sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Cinema Purgatório: «Sharknado» 3 e 4

Muita película marada se gravou durante os anos 70 e 80 e parte dos 90. Julgávamos nós passada esta louca fornada com saudade quando os olhos dos cinéfilos e espectadores em geral foram presenteados com uma hilariante rajada de fotogramas insanos. Desliguemos pois os nossos neurónios e deleitemo-nos com a apreciação de «Sharknado».

Condições atmosféricas específicas geram tornados que sugam a água e a fauna dos mares. Não toda a fauna, só uma espécie em concreto: tubarões. Por qualquer razão que nunca chega a ser descoberta, estes sobrevivem às voltas pelos ares por tempo indeterminado e aquelas voltaretas devem de lhes dar uma grisa fenomenal porque quando estes tornados, os «tubaranados» ou «sharknados» (do inglês «shark» para «tubarão»), chegam a terra, os bicharocos desatam a destruir e abocanhar o que apanham à frente. É aqui que entra Fin Shepard, um homem cujo destino empurrou para uma constante luta de moto-serra em punho para dar cabo do canastro à bicharada faminta.

Quando pensamos que a coisa está a ficar estranha, só com a descrição, como ficaremos com a visão dos créditos de abertura, dos nomes de actores como Tara Reid (a loirinha do «American Pie»), Bo Derek e, imagine-se, David Hasselhoff!

Bizarro, não? Pois para quem não tem vagar para ver o filme todo logo, servir-lhe-á de aperitivo a sequência de abertura do «Sharknado 3», um alucinante avacalho que serve de súmula perfeita a toda a saga. Chegados à Casa Branca em dia de tempestade sobre Washington D.C., a aparição de uma M.I.L.F. generosamente dotada faz antever que a coisa está a correr bem. Condecorar o herói da fita com a Ordem da Moto-Serra Dourada também parece promissor. Ver o Presidente dos Estados Unidos da América de metrelhadora e bazuca em punho a arrumar tubarões voadores é a cereja no topo do bolo. O espectador vai desejar ver os até agora cinco filmes de estalo!

Um genérico inspirado no «Machete» mas em desenhos animados e ao som de «beach rock» muito à moda do «American Pie» continua a abrir-nos o apetite.

Refiro apenas mais duas ou três cenas, não vou agora deslindar todo o enredo.
- A aparição de Nova (Cassandra Scerbo), um verdadeiro fantasma de negro em trajes menores a despachar pinhaçudos à fartazana no meio duma estranha névoa é algo que nos fará rebolar a rir.
- Sem esquecermos a bela Nova, algo impossível, reconheçamos, que dizer da cena absolutamente inverosímil e desnecessária, a não ser para mostrar os dotes físicos da senhorita, em que o avião se despenha num rio com ela e o Finn vestidos, depois saem de água quase nus mas armados até aos dentes numa cena meio à «Desaparecido em Combate» meio à «Marés Vivas»e logo a seguir estão trajados a rigor de novo?
- Há até uma sobreposição a dada altura com a narrativa de «Lavalântula» outra grandiosa maluqueira, cortesia do ScyFy.
- E a louca cena final, com os tubarões a entrarem em órbita? E o nascimento do bebé? Pura da loucura!

Só vi o 3 e o 4. Por isso, só posso fazer menção a estes. O 4 é uma clara referência ao «Episódio VII» da «Guerra das Estrelas», como se pode ver pelo título, «Sharknado, Episódio IV: O Quarto Despertar» ( de «The Fourth Awaken», trocadilho com «The Force Awakens», «O Despertar da Força»), a introdução igualzinha à dos célebres filmes e até mesmo quanto ao uso da Força. Nesta película, um tipo tão milionário quanto doido varrido criou uma rede de protecção «anti-sharknados» só que a coisa deixou de ser eficaz ao fim de alguns anos. Desta vez, as tempestades são ainda maiores, mais agressivas e em maior número. Ao atravessarem e absorverem diferentes materiais, as tempestades e, logo, os tubarões, adquirem características distintas: se apanharem pedras, são «pedranados»; se forem cabos de alta tensão ou centrais eléctricas, são «electronados»; se forem vacas, são «vacanados»; centrais nucleares, «nucleonados»; incêndios, «fogonados»; lava, «lavanados»; por aí a fora. É digno de ver o Finn Shepard a despachar tubarões com uma moto-serra gigante! E quando estranhamos a incompreensível ausência da Nova, eis que o fecho se faz com a sua chegada de rompante, montada na Torre Eiffel. Sorrimos com a certeza de que há-de vir um quinto capítulo.

Desde a série «Tubarão», iniciada pelo génio de Steven Spielberg que não se assistia a tamanha fixação com tubarões. Pior. Para além de «Sharknado» 1, 2, 3, 4 e 5, pelo menos até agora, o espectador pode ainda contar com
«Tubarões do Gelo»

«Tubarões do Espaço»
«Tubarões Nazis do Espaço»

«Tubarão Zombie»

«Tubarões Mutantes» (vi e é muito mau)

«Planeta dos Tubarões»

«Tubarão Mega Versus Polvo Gigante»
«Tubarão Mega Versus Meca-Tubarão»

«Tubarão Mega Versus Crocossauro»

«Tubarão Mega Versus Lobibaleia»

«Tubarão Mega Versus Kolossus
«Sharkman»

«Sharktopus»

«Sharktopus Contra Pteracuda»

«Tubarão Jurássico»

«O Ataque do Tubarão Jurássico»

«O Tubarão Fantasma»

«O Tubarão Fantasma 2»

«O Tubarão Ataca»

«Super Tubarão»

«Tubarões da Areia»

«O Tubarão do Pântano»

«Dinotubarão»

«Tubarão em Veneza»

«Tubarão Cruel»

«Tubarão Monstro»

«Ataque dos Tubarões»

«Tubarões Assassinos»

«Avalanche de Tubarões»

«Tubarão da Neve»

«Tubarão Atómico»

«Psycho Shark»
«O Dinotubaropolvo de Duas Cabeças das Areias Ataca»


Bom, é um sem-fim. Isto sem falarmos de «Lavalântula»

ou «Robocroc»

que já são de outros calibres.

No que concerne a «Sharknado», temos argumento inverosímil, más interpretações, maus efeitos especiais e um tão gigantesco chorrilho de disparates que nos vai fazer adorar estes filmes e desejar não os parar de ver. São tão absurdos que se tornam geniais e perdidamente hilariantes. Venha daí o 5!

Veredicto: séria e simplesmente a não perder!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Mensagem de Boas Festas do Pombocaca 2017

Caros amigos pombos.

