segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Doçuras de jogador

Se o futebolista olímpico Elis, da selecção hondurenha, fosse de chocolate, seria... Elis Regina!
Eu sei, foi uma piada de mau gosto... mas irresistível!

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dica aos «el-matadores»

Parece que quando há uma vitória portuguesa, há logo uma desgraça a ensombrá-la. Mal a selecção de futebol foi campeã e um idiota atropelou uma multidão em Nice, com amplo prejuízo de mortos e feridos. A equipa de hóquei em patins replicou nessa modalidade igual triunfo e um tipo desata aos tiros em Munique. Ainda ontem, um palonço fez-se explodir também na Baviera à entrada dum festival de música. 

Independentemente dos êxitos desportivos portugueses, que nada têm a ver com o sucedido, e falando um bom bocado mais a sério, fico sempre na dúvida quando a comunicação social nos depara com estes e outros casos de consequências menos mediáticas. Para quê isto? Qual a piada que há em pôr um ponto final em vidas e arruinar outras tão alheias ao que vai na mente de quem pratica estas acções? Que culpa podem ter estes inocentes no cartório? Pois se não têm, para quê destrui-las assim? E, mais estranho de tudo, para quê fazer isto e dar cabo da própria vida, indo contra tudo o que o instinto de sobrevivência nos dita? É um mistério que só a estupidez pode esclarecer.

A qualquer um que haja para aí com ideias de levar avante algum acto tresloucado desta natureza ou só que seja atentar contra a vida de alguém, eu digo-lhe: ganha juízo. Não é fazendo isto que o teu empreendimento vai alcançar o objectivo último pretendido, seja a criação dum estado qualquer ou a chamada de atenção de uma suposta amada. O que as pessoas normais, ao contrário de ti, meu estronço, vão sempre dizer e pensar é que tu és um estúpido, bronco e anormal. A sério, basta pensar um pouco e qualquer raciocínio rudimentar chegará prontamente a essa conclusão. Por exemplo: queres uma... Europa muçulmana. É o que está na moda. Se vais matar todos os europeus, vais ter é uma Europa deserta, seu cara de cu à paisana, e não há imigração que te valha porque vão todos os outros querer fugir do pesadelo que tu causaste. Queres que o Fisco não te chateie? Paga os impostos. Se atacares uma repartição ou funcionário, o problema não se resolve e terás de te haver com uma senhora cega: a Justiça. O mesmo se aplica com outras áreas da Função Pública ou, num sentido amplo, do que quer que seja. Queres arrebatar o coração de quem amas ou por quem tens um sentimento de posse acervalado? Pois, o homicídio da cara-metade não ajuda nada. Caso contrário, vais para o gaiolo e em vez de cara-metade, ficas com metade da cara. Ah, já agora, o suicídio é uma parvoíce. Se armas sarilhos e depois te matas, os problemas não deixam de existir, tu é que deixas. Chiça, é preciso ser mesmo besta quadrada...

Mas ainda assim queres levar a tua avante e desatar a matar gente? Então aguenta os cavalos que eu quero ajudar-te. Vou dar-te uma dica muito útil. Presta atenção. Escolhe a ocasião perfeita. Adquire os meios para o ataque. Armas com montes de munições. Testa-as, certifica-te com antecedência que elas não encravam. Se optares pelos explosivos, junta o máximo que puderes, de preferência na viatura onde tu seguires ou no edifício onde tu estiveres. O importante é manteres-te bem perto dessa murraça. Espera que não haja gente ao pé de ti e deixa-os manterem uma distância segura. É que se tu mandares para o Maneta o pessoal, não vai sobrar testemunha nenhuma da tua obra. Antes do ataque, grita, se quiseres, umas palavras de ordem, algo do género de «cá vai alho» ou «quentes e boas, quentinhas». Por fim, rebenta com os teus cornos e livra a Humanidade da tua maluquice. Não te esqueças, isto é importante, faz isto neste momento. Depois sim podes desatar a matar gente, seu cabeça de pirilau.

Cretinos...

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 16 de julho de 2016

Caca Raw: Galo de Barcelos x Galo Gaulês

Mais uma vez, o Pombocaca honra-se de relatar mais um duelo de gigantes altamente alucinado e bizarro! No ringue, temos presente dum lado o Galo de Barcelos, especialista em ressurreição pós-cozinhado durante banquetes para salvar peregrinos em nome do apóstolo São Tiago! Do outro lado, o derradeiro guerreiro celta, ainda que invenção do Renascimento, bravo e imponente, o Galo Gaulês!

O Galo de Barcelos apresenta-se com um aparato muito folclórico, cheio de florzinhas e corações, que deixa o seu congénere gaulês e parte da assistência a rir às gargalhadas. Nada se assemelha ao altivo espécime da Gália. O combate começa. O Galo de Barcelos quer jogar à bola mas o Galo Gaulês é uma ave de combate, não está para brincadeiras e prega cada sarrafada que é ver penas lusas espalhadas pelo ringue. Ui, que golpe! Já o Cristiano Ronaldo está arrumado. Tentou, tentou mas não havia nada a fazer e já está a sair dali para fora como o Boromir rio abaixo n'«O Senhor dos Anéis». O Galo de Barcelos andou depois 10 minutos à nora e a levar tareia até que lá espevitou a crista e se debateu de igual para igual.

Demorado foi o combate, cheio de cenas arrepiantes, mas a ave portuguesa encheu-se da fèzada e assumiu uma postura mais agressiva até que, numa cena à Walker Ranger do Texas, o Galo de Barcelos arreou no Gaulês um chuto à Éder e foi ver o adversário a temer pelo desfecho desfavorável. Soou o sinal e ficou ditada a inesperada sentença: o Galo de Barcelos foi o vencedor! Campeão, campeão, ele é o campeão!

Quanto ao Galo Gaulês, honras lhe sejam dadas pelo seu mérito na luta pois, de resto, o seu mau perder deu-lhe um caso bicudo. No dia seguinte, os Franceses madrugaram, oh sim. É que deu-se o caso de acordarem com um grande galo... de Barcelos!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Lusitana Jones

Sempre fui admirador de Harrison Ford. Pelos vistos, ele também é admirador nosso.

