos telemóveis fazerem tudo e mais alguma coisa (gravações de som, vídeos, fotografias, acesso à Internet,troca de mensagens,...) que às tantas duvido que ainda façam aquela que, originalmente, era a sua função primária: telefonemas.

É como os mais recentes «Telemóveis», o estranho tema que Conan Osíris levou à edição deste ano do Festival da Canção. Talvez seja só de eu ser um sacana jarreta ou um antiquado mas quer-me cá parecer que talvez este telemóvel esteja com problemas de rede, se é que eu me faço entender. No entanto, merece todo o mérito pela crítica de costume e pelo entretenimento garantido. É que a par da estupefacção inicial, que nos deixa a captar mal o sinal, as gargalhadas não cessarão com este momento «mas que raio». Sem dúvida que o Festival da Canção tornou-se num espectáculo de variedades, do mais talentoso ao mais grotesco, em particular nesta... e não é de agora. Mais estranho ainda é que o júri não achou grande graça mas o público conferiu-lhe uma votação notável.



Tenho de ir andando, que esta, digamos, música, deixou-me meio zonzo. Acho que é a bateria quase esgotada... de tanto rir!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Tempo de Antena: Mensagem de Fernando Mendes a Nicolas Maduro


terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Mensagem de Boas Festas do Pombocaca

Meus amigos pombos

Estamos mais uma vez naquela que é a época mais feliz do ano, a que se situa entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro. Sim,  todos os dias são o Natal para alguém e, como tal, todos os dias são sinónimo de felicidade. No entanto, este período que atravessamos é, por excelência, o Natal pròpriamente dito, aquele que é representativo de todos os outros e que a todos serve de referência. É o natal daquele pequeno bebé que, sendo descendente de reis, ele mesmo rei e filho unigénito de Deus, veio ao Mundo em circunstâncias tão precárias, no débil aconchego dum lar improvisado onde contava com pouco mais que o calor dumas palhas numa manjedoura e do que os seus pais e o gado podiam providenciar. Disse pouco mais? Não, muito mais! Havia ali o calor que resultava da união inesperada de tantos humanos, de animais domésticos, até dos anjos!

Se somos todos crentes ou não, isso é irrelevante porque o que importa é percebermos, assimilarmos e praticarmos a mensagem. Tantos que há no Mundo que nascem em contextos tanto ou mais complicados e contudo vingam graças à imensa força que provém da união, do acreditar que juntos alcançaremos o objectivo, o supremo propósito de tudo, numa só palavra, o amor, a força mais poderosa que existe. E se unidos levamos os nossos intentos avante, porque não estendermos a nossa mão ao próximo, nem que seja só através dum olhar, para que possamos transmitir um pouco desta força que provém do amor a todos os que nos rodeiam? Sei que nem sempre é fácil. Também aquele pequeno menino não veio a ser recebido por todos de braços abertos mas deixou-nos a mensagem de que isso é possível e que só assim seremos felizes.

Portanto, sigamos o exemplo daquele dia há mais de 2000 anos e juntemo-nos todos num grande presépio para que possamos sentir toda a sua força e alegria e consigamos replicá-lo nos restantes dias para entrarmos com vontade de melhorar e seguir em frente para um 2019 e, porque não, uma eternidade repleta de amor.

Paz, amor e muita saúde, como a desta menina aqui, é tudo o que o Pombocaca tem a desejar-vos como a receita de festas felizes. Todos os dias são dias de festa. Celebremos!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Peta-Zetas, PANs & Companhia Muito Limitada (não pôr a carroça à frente do P.A.N.)

Depois de ver rejeitada pela segunda vez a intenção de proibir os veículos de tracção animal e de ter sido bem sucedido, pelo menos por enquanto, que muita tinta há-de escorrer sobre o assunto, quanto à proibição de animais em circos, o Partido das Pessoas, Animais e Natureza, o P.A.N.,  voltou à carga. Já se sabe, é que «de cão a cão, poucas léguas vão».

Quem não conhece a PETA, a associação que ficou conhecida, entre outras coisas, pelas peculiares manifestações de gente nua contra o uso de peles de animais?

Sim, estas mesmas mamanifestações.

Pois há dias, a PETA apresentou uma proposta para proibir o uso de certas expressões que se tornaram desde há séculos correntes mas que, no entender dos associados, não é muito abonatória para os animais.  Deste modo, «matar dois coelhos numa só cajadada» deveria passar a ser «pregar dois pregos numa só martelada», por exemplo, ou «pegar o touro pelos cornos» poderia ser substituído por «pegar a rosa pelos espinhos».

Num primeiro momento, quando inquirido pela comunicação social sobre o assunto, o P.A.N. argumentou inicialmente que seria interessante que as expressões caíssem em desuso em prol de outras não tão agressivas ou depreciativas mas que isso teria de advir por meio de educação. Ainda nos espantávamos com a sensatez da opinião e eis que no dia seguinte o P.A.N. opta por seguir o exemplo e pretender proibir estes dizeres de forma oficial.

