O ambiente político em Almada tem estado ao rubro nestas últimas semanas. Será das altas temperaturas? Não. Será por causa dos incêndios? Nem por isso. É sim porque aquilo por lá tem sido uma verdadeira seca. Não estou a gozar! Senão vejamos: parte do concelho não tem abastecimento de água ou tem-no intermitentemente, pelo que a água tem de ser racionada e certas zonas fornecidas com auto-tanques. A Presidente da Câmara Municipal de Almada, a socialista Inês de Medeiros, tem sido alvo de severas críticas por parte do Governo, muito interessado em desviar a atenção do povo das polémicas em torno dos ministros da Administração Interna e da Educação, entre outras bostecadas, e da queixosa população, com os munícipes a exigir a demissão do executivo. Em resposta às críticas e acusações, a autarca diz, e passo a citar, «estamos perante fenómenos extremos, temos de reduzir o consumo de água», apontando para as alterações climáticas a causa da secura nas torneiras. Declaração curiosa vinda da edil de um dos municípios cujas instalações de fornecimento de água têm dos mais elevados graus de perdas num ano com o Inverno mais chuvoso dos últimos 47 anos e com níveis de precipitação quase o triplo do normal.
Naturalmente Inês de Medeiros não tem a culpa toda do problema. Esta deve-se a várias pessoas que, como é costume, foram empurrando com a barriga umas para as outras e pouco ou nada fizeram, mas não só neste executivo camarário e nos serviços municipais mas em todos os outros anteriores que, tendo conhecimento, não mexeram uma palha. Ela podia era ter acareado um argumento melhor, que as alterações climáticas não servem de desculpa para tudo.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
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