Muito obrigado, «Jonesy», bem como a Matt Damon, mais conhecido por Matt F&%$#ng Damon, pelo simpático apoio à selecção portuguesa. Também eles são campeões.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

A Epifania de Fernando Santos (ou o Quarto Segredo de Fátima)

Não deixa de ser curioso que ninguém mais acreditou na vitória da selecção portuguesa no Campeonato da Europa logo desde o início que não o próprio seleccionador, Fernando Santos. Meses antes do Europeu começar já ele afirmava, convicto, que Portugal seria campeão. Declarou repetidas vezes sem conta que só regressaria dia 11 de Julho, que até lá tinha a reserva feita no hotel, em Marcoussis. Disse sempre que iria até à final e que as finais eram para se ganharem. E quantos, muitos deles compatriotas, duvidaram e riram dele. Eu sei, eu fui um deles. E que dizer daquela estranha convocatória do Éder? «Éder? Quem é esse?» A esta pergunta dos desconhecedores juntava-se amiúde uma declaração dos sabedores: «eh, esse tipo não dá uma para a caixa». De facto, assim era. Quando a sua entrada em campo foi anunciada na final, as esperanças ténues dos adeptos desvaneceram-se, como se não bastasse a baixa do Cristiano Ronaldo.

Mas Fernando Santos, o «Xeidafé», nunca vacilou. Na realidade, até parecia que sempre soube que o campeonato estava ganho, a ponto de escrever o discurso com quase um mês de antecedência. Então e se ele soubesse mesmo?

Cá para mim, e entrando no hipotético domínio da alarvidade, Fernando Santos teve uma epifania, uma revelação. Já imagino como pode ter sido. Estava o homem a dormir e um rumor fê-lo despertar. Não um reboliço súbito na escuridão da noite, antes uma melodiosa e reconfortante harmonia que ao mesmo tempo o esmagava com a sua força. Abriu os olhos e viu um indivíduo de aspecto jovem envolvido em luz (em Luz, não em Alvalade ou Dragão) que lhe disse:


- Fernando, nada temas. Eu estou aqui para te dar a boa nova por que tanto anseias.
- Como assim? - inquiriu-o o engenheiro boquiaberto - Vais-me dar os números do Euromilhões?
- Não. - respondeu-lhe o anjo. E insistiu o homem:
- Aaam... Factura da Sorte?
- Não.
- Vou ser contratado pelo Abramovitch?
- Não, homem, - negou o anjo - para desgraça já basta a da Grécia. Não, eu estou aqui para te dizer que tu vais trazer ao teu país uma glória inédita.
- O Quinto Império! - surpreendeu-se o pobre Fernando. Mas o anjo também a esta hipótese respondeu na negativa:
- Não, nada disso. Vais ser campeão europeu! Basta teres fé... e convocares o Éder.
- Éder? Quem é esse? - perguntou-lhe o treinador.
- Então, o Ederzito. é jogador do Lille, emprestado pelo Swansea City.
- Eh! O miúdo não dá uma para a caixa...
- Então? Não és um homem de fé? - insistiu o emissário celestial - Põe o miúdo a jogar e vais ver que alcançarás os teus intentos. Está escrito no grande livro dos desígnios. Só tens de ter fé.

Só isto explica a convicção de Fernando Santos. A partir de certa altura, parece ter contagiado o capitão da equipa, que começou por falar que sonhar é grátis e acabou a encorajar o Éder antes da sua entrada em campo dizendo-lhe que ele é que resolveria tudo e nos faria campeões. Ouvindo isto, Éder disse o mesmo ao seu treinador. Então e não é que o Patinho Feio se revelou um cisne?

Não é a explicação mais estapafúrdia que se consegue encontrar. Houve quem me tivesse dito que vai na volta e isto foi a concretização do Quarto Segredo de Fátima. Que Fernando Santos ainda teria sido chamado ao Vaticano antes do Europeu para o Papa lhe transmitir o conteúdo dum capítulo secreto e inédito das «Memórias» da Irmã Lúcia. Já estou a imaginar a cena, lá no longínquo e conturbado ano de 1917. Nossa Senhora aparece aos três pastorinhos e dá-lhes as revelações dos tempos vindouros. A certa altura, diz-lhes:
- Por fim, em quarto lugar, o há muito desejado vai acontecer. Basta porem Éder.
   E a pequena Jacinta perguntou-lhe:
- Éder? Isso come-se?
- Não interessa. - logo declarou a Senhora do Rosário - Lá para 2016 tudo fará sentido.

Tens alguma teoria mais absurda? Então venha ela daí.

Que a caca esteja convosco, meus campeões. Sim, que todos somos campeões!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Já não era sem tempo. CAMPEÕES!!!

Já foi dia 10 mas parece que acabou de acontecer. Sim, a selecção portuguesa de futebol venceu o Campeonato da Europa, feito inédito no desporto nacional. É verdade que não começámos muito bem, com jogos de exibição mediana, com muitos remates e ataques mas com o problema do costume: falta de concretização. Ninguém acreditava que a equipa iria muito além da primeira eliminatória. Ninguém excepto Fernando Santos, o sempre crente. Porém, o colectivo foi crescendo e acreditando jogo após jogo e na final deu-se a absoluta e inesperada surpresa: a derradeira vitória. Tanto esperámos, tanto tentámos, de tantos nervos sofremos até que desta foi de vez!

Agora que estamos eufóricos com tamanho prodígio, gritamos a plenos pulmões que «Portugal é o maior, o melhor país do Mundo», quando ainda há poucos dias e, direi mesmo, daqui a poucos dias, lamentávamo-nos/ lamentar-nos-emos de que «isto é sempre a mesma desgraça, a porcaria do costume». Pois se exultamos com o feito de uma equipa de futebol, porque não fazemos o mesmo com os de intervenientes nas competições de outros desportos? Ainda na mesma semana, arrecadámos várias medalhas das três categorias nos Campeonatos da Europa de Atletismo. Temos também campeões de dança, Rui Costa e Nelson Oliveira mostram o que valem na Volta à França em Bicicleta, a selecção de hóquei em patins a rolar em cheio rumo à final também do Europeu com rasto de grandes goleadas, até mesmo frente à eterna rival, Espanha. Estes e tantos outros que a memória ou o desconhecimento me impedem de escrever aqui não serão também razão de podermos dizer que somos os maiores?