Como é bom estar de regresso a esta época do ano, um tempo de magia, união e felicidade. Muitos dirão que não é bem assim, que estes dias são iguais aos restantes, que essas coisas de «união e felicidade» são meras miragens e fachadas para um consumismo desenfreado que corrói cada vez mais profundamente as sociedades modernas e as torna dependentes do capital e de quem o detém. Em parte é verdade. Olhando para um calendário, a segunda metade de Dezembro e início de Janeiro não é distinta dos meados de Março ou da segunda semana de Setembro. Aquilo que nos junta e faz felizes não é só algo característico e desejável nesta altura do ano mas algo que se pretende todos os dias. Finalmente, sim, muitas vezes, estes e outros argumentos, em particular os religiosos, são usados mais como pontos para um fim publicitário comercial do que como sinceros votos para quem são dirigidos.

Portanto, porque não dar a volta à questão? Não é difícil, basta sermos melhores e darmos o que somos. Estendamos as mãos uns aos outros com um sorriso na cara. Esqueçamos as nossas carrancas, dissabores e desavenças e juntemos os nossos corações. De que valem atritos, vinganças, invejas e competições? No final, nada disso será levado connosco, apenas as recordações e sentimentos. E se assim é, porque não levarmos lembranças de bons momentos e alegria?

Em vez de gastarmos o nosso precioso e irrecuperável tempo em bichas de centros comerciais e lojas, porque não empregá-lo em estarmos com os nossos entes queridos? No fundo, o que precisamos de dar uns aos outros são afectos, o bálsamo da alma e alimento da vida. Lembremo-nos daquela noite fria em Belém, há tantos anos. O que teriam pobres pastores, camponeses famintos e gado para oferecer ao Menino Jesus, predito nas profecias como o futuro rei dos reis? Ele mesmo ali gemendo de frio no áspero berço de palha? Coroas? Sedas? Anéis? Não: o calor do aconchego e da companhia, o amparo, a sensação de que somos todos um só e que juntos vencemos a solidão e a tristeza.

Estes dias podem ser indistintos dos outros no Calendário mas se não podemos ou sabemos dar mostras de união, solidariedade e alegria nos outros, porque não tentar fazê-lo só que seja nestes? E eis que proponho aqui este desafio. Se somos capazes de o fazer durante esta quadra festiva, porque não arriscar e tentar estender estes sentimentos ao ano de 2018 que está mesmo a bater à porta? Quem sabe, porque não para a posteridade? E porque não? O desafio começa dentro de nós próprios. Saibamos mudar-nos e melhorarmos para que esta nossa alegria em conjunto irradie pelo Mundo e o faça um local melhor para todos nós, humanos ou não, já que somos todos filhos da mesma criação, tenhamos ou não alguma fé em particular. Marquemos pela diferença em 2018 e a vida sairá vencedora. Eu fi-lo este ano e não podia sentir-me melhor!

Estimados colegas deste nosso grande pombal universal. Desejo-vos a todos, até a quem eu sei que não me grama, um muito feliz Natal e, mais do que um excelente 2018, uma eternidade de alegria com tudo o que vos possa fazer um sorriso de orelha a orelha e o coração ficar cheio daquele calor ternurento que se aninha no peito e aquece o espírito.

(Para variar, este vídeo aqui em baixo não tem qualquer malandrice relativa a... calor humano...)
 

Obrigado a todos e votos de muito boas festas, festas a sério, mais com doçura imaterial que com a que provém do açúcar.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Correcção Taralhouca de «Beirais»

Bronca a minha! Disseram-me que, afinal, o Sandro e a Alexandra casaram-se durante a segunda temporada, o que me obriga a alterar a «Versão Taralhouca». Assim, a acção que acontece na igreja, teria de se mudar para a Sociedade Recreativa, como é costume, onde decorre, sei lá... o copo d'água do casamento do Julien com a Luna. Qual a panca com as bodas? é que todas as séries e telenovelas da Época Croma acabavam com uma, muitos romances de referência da nossa literatura também e, portanto, não há volta a dar, tem de haver gente anilhada.

No final de tudo, já de noite, temos o Carlos na Beirais FM a dizer:
- E pronto, foi um dia de grande animação, a qual manter-se-á de noite. Eu aqui estou às tantas a falar para o boneco porque ninguém me deve estar a ouvir, toda a gente caiu em peso no copo d'água do nosso casal de artistas. Toda a gente, claro, menos o Agostinho, que está de cana, e o Fernando e a São, que estão a dar explicações às autoridades. E como têm muito que explicar! Para eles dedico e deixo aqui a tocar em modo sem-fim o «Chamem a Polícia», clássico dos Trabalhadores do Comércio, e a obra épica dos Mau Maria, «Vai-te Lixar». Faço-o porque vou voltar para a festança, absolutamente imperdível. O Júlio, senhor primeiro cabo,  e a Zèzinha anunciaram que também vão dar o nó. O Senhor Viriato reconheceu sim que é um vampiro imortal mas vegetariano, só suga limonadas, e vai presentear-nos com números de ilusionismo. Para rematar a noite, temos a Dona Olga, que se deixou de beatices, aleluia, graças a Deus! Soltou a alma recalcada dentro de si e junta-se daqui a bocado para o palco e para a vida ao Elvis para um concerto de rock a que se seguirá uma «rave» com «strip-tease» integral. A nossa sorte é que já estaremos então todos podres de bêbados. Boa noite, Beirais, e boas ressacas!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Eu vais parler... como é que se diz «french»?

Amigos columbóides!

Para quem acha o inglês técnico de José Sócrates uma anedota, o castelhano de Carlos Queiroz hilariante ou a famosa conferência de imprensa de Paulo Futre completamente alucinada, espere só até ver isto. Mais uma pérola de Sá Pinto, ao menos desta vez sem nódoas negras. Artur Jorge, respira de alívio!

https://www.youtube.com/watch?v=JkGo8T_Vk0I

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 7 de outubro de 2017

Frutos, mamas e peidos; a bizarra problemática dos marmelos

Tenho a felicidade de dispor do aproveitamento de alguns marmeleiros e devo dizer que esta última temporada não tem sido tão profícua em frutaria quanto a anterior. O ano passado sim, providenciou uma generosa abundância de marmelos, acrescente-se, de muito boa qualidade. Está bem, o pouco provável leitor tem razão, os marmelos não são dos frutos mais apetitosos que existem. São amiúde pouco ou nada doces (dependendo de numerosos factores), farrobentos e embaçadiços, até custam a correr pela goela. Porém, transformados em marmelada ou conservados em calda, são uma delícia.

