segunda-feira, 11 de abril de 2016

Uma paulada nos queixos? Não, dois tabefes.

Agora que Pires de Lima já não é ministro, descobrimos que sempre nos podíamos entreter um pouco com João Soares. Pena é que não tenha sido por muito tempo, uma vez que também já foi ao ar.

Analisemos a situação de maneira objectiva e nua e crua.
Bom, talvez não seja necessário assim tão nua e crua. A questão é simples. João Soares não cai nas boas graças de Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente. Como se alguém lhes caísse em graça. Neste sentido, tinham tido já um despique em 1999. Ora a semana passada,num artigo de opinião para o jornal «Público», Augusto Seabra reabre as feridas dizendo que, em quatro meses de ministério, o responsável governamental não terá apresentado qualquer política para o sector que tutela. De facto, alega que João Soares apresenta «tão só um estilo de compadrio, prepotência e grosseria» e que não tem «qualificações particulares para o cargo». Ainda acrescenta que o gabinete de Soares é «uma confraria de socialistas e maçons». Vai daí e o agora ex-ministro da Cultura respondeu-lhe no Facebook:
«Em 1999 prometi-lhe publicamente um par de bofetadas. Foi uma promessa que ainda não pude cumprir. Não me cruzei com a personagem, Augusto M. Seabra, ao longo de todos estes anos. Mas continuo a esperar ter essa sorte. Lá chegará o dia. Ele tinha, então, bolçado sobre mim umas aleivosias e calunias. Agora volta a bolçar, no "Publico". É estória de "tempo velho" na cultura. Uma amiga escreveu: "vale o que vale, isto é: nada vale, pois o combustível que o faz escrever é o azedume, o álcool e a consequente degradação cerebral. Eis o verdadeiro vampiro, pois alimenta-se do trabalho (para ele sempre mau) dos outros."
Estou a ver que tenho de o procurar, a ele e já agora ao Vasco Pulido Valente, para as salutares bofetadas. Só lhes podem fazer bem. A mim também.»
E pronto, foi a desgraça. Daqui a um escândalo, a uma recusa em pedir desculpas, às desculpas apresentadas por António Costa e ao natural pedido de demissão de João Soares foi um passinho muito curto, daqueles de bebé.

Muita gente critica o João Soares e diz dele alhos e bugalhos, fala em abuso de poder, ameaça, prepotência, perigo para a Democracia... Eu confesso que não sou simpatizante dele nem do pai. Portanto, considero-me isento o suficiente para opinar sobre o assunto. Pessoalmente, acho isto tudo uma enorme sucessão de birras de gaiatos, gente com idade para ter juízo, com mente de criança em corpo grande.

João Soares não devia ter declarado o que declarou. A sua posição de governante não se coaduna com volatilizações caprichosas de humores. Responder a provocações é rebaixar-se e demonstrar a falta de nobreza que é exigida a quem tem assento nos lugares cimeiros do poder. Ai ele é um aventalinho republicano? Ah bom, tudo explicado. Também não creio que ele fosse, de facto, dar um par de bofetadas nos visados. Isso pagava eu para ver. O mais provável é que o tenha dito num sentido figurado ou então, não o sendo, muito inconsciente.

Augusto Seabra e Vasco Púlido Valente também não se portaram bem. Espera-se de quem escreva para a comunicação social e, consequentemente, ajude a moldar a opinião pública, que o faça de modo claro e objectivo. Se pretendiam visar o ministro, podiam tê-lo feito noutros moldes. Eu também podia dizer que, sei lá, a Chanceler da Alemanha, alvo fácil, tem, sei lá, um negócio de tráfico de cromos do Pikachu com LSD incorporado e usa a Administração Federal para os fazer chegar a cada canto da União Europeia. Mas isto é assim, para dizer barbaridades, qualquer palerma serve, até eu. Se de facto se pretendia acusar João Soares de algo ilícito, então teriam de sacar das cartas nas mangas e apresentarem provas concretas, ou, pelo menos, linhas de raciocínio coerentes.

Neste sentido, acho mal tamanhos ataques, nem todos justificados, ao ex-ministro enquanto os comentadores ficam livres que qualquer mácula. Havendo consequências, deveria havê-las para ambas as partes e na devida proporção.

Pagava mesmo para ver tareia a três entre eles... e não era só no Caca Raw!

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


terça-feira, 5 de abril de 2016

Greve de fome mas com jeitinho

Sempre que eu oiço falar em greves de fome, eu fico com a pulga atrás da orelha, daí eu costumar a banhar-me em Pecusanol, o que é chato porque já não se fabrica e agora só lá vai com Caniaves. É que se a greve de fome passa por não comer, então nesse caso há fome e não a ausência dela. Correctamente, deveria ser chamada «greve de alimentação». Caso contrário, para sermos coerentes, uma acção de recusa em trabalhar como forma de protesto seria também designada de «greve de trabalho», o que não faz sentido porque estamos a não trabalhar, não a fazer greve... trabalhando.

Estabelecido este ponto de partida, vamos aonde eu queria chegar com esta lenga-lenga. Recentemente, foi o julgamento dos activistas angolanos detidos sob a acusação de prepararem uma tentativa de golpe de Estado. Como é previsível, foram condenados, ainda que com penas relativamente simbólicas para o espectável em casos e sítios destes. Pois que o José Eduardo dos Santos não é nenhum santo e tampouco o são os que o rodeiam, já nós sabemos há muitos anos. Se os activistas são ou não inocentes ou culpados da acusação que lhes é feita, isso também não sabemos ao certo. Pessoalmente, parece-me muito inverosímil que meia dúzia de músicos de baixa qualidade estivessem a tentar levar a cabo uma tão grande acção. Agora, acho é que a forma de protesto que tem sido mais recorrente, a greve de fome, chamemos-lhe assim por uma errada questão de hábito, não é a mais acertada.

