quinta-feira, 30 de junho de 2016

O que faz falta: amaciador de pêlo

Há dois dias, era suposto dois representantes do Fundo Monetário Internacional terem participado na reunião do Conselho Económico e Social. Era suposto, está bem dito, porque não se dignaram a pôr lá os pés. Se calhar, temiam ouvir das boas tanto dos sindicatos como das corporações. Talvez por isso tivessem optado por recorrer à comunicação social. Um deles afirmou que a diminuição do horário de trabalho da função pública de 40 para 35 horas era um dado preocupante. É que se o trabalho feito em 40 horas pode ser feito em 35 pelo mesmo número de funcionários, então é porque há trabalhadores a mais. Logo, só há duas maneiras de resolver o problema: ou se reduz o ordenado ou se despede pessoal. Pode é dar-se ao caso de não haverem funcionários a mais. Nessa circunstância, terão de fazer horas extra que é para fazerem aquilo para o qual no horário reduzido não é suficiente, horas extra essas que têm de ser pagas. Portanto, para aquelas mentes iluminadas pelos cifrões, a única opção do Governo ao reduzir o horário de trabalho e não despedir ninguém seria a do costume, aumentar impostos.

Continuando na onda das patacoadas, ontem o Ministro das Finanças da Alemanha afirmou que o Governo Português se preparava para pedir um novo resgate. Se é verdade ou não, isso pouco interessa, pois fazer uma declaração dessas numa altura em que se deu a previsível vitória do não à permanência britânica na União Europeia e os sempre voláteis e especulativos mercados ainda estão a ressacar disso, não é das coisas mais sensatas, se é que eu me faço entender.

Que parvoíce terão dito hoje...

Não fosse termos tido a triste notícia da morte de Bud Spencer e ter-lhe-íamos pedido que fosse dar um correctivo a estes companheiros de língua tão solta para a baboseira. Assim, temos de recorrer aos Castigadores da Parvoíce. É que faziam mesmo aqui falta.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Deixá-lo sair, se quiser

Voltando à Inglaterra, continua ao rubro a campanha para o referendo quanto à permanência ou saída do Reino Unido da União Europeia e há em tudo isto alguns pontos que me causam confusão. Como por exemplo, continuo sem perceber, tal como aconteceu no caso do referendo à independência da Escócia, qual é que é mesmo a posição do Primeiro-Ministro, David Cameron. Fartou-se de ameaçar a União e fazer-lhe montes de exigências impossíveis e agora é impressão minha ou anda a fazer campanha pela permanência? Acho eu mas se calhar estou enganado.

Não deixa de ser curiosa a argumentação dos defensores da permanência, faz quase lembrar uma versão invertida dos que apoiavam a adesão ao euro. Ditam toda a sorte de sentenças apocalípticas, algo muito do género de: «se o Reino Unido abandonar a União Europeia, não há volta a dar, é irreversível, e as empresas multinacionais fogem todas daqui e o capital raspa-se para o estrangeiro e vai haver escassez de bens e os preços vão subir e os impostos vão aumentar e vamos morrer todos fechadinhos aqui porque não podemos sair de cá e nada vai conseguir entrar e vamos todos lerpar com claustrofobia e consanguinidade em alta escala e depois virá o Bicho Papão e os Cavaleiros do Apocalipse e dedicarem-se à necrofilia e a concertos de música pimba com os nossos cadáveres e vai ser o fim do Mundo em cuecas.» Calma, também não é bem assim.

Como é costume, há em toda esta discussão muita especulação. Na realidade muito pouco muda. Eis o que de mais importante há a assinalar.

1 - Moeda: Nicles. Nada muda. Lembremo-nos que a libra estrelina, moeda de referência e valor, circula no Reino Unido. Não há lá nada de euros.

2 - Circulação de pessoas e bens: O Reino Unido não aderiu ao Acordo Schengen. A relação com o resto da União apenas se trata em matéria de cooperação policial e judicial. O controlo para entradas e saídas daqueles países britânicos é muito diferente e apertado do que o verificado nos restantes casos, pelo que a eventual saída do Reino Unido poucas ou nenhumas alterações vai trazer para a «livre circulação de pessoas e bens».

3 - Economia: A matéria estùpidamente mais sensível, ou pelo menos aquela à qual é dada sempre mais atenção, sem que se compreenda bem porquê. Olhando para o que o Reino Unido dispende e recebe de Bruxelas, não é de esperar grandes mossas no orçamento. Os acordos comerciais, piscatórios e de outras naturezas naturalmente deixarão de incluir o Reino Unido no caso da sua saída da União Europeia mas não será lá por causa disso que há-de faltar o que quer que seja nas ilhas e domínios de Sua Majestade. Basta recorrer à técnica que antes se seguia: celebrar acordos com cada uma das partes envolvidas, os quais costumam ser mais proveitosos do que quando são celebrados com toda a União, visto que os parceiros pretendem sempre vender e explorar o máximo possível e importar ou deixarem-se explorar quanto menos melhor. Em consequência, e como não é de antever carências de materiais e capitais, não há razão para qualquer subida de impostos relacionada com a questão. Portanto, também nisso não se antevêem alterações significativas.