(Dica: ao fazer marmelada ou pedaços em calda, gaste-se um terço apenas de açúcar costumado, variando de acordo com a doçura ou não da fruta. Diz-se que a porção deste deve ser igual à do marmelo mas isso é um abuso. Para cada quilo de marmelo, 300 gramas ou pouco mais chegam e o produto fica igualmente excelente, apesar de poder durar menos. Boa cozedura e congelamento aconselhados.)

 Esta matéria suscita-me algumas dúvidas. Se os marmelos são como são, porquê alcunhar outras coisas com este nome?

Se alguém solta uma flatulência mais sonora, o chamado «peido», há-de haver alguém que diga que o responsável largou um marmelo. A primeira imagem que nos vem à ideia é o equivalente humano com um desses frutos ao de uma galinha a pôr um ovo. Mas como assim? Não me ocorre que os ovos sejam fedorentos. Aliás, nem os marmelos o são. De facto, até algumas horas, cerca de um dia, em certos casos mais, depois da sua apanha, os marmelos até libertam uma fragrância muito agradável, de longe melhor que o gosto destes em bruto. Então que relação pode haver com gás intestinal? Só consigo encontrar uma única explicação, ainda que muito rebuscada. O aparelho reprodutor e o tubo digestivo da generalidade das aves têm uma saída comum, a cloaca. Acontece que, às vezes, seja por laxamento dos músculos da tripa ou por fazer força, junto à postura dos ovos vem um pouco de excremento. É invulgar mas pode suceder-se, na maior parte das vezes, em aves de idade mais avançada. Ora os peidos são resultantes de grande pressão e quantidade de gás acumulado ou do esforço que se faz por o tentar libertar, seja em que quantidade for, mediante controlo dos esfíncteres anal e rectal. Em ambas as ocasiões, há porcaria. Eu sei, é puxadote e não tem grande sentido. O que é que isto tem a ver com marmelos, afinal? Parece que nada!

Também não tem lógica a costumada comparação dos marmelos com o doce seio feminino. Lembro que os marelos não costumam ser nada doces. Mais: revestem-se de uma camada penugenta sobre a casca, algo que não acontece no alvo da equiparação, que é macio, liso e mormente sem pilosidade. Se o caro leitor acha que estou enganado é porque Vossa Senhoria ou tem por cara metade uma dama com licantropia ou hipertricose ou, azarinhos, um travesti. E a forma em geral nada tem a ver! Em geral, repito.

Mais estranha ainda é a expressão que eu nunca compreendi, confesso, do «fazer marmelada», salvo à luz da culinária. Consulte-se o «Fiz Marmelada», da cantora Joana, para se ficar ainda mais confuso. É que só os canibais descascarão, retalharão, esmigalharão, cozerão e comerão as mamas de alguma senhora. Podemos dizer que é em sentido figurado. No fundo, os «marmelos» podem ser «descascados» (aconselho a fazê-lo, que com a casca é mais difícil de confeccionar) para fazer «marmelada». Contudo, nenhuma das outras etapas da doçaria é levada a cabo para fazer esta «iguaria». Outro paralelismo interessante é que fazer marmelada é demorado mas todos gostamos do produto final... tal como se deseja de «fazer marmelada»! Qualquer outra semelhança é mera coincidência.


Posto isto, uma só questão me sobressai da mente. Para quê complicar?

Vou mas é deixar-me disto e papar uns marmelos. 

 Que a caca esteja convosco!


P.S.(independentemente das eleições): Cuidado, não abusar do açúcar, que pode dar azo a diabetes. De igual modo, não abusar do «açúcar», que pode dar azo a «diabetes», se é que me faço entender.

P.P.S. (não é um novo partido, não):NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pensamento do dia

«As mulheres são como o anis. Logo sabem bem mas no fim só dão dores de cabeça.»

Migas-o-Sapo, não-pensador dos charcos, agora secos.

Não é que eu tenha motivos de queixa! Contudo, há quem os tenha...

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Zarolhos de Água: O Espelho do Comuna-Mor

Pombo amigo.

Acreditas em imortais? Serão as viagens no tempo de facto possíveis? E que dizer da hipótese das reencarnações? É que quanto a ti não sei mas às vezes aparecem casos que dão que pensar. Este é um deles.

Eis aquele que a História conhece por Dr. João das Regras. Formado em Direito talvez na Universidade de Bolonha, por todos ficou conhecido pela vigorosa defesa dos direitos do Mestre de Avis na sucessão ao trono durante a Cortes de Coimbra de 1385, a qual garantiu a eleição do futuro Dom João I. Como ele era? Não sabemos. A única imagem coeva dele é esta, a estátua jacente do seu túmulo.

Muito bem, depois ser-lhe-iam feitos numerosos retratos mais ou menos fantasistas. Um deles veio a ser aproveitado para umas notas de cinco escudos que circularam de 1920 a 7 de Abril de 1931.

Lembre-se que João Afonso das Regras ou de Aregas morreu em 1404 em Lisboa, cidade onde nascera no século anterior, em data desconhecida.

 Centenas de anos apartam o célebre jurista desta outra personagem. Karl Marx, famoso filósofo alemão, nasceu em Tréveris, na Alemanha, a 7 de Maio de 1818 e morreu em Londres, Inglaterra, a 14 de Março de 1883.Ficou na memória de todos como o principal teórico da ideologia comunista, em especial pela sua acção política e pelos seus livros «Manifesto Comunista» e «O Capital». Olhando para o seu retrato, ficamos a pensar: «mau, então mas este não é o outro?»

Pois é. Após esta bizarra constatação, ficamos na dúvida. Cinco hipóteses de resposta saltam-nos desde logo à ideia.

1 - Não terá por aqui alguém, nomeadamente quem desenhou as notas de 5$00, andado a cometer um gigantesco engano sem querer ou, com malícia, andado a atafulhar mensagens subliminares na caixa dos fusíveis dos cidadãos?

2 - Será Karl Marx a reencarnação do defensor do rei da arraia miúda?

3 - Terá uma e a mesma pessoa andado a armar-se em Emmet L. Brown, saltando de época em época?

4 - Será essa uma e mesma pessoa um imortal?

5 - Ou uma dupla de gémeos imortais?

Só ele(s) pode(m) responder a essa pergunta. Até lá, reina o mistério.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Atrasado mas sempre bom... feliz 2017!