Em primeiro lugar, não dá muita credibilidade a alguém fazer «greve de fome» e, quando a coisa está a a dar para o torto, parar para depois, quando a situação está mais estável, arranjar um pretexto e retomar a greve. É aquilo a que o Saramago chamaria «As Intermitências da Fome». Ai é «da Morte»? Não interessa, eu também nunca fui muito apreciador do Sir Magoo, acho que ele não sabe escrever e eu sei bem do que falo pois também não sei escrever, segundo dizem os ilustres membros da Academia das Ciências. Regressando ao caso em apreciação, sim, eu refiro-me ao famoso Coati, perdão, Luaty Beirão. Coati sem ofensa, que considero um animal muito interessante e fofinho. Ora, um idealista convicto leva a sua demanda até ao fim. Tem é de saber como levar a sua luta avante. Portanto, se ela enveredou pela «greve de fome», teria de a levar até ao fim. Não era era sensato enveredar por ela, como se verá adiante. O ideal era tomar um outro caminho mais sensato. Sim, refiro-me também ao activista do mesmo grupo, que iniciou agora outra «greve de fome» e ameaça suicidar-se.

Em segundo lugar, esta forma de luta nestas circunstâncias, e, para dizer a verdade, em qualquer ocasião, é uma tremenda estupidez. «Ai eu não concordo com a situação. Vou deixar de comer até morrer ou suicidar-me como forma de protesto.» Força, é isso mesmo que os visados pelo protesto querem. Vou dizê-lo de maneira muito simples para ser bem compreendido: amigos, eles estão-se marimbando para um opositor que morre, é menos um que anda aqui a chatear-lhes a cabeça. Mais: se a comunicação social dá alguma relevância a protestos destes, a população em geral não lhes liga e até acha idiota. Lamento, meus caros, mas, por muita que seja a vossa razão, e eu acredito que sim, o Embaixador Itinerante de Angola está certo neste aspecto.

Em suma, quem quer alcançar algum objectivo, deixe-se de ideias que não levam a lado nenhum. Deixar de comer é parvoíce, alimentai-vos mas é que é para haver força e discernimento para levar as convicções avante, de preferência de maneira inteligente, sim? Não é difícil, a razão está do lado da verdade.

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 3 de abril de 2016

Ganha juízo...

Após os recentes ataques terroristas em Bruxelas, o Estado Islâmico que não o é mas faz de conta ameaçou Portugal e a Hungria.
Vamos lá ver se eu percebi bem. Ameaçar... Portugal... e a... Hungria?! É só um instante.
MUHAHAHAHAHA!!!
Ai que caraças! Se não fosse vindo da maltasa de quem veio, eu entenderia isto como algo saído de alguma comédia foleira. Ora ameaçar Portugal e a Hungria, AHAHAHAHAHAHAHAH... não faz qualquer sentido. Mas será que alguma coisa faz sentido naquela gentinha que tem a mania que quer mandar no Mundo? Pois, bem me parecia. Piadas à parte e analisando a situação de um ponto de vista sério e objectivo, é evidente que o conteúdo da ameaça, não a ameaça em si, só aparenta ter lógica se esta provier de um renegado português que se juntou aos jiadistas ou de um parvalhão que se julga com muita gracinha, se é que uma e outra circunstância não são coincidentes. Apoia esta hipótese o facto dos ataques que foram levados a cabo terem sido protagonizados por gente que vivia ou conhecia os locais onde estes se deram e não por elementos vindos de fora. Portanto, uma ameaça é sempre motivo de precaução mas fazê-la à Hungria... e a Portugal? PfHUHAHAHAHAHAHAHAH!!! Que parvoíce, nós, que somos duas gigantescas potências militares e anti-paspalho-jiadistas?! Isso só merece uma resposta:

AHAHAHAHAHAHAHAH!!! Portugal e Hungria... Por favor, é só ir ali visitar a sanita antes que se dê um novo dilúvio, desta vez pelas pernas abaixo! AHAHAHAHAHAHAH!

Que a caca esteja convosco!

Ahahahahahahahahahah!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

P.P.S.: Palmira já se foi, sacanas!

AHAHAHAHAHAHAHAHAH!!!

domingo, 20 de março de 2016

Crítica Literária: «Cruz de Fogo», de Eurico Augusto Cebolo

Já há uns quantos anos que eu possuo um livro que me ofereceram, autografado pelo autor e tudo. Quantas vezes não passei por ele e o agarrei sem o ler? Só Deus sabe. Porém, apenas depois de ouvir o programa radiofónico de Nuno Markl «Caderneta de Cromos» e a sua reedição na M80 nos quais a obra era abordada é que ganhei coragem para finalmente esfolhear «Cruz de Fogo».