Em suma: pouco muda. Então se assim é, porquê tamanho alarido? É simples. É que há muita gente que depende da mama de Bruxelas. Acabada a permanência do Reino Unido na União, fecha-se a torneira dos fundos e subsídios comunitários. Por outro lado, é menos uma importante área de influência para os grandes da União, sejam os federalistas de Bruxelas ou a Chanceler da Alemanha, que sabem que o Reino Unido, como potência comercial e industrial que é e parceira de peso com os países da Commonwealth, é uma porta de saída para grandes e bons negócios. Mais e acima de tudo: como disse o Presidente da Comissão Europeia, a saída do Reino Unido abre um precedente que pode levar à desagregação da União Europeia. É previsível, olhando para a insatisfação de alguns estados-membros face a uma União cada vez mais ambiciosa, centralizadora, controladora e intrometida. Encaremos o facto: os estados-membros, não todos mas muitos, são independentes apenas no papel e a União é quem, de facto, dita as regras. O resto são balelas.

Posto isto, se o Reino Unido quiser deixar a União Europeia, deixá-lo sair. Erro nisso não há nenhum, a meu ver. Erro sim houve, como com Portugal, em entrar.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Albânia, continua... por favor!

E já que falamos do Campeonato da Europa de Futebol, eu gostaria de juntar a minha voz a muitas outras e dar o meu apoio à Albânia. Equipa? Qual equipa? Ah, nada disso. É que aquelas apoiantes são um espectáculo!
Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Matrioskas, realeza e pancadaria

Isabel II, a idosa e de aspecto gentil Rainha de Inglaterra, fez 90 anos e, como é costume, lá os militares fizeram a sua tradicional parada, a «trooping the colour», dia 11. Vai daí e, não sei se para festejar a ocasião, se pura e simplesmente porque sim, os adeptos ingleses presentes em Marselha, trataram de adquirir a sua habituais condições de esponjas e toca de emborcarem cervejas e afins em doses generosas. Mas a generosidade não se ficou por aqui. É que outros também se atascaram avondamente. Entre eles, os seus adversários de ocasião no Europeu de Futebol: russos. O resto, como dizia o fado, com as necessárias adequações:

«Vai Carcavelos e Porto
E depois está tudo torto
E começa o trinta e um.»

Uma provocação aqui, um mal-entendido ali, uma tosga garreona e está o caldo entornado, como se pôde ver, com grandiosas e degradantes batalhas campais, feridos, detidos, expulsos, esplanadas e montras reduzidas a escombros e avultados prejuízos. Valerá a pena percorrer milhares de quilómetros, fazer despesa e criar expectativas para apanhar uma bebedeira e andar à porrada, com sorte, sem consequências de maior? Não, sem dúvida.

Onde quer que haja ajuntamento de gente, há confusão, seja de que naturalidade for. Porém, parece que há mais inclinação para uns do que para outros. Parece-me que Sua Majestade merecia súbditos à altura da dignidade sua e do seu país, assim como a Rússia merecia naturais mais condizentes com a grandeza do maior país do Mundo, pelos vistos apenas em área. E o Campeonato? Bem, esse fica sempre a perder com espectáculos degradantes como este e outros que tais com os mesmos e outros protagonistas.

Às tantas, não foi ao acaso que a UEFA aumentou o número de participantes na competição. Era já a contar com os que haveriam de ser expulsos pelo mau comportamento dos adeptos. A Rússia não precisou... E os Portuguesitos... juizinho...

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 22 de maio de 2016

Quem é glorioso, quem é?

Nunca é tarde demais para se fazer justiça, não é?

Cláudia Santos, Miss Fanática, quem quer que ela seja, como se nós nos importássemos muito com isso, declarou a 10 de Janeiro ao Record que gostava que o Benfica fosse tricampeão. Não sei se ajudou à argumentação o visionamento de algumas imagens...
... mas o que é certo é que a equipa das águias concedeu um grande melão a Jorge Judas, Jesus, perdão, Jorge Jesus, e o trigésimo oitavo campeonato à sua massa afectiva! Não contente com o feito, emborcou a sétima Taça da Liga! Assim é que se vê quem é glorioso! Muitos parabéns, Benfica!
Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sábado, 14 de maio de 2016

Calduço colegial: o remate (final?)

Ah, Pedro Passos Coelho clarificou as suas declarações quanto aos interesses que se moviam em prol do fim de contratos de associação com estabelecimentos de ensino privados. Ao que parece, os interesses de que falava são da parte dos sindicatos.

Talvez eu não tenha percebido bem. É que se há quem se possa queixar da decisão do Ministério da Educação para além dos gestores destes estabelecimentos, entre outros, são os sindicatos. Ora vejamos: com o fim destes contratos e a consequente transição de alunos das escolas privadas para as públicas, há certamente professores do sector privado que perderão os seus lugares, engrossando as fileiras do desemprego, enquanto que os do sector público ficarão sobrecarregados. Não me parece que os sindicatos apreciem esta situação.

É de crer que o nosso ex-primeiro-ministro perdeu uma ocasião magistral para poupar palavras quando optou por falar em interesses.

Que a caca esteja convosco!


P.S.(«post scriptum», para quem não sabe, nada de partidário): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Calduço colegial

Há uns tempos, estalou a revolta com a divulgação de uma reportagem que expunha situações escandalosas de verdadeiro negócio muito lucrativo por parte de alguns indivíduos e entidades às custas do Estado e da desgraça do serviço público de instrução. Mas eis que a Roda da Fortuna girou. E já não era sem tempo.