Pois é, mais uma vez, aqui a torradeira informatizada pregou a partida do costume.tanto computou que berrou. E isso levou-me, como de costume, a ficar privado de avultada conversação para a solidão da sobreatolada Internet. Quantos comentários e piadolas não ficaram por dizer sobre Jorge Judas, perdão, Jesus, Bruno de Carvalho, Passos Coelho, Sócrates ou Trump? Quantos episódios caricatos do quotidiano não foram alvo da minha incisiva e, sejamos francos, parva apreciação? Livros e filmes analisados? Finais alternativos à Tarantino e descobertas de gémeos ou de vidas duplas? E a mensagem de Natal, mamorável, quer dizer, memorável?

Pombos amigos. A verdade é que, com ou sem computador, as visualizações e comentários evidenciam o aproximar do fim do Pombocaca. No entanto, antes de travar em definitivo a torrente de excrementos cerebrais com uma derradeira obstipação, vamos queimar os últimos cartuchos.

Nunca é tarde demais para desejar o bem. Portanto, desejo a todos os leitores e não-leitores, em geral a toda a gente, que se alcance o que se pretende e a saúde seja uma realidade. Todos os anos se diz isto mas a verdade é que há que haver vontade para que as coisas aconteçam. Vamos, todos juntos, marcar este ano fazendo a diferença. Ajudemos os outros e assim nós próprios. Façamos a paz e esqueçamos as parvoíces fúteis e sem sentido que nos apartam. Salvemos a nossa grande casa global acarinhando-a e protegendo-a. Vamos mostrar a nós mesmos o que é ser humano e que, se nós assim o desejarmos, assim o alcançamos. Achas que não consegues? Vá lá, ainda faltam 5 meses, 3 semanas e 5 dias, se as contas não me falharam, que eu sempre fui uma nulidade a Matemática, até ao fim do ano. Portanto, nunca é tarde demais para desejar e concretizar um 2017 a transbordar de felicidade, o primeiro de muitos.
Vá lá, temos de trabalhar para alcançar o que desejamos. Sòzinhas as coisas não se fazem!
Previsível, não?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ó compadre não te estiques!

O Governo de António Costa tem tido algumas coisas a que se apontar o dedo. Não tanto na administração em geral do país mas quanto a certos relacionamentos em particular. Primeiro, certas nomeações. Depois, regimes especiais, como o dos administradores da Caixa Geral de Depósitos. Agora, o fim da responsabilização dos autarcas pelos delitos cometidos em funções. Passo a explicar. Se algum autarca causava dano às contas da sua autarquia, tinha de pagar do seu próprio bolso pelo delito cometido, naturalmente. Agora isso acabou.

Esta medida, mais esta, é gravosa em dois sentidos. Por um lado, ajuda a acentuar o clima de impunidade, desresponsabilização e vale tudo generalizado em Portugal. Em segundo lugar, é desprestigiante para o Governo, que fica conotado com um retrocesso civilizacional, mais um, e agrava as desconfianças que há entre todos relativamente a favorecimentos e métodos imorais de livrar delinquentes instituídos de consequências pelas suas más acções. É que se não é, parece. A uma entidade ou governante em particular, não basta sê-lo, há que parecê-lo, e o presente executivo tem dado a entender parecer algumas coisas nada boas, o que não é abonatório para o exercício do poder em Democracia, que assim resvala para terrenos de ilegitimidade. É que, ao contrário do que os políticos dizem, o poder não é legitimado pela eleição mas pelo cumprimento recto e isento do dever e às vezes o Governo peca em parecer, não querendo dizer que o seja, pouco recto e de isenção suspeita. Portanto, é bom que o Governo não se estique e siga o exemplo da mulher de César. Conselho de amigo, sim? É que nós ainda nos lembramos do executivo anterior e não nos apetece tê-lo de volta. E do de Sócrates também, já agora.

Que a caca esteja convosco!


P.S.(nada a ver com o partido, apesar da conversa): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

O que Trump tem de bom?

Continuando na temática do multimilionário eleito para ser o próximo inquilino da Casa Branca, que é como quem diz o manda-chuva das Terras do Tio Sam e arredores, fica-nos no ar a dúvida: haverá alguma coisa de bom ou bem feito vindo da parte de Donald Trump, depois de uma atitude tão aparentemente alarve na campanha eleitoral? A resposta é... sim! Não não me estou a referir às milhentas piadolas feitas às custas dele, é mais outro género de coisa com piada. Nada mais nada menos que a filha, Ivanka Trump. Há dúvidas? Ora então vejamos.

Continuam a haver dúvidas? Foi ou não foi um bom trabalho? É certo que a menina foi à faca e deu um pequeno retoque mas vi fotografias antes disso e a diferença é quase nula. Ela é mesmo gira. Agora resta ver se a presidência de Donald Trump também será assim tão bem feita e sem levar retoques. «A ver vamos», como dizia o cego.

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Vai haver Trump(a)...

Dia 8 foram, finalmente, as eleições americanas e o impensável aconteceu. Aquilo parecia um anúncio de televisão por cabo: «Um tornado de tubarões? Aranhas gigantes de lava? Backstreet Boys ressuscitados num western de zombies? Trump na Casa Branca? Só no SyFy!» Mas desta vez não é ficção com bebida adulterada a martelo, é mesmo realidade. Donald Trump venceu as eleições, numa forma idêntica à de Bush Filho, com menos votos mas mais lugares no Colégio Eleitoral, e será o 45º Presidente dos Estados Unidos da América.

Tal como dizia o título de primeira página de um jornal no dia seguinte, o Mundo acabara de entrar em terrenos desconhecidos. É que nunca se imaginou que o polémico candidato republicano viesse a ganhar o escrutínio, tal não era a feroz e louca campanha por ele protagonizada. Aparentemente machista, xenófobo, racista, bélico e provocador, Trump defendia que se fechassem as portas do país a muçulmanos e talvez pôr os do sítio a mexerem-se para outras bandas, o aumento da muralha com o México devidamente custeada pelo Governo Mexicano, que o aquecimento global era uma tanga inventada para abrandar a economia americana e incentivar a produção industrial chinesa e por aí a fora. De cada vez que abria a boca, saía dali cada ideia louca de bradar aos céus que deixava quem a ouvia a pensar se devia rir às gargalhadas ou ter receio. Rir, definitivamente, pois nunca foi de crer numa vitória sua. Agora que ganhou, tem aparecido com um discurso muito mais conciliador, afável e sensato, o contrário do que é normal. Então em que é que ficamos? Será que Trump é passadinho dos carretos como dava a entender ou será que se apresentava como tal para angariar votos? Desde o Tiririca no Brasil que eu não digo nada mas uma coisa é certa. Aquela animosidade toda entre ele e a Hilary Clinton não era real. Depois da eleição, Trump referiu em várias entrevistas que falou ao telefone com ela e com Bill várias vezes, dando a entender que era comum fazê-lo. Se isso acontece, é porque até são próximos uns dos outros. E não o serão? Ora vejamos só quem foi convidado para o casamento de Trump com a sua presente esposa, em 2005.

