sexta-feira, 1 de maio de 2026

Cinema Purgatório: «Projecto Hale Mary»

 Já há algum tempo que não ia ao cinema mas tive oportunidade de ir há umas semanas ver um filme do qual nada tinha ouvido falar até poucos dias antes e fui por insistência de um familiar. Eu gosto de ir assistir a algo que à partida sei que vou gostar, que os tostanitos custam a ganhar e eu quero ter a certeza que não os gasto em vão, como já aconteceu com certos «Gladiador II» ou «Apocaliptus» desta vida. Porém, reticentemente e à aventura, larguei uns carcanhóis e assisti ao «Projecto Hale Mary».


 

O Sol parece estar a perder a sua força. Não é ao acaso. Os cientistas descobrem que isso se deve a umas misteriosas criaturas microscópicas que se alimentam de estrelas. Que se nada for feito, elas comerão o Sol todo, a sua luz e o seu calor extinguem-se e igual destino se reserva a toda a vida na Terra. Pior ainda, a situação não se limita ao Sistema Solar. Estrelas de toda a galáxia estão a servir de repasto à bicharada. É então que uma equipa de cientistas e responsáveis políticos e militares de escala internacional liderada por uma loirinha alemã mais fria que um cubo de gelo recorre a Ryland Grace, um cientista frustrado, solitário e sem crédito que ganha a vida como professor, considerado importante pelas suas posições e teorias sobre vida não-orgânica. É então envolvido neste projecto de investigação, bem sucedido e com a inesperada colaboração de um segurança de lá do sítio. Enfim, é posto a par do Projecto Hale Mary, assim chamado porque talvez só rezando uns quantos Pais Nossos e, lá está, Avé Marias é que pode ser que haja uma pequeníssima nesga de probabilidade de sucesso. Este consiste em mandar uma equipa de cientistas à única estrela da galáxia que parece não estar a ser palco de banquetes de astrófagos. Porém, o lançamento correu mal e é preciso recorrer a outra nave e a uma equipa alternativa. Falta é um elemento e Ryland é feito voluntário à força. Ao chegar próximo do destino, é o único da nave a despertar da paragem criogénita. Os outros foram para os anjinhos em vez de iram para o espaço. Então vê-se sòzinho no espaço até ao dia em que se cruza com Rocky, um extraterrestre com uma história de vida parecida e em igual missão. Juntos procurarão entenderem-se, conhecerem-se, ajudarem-se e salvarem as vidas nos seus mundos e nos demais.

Ainda que eu tenha ido ver o filme de pé atrás, devo reconhecer que me surpreendi pela positiva. Para além de ser uma verdadeira lição sobre o entendimento e a amizade entre seres tão diferentes, mostra que não há barreiras para a mútua compreensão e cooperação. Daqui pode extrair-se uma valiosa lição. Se gente de espécies, mundos e formas de existir e viver completamente distintas são capazes de conviverem e se unirem em prol de um bem comum, porque não o serão os humanos? Um outro ponto a favor deste filme é a sua enorme boa disposição. A história está repleta de momentos hilariantes e muito inteligentes.

Em suma, recomendo o visionamento do filme. Garante um momento bem passado e animado.

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!