Esta recente polémica com o fim dos contratos de associação do Estado com colégios privados deixou muita gente com grandes dores de barriga. Não só os gestores das instituições visadas mas também, e curiosamente, o nosso ex, e friso o ex, ex-primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que acusa o Governo de se estar a mover por ideologias retrógradas... e interesses. Não só o disse como o confirmou noutra ocasião quando interrogado sobre o assunto. Claro que quanto a dizer que interesses são e da parte de quem é que está quieto. O problema é que, tal como já antes referi, para mandar postas de pescada, qualquer palerma serve, até eu!


Isto faz lembrar aquela situação do João Soares. Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente fartaram-se de lançar acusações ao antigo detentor da pasta da Cultura mas nunca chegaram a apresentar um argumento. Eu nem digo uma prova, digo um simples argumento. Pelos vistos, Passos Coelho parece estar a recorrer à mesma estratégia: larga-se uma laracha para ver se a coisa pega ou não. Pois se não for apresentado nada mais em concreto, é por demais previsível que não pegue, até porque o único interesse à partida que se vislumbra no caso é o que certos empresários do ramo tinham numa relação de parasitismo com o Estado e que agora acaba.

Nada se deve ter contra o serviço privado de educação, tão bom e muitas vezes muito melhor que o público. Portugal é um país livre e, como tal, os dois sistemas podem coexistir. Deve é haver igualdade para ambos e não a ruína deste às custas dos interesses daquele. Onde não há oferta pública, auxilie-se o privado. Onde a há, fomente-se a concórdia e livre escolha entre ambos. Agora prejudicar um em prol do outro é que não, seja ele qual for.

Daqui se conclui que talvez Passos Coelho esteja a ver mal a coisa...

Que a caca esteja convosco!


P.S.(nada a ver com socialistas): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Governo à prova de água?

Depois do Ministério do Ambiente ter anunciado o cancelamento da construção das barragens do Alvito e de Girabolhos e a suspensão das obras da do Fridão por três anos, eis que a seguir chega a notícia de que há ainda a intenção de demolir pelo menos dez barragens e açudes, embora a avaliação possa concluir que mais devam ir abaixo. Os argumentos em prol desta decisão são de que tais represas são obsoletas e inúteis.

É uma novidade preocupante e que carece de apreciação séria, até porque se há estruturas e projectos que são contrários à economia, vivência, fauna e flora específicas desses locais, outros certamente haverão que terão muito mais importância e vantagens em serem mantidos, apesar de rotulados de «inúteis» ou «obsoletos». Em primeiro lugar porque as noções de «inútil» e «obsoleto» são muito subjectivas e variam muito amiúde na boca de quem as define consoante o interesse na respectiva cabeça. Portanto, se uma determinada estrutura for contra o interesse ou ideologia de alguém, o seu valor será nulo ou mesmo deficitário: é algo prejudicial e descartável. Em segundo lugar porque andaram várias gerações precedentes às nossas a erguer obras imensas, sejam grandes ou pequenas, para proveito seu e dos que haveriam de vir. Há um peso de responsabilidade dessas gentes passadas sobre os nossos ombros. Não pode ser de ânimo leve que se opta à partida pela simples destruição daquilo que eles fizeram. Uma vez que se chegue à conclusão que algo não se ajusta às necessidades modernas, não seria melhor pensar antes não na destruição mas na conversão ou melhor forma de aproveitar o que há? Em terceiro lugar, é fácil a muita gente, em particular ambientalistas, e como eu os compreendo, olhar para seja um paredão ou pouco mais que um mero valado e ver algo que, não tendo utilidade aparente, é ainda um bloqueio à fluência do líquido vital e das espécies aquáticas que dele dependem. Porém, esquecem-se que a mera concentração da água já é em si uma mais-valia. Onde há água, há vegetação e animais e, onde a há em grande quantidade, há um nível superior de humidade no ar e, consequentemente, um clima sem amplitudes térmicas tão grandes, logo, mais ameno. Para além disso, qualquer reservatório de água é uma fonte extremamente preciosa em situações de incêndio. Fora delas, pode ser um local de lazer ou até mesmo de estímulo económico, seja para abastecimento, rega, pesca ou até mesmo piscicultura.

Tenho aqui esta imagem mas não quer dizer que esta seja uma das visadas, está bem?

Vou dar um exemplo de uma situação que não conheci pessoalmente mas pelo qual passaram conhecidos meus. A Ribeira de Quarteira tem alguns açudes na zona de Paderne, Concelho de Albufeira. Há alguns anos, optou-se por demolir boa parte deles por se considerarem inúteis e prejudiciais à circulação da água e dos peixes. Que foi feito da água, dos animais? Daqui resultou que, onde antes havia água pelo Verão adentro, passasse a haver coisa nenhuma senão mosquitos durante o período em que os charcos e poças restantes e o fundalho de lodo do leito demoram a secar. Esqueceram-se que o caudal não é suficiente para que a ribeira corra pouco mais que alguns meses ao longo do ano.

Olhando para estas razões, tenho cá para mim que antes de se tratar as barragens e açudes como inimigos ou coisas que já não prestam, o melhor seria antes averiguar o estado das represas e procurar maneiras de as melhorar, seja rentabilizar ou pura e simplesmente as manter ou, na sua impossibilidade, as converter em algo produtivo, vantajoso e que não seja ambientalmente prejudicial. Estão em condições? Se não, o seu estado de degradação é grave ou não? Justifica-se a recuperação? Só depois de avaliados os prós e contras e todas as variáveis é que se pode tomar uma decisão. Caso contrário, ficamos todos a pensar que, às tantas, da mesma forma que Paulo Portas se meteu em negócios de submarinos para evitar que o Governo de Durão Barroso metesse água (e mesmo assim meteu), João Pedro Matos Fernandes quer acabar com barragens para evitar que aconteça o mesmo ao Governo de António Costa.