Pois é, parece que afinal Clintons e Trumps são amigos!

Se as suas promessas serão mesmo cumpridas e as suas ideias insanas apresentadas na campanha postas em prática ou não, isso só mais tarde saberemos. Contudo, o que é preocupante não é a eleição de alguém aparentemente maluco. Realmente perturbador é que ele tenha sido eleito por causa das suas ideias e propostas malucas. É que, quer Donald Trump acredite mesmo no que afirmou durante a campanha quer tenha apenas feito de conta para dar ao eleitorado apenas o que ele queria ouvir, o facto é que as pessoas votaram nas tais ideias e propostas malucas.

Michael Moore interrogava-se no seu documentário «Bowling For Columbine», em 2002, quanto a se os Ameicanos seriam loucos por armas ou simplesmente loucos. Acho que a resposta está dada. Posto isto, resta-nos navegar em marcha à vista.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Como deveria ter acabado o «Bem-vindos a Beirais»: Versão Taralhouca

Acrescente-se: como não podia deixar de ser.

Eu fui um daqueles que viu o mais recente êxito da ficção na televisão portuguesa: «Bem-vindos a Beirais», a história de um homem, Diogo Almada, que estava a levar uma vida muito enervante, desgastante e atarefada em Lisboa até lhe dar um badagaio que o obrigou a mudar radicalmente de vida se queria continuar a contar a passagem dos dias. Vai daí e mudou-se para Beirais, uma pequena aldeia do interior onde nem por isso teve mais sossego. Vi a série e, como perdi muitos dos episódios, estou a revê-la, mas aquele sentimento amargo continua sempre.

Ao fim de uns loucos 640 episódios, a série teve um final abrupto a 23 de Março de 2016, mesmo os actores não compreendem o porquê, dado o sucesso inesperado à partida, e muitas coisas ficaram em suspenso. E nós, os telespectadores, ficamos naquela. «Quê?! Então e o Moisés fica assim apartado da Patrícia? E a Luna permanece amuada com o Julien por causa dos caracóis do cabelo serem falsos? E o Agostinho safa-se sempre das trafulhices todas? E o Sandro e a Alexandra, noivos desde a primeira temporada, nunca se chegam a casar? Não, isto não pode ser!» E não pode mesmo. Por isso, invocámos o nosso inspirador Quentin Tarantino e deixámo-nos possuir por ele.

COMO DEVERIA TER ACABADO O
«BEM-VINDOS A BEIRAIS»
(VERSÃO TARALHOUCA)

Na agência funerária, Moisés e Joaquim continuam a tratar do principal negócio da empresa, que é o contrabando de mercadoria rasca a preços exorbitantes. Desta vez, estavam nos sanitários da agência a esconder cocaína por detrás dos azulejos e no autoclismo da sanita. Moisés diz a Joaquim:
- Sabes, eu posso parecer assim, poucochinho...
- Parecer? - interrompeu-o o Joaquim - Deves estar a gozar.
- A sério. - insistiu o Moisés - Posso parecer assim mas sou entendido nalgumas matérias e já viajei um pouco. Ainda aí há uns tempos, por exemplo, fui a França. Aquilo lá é porreiro. Até me confundiram com um terrorista islâmico no aeroporto. Fui detido e tudo.
- Francamente, já não há respeito por um cangalheiro... - comentou o Joaquim com falsa preocupação. O Moisés continuou.
- Lá é tudo muito diferente, sabes?
- Diferente? Como assim?
- Diferente. Olha, por exemplo, eles falam francês, nós não.
- Hum... - escarneceu o Joaquim com surpresa fingida.
- E a comida. É tudo diferente, até mesmo nas grandes cadeias de restauração, como na MacDonalds. Sabes como é que eles chamam lá a um Royale Com Queijo?
   E o Joaquim inquiriu o Moisés, franzindo o sobrolho:
- Então ele lá não lhes chamam também «Royale Com Queijo»?
- Não, pá, eles têm lá o Sistema Métrico. - esclareceu o Moisés. O Joaquim estranhou aquilo ainda mais:
- Mas nós também temos o Sistema Métrico.
- Agora que falas nisso... - pensou alto o primo, para revirar de olhos do Quim. - Mas não interessa. Eles lá chamam-lhe... «Croissant».
- «Croissant»? - duvidou o Joaquim, para insistência do Moisés:
- Sim, a sério. Pergunta ao Julien, se quiseres.
   A menção daquele nome irritou o Joaquim e ele demonstrou o incómodo com palavras cheias de desprezo:
- Não quero saber desse... rapazolas. Ele anda aí a papar a minha Luna...
- Andava, - corrigiu o Moisés - que ela anda lá chateada por causa da permanente que ele fazia para ter caracóis.
- Gajas, que é que se há-de fazer? - rematou por fim o sócio mais avantajado.
   Assobiava ele o «Camionista Cantor» quando o primo deixou cair um pacote. Este rompeu-se e eles verificaram que aquilo não era cocaína mas sim farinha Amparo passada do prazo. Raios! Se fosse Branca de Neve com uns cinco anos além do limite ainda conseguiam ludibriar o Turco. Agora assim estavam lixados. Pior: tinham sido enganados pelo fornecedor, o Agostinho. Uma ideia correu-lhes a cabeça: 
- Vamos lixar esse bandalho até os cães cantarem o fado. - verbalizaram em simultâneo.
   Chamaram o Júlio, o Vítor e a Zèzinha e mostraram-lhes um caixão cheio de documentação que tinham conseguido reunir ao longo dos episódios sobre as artimanhas do ex-autarca mafioso e do seu antigo sócio de conluio ilícito, o Fernando.
- Finalmente vamos poder prender o maior meliante de Beirais - afirmou orgulhoso o sargento à Zé.
- Quem, o Homem-Burro ou o Mancha Negra? - procurou esclarecer o Vítor, para desnorte dos restantes presentes.

Entretanto, a Luna lá reconheceu que era uma parvoíce deixar o Julien por causa de uma futilidade. Francamente, deixarem-se por causa de caracóis? O Hélder Agapito, protagonista de Julien, até tem mesmo caracóis! Portanto, foi-lhe pedir desculpas, reataram o namoro e foram passear pelo campo que é para tratarem de uma caracolada... ao natural! Pelo caminho cruzaram-se com o jipe da Guarda a alta velocidade, cerca de 30km/h.
- Para onde irão? - interrogou-se o Julien. A Luna acenou-lhe com os seus cometas e aconselhou-o a não se desconcentrar, quer era para não queimar os caracóis.