Então e porque é que só quando alguém mostra o que vale no desporto e alcança um grande resultado é que toda a gente diz que Portugal é o melhor país do Mundo? Que espécie de patriotismo é esse que varia consoante a maré da fortuna? Então numas ocasiões é-se patriota e noutras anti-patriota? Isto não é patriotismo. O patriotismo é uma paixão, é como a força mística que une misteriosamente um casal, aquilo que nos faz olhar para a nossa cara-metade e não nos conseguirmos desligar dela, apesar de todas as qualidades e defeitos que consigamos ver nela. É o adorar sem saber porquê, o ser companheiro nas alegrias e encontrar nela conforto nas provações, ainda que traga nele a mais dolorosa das consequências. É o não sabermos porquê mas termos a certeza do vazio sem a sua existência. Em suma, é sermos indissociáveis partes um do outro e, haja o que houver, fazermos tudo por ela, mesmo que a suprema meta da existência nos obrigue ao fim dessa associação se soubermos que tal sacrifício permitirá a existência dela. Com isto quero, portanto, dizer que Portugal não é o exemplo da perfeição mas que, se declaramos sem rodeios que é o maior e tal e coiso, então temos de ter presente a responsabilidade de tais palavras e dar o corpo ao manifesto quando essa mostra de patriotismo tão apregoada é exigida.

A grandeza de uma nação pode ser medida pela sua história, pelos feitos bélicos, artísticos e desportivos. No entanto, esses parâmetros dão-nos muitas vezes resultados ilusórios. A verdadeira grandeza vê-se sim em algo mais profundo, nas atitudes, no temperamento, na maneira de ser das suas gentes, naquilo que está para além do que os sentidos percepcionam à partida.  Vejamos, por exemplo, o caso do referido Europeu de Futebol. Os Franceses tiveram desde o início uma postura muito arrogante para com Portugal. Certa imprensa e variados comentadores fartaram-se de criticar a equipa lusa considerando-a indigna de chegar sequer às meias-finais pela sua má maneira de jogar, melhor, que não sabia jogar, que nem sequer sabia passar a bola, que punha-se na retranca à espera de uma ocasião promissora, muito ao jeito da tão criticada Grécia, tudo ao contrário do que a secura objectividade das estatísticas evidenciava. Houve até quem fugisse para terrenos mais pantanosos, classificando a turma de Portugal como um grupo de nojentos. Passearam o autocarro da equipa nacional em aparatos de campeã antes do jogo, como se já o tivessem sido. Aliás, para muitos, a vitória francesa eram declaradamente favas contadas. Poucas foram as vozes sensatas que acautelavam para uma possível vitória do opositor das quinas. Depois, como se diz na minha terra, «cagou-lhes o cão pelo caminho» e ficaram de trombas. Na altura de receber as medalhas, os jogadores portugueses fizeram guarda de honra para deixar passar a congénere francesa. Porém, na hora de fazer o mesmo pelos portugueses, cada jogador francês saiu de monco em baixo até aos balneários e ignorou as regras de boa educação. Nos Campos Elísios, não faltou quem fosse tentar acometer os festejantes lusos e causasse distúrbios. E depois há o episódio da Torre Eiffel, que se previa iluminada com as cores do vencedor mas apresentou sempre as da equipa da casa, que, verdade seja dita, se debateu com todo o mérito, até perder o seu colorido e ficar remetida à escuridão da noite. Nos dias seguintes, portugueses passaram maus bocados só por serem portugueses. E no fim interrogamo-nos quanto ao porquê disto se tudo não passou de um jogo, uma entretenga? Porque é que muitos franceses rebaixaram assim a grandeza da sua terra-mãe? Não sei dizer, apenas sei que esta atitude sim lhes deitou tudo a perder e só por aqui se vê quem são, de facto, os verdadeiros campeões... ou ao menos quem não os são.

Neste mundo mais e mais individualista e onde cada vez nos isolamos mais, não deixa de ser curioso que todos se juntem por causa de um jogo. Pois qualquer que seja a razão, se ela for justa e nos trouxer alegria e partilha de bons momentos, venha ela daí se nos fizer acreditar seja no que for e ficarmos mais unidos. Só por isso já somos todos campeões.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Atrofios Informáticos, Parte MMMCLXXXVII e etc....

Pois é, mais uma vez lá tive a torradeira informática em problemas técnicos, o que, aliado à minha falta de tempo para escrever aqui algo, levou a que deixasse passar uma ocasião memorável e altamente propícia para escrever toda a espécie de barbaridades. Consequentemente, tudo o que eu tinha preparado ficou desactualizado e agora, dados os acontecimentos de ontem em Nice, qualquer coisa que eu possa dizer será sempre mal interpretada e alvo de apupos e severas críticas, ainda que muitos o tenham feito em grau mais elevado e pior, só que há vários dias. Portanto, não vou deixar de contar as piadolas que tinha preparadas, acrescentando-lhes ao seu termo um remate contra os estropícios do costume.

Mais vale tarde que nunca!

Que a caca esteja convosco!

E já agora, muito importante:
NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

O que faz falta: amaciador de pêlo

Há dois dias, era suposto dois representantes do Fundo Monetário Internacional terem participado na reunião do Conselho Económico e Social. Era suposto, está bem dito, porque não se dignaram a pôr lá os pés. Se calhar, temiam ouvir das boas tanto dos sindicatos como das corporações. Talvez por isso tivessem optado por recorrer à comunicação social. Um deles afirmou que a diminuição do horário de trabalho da função pública de 40 para 35 horas era um dado preocupante. É que se o trabalho feito em 40 horas pode ser feito em 35 pelo mesmo número de funcionários, então é porque há trabalhadores a mais. Logo, só há duas maneiras de resolver o problema: ou se reduz o ordenado ou se despede pessoal. Pode é dar-se ao caso de não haverem funcionários a mais. Nessa circunstância, terão de fazer horas extra que é para fazerem aquilo para o qual no horário reduzido não é suficiente, horas extra essas que têm de ser pagas. Portanto, para aquelas mentes iluminadas pelos cifrões, a única opção do Governo ao reduzir o horário de trabalho e não despedir ninguém seria a do costume, aumentar impostos.

Continuando na onda das patacoadas, ontem o Ministro das Finanças da Alemanha afirmou que o Governo Português se preparava para pedir um novo resgate. Se é verdade ou não, isso pouco interessa, pois fazer uma declaração dessas numa altura em que se deu a previsível vitória do não à permanência britânica na União Europeia e os sempre voláteis e especulativos mercados ainda estão a ressacar disso, não é das coisas mais sensatas, se é que eu me faço entender.