Eurico Augusto Cebolo, célebre músico, compositor e escritor, ficou conhecido pela sua vasta obra literária que envereda por duas correntes, uma ficcional e outra, de maior renome, didáctica, a qual versa sobre a facilidade na aprendizagem da música e do manuseio de instrumentos digitais. Até agora, conta com 10 romances e 51 livros técnicos. Eis alguns títulos mais conhecidos do género musical.
Tão ingénuos e inocentes que nós éramos naqueles tempos... Hoje seria impensável.
Acho que já dá para ter uma ideia. Pois a certa altura da sua vida, o nosso amigo músico decidiu dar asas à sua imaginação e dedicar-se à ficção. Assim assistimos à chegada de «Cruz de Fogo».


- Género - Romance, editado no Porto pelo próprio autor e publicado em 1986.

- Organização - 427 páginas divididas em Dedicatória, Agradecimento, Prefácio de Ernâni Rosas e 28 capítulos.

- História -A par dos acontecimentos históricos que ocorrem desde o dia da crucifixacão de Jesus Cristo, em Jerusalém, até à dramática queda do Imperador Nero, em Roma, a narrativa acompanha a vida trágica de Miriam e sua família e amigos, muitos deles não por muito tempo. Acontece de tudo a Miriam, desde ser cegada a ser feita escrava, maltratada à fartazana, usada, marcada com ferros em brasa e ora perder ora reencontrar familiares e elos perdidos até à condenação à fogueira durante as cruéis perseguições movidas aos cristãos.

- Crítica -No que diz respeito ao aspecto da edição deste e outros volumes da colecção, está excelente para uma edição de autor: muito bem encadernada e esplendidamente ilustrada por J. Tavares segundo indicações do próprio Eurico Cebolo, «segundo reza a lenda», já lá dizia a amiga Livreira Anarquista. Aquilo, meus caros, é arte.
Quanto à escrita, nota-se que, nesta fase primordial da produção literária, o autor ainda não estava muito acostumado à ficção. A escrita é rica, detalhada e de vocabulário abundante e variado. Contudo, tem uma certa tendência para repetir algumas palavras, às quais não se daria notícia não ser o seu uso pouco corrente, como são os casos, entre outros, de «estertor», «torpe» e seus familiares e, principalmente, «opróbrio».
No que concerne à narrativa, que posso eu dizer? O homem é um Dan Brown à portuguesa, é genial. Em primeiro lugar, os títulos conseguem logo cativar os leitores. Este nem é dos mais apelativos mas a ilustração soberba da capa ajuda. Consegue na longa história entrelaçar na perfeição os factos verídicos com o que não aconteceu mas poderia muito bem ter acontecido tal como a prosa descreve. Típico do seu estilo, como se veria mais tarde nas outras produções não técnicas, e aproveitando a brutalidade da época conturbada em que a acção decorre, a depravação e em particular a violência atingem píncaros e requintes sádicos de proporções que só um filme ou série sobre o Apocalipse poderiam vir a ter. Não nos podemos esquecer que a derradeira parte da Bíblia foi redigida nesta época.

- Veredicto - Mais matança que no «Braveheart», mais violência que no «Jogo/Guerra/O Que Quer Que Seja dos Tronos», mais perversão que uma biografia do Marquês de Sade, mais sexo que na secção de pornografia dum clube de vídeo da Época Croma, este é um livro que transmite uma mensagem de amor, fraternidade e virtudes cristãs mas que nem por isso se adequa pròpriamente aos meninos da catequese. É incrível o que por ali se lê. Postos os nossos olhos em semelhante matéria, depressa nos interrogamos sobre a quanto recalcamento existia na mente de Eurico Cebolo! É um caso autêntico só que numa proporção diferente de Dr. Jeckill e Senhor Hide. E o mais preocupante é que adoramos! O livro é maçudo mas excelente. Faz lembrar uma telenovela brasileira só que sem «cafagestes» e «jararacas» e, por muito difícil que possa parecer, mais brutalidade e lascívia. Imaginemos um Baratheon a passear pelo Red Light District. Não é ao acaso que Eurico Cebolo terá escrito alguns argumentos para histórias da clássica revista «Gina». Aliás, é tão longo o seu alcance de intelecto que terá servido de influência à obra da escritora americana Sherrilyn Kenyon. Claro que também há quem teorize que ela é sua filha mas essa é outra história.

O melhor de tudo isto é que há mais nove livros do género com toda a sorte de depravações e títulos muito sugestivos, a saber:




Alguma dúvida?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Maleita público-privada: descriminação na Saúde

Este é um caso real. Como estes, quantos não se poderão contar?

Contou-me uma pessoa que há umas semanas (sim, há quem tenha mais que fazer que dar às teclas) telefonou a uma clínica para marcar um exame.
- É pelo público ou pelo privado? - perguntaram-lhe do lado de lá. A resposta deu-se com a naturalidade do costume nestas ocasiões:
- É pelo público.
- Pelo público? - perguntou a funcionária da clínica - Pelo público só lá para 6 de Maio.
Pelo desenrolar da conversa, chegou a cliente à conclusão de que se marcasse por meio de um serviço privado ou por conta própria, seria atendida com maior brevidade. Ao invés, fazendo o exame por intermédio do Serviço Nacional de Saúde, terá de ficar relegada para depois dos sobreditos, que, pelos vistos, são prioritários. É que o lucro está primeiro e a saúde vem só  depois.

Nem digo que clínica é esta pois tamanha descarada descriminação seria decerto circunstância causadora de grande vergonha e mau-estar entre os responsáveis.