Juizinho...

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Pirilaus nos «Tronos» sim... mas com contrapartida

Emilia Clarke, a actriz celebrizada pela sua interpretação de «Mãe dos Dragões» na famosa série televisiva, acha que há muitas cenas de nudez feminina ao logo dos episódios. É verdade, confirmo e embora a minha condição masculina não lhe mostre oposição, o bom senso e a sensibilidade artística entendem que talvez seja exagerado e desnecessário. A série já seria boa sem isso. Aliás, eu considero mesmo que o recurso constante ao sexo e à nudez é uma forma fácil de cativar espectadores, o que não é abonatório a tão excelsa produção.

Mas voltando a Emilia Clarke. Numa entrevista recente à revista Glamour, ela apontou uma hipótese para solucionar tamanha desproporcionalidade. Passamos a citar:

«Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxarem as calças para baixo e dizer: " Agora sou a rainha de tudo!" Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor.»

É justo. Eu por mim tudo bem... desde que ela se sente nua no trono. Aí sim já teríamos de novo equilibrio. É que há para ali rapaziada com fartura e quer-me cá parecer que assim contrabalançada com uma Daenerys Targaryen como manda a lei já haveria «Nascida da Tempestade» para compensar todos. Deixa cá imaginar a cena...



NÃO! Pensando bem nas coisas, epá, esta malta que ganhe mas é juízo.

Que a Daen..., quer dizer, a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

"Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html

Pergunta CM É fã da série 'A Guerra dos Tronos'? Acompanhar Resultados Obrigado pelo seu voto! As cenas de nudez são uma constante na série A Guerra dos Tronos, mas as mulheres aparecem mais vezes sem roupa do que os homens. Para reverter a tendência, a atriz Emilia Clarke, que dá vida à personagem Daenerys, já revelou o final que pretende numa entrevista à revista Glamour. "Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html
Pergunta CM É fã da série 'A Guerra dos Tronos'? Acompanhar Resultados Obrigado pelo seu voto! As cenas de nudez são uma constante na série A Guerra dos Tronos, mas as mulheres aparecem mais vezes sem roupa do que os homens. Para reverter a tendência, a atriz Emilia Clarke, que dá vida à personagem Daenerys, já revelou o final que pretende numa entrevista à revista Glamour. "Quero ver a Daenerys e os seus três dragões a partilharem o trono. E a trazerem de volta todos os meninos bonitos, fazê-los puxar as calças para baixo e dizer: ‘Agora sou a rainha de tudo! Quero close-ups dos pénis de todos os rapazes, por favor’"

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/tv_media/detalhe/atriz_quer_mostrar_penis_em_a_guerra_dos_tronos.html

Uma paulada nos queixos? Não, dois tabefes.

Agora que Pires de Lima já não é ministro, descobrimos que sempre nos podíamos entreter um pouco com João Soares. Pena é que não tenha sido por muito tempo, uma vez que também já foi ao ar.

Analisemos a situação de maneira objectiva e nua e crua.
Bom, talvez não seja necessário assim tão nua e crua. A questão é simples. João Soares não cai nas boas graças de Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente. Como se alguém lhes caísse em graça. Neste sentido, tinham tido já um despique em 1999. Ora a semana passada,num artigo de opinião para o jornal «Público», Augusto Seabra reabre as feridas dizendo que, em quatro meses de ministério, o responsável governamental não terá apresentado qualquer política para o sector que tutela. De facto, alega que João Soares apresenta «tão só um estilo de compadrio, prepotência e grosseria» e que não tem «qualificações particulares para o cargo». Ainda acrescenta que o gabinete de Soares é «uma confraria de socialistas e maçons». Vai daí e o agora ex-ministro da Cultura respondeu-lhe no Facebook:
«Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir. Não me cruzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia. Ele tinha, então, bolçado sobre mim umas aleivosias e calunias. Agora volta a bolçar, no "Publico". É estória de "tempo velho" na cultura. Uma amiga escreveu: "vale o que vale, isto é: nada vale, pois o combustível que o faz escrever é o azedume, o álcool e a consequente degradação cerebral. Eis o verdadeiro vampiro, pois alimenta-se do trabalho (para ele sempre mau) dos outros."
Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também.»
E pronto, foi a desgraça. Daqui a um escândalo, a uma recusa em pedir desculpas, às desculpas apresentadas por António Costa e ao natural pedido de demissão de João Soares foi um passinho muito curto, daqueles de bebé.

Muita gente critica o João Soares e diz dele alhos e bugalhos, fala em abuso de poder, ameaça, prepotência, perigo para a Democracia... Eu confesso que não sou simpatizante dele nem do pai. Portanto, considero-me isento o suficiente para opinar sobre o assunto. Pessoalmente, acho isto tudo uma enorme sucessão de birras de gaiatos, gente com idade para ter juízo, com mente de criança em corpo grande.

João Soares não devia ter declarado o que declarou. A sua posição de governante não se coaduna com volatilizações caprichosas de humores. Responder a provocações é rebaixar-se e demonstrar a falta de nobreza que é exigida a quem tem assento nos lugares cimeiros do poder. Ai ele é um aventalinho republicano? Ah bom, tudo explicado. Também não creio que ele fosse, de facto, dar um par de bofetadas nos visados. Isso pagava eu para ver. O mais provável é que o tenha dito num sentido figurado ou então, não o sendo, muito inconsciente.

Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente também não se portaram bem. Espera-se de quem escreva para a comunicação social e, consequentemente, ajude a moldar a opinião pública, que o faça de modo claro e objectivo. Se pretendiam visar o ministro, podiam tê-lo feito noutros moldes. Eu também podia dizer que, sei lá, a Chanceler da Alemanha, alvo fácil, tem, sei lá, um negócio de tráfico de cromos do Pikachu com LSD incorporado e usa a Administração Federal para os fazer chegar a cada canto da União Europeia. Mas isto é assim, para dizer barbaridades, qualquer palerma serve, até eu. Se de facto se pretendia acusar João Soares de algo ilícito, então teriam de sacar das cartas nas mangas e apresentarem provas concretas, ou, pelo menos, linhas de raciocínio coerentes.

Neste sentido, acho mal tamanhos ataques, nem todos justificados, ao ex-ministro enquanto os comentadores ficam livres que qualquer mácula. Havendo consequências, deveria havê-las para ambas as partes e na devida proporção.

Pagava mesmo para ver tareia a três entre eles... e não era só no Caca Raw!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


terça-feira, 5 de abril de 2016

Greve de fome mas com jeitinho

Sempre que eu oiço falar em greves de fome, eu fico com a pulga atrás da orelha, daí eu costumar a banhar-me em Pecusanol, o que é chato porque já não se fabrica e agora só lá vai com Caniaves. É que se a greve de fome passa por não comer, então nesse caso há fome e não a ausência dela. Correctamente, deveria ser chamada «greve de alimentação». Caso contrário, para sermos coerentes, uma acção de recusa em trabalhar como forma de protesto seria também designada de «greve de trabalho», o que não faz sentido porque estamos a não trabalhar, não a fazer greve... trabalhando.

Estabelecido este ponto de partida, vamos aonde eu queria chegar com esta lenga-lenga. Recentemente, foi o julgamento dos activistas angolanos detidos sob a acusação de prepararem uma tentativa de golpe de Estado. Como é previsível, foram condenados, ainda que com penas relativamente simbólicas para o espectável em casos e sítios destes. Pois que o José Eduardo dos Santos não é nenhum santo e tampouco o são os que o rodeiam, já nós sabemos há muitos anos. Se os activistas são ou não inocentes ou culpados da acusação que lhes é feita, isso também não sabemos ao certo. Pessoalmente, parece-me muito inverosímil que meia dúzia de músicos de baixa qualidade estivessem a tentar levar a cabo uma tão grande acção. Agora, acho é que a forma de protesto que tem sido mais recorrente, a greve de fome, chamemos-lhe assim por uma errada questão de hábito, não é a mais acertada.

Em primeiro lugar, não dá muita credibilidade a alguém fazer «greve de fome» e, quando a coisa está a a dar para o torto, parar para depois, quando a situação está mais estável, arranjar um pretexto e retomar a greve. É aquilo a que o Saramago chamaria «As Intermitências da Fome». Ai é «da Morte»? Não interessa, eu também nunca fui muito apreciador do Sir Magoo, acho que ele não sabe escrever e eu sei bem do que falo pois também não sei escrever, segundo dizem os ilustres membros da Academia das Ciências. Regressando ao caso em apreciação, sim, eu refiro-me ao famoso Coati, perdão, Luaty Beirão. Coati sem ofensa, que considero um animal muito interessante e fofinho. Ora, um idealista convicto leva a sua demanda até ao fim. Tem é de saber como levar a sua luta avante. Portanto, se ela enveredou pela «greve de fome», teria de a levar até ao fim. Não era era sensato enveredar por ela, como se verá adiante. O ideal era tomar um outro caminho mais sensato. Sim, refiro-me também ao activista do mesmo grupo, que iniciou agora outra «greve de fome» e ameaça suicidar-se.

Em segundo lugar, esta forma de luta nestas circunstâncias, e, para dizer a verdade, em qualquer ocasião, é uma tremenda estupidez. «Ai eu não concordo com a situação. Vou deixar de comer até morrer ou suicidar-me como forma de protesto.» Força, é isso mesmo que os visados pelo protesto querem. Vou dizê-lo de maneira muito simples para ser bem compreendido: amigos, eles estão-se marimbando para um opositor que morre, é menos um que anda aqui a chatear-lhes a cabeça. Mais: se a comunicação social dá alguma relevância a protestos destes, a população em geral não lhes liga e até acha idiota. Lamento, meus caros, mas, por muita que seja a vossa razão, e eu acredito que sim, o Embaixador Itinerante de Angola está certo neste aspecto.

Em suma, quem quer alcançar algum objectivo, deixe-se de ideias que não levam a lado nenhum. Deixar de comer é parvoíce, alimentai-vos mas é que é para haver força e discernimento para levar as convicções avante, de preferência de maneira inteligente, sim? Não é difícil, a razão está do lado da verdade.

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 3 de abril de 2016

Ganha juízo...