Eu prezo mesmo muito os burros mas já lá diz o povo que isto é «como descer de cavalo para burro». É que a verdade é que decreto ou lei alguma consegue impor um preceito draconiano deste calibre. É como aquela baboseira sobre os piropos: eles vão continuar a existir, sejam ou não penalizados, é quase como proibir o Sol de nascer. Em rigor, a Assembleia tem bem mais coisas e mais importantes para debater do que se «a cavalo dado não se olha o dente» ou até se olha a mais do que isso. Agora, se o faz ou não... Digamos que não ponho as minhas mãos no fogo, já que «gato escaldado de água fria tem medo».

O P.A.N. que tire o cavalinho da chuva. Na verdade, estes e outros ditados estão muito enraizados e há muito tempo. Fazê-los desaparecer é, no imediato, impossível. Só ao fim de muitas gerações é que isso é previsível e mesmo assim só por via da educação. Para mais, haja bom senso. A generalidade dos ditados é meramente simbólica e ninguém vai atirar paus aos gatos só porque a canção diz que alguém o terá feito. Por outro lado, se «pegar o touro pelos cornos» passasse a ser «pegar a rosa pelos espinhos», não estaríamos agora a tecer comentários sobre as roseiras da mesma forma que o fazemos agora acerca de gado bovino?

Em suma, toda esta problemática é vazia de conteúdo e uma total perda de tempo. Importante sim é incutir a afeição e o respeito por todas as formas de vida. Proibir dizeres é começar pelo fim. Já a história das carroças e dos animais no circo o foi. Mas parece que isso é recorrente na política da Terceira República: em vez de zelar pelas condições em prol da resolução dum problema, proíbe-se-o ou liberaliza-se-o, conforme o caso, de modo a fazer com que a operação de cosmética aparente que algo deixe de ser problema. Isto não é mais que «pôr a carroça à frente dos bois».

Meus caros, para maluco já basto eu.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 1 de dezembro de 2018

Outra vez touradas com velcro: bem o dissémos

O deputado socialista Pedro Delgado Alves apresentou uma proposta ao presidente do partido, Carlos César, com vista à elaboração de uma proposta de lei a discutir na Assembleia da República que visa a introdução de velcro nas touradas em substituição das farpas metálicas, o que acabaria com qualquer sangue derramado e sofrimento por parte dos touros, que, a bem dizer, são as estrelas destas cerimónias, à semelhança do que acontece desde, espantemo-nos, os anos 70 entre as comunidades portuguesas nos Estados Unidos da América e no Canadá, onde as leis referentes aos direitos dos animais são muito severas e restritivas.

Já há anos que aqui o temos dito e não só nós mas muitos outros e, final e felizmente, parece que algum responsável político acolheu e teve coragem de avançar com a ideia. Tal como é de emprego da racionalidade, uma evolução não se pode fazer por simples revolução mas pelo aproveitamento do melhor que o passado nos deu e sua adaptação, melhoramento e enriquecimento e introdução da sempre necessária novidade. Portanto, proibir as touradas não parece ser a melhor opção pois uma parte considerável da economia depende da tauromaquia e os touros bravos não têm grande aproveitamento comercial face a outras raças, mais rentáveis, para além do termo destas manifestações culturais constituir a perda de um pouco da portugalidade. É pois sim uma questão também não de gosto mas de civilização: da nossa. Por isso, porque não continuar a dar brilho aos nossos touros adorados mas sem lhes fazer mal. No fundo, nós gostamos deles certo?

Espero que a proposta avance e seja aprovada. Caso contrário, aí sim, as touradas têm os dias contados.
Já lá dizia o Darwin, é tudo uma questão de adaptação!

Que a caca esteja convosco! 


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Pombo Restaurado

Passaram-se nove meses e cinco dias desde que a última mensagem aqui se publicou e, qual produto de uma generosa gravidez, ditou o destino que ressurgisse o Pombocaca. É verdade que tinha já dúvidas quanto ao regresso deste interregno e, verdade seja dita com toda a sinceridade, é pena que as circunstâncias do meu afastamento tenham desembocado num para mim infeliz produto de uma tão difícil equação. Porém, é sempre com alegria que se deve enfrentar o desafio que o futuro nos apresenta e dar ao prelo cibernético nova caca columbina assaz corrosiva.  Portanto, bem-haja a todos os que continuam a ler as parvoíces que nós, quer dizer, eu insisto em escrever por aqui. Os que continuam, ou seja, o que continua, nomeadamente eu, pelos vistos. E não podia este ressurgimento ter sucedido em melhor dia que o nobre feriado da Restauração da Independência. Lembremos, pois claro, que neste dia 1 de Dezembro se comemora o ponto final numa sucessão de 60 anos de abusos da parte dos nossos dominadores de Castela. Foi já em 1640, quem diria! No entanto, mesmo passados 378 anos sobre a tomada de posição corajosa de meia dúzia de gatos pingados contra o colosso e super-potência do seu tempo, nunca é demais lembrar o feito para chegarmos à conclusão de que não interessam a força e a dimensão do nosso oponente. O importante sim é sempre a razão. Como canta a «Padeirada»:

«E quem tem no coração
A força da razão,
Mesmo sem vencer
Nunca chega a perder.»