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Caca Raw : Flash Gordon x Flesh Gordon

Mais uma gigantesca confrontação hoje no ringue cibernético do Pombocaca. De um lado temos o clássico de cinema de 1980 «Flash Gordon». Inspirado nas famosas revistas de banda desenhada da época da Grande Depressão, eis um filme com más interpretações, efeitos especiais patéticos mesmo para a época, montagem horrível e um rol sem fim de inverosimilhanças, estupidez e até planetologia de bradar aos céus. Do outro lado, uma paródia que uns dizem ser pornográfica mas que não passa de cómico-malandreca, apesar de se ver por ali um ou dois pirilaus. Vindo dos confins de 1974, eis «Flesh Gordon», de igual inspiração mas muito melhor montado, em qualquer que seja o sentido, e interpretado e que até faz rir o «Menino da Lágrima».

«Flash» ataca com um golpe poderoso alegando não ser um filme rasca e ter ficado na História do Cinema. «Flesh» riposta em força com o facto de que o adversário ficou para a História, sim, mas como de uma porcaria que demonstra como não se deve fazer um filme. «Flash» deixa o oponente de queixo desconjuntado ao arrear-lhe uma banda sonora da autoria dos lendários Queen. Ui, que até o Freddy Mercury se deve ter arrepiado com esta sarrafada! «Flesh» contra-ataca com sucesso exibindo melhores qualidades técnicas mesmo sem o apoio de grandes bandas e orçamentos avultados. Credo, até espirrou sangue! «Flash» mostra-se com seriedade, «Flesh» com trocadilhos nos nomes das personagens do tipo de Dr. Jerkoff (Dr. Zarkov) ou Imperador Wang (Ming).

«Flash» agride o adversário com uma mostra de actrizes boas como o milho e «Flesh» arrasa o atacante com actrizes igualmente boazonas... e nuas! Oh, que esta doeu!

E agora? Quem vai vencer? Quanto a ti eu não sei mas quer-me cá parecer que deste duelo sangrento, quem sai a ganhar é o «alternativo».

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Imortais, eles «andem» aí...

Já alguém reparou que há malta pela qual os anos parece que não passam? É que uma coisa é ver gente que parece que não muda ou muda pouco porque nos habituamos a lidar um ano dia-a-dia com ela e não nos apercebemos do seu envelhecimento e outra é nós compararmos imagens da mesma pessoa com um lapso de tempo enorme e verificarmos que, efectivamente, o tempo parece que não passa mesmo por elas. E isto deixa-nos taralhoucos, a matutar até rebentar com a caixa dos fusíveis. Será que há imortais? Eu cá não acredito mas reconheço que há alguns indivíduos que parecem ser parentes do Duncan McLeod. Vamos dar uma vista de olhos a três deles.





1 - Quem és tu, Zé Gato? Ora, é Orlando Costa, o actor que encarnou a personagem há mais de 30 anos. Veja-se ele na série e na telenovela actualmente em exibição «A Única Dama», quer dizer, «Mulher».
Pronto, vá, é puxada, eu sei, mas este é daqueles actores que nunca morrem.



2 - Julio Iglésias. O Nuno Markl tem razão no que diz na «Caderneta de Cromos», o homem parece quase igual ao que era nos anos 70!!! Até a mesma pele franzida e tudo.

3 - Jorge Jesus/ Conde de Castelo Melhor, um exemplo clássico já alvo duns Zarolhos de Água. Para quem não se lembra, eis a comparação entre o treinador, agora do Sporting e por este andar não por muito tempo e o antigo chefe de governo de Dom Afonso VI.


Alguns benfiquistas dirão que se houvessem retratos de Judas, lá se veria o nosso Jorge... Previsível, não?

Que a caca esteja convosco!!!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Cinema Purgatório: «Guerra das Estrelas XXX, Episódio IV: Um Novo Buraco»

Ainda alguém por aí se lembra de ter lido os «S-Files», uma paródia aos «Ficheiros Secretos» de aí há uns 15 anos atrás? Há uma parte em que os agentes da CONTROL Mara Skumy e Fox Luizinho chegam à Universidade do Mato Escarapão e a bandidagem/comunidade académica local está a ter uma aula que consiste no visionamento de uma versão muito alternativa do Episódio IV da «Guerra das Estrelas», o mais antigo da saga. Pois os bacanos que escreveram aquilo foram visionários. É que, longos anos passados, Alex Braun trouxe-nos a concretização dessa cena. Mais ou menos porque não existe nenhuma Universidade do Mato Escarapão.

«Guerra das Estrelas XXX, Episódio IV: Um Novo Buraco» é uma comédia pornográfica mas está de tal modo tão bem feita que, se esquecermos as partes óbvias do género, como se isso fosse possível, ficaria bem à frente de grande parte da produção da História do Cinema, bem melhor classificado mesmo do que alguns nomes sonantes da Sétima Arte. Aliás, havia uma versão cortada do filme disponível no Youtube e que podia ser vista sem problemas por qualquer pessoa.

A narrativa segue paralela ao filme de George Lucas, pelo que a história é a mesma, ao contrário do que acontece com os episódios I, II e III da saga «Star Whores», que pouco mais que uma muito leve inspiração têm a ver com os equivalentes de «Star Wars». Há, no entanto, alguns previsíveis desvios, como a falta de pilhas no sabre de luz, a «tortura» de Darth Vader, a ordinarice subentendida do R2D2 directamente proporcional à aparente lascivo-mariquice do C3PO, Chewbacca a «despachar» militares do Império ou a «cerimónia prévia» às condecorações,
que fazem pequenas diferenças de maior na história. Apesar de não haverem muitas cenas de... «acção», o filme está muito bom para o género. Num sentido mais amplo, é genial e consiste numa paródia de qualidade. Nesta fita, são tantas as piadolas acessórias, as citações, as referências e aqueles docinhos surpresa (não me refiro aqui a soldados imperiais, gentes das areias ou à Princesa Leia) que é garantida a satisfação de qualquer fã da «Guerra das Estrelas».