Que parvoíce terão dito hoje...

Não fosse termos tido a triste notícia da morte de Bud Spencer e ter-lhe-íamos pedido que fosse dar um correctivo a estes companheiros de língua tão solta para a baboseira. Assim, temos de recorrer aos Castigadores da Parvoíce. É que faziam mesmo aqui falta.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Deixá-lo sair, se quiser

Voltando à Inglaterra, continua ao rubro a campanha para o referendo quanto à permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia e há em tudo isto alguns pontos que me causam confusão. Como por exemplo, continuo sem perceber, tal como aconteceu no caso do referendo à independência da Escócia, qual é que é mesmo a posição do Primeiro-Ministro, David Cameron. Fartou-se de ameaçar a União e fazer-lhe montes de exigências impossíveis e agora é impressão minha ou anda a fazer campanha pela permanência? Acho eu mas se calhar estou enganado.

Não deixa de ser curiosa a argumentação dos defensores da permanência, faz quase lembrar uma versão invertida dos que apoiavam a adesão ao euro. Ditam toda a sorte de sentenças apocalípticas, algo muito do género de: «se o Reino Unido abandonar a União Europeia, não há volta a dar, é irreversível, e as empresas multinacionais fogem todas daqui e o capital raspa-se para o estrangeiro e vai haver escassez de bens e os preços vão subir e os impostos vão aumentar e vamos morrer todos fechadinhos aqui porque não podemos sair de cá e nada vai conseguir entrar e vamos todos lerpar com claustrofobia e consanguinidade em alta escala e depois virá o Bicho Papão e os Cavaleiros do Apocalipse e dedicarem-se à necrofilia e a concertos de música pimba com os nossos cadáveres e vai ser o fim do Mundo em cuecas.» Calma, também não é bem assim.

Como é costume, há em toda esta discussão muita especulação. Na realidade muito pouco muda. Eis o que de mais importante há a assinalar.

1 - Moeda: Nicles. Nada muda. Lembremo-nos que a libra estrelina, moeda de referência e valor, circula no Reino Unido. Não há lá nada de euros.

2 - Circulação de pessoas e bens: O Reino Unido não aderiu ao Acordo Schengen. A relação com o resto da União apenas se trata em matéria de cooperação policial e judicial. O controlo para entradas e saídas daqueles países britânicos é muito diferente e apertado do que o verificado nos restantes casos, pelo que a eventual saída do Reino Unido poucas ou nenhumas alterações vai trazer para a «livre circulação de pessoas e bens».

3 - Economia: A matéria estùpidamente mais sensível, ou pelo menos aquela à qual é dada sempre mais atenção, sem que se compreenda bem porquê. Olhando para o que o Reino Unido dispende e recebe de Bruxelas, não é de esperar grandes mossas no orçamento. Os acordos comerciais, piscatórios e de outras naturezas naturalmente deixarão de incluir o Reino Unido no caso da sua saída da União Europeia mas não será lá por causa disso que há-de faltar o que quer que seja nas ilhas e domínios de Sua Majestade. Basta recorrer à técnica que antes se seguia: celebrar acordos com cada uma das partes envolvidas, os quais costumam ser mais proveitosos do que quando são celebrados com toda a União, visto que os parceiros pretendem sempre vender e explorar o máximo possível e importar ou deixarem-se explorar quanto menos melhor. Em consequência, e como não é de antever carências de materiais e capitais, não há razão para qualquer subida de impostos relacionada com a questão. Portanto, também nisso não se antevêem alterações significativas.

Em suma: pouco muda. Então se assim é, porquê tamanho alarido? É simples. É que há muita gente que depende da mama de Bruxelas. Acabada a permanência do Reino Unido na União, fecha-se a torneira dos fundos e subsídios comunitários. Por outro lado, é menos uma importante área de influência para os grandes da União, sejam os federalistas de Bruxelas ou a Chanceler da Alemanha, que sabem que o Reino Unido, como potência comercial e industrial que é e parceira de peso com os países da Commonwealth, é uma porta de saída para grandes e bons negócios. Mais e acima de tudo: como disse o Presidente da Comissão Europeia, a saída do Reino Unido abre um precedente que pode levar à desagregação da União Europeia. É previsível, olhando para a insatisfação de alguns estados-membros face a uma União cada vez mais ambiciosa, centralizadora, controladora e intrometida. Encaremos o facto: os estados-membros, não todos mas muitos, são independentes apenas no papel e a União é quem, de facto, dita as regras. O resto são balelas.

Posto isto, se o Reino Unido quiser deixar a União Europeia, deixá-lo sair. Erro nisso não há nenhum, a meu ver. Erro sim houve, como com Portugal, em entrar.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Albânia, continua... por favor!

E já que falamos do Campeonato da Europa de Futebol, eu gostaria de juntar a minha voz a muitas outras e dar o meu apoio à Albânia. Equipa? Qual equipa? Ah, nada disso. É que aquelas apoiantes são um espectáculo!
Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Matrioskas, realeza e pancadaria

Isabel II, a idosa e de aspecto gentil Rainha de Inglaterra, fez 90 anos e, como é costume, lá os militares fizeram a sua tradicional parada, a «trooping the colour», dia 11. Vai daí e, não sei se para festejar a ocasião, se pura e simplesmente porque sim, os adeptos ingleses presentes em Marselha, trataram de adquirir a sua habituais condições de esponjas e toca de emborcarem cervejas e afins em doses generosas. Mas a generosidade não se ficou por aqui. É que outros também se atascaram avondamente. Entre eles, os seus adversários de ocasião no Europeu de Futebol: russos. O resto, como dizia o fado, com as necessárias adequações:

«Vai Carcavelos e Porto
E depois está tudo torto
E começa o trinta e um.»

Uma provocação aqui, um mal-entendido ali, uma tosga garreona e está o caldo entornado, como se pôde ver, com grandiosas e degradantes batalhas campais, feridos, detidos, expulsos, esplanadas e montras reduzidas a escombros e avultados prejuízos. Valerá a pena percorrer milhares de quilómetros, fazer despesa e criar expectativas para apanhar uma bebedeira e andar à porrada, com sorte, sem consequências de maior? Não, sem dúvida.