Após os recentes ataques terroristas em Bruxelas, o Estado Islâmico que não o é mas faz de conta ameaçou Portugal e a Hungria.
Vamos lá ver se eu percebi bem. Ameaçar... Portugal... e a... Hungria?! É só um instante.
MUHAHAHAHAHA!!!
Ai que caraças! Se não fosse vindo da maltasa de quem veio, eu entenderia isto como algo saído de alguma comédia foleira. Ora ameaçar Portugal e a Hungria, AHAHAHAHAHAHAHAH... não faz qualquer sentido. Mas será que alguma coisa faz sentido naquela gentinha que tem a mania que quer mandar no Mundo? Pois, bem me parecia. Piadas à parte e analisando a situação de um ponto de vista sério e objectivo, é evidente que o conteúdo da ameaça, não a ameaça em si, só aparenta ter lógica se esta provier de um renegado português que se juntou aos jiadistas ou de um parvalhão que se julga com muita gracinha, se é que uma e outra circunstância não são coincidentes. Apoia esta hipótese o facto dos ataques que foram levados a cabo terem sido protagonizados por gente que vivia ou conhecia os locais onde estes se deram e não por elementos vindos de fora. Portanto, uma ameaça é sempre motivo de precaução mas fazê-la à Hungria... e a Portugal? PfHUHAHAHAHAHAHAHAH!!! Que parvoíce, nós, que somos duas gigantescas potências militares e anti-paspalho-jiadistas?! Isso só merece uma resposta:

AHAHAHAHAHAHAHAH!!! Portugal e Hungria... Por favor, é só ir ali visitar a sanita antes que se dê um novo dilúvio, desta vez pelas pernas abaixo! AHAHAHAHAHAHAH!

Que a caca esteja convosco!

Ahahahahahahahahahah!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

P.P.S.: Palmira já se foi, sacanas!

AHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

domingo, 20 de março de 2016

Crítica Literária: «Cruz de Fogo», de Eurico Augusto Cebolo

Já há uns quantos anos que eu possuo um livro que me ofereceram, autografado pelo autor e tudo. Quantas vezes não passei por ele e o agarrei sem o ler? Só Deus sabe. Porém, apenas depois de ouvir o programa radiofónico de Nuno Markl «Caderneta de Cromos» e a sua reedição na M80 nos quais a obra era abordada é que ganhei coragem para finalmente esfolhear «Cruz de Fogo».

Eurico Augusto Cebolo, célebre músico, compositor e escritor, ficou conhecido pela sua vasta obra literária que envereda por duas correntes, uma ficcional e outra, de maior renome, didáctica, a qual versa sobre a facilidade na aprendizagem da música e do manuseio de instrumentos digitais. Até agora, conta com 10 romances e 51 livros técnicos. Eis alguns títulos mais conhecidos do género musical.
Tão ingénuos e inocentes que nós éramos naqueles tempos... Hoje seria impensável.
Acho que já dá para ter uma ideia. Pois a certa altura da sua vida, o nosso amigo músico decidiu dar asas à sua imaginação e dedicar-se à ficção. Assim assistimos à chegada de «Cruz de Fogo».


- Género - Romance, editado no Porto pelo próprio autor e publicado em 1986.

- Organização - 427 páginas divididas em Dedicatória, Agradecimento, Prefácio de Ernâni Rosas e 28 capítulos.

- História -A par dos acontecimentos históricos que ocorrem desde o dia da crucifixacão de Jesus Cristo, em Jerusalém, até à dramática queda do Imperador Nero, em Roma, a narrativa acompanha a vida trágica de Miriam e sua família e amigos, muitos deles não por muito tempo. Acontece de tudo a Miriam, desde ser cegada a ser feita escrava, maltratada à fartazana, usada, marcada com ferros em brasa e ora perder ora reencontrar familiares e elos perdidos até à condenação à fogueira durante as cruéis perseguições movidas aos cristãos.

- Crítica -No que diz respeito ao aspecto da edição deste e outros volumes da colecção, está excelente para uma edição de autor: muito bem encadernada e esplendidamente ilustrada por J. Tavares segundo indicações do próprio Eurico Cebolo, «segundo reza a lenda», já lá dizia a amiga Livreira Anarquista. Aquilo, meus caros, é arte.
Quanto à escrita, nota-se que, nesta fase primordial da produção literária, o autor ainda não estava muito acostumado à ficção. A escrita é rica, detalhada e de vocabulário abundante e variado. Contudo, tem uma certa tendência para repetir algumas palavras, às quais não se daria notícia não ser o seu uso pouco corrente, como são os casos, entre outros, de «estertor», «torpe» e seus familiares e, principalmente, «opróbrio».
No que concerne à narrativa, que posso eu dizer? O homem é um Dan Brown à portuguesa, é genial. Em primeiro lugar, os títulos conseguem logo cativar os leitores. Este nem é dos mais apelativos mas a ilustração soberba da capa ajuda. Consegue na longa história entrelaçar na perfeição os factos verídicos com o que não aconteceu mas poderia muito bem ter acontecido tal como a prosa descreve. Típico do seu estilo, como se veria mais tarde nas outras produções não técnicas, e aproveitando a brutalidade da época conturbada em que a acção decorre, a depravação e em particular a violência atingem píncaros e requintes sádicos de proporções que só um filme ou série sobre o Apocalipse poderiam vir a ter. Não nos podemos esquecer que a derradeira parte da Bíblia foi redigida nesta época.