Eu gostei.

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Mensagem de Natal de 2015 do Pombocaca

Caros amigos.

Chegámos novamente àquela que é a mais peculiar das épocas do ano, aquela em que, quer o desejemos quer não, o comportamento das pessoas muda. Há crise? Há sim, cada vez mais. E no entanto, é ver toda a gente numa azáfama de dar cabo dos nervos, atafulhada em intermináveis bichas de trânsito e nas superlotadas superfícies comerciais, a esbanjar fortunas e pôr as suas economias em cheque, senão mesmo em défice. É ver uns a estoirar o que têm e o que não têm e outros a aproveitarem-se disso para daí obterem avultados rendimentos. E ai do desgraçado polvo, peru ou bacalhau que se atravesse pelo caminho. Porquê esta agitação e mercantilização, em suma, o esvaziamento ridículo de conteúdo em prol de uma bem repleta de decoração fachada consumista de uma época festiva já de si tão cheia de vida. Não seria a crise económica uma boa razão para nos virarmos para nós próprios e pensarmos em solucionar uma crise bem pior: a de valores, a cultural? Porque não esquecermos só por um bocado a loucura do comércio e olharmos para o que realmente interessa nestes dias? A união, a confraternização, a família, seja ela de sangue ou de afecto. Lembremo-nos do pobre Menino Jesus, nascido naquela fria noite num pobre estábulo de Belém, há tanto tempo, contemplado pela sua família e por aqueles que ali se chegaram, pelo gado que o aconchegava, todos unidos por laços muito além de qualquer mesa farta ou palete de presentes, embora não se conhecessem. É que o melhor presente que se pode dar e receber é a vida e essa faz-se a cada momento de partilha. A sós não se vive, apenas se deixa o tempo passar. Portanto, refreemos os nossos ímpetos consumistas, as nossas desavenças e ódios e encaremos o futuro para além destes tempos agitados e que se adivinham mais atribulados com um sorriso, confiança e mãos dadas com o próximo, nem que seja o nosso animal de estimação. Bem podemos acreditar que ele decerto terá muito mais de humano do que muitos que o dizem ser. Amigo desse lado, não sejas besta, revela o humano que há em ti. Olha para a cena daquele presépio original de há mais de 2000 anos e toma parte na esperança que deve unir todos: vive e faz viver.

É de vida que se alimenta o calor humano.

Muito feliz Natal, uma excelente passagem de ano, que 2016 traga toda a saúde, alegria e desejos benévolos tão ansiada e que a caca esteja com todos vós.



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

«Rock» com «C» grande é...

Tenho visto um anúncio de televisão do Continente em que falam de «rock com C grande» e eu fico cá a pensar que, ou há aqui uma enorme confusão ou eu sou um depravado ou a malta que engendrou esta campanha publicitária é depravada. É que, se não estou em erro, «rock» com «C» grande, isto é, maiúsculo, é... «Cock»! Ora se o meu conhecimento da língua inglesa não é assim tão fraco, «cock» pode ser uma de duas coisas:
E na segunda imagem eu não me refiro ao senhor do meio.

Que a caca esteja convosco!

P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Refinada Selecção: «Darth Vader Apaixonado»

Eu já vi muitas coisas estranhas na Internet mas isto é fenomenal até no domínio da bizarria. Trata-se de um excerto de um espectáculo de Peter Serafinowicz, o qual ficou conhecido pelos espectadores como «Darth Vader Apaixonado», que é para não descolarmos da temática do artigo anterior. O nome diz tudo e deixa-nos sem palavras de tanto rir. Eis o vídeo, presente no Youtube:


Resta-nos a dúvida. Será que a Padmé Amidala também se virou para o Lado Negro, neste caso mais um Lado Cor-de-Rosa, numa forma igualmente metalizada e a modos que «ciborg» ou será que o grande vilão da «Guerra das Estrelas» voltou a descobrir o significado do amor numa espécie de congénere sua?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Está quase aí... a Guerra das Estrelas... de novo!

Mais alguns dias e estará em exibição nos cinemas o Episódio VII da «Guerra das Estrelas». É verdade. Dia 18, os fãs de uma das mais emblemáticas séries da História da Sétima Arte poderão pôr os seus deliciados olhos n'«O Despertar da Força».

Confesso, estou em pulgas para ver! No entanto, estou também com algum receio. Não é à toa que se mexe e acrescenta uma obra quase mítica. Para mais, este é o primeiro filme da saga sem a chancela do seu mestre criador, George Lucas, o que tanto aumenta a expectativa quanto o medo de algo correr mal. E por outro lado, que mais há a dizer depois da morte da figura central desta narrativa fantástica de ficção científica, Anakin Skywalker, aliás Lord Darth Vader?

Darth Vader em boa companhia.
(Isto é que vai ser cá uma «storm»... «trooper»...)