Onde quer que haja ajuntamento de gente, há confusão, seja de que naturalidade for. Porém, parece que há mais inclinação para uns do que para outros. Parece-me que Sua Majestade merecia súbditos à altura da dignidade sua e do seu país, assim como a Rússia merecia naturais mais condizentes com a grandeza do maior país do Mundo, pelos vistos apenas em área. E o Campeonato? Bem, esse fica sempre a perder com espectáculos degradantes como este e outros que tais com os mesmos e outros protagonistas.

Às tantas, não foi ao acaso que a UEFA aumentou o número de participantes na competição. Era já a contar com os que haveriam de ser expulsos pelo mau comportamento dos adeptos. A Rússia não precisou... E os Portuguesitos... juizinho...

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 22 de maio de 2016

Quem é glorioso, quem é?

Nunca é tarde demais para se fazer justiça, não é?

Cláudia Santos, Miss Fanática, quem quer que ela seja, como se nós nos importássemos muito com isso, declarou a 10 de Janeiro ao Record que gostava que o Benfica fosse tricampeão. Não sei se ajudou à argumentação o visionamento de algumas imagens...
... mas o que é certo é que a equipa das águias concedeu um grande melão a Jorge Judas, Jesus, perdão, Jorge Jesus, e o trigésimo oitavo campeonato à sua massa afectiva! Não contente com o feito, emborcou a sétima Taça da Liga! Assim é que se vê quem é glorioso! Muitos parabéns, Benfica!
Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 14 de maio de 2016

Calduço colegial: o remate (final?)

Ah, Pedro Passos Coelho clarificou as suas declarações quanto aos interesses que se moviam em prol do fim de contratos de associação com estabelecimentos de ensino privados. Ao que parece, os interesses de que falava são da parte dos sindicatos.

Talvez eu não tenha percebido bem. É que se há quem se possa queixar da decisão do Ministério da Educação para além dos gestores destes estabelecimentos, entre outros, são os sindicatos. Ora vejamos: com o fim destes contratos e a consequente transição de alunos das escolas privadas para as públicas, há certamente professores do sector privado que perderão os seus lugares, engrossando as fileiras do desemprego, enquanto que os do sector público ficarão sobrecarregados. Não me parece que os sindicatos apreciem esta situação.

É de crer que o nosso ex-primeiro-ministro perdeu uma ocasião magistral para poupar palavras quando optou por falar em interesses.

Que a caca esteja convosco!


P.S.(«post scriptum», para quem não sabe, nada de partidário): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Calduço colegial

Há uns tempos, estalou a revolta com a divulgação de uma reportagem que expunha situações escandalosas de verdadeiro negócio muito lucrativo por parte de alguns indivíduos e entidades às custas do Estado e da desgraça do serviço público de instrução. Mas eis que a Roda da Fortuna girou. E já não era sem tempo.

Esta recente polémica com o fim dos contratos de associação do Estado com colégios privados deixou muita gente com grandes dores de barriga. Não só os gestores das instituições visadas mas também, e curiosamente, o nosso ex, e friso o ex, ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que acusa o Governo de se estar a mover por ideologias retrógradas... e interesses. Não só o disse como o confirmou noutra ocasião quando interrogado sobre o assunto. Claro que quanto a dizer que interesses são e da parte de quem é que está quieto. O problema é que, tal como já antes referi, para mandar postas de pescada, qualquer palerma serve, até eu!


Isto faz lembrar aquela situação do João Soares. Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente fartaram-se de lançar acusações ao antigo detentor da pasta da Cultura mas nunca chegaram a apresentar um argumento. Eu nem digo uma prova, digo um simples argumento. Pelos vistos, Passos Coelho parece estar a recorrer à mesma estratégia: larga-se uma laracha para ver se a coisa pega ou não. Pois se não for apresentado nada mais em concreto, é por demais previsível que não pegue, até porque o único interesse à partida que se vislumbra no caso é o que certos empresários do ramo tinham numa relação de parasitismo com o Estado e que agora acaba.

Nada se deve ter contra o serviço privado de educação, tão bom e muitas vezes muito melhor que o público. Portugal é um país livre e, como tal, os dois sistemas podem coexistir. Deve é haver igualdade para ambos e não a ruína deste às custas dos interesses daquele. Onde não há oferta pública, auxilie-se o privado. Onde a há, fomente-se a concórdia e livre escolha entre ambos. Agora prejudicar um em prol do outro é que não, seja ele qual for.

Daqui se conclui que talvez Passos Coelho esteja a ver mal a coisa...

Que a caca esteja convosco!


P.S.(nada a ver com socialistas): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Governo à prova de água?

Depois do Ministério do Ambiente ter anunciado o cancelamento da construção das barragens do Alvito e de Girabolhos e a suspensão das obras da do Fridão por três anos, eis que a seguir chega a notícia de que há ainda a intenção de demolir pelo menos dez barragens e açudes, embora a avaliação possa concluir que mais devam ir abaixo. Os argumentos em prol desta decisão são de que tais represas são obsoletas e inúteis.

É uma novidade preocupante e que carece de apreciação séria, até porque se há estruturas e projectos que são contrários à economia, vivência, fauna e flora específicas desses locais, outros certamente haverão que terão muito mais importância e vantagens em serem mantidos, apesar de rotulados de «inúteis» ou «obsoletos». Em primeiro lugar porque as noções de «inútil» e «obsoleto» são muito subjectivas e variam muito amiúde na boca de quem as define consoante o interesse na respectiva cabeça. Portanto, se uma determinada estrutura for contra o interesse ou ideologia de alguém, o seu valor será nulo ou mesmo deficitário: é algo prejudicial e descartável. Em segundo lugar porque andaram várias gerações precedentes às nossas a erguer obras imensas, sejam grandes ou pequenas, para proveito seu e dos que haveriam de vir. Há um peso de responsabilidade dessas gentes passadas sobre os nossos ombros. Não pode ser de ânimo leve que se opta à partida pela simples destruição daquilo que eles fizeram. Uma vez que se chegue à conclusão que algo não se ajusta às necessidades modernas, não seria melhor pensar antes não na destruição mas na conversão ou melhor forma de aproveitar o que há? Em terceiro lugar, é fácil a muita gente, em particular ambientalistas, e como eu os compreendo, olhar para seja um paredão ou pouco mais que um mero valado e ver algo que, não tendo utilidade aparente, é ainda um bloqueio à fluência do líquido vital e das espécies aquáticas que dele dependem. Porém, esquecem-se que a mera concentração da água já é em si uma mais-valia. Onde há água, há vegetação e animais e, onde a há em grande quantidade, há um nível superior de humidade no ar e, consequentemente, um clima sem amplitudes térmicas tão grandes, logo, mais ameno. Para além disso, qualquer reservatório de água é uma fonte extremamente preciosa em situações de incêndio. Fora delas, pode ser um local de lazer ou até mesmo de estímulo económico, seja para abastecimento, rega, pesca ou até mesmo piscicultura.