- Veredicto - Mais matança que no «Braveheart», mais violência que no «Jogo/Guerra/O Que Quer Que Seja dos Tronos», mais perversão que uma biografia do Marquês de Sade, mais sexo que na secção de pornografia dum clube de vídeo da Época Croma, este é um livro que transmite uma mensagem de amor, fraternidade e virtudes cristãs mas que nem por isso se adequa pròpriamente aos meninos da catequese. É incrível o que por ali se lê. Postos os nossos olhos em semelhante matéria, depressa nos interrogamos sobre a quanto recalcamento existia na mente de Eurico Cebolo! É um caso autêntico só que numa proporção diferente de Dr. Jeckill e Senhor Hide. E o mais preocupante é que adoramos! O livro é maçudo mas excelente. Faz lembrar uma telenovela brasileira só que sem «cafagestes» e «jararacas» e, por muito difícil que possa parecer, mais brutalidade e lascívia. Imaginemos um Baratheon a passear pelo Red Light District. Não é ao acaso que Eurico Cebolo terá escrito alguns argumentos para histórias da clássica revista «Gina». Aliás, é tão longo o seu alcance de intelecto que terá servido de influência à obra da escritora americana Sherrilyn Kenyon. Claro que também há quem teorize que ela é sua filha mas essa é outra história.

O melhor de tudo isto é que há mais nove livros do género com toda a sorte de depravações e títulos muito sugestivos, a saber:




Alguma dúvida?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Maleita público-privada: descriminação na Saúde

Este é um caso real. Como estes, quantos não se poderão contar?

Contou-me uma pessoa que há umas semanas (sim, há quem tenha mais que fazer que dar às teclas) telefonou a uma clínica para marcar um exame.
- É pelo público ou pelo privado? - perguntaram-lhe do lado de lá. A resposta deu-se com a naturalidade do costume nestas ocasiões:
- É pelo público.
- Pelo público? - perguntou a funcionária da clínica - Pelo público só lá para 6 de Maio.
Pelo desenrolar da conversa, chegou a cliente à conclusão de que se marcasse por meio de um serviço privado ou por conta própria, seria atendida com maior brevidade. Ao invés, fazendo o exame por intermédio do Serviço Nacional de Saúde, terá de ficar relegada para depois dos sobreditos, que, pelos vistos, são prioritários. É que o lucro está primeiro e a saúde vem só  depois.

Nem digo que clínica é esta pois tamanha descarada descriminação seria decerto circunstância causadora de grande vergonha e mau-estar entre os responsáveis.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Caca Raw : Flash Gordon x Flesh Gordon

Mais uma gigantesca confrontação hoje no ringue cibernético do Pombocaca. De um lado temos o clássico de cinema de 1980 «Flash Gordon». Inspirado nas famosas revistas de banda desenhada da época da Grande Depressão, eis um filme com más interpretações, efeitos especiais patéticos mesmo para a época, montagem horrível e um rol sem fim de inverosimilhanças, estupidez e até planetologia de bradar aos céus. Do outro lado, uma paródia que uns dizem ser pornográfica mas que não passa de cómico-malandreca, apesar de se ver por ali um ou dois pirilaus. Vindo dos confins de 1974, eis «Flesh Gordon», de igual inspiração mas muito melhor montado, em qualquer que seja o sentido, e interpretado e que até faz rir o «Menino da Lágrima».

«Flash» ataca com um golpe poderoso alegando não ser um filme rasca e ter ficado na História do Cinema. «Flesh» riposta em força com o facto de que o adversário ficou para a História, sim, mas como de uma porcaria que demonstra como não se deve fazer um filme. «Flash» deixa o oponente de queixo desconjuntado ao arrear-lhe uma banda sonora da autoria dos lendários Queen. Ui, que até o Freddy Mercury se deve ter arrepiado com esta sarrafada! «Flesh» contra-ataca com sucesso exibindo melhores qualidades técnicas mesmo sem o apoio de grandes bandas e orçamentos avultados. Credo, até espirrou sangue! «Flash» mostra-se com seriedade, «Flesh» com trocadilhos nos nomes das personagens do tipo de Dr. Jerkoff (Dr. Zarkov) ou Imperador Wang (Ming).

«Flash» agride o adversário com uma mostra de actrizes boas como o milho e «Flesh» arrasa o atacante com actrizes igualmente boazonas... e nuas! Oh, que esta doeu!

E agora? Quem vai vencer? Quanto a ti eu não sei mas quer-me cá parecer que deste duelo sangrento, quem sai a ganhar é o «alternativo».

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Imortais, eles «andem» aí...

Já alguém reparou que há malta pela qual os anos parece que não passam? É que uma coisa é ver gente que parece que não muda ou muda pouco porque nos habituamos a lidar um ano dia-a-dia com ela e não nos apercebemos do seu envelhecimento e outra é nós compararmos imagens da mesma pessoa com um lapso de tempo enorme e verificarmos que, efectivamente, o tempo parece que não passa mesmo por elas. E isto deixa-nos taralhoucos, a matutar até rebentar com a caixa dos fusíveis. Será que há imortais? Eu cá não acredito mas reconheço que há alguns indivíduos que parecem ser parentes do Duncan McLeod. Vamos dar uma vista de olhos a três deles.





1 - Quem és tu, Zé Gato? Ora, é Orlando Costa, o actor que encarnou a personagem há mais de 30 anos. Veja-se ele na série e na telenovela actualmente em exibição «A Única Dama», quer dizer, «Mulher».
Pronto, vá, é puxada, eu sei, mas este é daqueles actores que nunca morrem.



2 - Julio Iglésias. O Nuno Markl tem razão no que diz na «Caderneta de Cromos», o homem parece quase igual ao que era nos anos 70!!! Até a mesma pele franzida e tudo.

3 - Jorge Jesus/ Conde de Castelo Melhor, um exemplo clássico já alvo duns Zarolhos de Água. Para quem não se lembra, eis a comparação entre o treinador, agora do Sporting e por este andar não por muito tempo e o antigo chefe de governo de Dom Afonso VI.