Bom, tudo isso só saberemos e veremos esclarecido no dia em que se fizer luz a todos os agraciados com o dom da visão que a este deleite se quiserem e poderem entregar. Até lá e depois disso, que a caca, perdão, a Força esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Pequenas dúvidas ambientais: de nada serve reduzir as emissões

Como é sabido, está a decorrer em Paris mais uma cimeira de líderes mundiais com vista a tentar obter um compromisso que possa resolver os problemas ambientais ou, pelo menos, minimizá-los. Parece que, como sempre, o entendimento está complicado e quase que posso apostar que da reunião vai sair pouco mais que nada. O problema, segundo o meu ponto de vista, é que as questões ambientais têm sido tratadas como um negócio que, invariàvelmente, acaba por sair prejudicial aos países menos desenvolvidos e que passam por maiores dificuldades. Veja-se, a título de exemplo, o que se tem verificado com o vergonhoso comércio de direitos de emissões de gases com efeito de estufa, um esquema engendrado de modo a que os países adquirem a bom preço uns aos outros os direitos de poluir o ar. Claro que os países mais pobres acabam sempre por abdicar da sua capacidade de produção industrial e consequente desenvolvimento a troco de alguns tostões extra, sempre necessários e preciosos para eles mas que para os mais industrializados e, portanto, ricos, não passam de bagatelas. Ora, acima de tudo, os líderes mundiais têm de encarar o problema como tudo menos como um negócio, como tem sido sempre.

Em segundo lugar, tem-se falado muito nestes últimos anos do aquecimento global e dos gases com efeito de estufa, à base de carbono. Já sabemos que as temperaturas estão a aumentar. A questão, aliás sistemàticamente ocultada, é que em períodos anteriores da História da Terra, os níveis de dióxido de carbono, entre outros do mesmo género, na atmosfera foram muito superiores sem que as temperaturas aumentassem. Mais: que não se consegue estabelecer um padrão que relacione a industrialização e o aumento da concentração desses gases carbónicos com capacidade de efeito de estufa com um aumento das temperaturas do planeta. E no entanto, a Terra aquece. Eu, na minha suprema ignorância sobre o assunto, e não estou a ser irónico nem sarcástico, chego a uma conclusão.

Talvez a mera redução das emissões de gases com efeito de estufa seja inútil sem um outro passo essencial: a retenção do que é emitido. O mar, os glaciares e a vegetação são os maiores reservatórios de dióxido de carbono do Mundo. O mar tem sido maltratado a todos os níveis, o aquecimento global tem feito derreter o gelo dos glaciares e as florestas aniquiladas um pouco por todo o lado. Podemos impedir o gelo de derreter? Não, a não ser que consigamos travar o aumento da temperatura. Mas podemos ser bem mais cuidadosos com o mar? Sem dúvida. E podemos investir numa benéfica reflorestação geral do Mundo, benéfica não só para o clima e o ambiente em geral mas também em termos económicos. É que as temperaturas noutros períodos foram inferiores com concentrações de carbono superiores talvez porque existia vegetação onde hoje há betão e devastação e essas plantas, juntamente ao mar e aos glaciares, eram gigantescos reservatórios desse elemento.

É uma mera ideia minha mas talvez dê que pensar, não?

Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Portugal Pesqueiro Nocivo (ou «Os Piscículo-Enfardadores da Biodiversidade)?

Um estudo apresentado pela Global Footprint Network, entidade responsável pelo cálculo da pegada ecológica, aponta Portugal como tendo um consumo de peixe que é prejudicial à biodiversidade do Mundo.

Ora vamos lá ver se eu percebo. A frota de pesca portuguesa é comparativamente diminuta, muito mais pequena do que foi há 20 anos, em muitos aspectos artesanal ou de pequena mecanização e composta quase totalmente por traineiras de reduzidas dimensões e nós somos prejudiciais ao ambiente? Quer dizer, as frotas espanhola ou grega, por exemplo, são muito maiores, de navios maiores e melhor equipados e Portugal é que é prejudicial? A frota japonesa anda por todo o lado e faz tábua rasa de tudo o que apanha à frente e Portugal é que é prejudicial?! Por outro lado, imaginemos que há um país qualquer no meio dum dos oceanos, um qualquer a que vamos chamar, sei lá, Zeburna. Imaginemos que esse país tem apenas um habitante e que ele come um quilo de peixe todos os dias, até porque pouco mais há lá para comer. Isso quer dizer que Zeburna terá um consumo médio de 365 quilos de peixe por pessoa por ano, algo que várias pessoas em Portugal comem. Quero com isto dizer que a estatística é enganadora pois o consumo relativo, expresso em percentagem, apenas fornece um dado abstracto quando o que varia mesmo é a quantidade de peixe em relação ao número de comensais.

Acho que alguém está a ver mal a coisa. Agora com licença, vou comer ali uma linguiça ou uma salsicha que é para ver se fico canceroso mais depressa.

Francamente...


Que a caca esteja convosco!


P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Crítica Literária: «A Monga e o Lindo Ismael», de Guilhermina Filipe

Há mais de um ano, submetemos à análise os exemplares que nos chegaram às mãos de «A Ponte» e «A Pastora Liza», ambos de Guilhermina Filipe. Estremecemos, nem sei se de riso se de pânico. Pois agora vamos surpreender-nos com «A Monga e o Lindo Ismael», da mesma autora.

- Género - Trata-se também de um romance, daqueles cuja temática passa, como é costume, por uma previsível relação que se diria morganática, algo muito do género do que se escrevia na segunda metade do século XIX. Foi publicada em Dezembro de 2014.