Tenho aqui esta imagem mas não quer dizer que esta seja uma das visadas, está bem?

Vou dar um exemplo de uma situação que não conheci pessoalmente mas pelo qual passaram conhecidos meus. A Ribeira de Quarteira tem alguns açudes na zona de Paderne, Concelho de Albufeira. Há alguns anos, optou-se por demolir boa parte deles por se considerarem inúteis e prejudiciais à circulação da água e dos peixes. Que foi feito da água, dos animais? Daqui resultou que, onde antes havia água pelo Verão adentro, passasse a haver coisa nenhuma senão mosquitos durante o período em que os charcos e poças restantes e o fundalho de lodo do leito demoram a secar. Esqueceram-se que o caudal não é suficiente para que a ribeira corra pouco mais que alguns meses ao longo do ano.

Olhando para estas razões, tenho cá para mim que antes de se tratar as barragens e açudes como inimigos ou coisas que já não prestam, o melhor seria antes averiguar o estado das represas e procurar maneiras de as melhorar, seja rentabilizar ou pura e simplesmente as manter ou, na sua impossibilidade, as converter em algo produtivo, vantajoso e que não seja ambientalmente prejudicial. Estão em condições? Se não, o seu estado de degradação é grave ou não? Justifica-se a recuperação? Só depois de avaliados os prós e contras e todas as variáveis é que se pode tomar uma decisão. Caso contrário, ficamos todos a pensar que, às tantas, da mesma forma que Paulo Portas se meteu em negócios de submarinos para evitar que o Governo de Durão Barroso metesse água (e mesmo assim meteu), João Pedro Matos Fernandes quer acabar com barragens para evitar que aconteça o mesmo ao Governo de António Costa.

Juizinho...

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pirilaus nos «Tronos» sim... mas com contrapartida

Emilia Clarke, a actriz celebrizada pela sua interpretação de «Mãe dos Dragões» na famosa série televisiva, acha que há muitas cenas de nudez feminina ao logo dos episódios. É verdade, confirmo e embora a minha condição masculina não lhe mostre oposição, o bom senso e a sensibilidade artística entendem que talvez seja exagerado e desnecessário. A série já seria boa sem isso. Aliás, eu considero mesmo que o recurso constante ao sexo e à nudez é uma forma fácil de cativar espectadores, o que não é abonatório a tão excelsa produção.

Mas voltando a Emilia Clarke. Numa entrevista recente à revista Glamour, ela apontou uma hipótese para solucionar tamanha desproporcionalidade. Passamos a citar:

«Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxarem as calças para baixo e dizer: " Agora sou a rainha de tudo!" Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor.»

É justo. Eu por mim tudo bem... desde que ela se sente nua no trono. Aí sim já teríamos de novo equilibrio. É que há para ali rapaziada com fartura e quer-me cá parecer que assim contrabalançada com uma Daenerys Targaryen como manda a lei já haveria «Nascida da Tempestade» para compensar todos. Deixa cá imaginar a cena...



NÃO! Pensando bem nas coisas, epá, esta malta que ganhe mas é juízo.

Que a Daen..., quer dizer, a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

"Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html

Pergunta CM É fã da série 'A Guerra dos Tronos'? Acompanhar Resultados Obrigado pelo seu voto! As cenas de nudez são uma constante na série A Guerra dos Tronos, mas as mulheres aparecem mais vezes sem roupa do que os homens. Para reverter a tendência, a atriz Emilia Clarke, que dá vida à personagem Daenerys, já revelou o final que pretende numa entrevista à revista Glamour. "Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html
Pergunta CM É fã da série 'A Guerra dos Tronos'? Acompanhar Resultados Obrigado pelo seu voto! As cenas de nudez são uma constante na série A Guerra dos Tronos, mas as mulheres aparecem mais vezes sem roupa do que os homens. Para reverter a tendência, a atriz Emilia Clarke, que dá vida à personagem Daenerys, já revelou o final que pretende numa entrevista à revista Glamour. "Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html

Uma paulada nos queixos? Não, dois tabefes.

Agora que Pires de Lima já não é ministro, descobrimos que sempre nos podíamos entreter um pouco com João Soares. Pena é que não tenha sido por muito tempo, uma vez que também já foi ao ar.

Analisemos a situação de maneira objectiva e nua e crua.
Bom, talvez não seja necessário assim tão nua e crua. A questão é simples. João Soares não cai nas boas graças de Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente. Como se alguém lhes caísse em graça. Neste sentido, tinham tido já um despique em 1999. Ora a semana passada,num artigo de opinião para o jornal «Público», Augusto Seabra reabre as feridas dizendo que, em quatro meses de ministério, o responsável governamental não terá apresentado qualquer política para o sector que tutela. De facto, alega que João Soares apresenta «tão só um estilo de compadrio, prepotência e grosseria» e que não tem «qualificações particulares para o cargo». Ainda acrescenta que o gabinete de Soares é «uma confraria de socialistas e maçons». Vai daí e o agora ex-ministro da Cultura respondeu-lhe no Facebook:
«Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir. Não me cruzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia. Ele tinha, então, bolçado sobre mim umas aleivosias e calunias. Agora volta a bolçar, no "Publico". É estória de "tempo velho" na cultura. Uma amiga escreveu: "vale o que vale, isto é: nada vale, pois o combustível que o faz escrever é o azedume, o álcool e a consequente degradação cerebral. Eis o verdadeiro vampiro, pois alimenta-se do trabalho (para ele sempre mau) dos outros."
Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também.»
E pronto, foi a desgraça. Daqui a um escândalo, a uma recusa em pedir desculpas, às desculpas apresentadas por António Costa e ao natural pedido de demissão de João Soares foi um passinho muito curto, daqueles de bebé.