Alguns benfiquistas dirão que se houvessem retratos de Judas, lá se veria o nosso Jorge... Previsível, não?

Que a caca esteja convosco!!!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Cinema Purgatório: «Guerra das Estrelas XXX, Episódio IV: Um Novo Buraco»

Ainda alguém por aí se lembra de ter lido os «S-Files», uma paródia aos «Ficheiros Secretos» de aí há uns 15 anos atrás? Há uma parte em que os agentes da CONTROL Mara Skumy e Fox Luizinho chegam à Universidade do Mato Escarapão e a bandidagem/comunidade académica local está a ter uma aula que consiste no visionamento de uma versão muito alternativa do Episódio IV da «Guerra das Estrelas», o mais antigo da saga. Pois os bacanos que escreveram aquilo foram visionários. É que, longos anos passados, Alex Braun trouxe-nos a concretização dessa cena. Mais ou menos porque não existe nenhuma Universidade do Mato Escarapão.

«Guerra das Estrelas XXX, Episódio IV: Um Novo Buraco» é uma comédia pornográfica mas está de tal modo tão bem feita que, se esquecermos as partes óbvias do género, como se isso fosse possível, ficaria bem à frente de grande parte da produção da História do Cinema, bem melhor classificado mesmo do que alguns nomes sonantes da Sétima Arte. Aliás, havia uma versão cortada do filme disponível no Youtube e que podia ser vista sem problemas por qualquer pessoa.

A narrativa segue paralela ao filme de George Lucas, pelo que a história é a mesma, ao contrário do que acontece com os episódios I, II e III da saga «Star Whores», que pouco mais que uma muito leve inspiração têm a ver com os equivalentes de «Star Wars». Há, no entanto, alguns previsíveis desvios, como a falta de pilhas no sabre de luz, a «tortura» de Darth Vader, a ordinarice subentendida do R2D2 directamente proporcional à aparente lascivo-mariquice do C3PO, Chewbacca a «despachar» militares do Império ou a «cerimónia prévia» às condecorações,
que fazem pequenas diferenças de maior na história. Apesar de não haverem muitas cenas de... «acção», o filme está muito bom para o género. Num sentido mais amplo, é genial e consiste numa paródia de qualidade. Nesta fita, são tantas as piadolas acessórias, as citações, as referências e aqueles docinhos surpresa (não me refiro aqui a soldados imperiais, gentes das areias ou à Princesa Leia) que é garantida a satisfação de qualquer fã da «Guerra das Estrelas».

Eu gostei.

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal de 2015 do Pombocaca

Caros amigos.

Chegámos novamente àquela que é a mais peculiar das épocas do ano, aquela em que, quer o desejemos quer não, o comportamento das pessoas muda. Há crise? Há sim, cada vez mais. E no entanto, é ver toda a gente numa azáfama de dar cabo dos nervos, atafulhada em intermináveis bichas de trânsito e nas superlotadas superfícies comerciais, a esbanjar fortunas e pôr as suas economias em cheque, senão mesmo em défice. É ver uns a estoirar o que têm e o que não têm e outros a aproveitarem-se disso para daí obterem avultados rendimentos. E ai do desgraçado polvo, peru ou bacalhau que se atravesse pelo caminho. Porquê esta agitação e mercantilização, em suma, o esvaziamento ridículo de conteúdo em prol de uma bem repleta de decoração fachada consumista de uma época festiva já de si tão cheia de vida. Não seria a crise económica uma boa razão para nos virarmos para nós próprios e pensarmos em solucionar uma crise bem pior: a de valores, a cultural? Porque não esquecermos só por um bocado a loucura do comércio e olharmos para o que realmente interessa nestes dias? A união, a confraternização, a família, seja ela de sangue ou de afecto. Lembremo-nos do pobre Menino Jesus, nascido naquela fria noite num pobre estábulo de Belém, há tanto tempo, contemplado pela sua família e por aqueles que ali se chegaram, pelo gado que o aconchegava, todos unidos por laços muito além de qualquer mesa farta ou palete de presentes, embora não se conhecessem. É que o melhor presente que se pode dar e receber é a vida e essa faz-se a cada momento de partilha. A sós não se vive, apenas se deixa o tempo passar. Portanto, refreemos os nossos ímpetos consumistas, as nossas desavenças e ódios e encaremos o futuro para além destes tempos agitados e que se adivinham mais atribulados com um sorriso, confiança e mãos dadas com o próximo, nem que seja o nosso animal de estimação. Bem podemos acreditar que ele decerto terá muito mais de humano do que muitos que o dizem ser. Amigo desse lado, não sejas besta, revela o humano que há em ti. Olha para a cena daquele presépio original de há mais de 2000 anos e toma parte na esperança que deve unir todos: vive e faz viver.

É de vida que se alimenta o calor humano.

Muito feliz Natal, uma excelente passagem de ano, que 2016 traga toda a saúde, alegria e desejos benévolos tão ansiada e que a caca esteja com todos vós.



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

«Rock» com «C» grande é...

Tenho visto um anúncio de televisão do Continente em que falam de «rock com C grande» e eu fico cá a pensar que, ou há aqui uma enorme confusão ou eu sou um depravado ou a malta que engendrou esta campanha publicitária é depravada. É que, se não estou em erro, «rock» com «C» grande, isto é, maiúsculo, é... «Cock»! Ora se o meu conhecimento da língua inglesa não é assim tão fraco, «cock» pode ser uma de duas coisas:
E na segunda imagem eu não me refiro ao senhor do meio.

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...

A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!