- Organização - Nenhuma em particular. É uma edição de autor de 41 páginas de texto corrido sem nenhuma divisão por capítulos.

- História - Uma rapariga orfã, Rosali, vive num casebre apartado da aldeia, na companhia de um cão, um gato e um rebanho de cabras. É como um bichinho: de modos abrutalhados, anti-social e de mau agrado para os outros, para o que também muito contribuem os trapos esfarrapados em que se embrulha, as botifarras esfuracadas e o cabelo desgrenhado. A população da aldeia não gostava dela. Certo dia, cruza-se no campo com Ismael, filho do merceeiro, moço de simpatia e instrução, e ele fica deslumbrado com ela, vendo aquilo que ninguém mais consegue ver. Desde então, passa a observá-la e vai-lhe deixando secretamente livros para ela ler e se ir instruindo. Aos poucos, ela vai-se dando conta de novos saberes e realidades e torna-se numa verdadeira dama, em nada inferior às prendadas moçoilas da aldeia.

- Crítica - Como é hábito, o livro está pejado de erros e gralhas. Logo na suposta página de rosto, damos com um título diferente do que vem na capa, com «Isamel» em vez de «Ismael». Ao longo de 42 páginas (a última está em branco), temos o título no cabeçalho também com «Isamel» e a nossa dúvida quanto ao nome do rapaz só se desfaz quando ele aparece na história com o nome «Ismael». 

Desta vez, dei-me ao trabalho de contar as falhas de escrita. Esquecendo os tais 43 Isaméis e limitando-me apenas ao texto, contei de relance 251 faltas de pontuação, 30 de acentuação e 104 erros ortográficos. Ao menos, desta vez o nome da autora veio bem escrito: «Guilhermina» e não «Ghilhermina». Vejamos alguns exemplos caricatos de lapsos e coisas que ninguém percebe bem o que é que a autora quis dizer com aquilo.

Página 11 - «Porque ali não havia pão de borla para ninguém, quem quisesse comer tinha que cavalo.»

Página 21 - «O mesmo rodilho de trapos como uma heroína de Cabul.»

Página 27 - «Dissidiram»

Página 31 - «de forma abruta»

Como já vimos na crítica aos anteriores livros, a escrita não parece obedecer a nenhum princípio regulamentado, embora aqui se tenda a aproximar ao infeliz Pseudo-Acordo de 1990/2009. Ainda assim, está muito melhor no aspecto da ortografia que os dois antecessores.

Logo a seguir, continua a insistência com nomes bizarros. Compreende-se a ideia de querer dar um ar deslocalizado ao romance mas para isso davam-se nomes estranhos a todos. Assim, no meio de vários Josés, um António, uma Rosa ou um Serafim, aparece uma Zuleida e uma Rosali. Zuleida é invulgar quanto baste e soa a algo saído da mente perversa de uma madrinha de há algumas décadas ou dum filme de ficção científica alternativa da década de 70. Já estou a ver: «Super Zuleida e os Quebra-Cometas da Galáxia»! Radical, não? Já «Rosali» é daquelas coisas. Porque não Rosa, Rosalinda, Rosália ou Rosélia? Ismael, enfim, não é comum mas não é invulgar demais.

Mais: a autora farta-se de divagar, o que até nem sempre é mau, embora dê por vezes a sensação de que se está a empalhar o discurso por haver nele falta de conteúdo. Pode ser só do meu terrível gosto e mau feitio mas acho que, em 41 páginas, falta acção.

Por último, fica-se com a sensação de que já vimos esta história algures e de que a atracção do Ismael pela Rosali é mais rápida e precipitada que os casamentos n'«As Pupilas do Senhor Reitor».

- Veredicto - O livro tem um ponto muito negativo: as constantes porradas que a língua portuguesa sofre, quase tão más quanto as que a Academia das Ciências afinca. A história é curta e quase passa despercebida no meio das descrições e divagações. Chega-se ao fim com um sentimento de que devia haver algo mais, tendo em conta que a introdução abarca perto de um terço da prosa e que a história acaba em suspenso, deixando um futuro desenlace aos critérios da imaginação dos leitores. Este romance assemelha-se muito ao d'«A Pastora Liza», embora muito amansado e sem tiques sacados do P.R.E.C.. Aquela da moça, não «mossa», orfã e do rapaz que regressou dos estudos faz lembrar muito o referido clássico de Júlio Dinis ou «A Rosa do Adro» (Rosa, Rosali?), de Manuel Maria Rodrigues, muito semelhante em muitos aspectos ao outro e publicado apenas quatro anos depois. Dá que pensar. 

Contudo, e deixando de lado o quanto nos podemos rir ou chorar com as calinadas gráficas, este livro constitui uma notável evolução em relação a «A Ponte» e a «A Pastora Liza», o que me leva a deixar um apelo à autora para não desistir e continuar a tentar mas que pense bem e reveja tudo antes de publicar mais qualquer coisa. O talento está lá, tem é de ser explorado e um dia há-de revelar-se.

Em suma, não é grande coisa mas é legível. Venha o seguinte!

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Jogos on-line, bolas de pêlo e fronteiras

Temos, mais uma vez assistido com horror aos ataques também na Europa daquele grupo de cabeças de serradura que se dizem muçulmanos mas não pescam uma pitada de Islamismo e, ainda assim, criaram um «Estado Islâmico» que nada mais tem feito que semear o pânico e a destruição. Depois das mais recentes chacinas levadas a cabo em Paris, assiste-se agora a uma operação em larga escala em Bruxelas.