Muita gente critica o João Soares e diz dele alhos e bugalhos, fala em abuso de poder, ameaça, prepotência, perigo para a Democracia... Eu confesso que não sou simpatizante dele nem do pai. Portanto, considero-me isento o suficiente para opinar sobre o assunto. Pessoalmente, acho isto tudo uma enorme sucessão de birras de gaiatos, gente com idade para ter juízo, com mente de criança em corpo grande.

João Soares não devia ter declarado o que declarou. A sua posição de governante não se coaduna com volatilizações caprichosas de humores. Responder a provocações é rebaixar-se e demonstrar a falta de nobreza que é exigida a quem tem assento nos lugares cimeiros do poder. Ai ele é um aventalinho republicano? Ah bom, tudo explicado. Também não creio que ele fosse, de facto, dar um par de bofetadas nos visados. Isso pagava eu para ver. O mais provável é que o tenha dito num sentido figurado ou então, não o sendo, muito inconsciente.

Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente também não se portaram bem. Espera-se de quem escreva para a comunicação social e, consequentemente, ajude a moldar a opinião pública, que o faça de modo claro e objectivo. Se pretendiam visar o ministro, podiam tê-lo feito noutros moldes. Eu também podia dizer que, sei lá, a Chanceler da Alemanha, alvo fácil, tem, sei lá, um negócio de tráfico de cromos do Pikachu com LSD incorporado e usa a Administração Federal para os fazer chegar a cada canto da União Europeia. Mas isto é assim, para dizer barbaridades, qualquer palerma serve, até eu. Se de facto se pretendia acusar João Soares de algo ilícito, então teriam de sacar das cartas nas mangas e apresentarem provas concretas, ou, pelo menos, linhas de raciocínio coerentes.

Neste sentido, acho mal tamanhos ataques, nem todos justificados, ao ex-ministro enquanto os comentadores ficam livres que qualquer mácula. Havendo consequências, deveria havê-las para ambas as partes e na devida proporção.

Pagava mesmo para ver tareia a três entre eles... e não era só no Caca Raw!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


terça-feira, 5 de abril de 2016

Greve de fome mas com jeitinho

Sempre que eu oiço falar em greves de fome, eu fico com a pulga atrás da orelha, daí eu costumar a banhar-me em Pecusanol, o que é chato porque já não se fabrica e agora só lá vai com Caniaves. É que se a greve de fome passa por não comer, então nesse caso há fome e não a ausência dela. Correctamente, deveria ser chamada «greve de alimentação». Caso contrário, para sermos coerentes, uma acção de recusa em trabalhar como forma de protesto seria também designada de «greve de trabalho», o que não faz sentido porque estamos a não trabalhar, não a fazer greve... trabalhando.

Estabelecido este ponto de partida, vamos aonde eu queria chegar com esta lenga-lenga. Recentemente, foi o julgamento dos activistas angolanos detidos sob a acusação de prepararem uma tentativa de golpe de Estado. Como é previsível, foram condenados, ainda que com penas relativamente simbólicas para o espectável em casos e sítios destes. Pois que o José Eduardo dos Santos não é nenhum santo e tampouco o são os que o rodeiam, já nós sabemos há muitos anos. Se os activistas são ou não inocentes ou culpados da acusação que lhes é feita, isso também não sabemos ao certo. Pessoalmente, parece-me muito inverosímil que meia dúzia de músicos de baixa qualidade estivessem a tentar levar a cabo uma tão grande acção. Agora, acho é que a forma de protesto que tem sido mais recorrente, a greve de fome, chamemos-lhe assim por uma errada questão de hábito, não é a mais acertada.

Em primeiro lugar, não dá muita credibilidade a alguém fazer «greve de fome» e, quando a coisa está a a dar para o torto, parar para depois, quando a situação está mais estável, arranjar um pretexto e retomar a greve. É aquilo a que o Saramago chamaria «As Intermitências da Fome». Ai é «da Morte»? Não interessa, eu também nunca fui muito apreciador do Sir Magoo, acho que ele não sabe escrever e eu sei bem do que falo pois também não sei escrever, segundo dizem os ilustres membros da Academia das Ciências. Regressando ao caso em apreciação, sim, eu refiro-me ao famoso Coati, perdão, Luaty Beirão. Coati sem ofensa, que considero um animal muito interessante e fofinho. Ora, um idealista convicto leva a sua demanda até ao fim. Tem é de saber como levar a sua luta avante. Portanto, se ela enveredou pela «greve de fome», teria de a levar até ao fim. Não era era sensato enveredar por ela, como se verá adiante. O ideal era tomar um outro caminho mais sensato. Sim, refiro-me também ao activista do mesmo grupo, que iniciou agora outra «greve de fome» e ameaça suicidar-se.

Em segundo lugar, esta forma de luta nestas circunstâncias, e, para dizer a verdade, em qualquer ocasião, é uma tremenda estupidez. «Ai eu não concordo com a situação. Vou deixar de comer até morrer ou suicidar-me como forma de protesto.» Força, é isso mesmo que os visados pelo protesto querem. Vou dizê-lo de maneira muito simples para ser bem compreendido: amigos, eles estão-se marimbando para um opositor que morre, é menos um que anda aqui a chatear-lhes a cabeça. Mais: se a comunicação social dá alguma relevância a protestos destes, a população em geral não lhes liga e até acha idiota. Lamento, meus caros, mas, por muita que seja a vossa razão, e eu acredito que sim, o Embaixador Itinerante de Angola está certo neste aspecto.

Em suma, quem quer alcançar algum objectivo, deixe-se de ideias que não levam a lado nenhum. Deixar de comer é parvoíce, alimentai-vos mas é que é para haver força e discernimento para levar as convicções avante, de preferência de maneira inteligente, sim? Não é difícil, a razão está do lado da verdade.

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 3 de abril de 2016

Ganha juízo...