Chegados à casa do Fernando, os guardas e os cangalheiros confrontaram-no com as provas enquanto ele mudava a fralda ao filho, já que a esposa estava a tratar da gestão da fábrica. Confirmou os factos, acrescentou mais uns quantos, colaborou com a investigação e juntou-se ao grupo para irem linchar, quer dizer, deter o Agostinho.

Na igreja, o Sandro e a Alexandra estavam finalmente a casar. No momento em que o padre dizia aquela lenga-lenga do se alguém tem algo contra o casório e blá blá blá, o grupo entra de rompante com o jipe pela portada do templo e saem de lá de canhangulos em riste, para susto e espanto geral. Grita o Júlio:
- Mãos ao ar, patife! Estás detido em nome da lei!
O Moisés ainda pôs as mãos no ar mas o Joaquim deu-lhe uma cotovelada e apontou para o Agostinho, que se levantara de entre a multidão que assistia à boda. Entretanto, o ex- presidente da Junta saca de uma metralhadora escondida no casaco e grita para os guardas:
- Ninguém me apanha, aqui mando eu, seus anormais, aberrações, seus, seus... suas aventesmas, estropícios!
O público entra em debandada à medida que as balas esvoaçam de parte a parte. O Moisés atirou-se à Patrícia, gritando o seu nome, e derrubou-a mesmo a tempo de se escapar a uma rajada de balas nas horas dum cacete, as quais ficaram cravejadas no retábulo logo ao lado. Deitados no chão, a Patrícia olhou maravilhada para o seu antigo parceiro de namoro, levou-lhe as mãos à cara e disse-lhe com admiração:
- Moisés, tu salvaste-me a vida!
- É, sabes como é, - disse ele com embaraço - ele indicava «três» com os dedos de forma suspeita, não como nós fazemos. Eu já andava desconf...
Com um beijo ela calou-o e ali ficaram no arrefinfanço enquanto o tiroteio prosseguia acima das cabeças deles.
Eventualmente, as munições acabaram-se. Nesse instante, o Agostinho sacou do seu sabre japonês e lançou-se aos militares da G.N.R.. Surpreendente, o Quim travou-o com a sua Hattori Anzo.
- Calminha aí, ó compadre. Agora é que vais ver como aqui o Quebra-Ossos fatia as batatas...
Lâminas bateram, metal faiscou e a população ficou boquiaberta com aquele duelo inesperado de piruetas e malabarismos que parecia saídos da «Guerra das Estrelas» ou do «Era Uma Vez Na China». Até se ouvia o «Duel of Faits» de fundo e nem a Dona Olga se queixou da natureza inadequada do tema para um coro eucarístico.
- Não me chates! Vai ter com o Zed! - gritou o Agostinho ao Joaquim. Este relembrou-o:
- Não te esqueças que eu sou cangalheiro. Sei muito bem que o Zed está morto, querido. O Zed está morto.
E como isto não andava nem desandava, o Diogo chegou-se ao pé do Agostinho e aplicou-lhe um pêssego do Programa Origens no focinho, que o tipo ficou logo estendido, inconsciente.
- Vá lá, os moços estão já a ver que não se dão mesmo casado!
A Clara despachou-se a abraçá-lo e a dizer-lhe aquela coisa do «és o meu herói», embora ela quisesse mesmo era «cultura de morangos» e podia ser daqueles que davam moca e tudo. Horas mais tarde, estava o Agostinho no xadrez com um olho à Belenenses, o Diogo e a Clara na morangada e a população de Beirais em geral feliz da vida.

Então, seria assim tão difícil engendrar um grande final destes? Tarantino é que sabe!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Zarolhos de Água: O Espelho da Raposa

What a fox say? «The truth is out there», claro!

Continuando ainda na temática da referida série espanhola, fico aqui com a pulga atrás da orelha. Pulga? Não, que agora já não há Pecusanol. Aqui a palavra certa é mesmo raposa. Isto porque, olhando para a beldade Hiba Abouk, ficamos com a impressão de já a ter visto antes aqui na televisão portuguesa e não foi exactamente em produções dos «nuestros hermanos». Vamos lá deixar-nos de rodeios. Será que só eu é que reparei que a protagonista de Fátima Ben Barek n'«O Príncepe» é extremamente parecida à nossa Sara Barradas? Será caso? Pois então vejamos:
Cabelo semelhante, postura semelhante, fisionomia semelhante, enfim, tudo muito semelhante. Alguns dirão que a Sara Barradas é mais sorridente. É verdade. É que isto em Portugal já se sabe: é uma festa! E depois viver numa toca de raposas deve ser obra. Que o diga o José Raposo. Aquele homem é demais. Nem sei se o deveria felicitar ou malhar. É que ele cativa sempre as mulheres mais jeitosas e ainda nos consegue deixar todos a rir. Ainda alguém se lembra da Maria João Abreu? Não? Eu relembro.
Em nova, dava-nos cabo... da cabeça! Mas voltando à questão central, eu posso estar aqui só a equivocar-me mas será que a Menina, que dizer, Dona Sara anda a fazer também uns trabalhinhos em Espanha sob o nome artístico de Hiba Abouk? E se não forem duas ilustres beldades (pouco) distintas mas sim a mesma e única pessoa? Ou, sendo duas maganas como manda a lei, não teriam elas sido irmãs quase gémeas semi-siamesas separadas à nascença? Se não são, podiam muito bem ser, não?
Akrab? Akrabo e não só!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Como deveria ter acabado «O Príncepe», Versão Taralhouca

Eu sei, já acabou há algum tempo, mas esta espinha ficou-me sempre aqui atravancada na goela. Vi a série espanhola que passou no Canal 2 até ao mês passado e tive sempre esperança num final estrondoso... mas não daquele género.

Sim, é verdade, não gostei do modo como acabou. Então que espécie de história acaba com a morte da grande boazon... aaah... quer dizer, amada do romance, uma das personagens de topo do enredo, deixando o herói triste, só e abandonado, gelado, gelado? Então e o grande comparsa dele? Feito passador? Está bem, ele despachou o mauzão cabecilha do grupo terrorista mas isso não dava aos argumentistas azo a que o despachassem nos segundos seguintes? Em suma, que espécie de treta de lenga-lenga é aquela de tudo acabar no mar e sal e ronhonhó coñocitos? Mas está tudo doido? Pois claro! Como é óbvio, o casal maravilha tinha de perdurar para a posteridade, não com a Fátima Ben Barek com um tiro no pescoço e a esvair-se em sangue.