Bem-vindos de volta e que a caca esteja convosco!

E já agora...

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Toda a Verdade: Desclassificação de Plutão

Pombos amigos.

Gostaria muito de ter tido oportunidade de vos falar de muitas matérias. Analisar filmes alucinados e adaptações foleiras de obras de ficção pirosas do apesar disso genial Sir Arthur Charles Clarke; comentar as verdadeiras fontes de inspiração para material cómico que são Silvio Berlusconi, Bruno de Carvalho e Trump, entre outros; encontrar semelhanças e eventuais pseudo-parentescos entre esta e aquela personalidade; falar dos fantásticos escritos policiais de James Patterson, das loucuras que são «Os Cinco Espelhos», a «Padeirada» ou os «Sustos de Rir», de Miguel de Góis Silva, o mesmo autor do livro da Funcheira, ou os hilariantes títulos bem conhecidos de Ricardo Araújo Pereira. Estas e tantas outras coisas... Infelizmente, não há vagar e a vida obriga-me a outras andanças. Portanto, se vier a escrever-vos sobre estes assuntos, estes terão de esperar. Antes, aqui vai uma estocada de caca columbina.

A 24 de Agosto de 2006 e após uma intensa e prolongada discussão, a Convenção da União Astronómica Internacional aprovou uma nova definição de planeta, a qual introduzia o conceito de planeta anão. Na prática, a ideia era impedir que muitos outros corpos celestes viessem a ser considerados planetas principais. A consequência mais conhecida já se sabe qual foi: Plutão deixou de ser considerado planeta principal.

Não me demoro com questões técnicas porque é inútil, sei que os cibernautas em geral são preguiçosos para ler e fogem de textos longos. Portanto, adianto desde já que esta é a versão oficial para a «despromoção». Agora, vamos à minha teoria. Quanto a mim, o sucedido foi uma consequência de publicidade enganosa.

Há dúvidas? Então vejamos.

Esta é uma famosa gravura de calendário de 1965 dum tal Lynx que ilustra Plutão.

Então, não é óbvio? Cãezinhos metálicos? Céu vermelho e atmosfera com temperaturas amenas? Garinas tesudas em trajes menores futuristas? Também eu ficaria chateado em constatar que não há lá nada disso!

Para o Bruno Nogueira e outros acordistas que nada percebem de Gramática e Linguística...
... NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!! Não veio nada para ficar.

Que a caca esteja sempre convosco!

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cinema Purgatório: «Sharknado» 3 e 4

Muita película marada se gravou durante os anos 70 e 80 e parte dos 90. Julgávamos nós passada esta louca fornada com saudade quando os olhos dos cinéfilos e espectadores em geral foram presenteados com uma hilariante rajada de fotogramas insanos. Desliguemos pois os nossos neurónios e deleitemo-nos com a apreciação de «Sharknado».

Condições atmosféricas específicas geram tornados que sugam a água e a fauna dos mares. Não toda a fauna, só uma espécie em concreto: tubarões. Por qualquer razão que nunca chega a ser descoberta, estes sobrevivem às voltas pelos ares por tempo indeterminado e aquelas voltaretas devem de lhes dar uma grisa fenomenal porque quando estes tornados, os «tubaranados» ou «sharknados» (do inglês «shark» para «tubarão»), chegam a terra, os bicharocos desatam a destruir e abocanhar o que apanham à frente. É aqui que entra Fin Shepard, um homem cujo destino empurrou para uma constante luta de moto-serra em punho para dar cabo do canastro à bicharada faminta.

Quando pensamos que a coisa está a ficar estranha, só com a descrição, como ficaremos com a visão dos créditos de abertura, dos nomes de actores como Tara Reid (a loirinha do «American Pie»), Bo Derek e, imagine-se, David Hasselhoff!

Bizarro, não? Pois para quem não tem vagar para ver o filme todo logo, servir-lhe-á de aperitivo a sequência de abertura do «Sharknado 3», um alucinante avacalho que serve de súmula perfeita a toda a saga. Chegados à Casa Branca em dia de tempestade sobre Washington D.C., a aparição de uma M.I.L.F. generosamente dotada faz antever que a coisa está a correr bem. Condecorar o herói da fita com a Ordem da Moto-Serra Dourada também parece promissor. Ver o Presidente dos Estados Unidos da América de metrelhadora e bazuca em punho a arrumar tubarões voadores é a cereja no topo do bolo. O espectador vai desejar ver os até agora cinco filmes de estalo!

