segunda-feira, 9 de março de 2026

Viva a bandidagem!

 Eu sei que sou chato, reconheço. Um dos aspectos no qual isso se verifica é que pode acontecer tudo e mais alguma coisa no Mundo que eu acabo por comentar sempre o Festival da Canção e deixar o resto para trás. A verdade é que eu não tenho a vida daquela malta que passa o tempo a pôr coisas na Internet como se não fizesse mais nada. E se calhar, até não faz mesmo mais nada. Também não tenho sempre acesso à Internet, pelo que se tornam restritas as ocasiões em que posso escrever aqui algo. Porém, tendo eu oportunidade, que assunto nunca há-de faltar, eis-me a mandar algumas postas de pescada, como é agora o caso. Tenho é de escolher acerca do que hei-de falar. Faziam falta aqui o X-Filer e o Inácio Balakov para me darem uma mãozinha e trazerem mais assuntos ao Pombocaca. Por outro lado, como já falei anteriormente, o Festival da Canção é um excelente tubo de ensaio com uma amostra da realidade e, portanto, óptimo para a apreciar do ponto de vista sociológico.

Posto isto, digo que assistimos a um festival bastante variado e de qualidade que me parece acima do que tem sido comum desde há tempos para cá. Na sua maioria, os temas foram merecedores de serem considerados festivaleiros e com bons intérpretes e apresentáveis. De entre eles, destacou-se aquele que veio a ser o vencedor, quanto a mim espectável logo desde a semi-final em que participou: «Rosa», dos Bandidos do Cante.

Nem sempre o melhor tema ganha o Festival, tudo depende muito dos júris e dos espectadores. No entanto, aqui a vitória desenhou-se logo quase à partida. E como não podia? Boa letra, boa melodia, bons intérpretes com vozes claras e bem colocadas.  Do ponto de vista técnico e seguindo uma apreciação objectiva, a música é perfeita e os intérpretes os ideais para o tema, uma justa vencedora. Deixando-nos conduzir pelo aspecto sentimental, a palavra que a define é outra: apaixonante! Mas não uma paixão arrebatadora e doentia, antes sim uma ternura que nos invade e domina.

A intervenção magistral de um violino primorosamente tocado e encaixado na composição nem por sombras consegue esconder o facto de este ser um tema de cariz tradicional. No fundo, é um cantar alentejano, é óbvio. Pode portanto não parecer mas esta canção é bem mais do que um concorrente e vencedor de um concurso. É uma marca do passado, o grito de todo um mundo que está a desaparecer e que insiste em tentar sobreviver. Este Alentejo , este Portugal, este globo relativamente calmo de outrora está a desvanecer-se perante a correria, o artifício, o imediato, o descartável e o cacofónico mundo moderno.

Assim, como se não bastasse o talento dos intérpretes e a qualidade da composição, há ainda este ponto extra a favor. Mesmo que tivesse sido outro o vencedor, estes factores que enumerei já fariam desta rosa a flor mais elegante do jardim na grande noite das canções da televisão.

Nunca pensei dizer isto mas cá vai. Viva a bandidagem!

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Sem comentários:

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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!