Vai daí e pus-me a pensar. Se o Quentin Tarantino tivesse feito esta série, como é que ela teria acabado? Não podia haver grande diferença. Aqui há droga, tiros, explosões e conversas da treta, tal como em qualquer filme deste moço marafado. Ora cá vai disto.

Estão todos na praia, o Kahled, o Morey, o Fran e a Fátima. O Kahled arrasta consigo a Fátima com um canhangulo apontado ao delicado narizinho da moçoila e diz-lhe:
- Mexe-te, gaja, senão eu dou-te algo bem pior que um ar condicionado forçado na tua cabeça. Dou-te uma dissertação sobre as questões semânticas e simbologia analítica nas obras do Saramago.
- Não! - gritou ela em desespero - Socorro, Morey, salva-me! Quero antes morrer que ser torturada desta maneira!
- Ainda chamas pelo teu amantezinho da treta, aquele «putain de la merde»! Raios, já eu estou a falar francês com um pseudo-forçado sotaque castelhano! Pois ele que venha que eu rebento-lhe a beiça com a AK-47! - resmungou o grande chefe terrorista com a menção do nome daquele que o privava da admiração daquela por quem ele era acervaladamente cego até à suprema estupidez. Ser-se terrorista era obra mas deitar tudo a perder por uma tipa que o deixava montá-la mas não o podia ver nem pintado com o equipamento do Real Madrid era coisa de outro nível.
Eis senão quando aparece o Morey ferido à entrada do areal a mandar balázios ao desgraçado que aprisionava a sua amada. Pára de disparar, podia acertar na Fátima. Mas ela resolve o problema com uma joelhada nos tomates do maridinho, que fica a gemer, encolhido como um cão vadio com frio.
- «Ezequiel: 29, 17»... Que é que eu estou para aqui a dizer? Eu sou muçulmana. - diz ela ao Kahled antes de se atirar à água. O Morey vai para disparar mas já não tem munições. Joga-se à parva ao Kahled após uma correria marada digna do Super-Homem e engalfinham-se os dois numa cena de porrada de criar bicho. Arreia o Morey um pêssego nas ventas do Kahled e este pergunta-lhe:
- Já viste que este gajo escreveu «príncepe» em vez de «príncipe»?
Depois de receber uma punhada bem aplicada nas ventas que lhe fez sair um esguicho de sangue da narina esquerda, o Morey explicou-lhe:
- Sabes, é que os «tíos» de Portugal dizem «príncepe», não «príncipe»; o feminino é «princesa» e não «princisa»; a dissimulação na gramática da língua portuguesa só acontece de «e» em «i», nunca ao contrário; e a raiz etimológica é o latim «princeps», não «princips».
Terminada a sessão de um murro a cada argumento, o Kahled cuspiu alguns dentes partidos e praguejou qualquer coisa em árabe e acrescentou:
- Mas a escrita oficial é «príncipe»...
Respondeu-lhe o opositor com mais uma lamparina aplicada a preceito:
- Que é que queres? São Portugueses! É por isso que nos ganham. Confundem-nos. Até a eles próprios se confundem. Só sabem inventar coisas para xaringar um gajo. «Coños»!
Entretanto, do meio da água, ouve-se alguém a arraspar as goelas, como que a querer chamar a atenção. Era a Fátima, com cara de poucos amigos.
- Então? Posso eu morrer aqui afogada que essa conversa da treta nunca mais acaba. Sim, é que eu posso passar meia série na piscina a dar umas braçadas que só me lembro que não sei nadar quando chego ao mar.
O Morey começou a relembrá-la toda molhadinha e não se fez rogado. Atirou-se logo à água e agarrou-a... com firmeza. Nisto, o Kahled voltou a empunhar a sua Kalashnikov e foi para disparar aos gritos furibundos de:
- Não! Morrereis, seus cães infiéis! Tu, meu papa-esposas, e tu, rameira tinhosa! Aaaaaaaahhhh!
Porém, eis que uma bala certeira embateu na metralhadora e fê-la saltar das mãos do mouro possesso. Os olhares desviaram-se todos para a origem do disparo. À beira-mar, Fran parecia um crivo mas estava ali de pedra e cal, a segurar na sua pistola.
- Kahled, sim, tu, seu estropício. - chamou o pistoleiro solitário - Tu que nasceste lá na terra dos Aveques, diz lá. Como é que chamam a um Big Mac em França?
Antes que o idiota respondesse com uma rajada de tiros ou uma resposta parva à pergunta, o Fran atirou-lhe à pinha a sua última munição. Finalmente, o mau da fita estava quinado. O grupo terrorista estava terminado, o primo dos Ben Bareks já podia traficar haxixe e marijuana à vontade e sem concorrência, bem como afiambrar-se ao coiro da empregada do Kahled, a Fátima estava livre daquele palonço e o Morey podia parar de esgotar as reservas de aspirinas e a paciência dos colegas do C.N.I.. Pelo sim pelo não, pois o «cabrón» do líder terrorista ainda estrebuchava, o Morey sacou da sua Hattori Anzo, guardada sabe-se lá onde, e sacou a cabeça do inimigo. Deliciada, a Fátima aplaudiu.
- «Croissant», «p&%a madre». - respondeu o Fran á sua própria pergunta, parafraseando parcialmente os Cebola Mol.
E assim acaba a série. O Fran recuperou e pôde voltar para a sua esposa e arrefinfar-lhe como se estivesse com a mamalhuda do café com quem andava. A colega girinha da Polícia, não me lembro o nome, recuperou do trauma mas nunca mais teve namorados mouros. Já o Morey e a Fátima puderam respirar de alívio e regressar ao...
Bem, nós sabemos.

Ela logo voltará ao Pombocaca.

Que a caca esteja convosco!



P.S.:NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Moda Benfica

O Sport Lisboa e Benfica não pára de nos surpreender. Agora uma criadora deu origem a uma linha de vestidos de noiva do clube.
Nada más... Quer dizer, nada má, esta colecção. Ora isto deixa-me a pensar. Já que o Benfica lança uma linha de vestidos de noiva, porque não de outro tipo de indumentárias? Vamos a alguns exemplos.

Fatos de banho e biquinis do Benfica.
Fatos de mergulho do Benfica.
Roupa para safaris e excursões na selva.
Roupa própria para campismo.
Fatos de executivo.

Equipamentos para pecuária e criação de aves de capoeira.