Após os recentes ataques terroristas em Bruxelas, o Estado Islâmico que não o é mas faz de conta ameaçou Portugal e a Hungria.
Vamos lá ver se eu percebi bem. Ameaçar... Portugal... e a... Hungria?! É só um instante.
MUHAHAHAHAHA!!!
Ai que caraças! Se não fosse vindo da maltasa de quem veio, eu entenderia isto como algo saído de alguma comédia foleira. Ora ameaçar Portugal e a Hungria, AHAHAHAHAHAHAHAH... não faz qualquer sentido. Mas será que alguma coisa faz sentido naquela gentinha que tem a mania que quer mandar no Mundo? Pois, bem me parecia. Piadas à parte e analisando a situação de um ponto de vista sério e objectivo, é evidente que o conteúdo da ameaça, não a ameaça em si, só aparenta ter lógica se esta provier de um renegado português que se juntou aos jiadistas ou de um parvalhão que se julga com muita gracinha, se é que uma e outra circunstância não são coincidentes. Apoia esta hipótese o facto dos ataques que foram levados a cabo terem sido protagonizados por gente que vivia ou conhecia os locais onde estes se deram e não por elementos vindos de fora. Portanto, uma ameaça é sempre motivo de precaução mas fazê-la à Hungria... e a Portugal? PfHUHAHAHAHAHAHAHAH!!! Que parvoíce, nós, que somos duas gigantescas potências militares e anti-paspalho-jiadistas?! Isso só merece uma resposta:

AHAHAHAHAHAHAHAH!!! Portugal e Hungria... Por favor, é só ir ali visitar a sanita antes que se dê um novo dilúvio, desta vez pelas pernas abaixo! AHAHAHAHAHAHAH!

Que a caca esteja convosco!

Ahahahahahahahahahah!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

P.P.S.: Palmira já se foi, sacanas!

AHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

domingo, 20 de março de 2016

Crítica Literária: «Cruz de Fogo», de Eurico Augusto Cebolo

Já há uns quantos anos que eu possuo um livro que me ofereceram, autografado pelo autor e tudo. Quantas vezes não passei por ele e o agarrei sem o ler? Só Deus sabe. Porém, apenas depois de ouvir o programa radiofónico de Nuno Markl «Caderneta de Cromos» e a sua reedição na M80 nos quais a obra era abordada é que ganhei coragem para finalmente esfolhear «Cruz de Fogo».

Eurico Augusto Cebolo, célebre músico, compositor e escritor, ficou conhecido pela sua vasta obra literária que envereda por duas correntes, uma ficcional e outra, de maior renome, didáctica, a qual versa sobre a facilidade na aprendizagem da música e do manuseio de instrumentos digitais. Até agora, conta com 10 romances e 51 livros técnicos. Eis alguns títulos mais conhecidos do género musical.
Tão ingénuos e inocentes que nós éramos naqueles tempos... Hoje seria impensável.
Acho que já dá para ter uma ideia. Pois a certa altura da sua vida, o nosso amigo músico decidiu dar asas à sua imaginação e dedicar-se à ficção. Assim assistimos à chegada de «Cruz de Fogo».


- Género - Romance, editado no Porto pelo próprio autor e publicado em 1986.

- Organização - 427 páginas divididas em Dedicatória, Agradecimento, Prefácio de Ernâni Rosas e 28 capítulos.

- História -A par dos acontecimentos históricos que ocorrem desde o dia da crucifixacão de Jesus Cristo, em Jerusalém, até à dramática queda do Imperador Nero, em Roma, a narrativa acompanha a vida trágica de Miriam e sua família e amigos, muitos deles não por muito tempo. Acontece de tudo a Miriam, desde ser cegada a ser feita escrava, maltratada à fartazana, usada, marcada com ferros em brasa e ora perder ora reencontrar familiares e elos perdidos até à condenação à fogueira durante as cruéis perseguições movidas aos cristãos.

- Crítica -No que diz respeito ao aspecto da edição deste e outros volumes da colecção, está excelente para uma edição de autor: muito bem encadernada e esplendidamente ilustrada por J. Tavares segundo indicações do próprio Eurico Cebolo, «segundo reza a lenda», já lá dizia a amiga Livreira Anarquista. Aquilo, meus caros, é arte.
Quanto à escrita, nota-se que, nesta fase primordial da produção literária, o autor ainda não estava muito acostumado à ficção. A escrita é rica, detalhada e de vocabulário abundante e variado. Contudo, tem uma certa tendência para repetir algumas palavras, às quais não se daria notícia não ser o seu uso pouco corrente, como são os casos, entre outros, de «estertor», «torpe» e seus familiares e, principalmente, «opróbrio».
No que concerne à narrativa, que posso eu dizer? O homem é um Dan Brown à portuguesa, é genial. Em primeiro lugar, os títulos conseguem logo cativar os leitores. Este nem é dos mais apelativos mas a ilustração soberba da capa ajuda. Consegue na longa história entrelaçar na perfeição os factos verídicos com o que não aconteceu mas poderia muito bem ter acontecido tal como a prosa descreve. Típico do seu estilo, como se veria mais tarde nas outras produções não técnicas, e aproveitando a brutalidade da época conturbada em que a acção decorre, a depravação e em particular a violência atingem píncaros e requintes sádicos de proporções que só um filme ou série sobre o Apocalipse poderiam vir a ter. Não nos podemos esquecer que a derradeira parte da Bíblia foi redigida nesta época.

- Veredicto - Mais matança que no «Braveheart», mais violência que no «Jogo/Guerra/O Que Quer Que Seja dos Tronos», mais perversão que uma biografia do Marquês de Sade, mais sexo que na secção de pornografia dum clube de vídeo da Época Croma, este é um livro que transmite uma mensagem de amor, fraternidade e virtudes cristãs mas que nem por isso se adequa pròpriamente aos meninos da catequese. É incrível o que por ali se lê. Postos os nossos olhos em semelhante matéria, depressa nos interrogamos sobre a quanto recalcamento existia na mente de Eurico Cebolo! É um caso autêntico só que numa proporção diferente de Dr. Jeckill e Senhor Hide. E o mais preocupante é que adoramos! O livro é maçudo mas excelente. Faz lembrar uma telenovela brasileira só que sem «cafagestes» e «jararacas» e, por muito difícil que possa parecer, mais brutalidade e lascívia. Imaginemos um Baratheon a passear pelo Red Light District. Não é ao acaso que Eurico Cebolo terá escrito alguns argumentos para histórias da clássica revista «Gina». Aliás, é tão longo o seu alcance de intelecto que terá servido de influência à obra da escritora americana Sherrilyn Kenyon. Claro que também há quem teorize que ela é sua filha mas essa é outra história.

O melhor de tudo isto é que há mais nove livros do género com toda a sorte de depravações e títulos muito sugestivos, a saber:




Alguma dúvida?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...

A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!