Um genérico inspirado no «Machete» mas em desenhos animados e ao som de «beach rock» muito à moda do «American Pie» continua a abrir-nos o apetite.

Refiro apenas mais duas ou três cenas, não vou agora deslindar todo o enredo.
- A aparição de Nova (Cassandra Scerbo), um verdadeiro fantasma de negro em trajes menores a despachar pinhaçudos à fartazana no meio duma estranha névoa é algo que nos fará rebolar a rir.
- Sem esquecermos a bela Nova, algo impossível, reconheçamos, que dizer da cena absolutamente inverosímil e desnecessária, a não ser para mostrar os dotes físicos da senhorita, em que o avião se despenha num rio com ela e o Finn vestidos, depois saem de água quase nus mas armados até aos dentes numa cena meio à «Desaparecido em Combate» meio à «Marés Vivas»e logo a seguir estão trajados a rigor de novo?
- Há até uma sobreposição a dada altura com a narrativa de «Lavalântula» outra grandiosa maluqueira, cortesia do ScyFy.
- E a louca cena final, com os tubarões a entrarem em órbita? E o nascimento do bebé? Pura da loucura!

Só vi o 3 e o 4. Por isso, só posso fazer menção a estes. O 4 é uma clara referência ao «Episódio VII» da «Guerra das Estrelas», como se pode ver pelo título, «Sharknado, Episódio IV: O Quarto Despertar» ( de «The Fourth Awaken», trocadilho com «The Force Awakens», «O Despertar da Força»), a introdução igualzinha à dos célebres filmes e até mesmo quanto ao uso da Força. Nesta película, um tipo tão milionário quanto doido varrido criou uma rede de protecção «anti-sharknados» só que a coisa deixou de ser eficaz ao fim de alguns anos. Desta vez, as tempestades são ainda maiores, mais agressivas e em maior número. Ao atravessarem e absorverem diferentes materiais, as tempestades e, logo, os tubarões, adquirem características distintas: se apanharem pedras, são «pedranados»; se forem cabos de alta tensão ou centrais eléctricas, são «electronados»; se forem vacas, são «vacanados»; centrais nucleares, «nucleonados»; incêndios, «fogonados»; lava, «lavanados»; por aí a fora. É digno de ver o Finn Shepard a despachar tubarões com uma moto-serra gigante! E quando estranhamos a incompreensível ausência da Nova, eis que o fecho se faz com a sua chegada de rompante, montada na Torre Eiffel. Sorrimos com a certeza de que há-de vir um quinto capítulo.

Desde a série «Tubarão», iniciada pelo génio de Steven Spielberg que não se assistia a tamanha fixação com tubarões. Pior. Para além de «Sharknado» 1, 2, 3, 4 e 5, pelo menos até agora, o espectador pode ainda contar com
«Tubarões do Gelo»

«Tubarões do Espaço»
«Tubarões Nazis do Espaço»

«Tubarão Zombie»

«Tubarões Mutantes» (vi e é muito mau)

«Planeta dos Tubarões»

«Tubarão Mega Versus Polvo Gigante»
«Tubarão Mega Versus Meca-Tubarão»

«Tubarão Mega Versus Crocossauro»

«Tubarão Mega Versus Lobibaleia»

«Tubarão Mega Versus Kolossus
«Sharkman»

«Sharktopus»

«Sharktopus Contra Pteracuda»

«Tubarão Jurássico»

«O Ataque do Tubarão Jurássico»

«O Tubarão Fantasma»

«O Tubarão Fantasma 2»

«O Tubarão Ataca»

«Super Tubarão»

«Tubarões da Areia»

«O Tubarão do Pântano»

«Dinotubarão»

«Tubarão em Veneza»

«Tubarão Cruel»

«Tubarão Monstro»

«Ataque dos Tubarões»

«Tubarões Assassinos»

«Avalanche de Tubarões»

«Tubarão da Neve»

«Tubarão Atómico»

«Psycho Shark»
«O Dinotubaropolvo de Duas Cabeças das Areias Ataca»


Bom, é um sem-fim. Isto sem falarmos de «Lavalântula»

ou «Robocroc»

que já são de outros calibres.

No que concerne a «Sharknado», temos argumento inverosímil, más interpretações, maus efeitos especiais e um tão gigantesco chorrilho de disparates que nos vai fazer adorar estes filmes e desejar não os parar de ver. São tão absurdos que se tornam geniais e perdidamente hilariantes. Venha daí o 5!

Veredicto: séria e simplesmente a não perder!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!