Ai não se vê nada? Então, é porque ainda ninguém se lembrou antes disto. Portanto, não há ainda nada. É que isto é como com a Roménia: aqui andava tudo ao escudo, agora ao euro, e lá... tudo ao léu!


Não, não é isso, é isto:
Estou eu a tentar enganar quem?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Mistério desvendado: Esquema de Nuno Espírito Santo

Eu não sou portista, como é sabido, mas adoro o treinador dos azuis e brancos. A sério. É daquelas pessoas que trazem em si a convicção, a devoção e o fervor ao clube e, ao invés, a serenidade lunar.

Há dias, Nuno Espírito Santo falava numa conferência de imprensa acerca do modo de jogar à Porto. Para melhor descrever e explicar o seu ponto de vista, fez um conjunto de desenhos, de entre os quais se destaca o dos três pilares que sustentam a conduta de cada jogador. Diz ele, porque a nós o que parece é um homem de pernas grossas com pila de burro. No entanto, eu posso garantir que descobri o mistério do esquema. O que ele queria dizer mesmo é que homem que é homem, portanto, isto

usa...

Lá está, o homem é mesmo inteligente! E pelos vistos gosta de roupa da boa.

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

As Olimpíadas acabaram. Ufa!

E continuando na temática da jogatana, passemos a uns do domínio do palpável: os Jogos Olímpicos. Acabaram no passado dia 21 e, passados já uns quantos dias, é permitido a qualquer um fazer o balanço final de maneira ponderada e sem grandes margens para erros. Também nisto não me quero alongar muito, até porque o tempo me escasseia, mas apraz-me fazer dois pequenos comentários.

Em primeiro lugar, a representação de Portugal teve uma excelente prestação, ao contrário do que possa parecer. Sim, eu sei, apenas a Telma Monteiro conseguiu desancar quase tudo à tareia e lá arrecadou uma medalha de bronze. Se a nossa sobrevivência dependesse de medalhas olímpicas, aí sim estaríamos parecidos aos Etíopes em geral, pelo menos nos tristes anos das grandes secas. Mas falemos a sério. Podemos não ter mais medalhas mas as classificações foram muito boas e há muitos atletas que garantiram diplomas olímpicos. Ficam bem emoldurados numa parede e, mais importante, conferem boa classificação ao nosso país, o que permite que nos jogos vindouros possam ir mais atletas cá dos nossos às olimpíadas. Por outro lado, obter um sexto ou vigésimo terceiro lugar no meio de centenas ou milhares de concorrentes é mesmo digno de menção. Portanto, só temos mesmo é de dar os parabéns aos nossos desportistas.

Em segundo lugar, a organização dos Jogos Olímpicos também merece as nossas felicitações. Num evento em larga escala realizado num país atolado numa grave crise económica e financeira, com uma forte instabilidade social e política, onde reina toda a espécie de criminalidade, desde a de colarinho branco à de faca metralhadora, com os preparativos muito atrasados e sob as ameaças de um muito provável ataque terrorista, estavam reunidas todas as condições para que tudo corresse mesmo muito mal. E porém, não. Tudo decorreu às mil maravilhas e sem nada de relevo a assinalar. De facto, parecia ser tão grande o receio da coisa dar para o torto que estes devem ter sido os primeiros jogos olímpicos em que a transmissão televisiva tinha ponto da situação regular. A sério; vinha um intervalo e punha-se aquela música a tocar cuja letra pouco mais era que «o Rio de Janeiro continua lindo...». Eu sei que é difícil ter uma noção acertada da verdadeira finalidade daquela música, às tantas até posso ser eu que percebi mal, mas a ideia que transparecia era que aquilo era como quem diz «pessoal, até agora tudo bem». Caso contrário, não cantaria que o Rio de Janeiro «continuava» lindo mas sim que era ou seria lindo. E o que é certo é que, neste mesmo instante, com todas as suas disparidades, disparates e horrores em contraste com os milhentos encantos de outra canção, seja de crer que o Rio de Janeiro continua lindo.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Pokébroncos

Há mais de 10 anos, contava-se uma anedota que dizia que os Pokémons e os Digimons foram inventados por malta de Olhão da Restauração. Dúvidas? Pois atentemos então na seguinte conversa entre dois olhanenses e respectiva tradução.
- Digimon. (Diz aí, moço.)
- Pokémon? (Porquê, moço?)
- Pika? (Picas?)
- Pikachu! (Pica-te tu!)

Se é assim mesmo, não sei pois nunca sequer fui a Olhão. O que sei é que a série de desenhos animados «Pokémons» não é pròpriamente nova mas é apenas nos dias de hoje que se fazem sentir os seus efeitos nas caixas dos pirolitos até mesmo de quem não é fã. Deve-se tudo a uma aplicação para telemóvel, o jogo Pokémon Go, que junta figuras virtuais em paisagens reais como pano de fundo. Basta descarregar a aplicação, dar as coordenadas da nossa localização e toca de caçar gambuzinos, quer dizer, pokémons.

Dizem os teóricos da conspiração que é o ideal para um qualquer poder oculto nos controlar à maneira. Não só os visados não reclamam de terem de ser controlados como ainda caem na esparrela à borla e por vontade própria. Grande teoria, não é? Pois eu não sei se será como estes teóricos sugerem. O que sei é que este jogo tem contribuído para demonstrar a estupidificação da Humanidade, senão mesmo para a estupidificação em si. De facto, em vez de caçadores de pokémons, parece que as pessoas que jogam este jogo tendem a assemelhar-se mais é a membros da Team Rocket. Sim, é ver gente nas situações mais absurdas a fazer toda a espécie de parvoíces ou então a armar belharetas sob o pretexto de estar a tentar apanhar bicharada virtual. O resto já se sabe: é preparar para azar e a dobrar, com sorte.

O que é certo é que há a tendência a preferir e interiorizar a fantasia em detrimento da vivência e compreensão do real. Parece-me a mim que há uma cada vez mais evidente progressiva dissociação da realidade para uma preocupante parte das pessoas. É como se não conseguissem distinguir a realidade da ficção. Aliás, comportam-se assumindo como reais elementos fictícios. E desta dificuldade podem dar-se os resultados mais trágicos, como já tem acontecido com pessoas que caem de precipícios ou levam tiros por serem confundidos com ladrões.

Não me vou alongar mais com esta matéria. Apenas gostaria de pedir aos jogadores que tenham cuidado e clareza de espírito suficiente para não se meterem em sarilhos. Não é difícil, basta apreciar a vida real um pouco e saber que um jogo de telemóveis e afins faz parte dela, não o contrário. Em suma, basta ser gente, não um bronco aparentado ao Psyduck.

Bons jogos e que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!