Esta situação muito perigosa aliou-se à já de si grave situação de hordas de gente fugida de Iraque, Síria e arredores, onde a morte se avizinhava como um panorama de futuro cada vez mais próximo. Esta ocorrência veio deixar à mostra aquilo que há muito se dizia, que uma União Europeia, não uma Europa, como erradamente se insiste em dizer, a uma só voz é uma missão quase impossível.

Há uma coisa que me mete impressão e que decerto dificulta o entendimento e distribuição dos refugiados. Para além do número avultado de deslocados, estes têm uma curiosa e insistente vontade em ir, nem que seja à força, como por vezes se tem visto, para um destino do qual todos nós se possível fugimos: a Alemanha. Porquê?

Muitas teorias há que procuram explicar o porquê desta deslocação em massa, as quais oscilam entre a simples fuga à guerra e a invasão. Há dias contaram-me até o quão curioso é verificar que, no jogo «Empire Earth», quando um adversário virtual está prestes a ser derrotado, automàticamente dispersa a sua própria população na direcção do inimigo de forma a estas criarem colónias e virem a tornar-se problemáticas. Curiosa equiparação com a realidade mas que peca em dois aspectos:
1 - o Estado Islâmico não tem população própria, conta com os desgraçados que não têm outro remédio senão irem sendo parasitados pelos novos senhores e com a colheita de criminosos que ali se ajunta;
2 - a ralé que força a saída desta gente das suas terras-natal não se contenta em causar atrocidades só por lá mas aonde quer que chegue a sua influência, seja pela Ásia, África ou Europa, acabando por espalhar o medo mesmo onde os refugiados esperavam encontrar sossego.
Na minha opinião, acho que os refugiados apenas esperam procurar paz (mas na Alemanha, estarão todos doidos?) e fugir a um quotidiano de pânico constante. Pode é dar-se ao caso de, entre todos aqueles inocentes, virem ocultados certos bandidos, escória jiadista, indivíduos que abdicaram da sua condição humana para passarem a ser bicharada daninha. Sim, malta que dá cabo dos outros e de si própria em benefício de chicos-espertos que os manipulam e passam os seus dias na segurança dos seus covis. E é aqui que começa uma das grandes fraquezas da União Europeia, talvez a maior: o Acordo Schengen.

Nem todos os países da União aderiram a este acordo e há alguns que o firmaram e não pertencem à União. Essencialmente, é o tratado que permite a livre circulação de pessoas e bens entre os estados-signatários, o que na prática consiste na abolição das fronteiras. A crise dos refugiados já tinha levado a que alguns países restabelecessem o controlo das fronteiras a título provisório e os mais recentes ataques terroristas em França e o desenrolar dos acontecimentos na Bélgica levaram à tomada de decisões nesse sentido. Fala-se, portanto, em se se deveria alterar, suspender ou acabar com o Acordo Schengen. Curiosamente, muitos políticos, talvez não escaldados, ou pelo menos não o suficiente, com os acontecimentos dos últimos tempos, dizem que não, que isso seria impensável, um atentado à essência da União Europeia e uma cedência ao jogo sujo dos terroristas. E eu olho para semelhantes declarações e penso se estarão doidos ou se o doido serei eu e eles sãos.

Para mim, o Acordo Schengen foi, desde o primeiro dia, uma asneira. Verdade seja dita, a sua implementação facilitou muito as trocas comerciais, os serviços e as viagens de muita gente. Deixou de ser necessária toda uma burocracia só para dar um saltinho ao outro lado da fronteira. A chatice é que isto aplica-se tanto a quem é bem intencionado como aos maraus que dedicam a sua vida ao crime. Desde a abolição das fronteiras que um criminoso pode atravessar a Europa de ponta a ponta sem dar cavaco a ninguém. Foi a melhor coisa que podia ter acontecido para esta gentinha! Deste modo, eu considero que este acordo foi das maiores asneiras que os políticos alguma vez fizeram a nível internacional, principalmente aquela canalha de europeístas-federalistas. Salvação não tem, nem sequer modo de o modificar. Portanto, o que eu acho que devia ser feito era restabelecer, evidentemente, o controlo de fronteiras. Não quer dizer que tivesse de se voltar à mesma dose de papelada antes exigida ou às taxas alfandegárias mas não seria defeito, antes grandiosamente proveitoso, que se procedesse sempre a uma fiscalização e registo de pessoas e mercadorias. Deste modo, a circulação mantinha-se livre, apenas condicionada a verificações, e assim se poderiam detectar cargas e bagagens ilícitas e fulanos alvos do interesse das autoridades nos postos fronteiriços.

Respeitante ao que decorre em Bruxelas neste momento, afirmo com franqueza que nada sei. No entanto, e no seguimento do que tem sido feito, passo a dar umas dicas a esses bandalhos do Estado Pseudo-Islâmico».

Reunião entre François Hollande, James Cameron e Charles Michel. 


O que os cidadãos dos países livres têm a dizer aos idiotas jiadistas.
Outras coisas que nós podemos ter a dizer-lhes.

Este até parece um gremlin.

Um fã do Joker.
O como os estropícios dos jiadistas vão ficar depois de nós lhes darmos uma sova.

Alguma dúvida?

Que a caca esteja convosco!



P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...

A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!