Não sei se já alguém reparou naquele anúncio aos chocolates Lion, aquele em que há um grupo de pessoas a ver uma casa e então há um dos indivíduos que joga uma dentada a um chocolate e dá um rugido tal que afugenta os restantes a ponto do dono lhe entregar a chave e fugir. Eu não sei se existe alguma relação se não mas o protagonista desta possessão leonina:
- ou é filho, neto, sobrinho, primo ou irmão mais novo do célebre vocalista dos Ena Pá 2000 e eterno candidato a candidato à Presidência da República, Manuel João Vieira;
- ou é uma versão jovem do mesmo vinda do passado lá com o Doc e o Martin McFly no DeLorean do «Regresso ao Futuro»;
- ou é um eventual irmão gémeo separado à nascença do referido irmão Catita vindo do passado lá com o Doc e o Martin McFly no DeLorean do «Regresso ao Futuro».
Quem tiver ocasião de ver o anúncio, depressa chegará à mesma conclusão. A sério! É que são a cara chapada um do outro... para aí com uns 20 ou 30 anos de diferença...
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 15 de novembro de 2015
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Alerta psiquiátrico, Bruno de Carvalho à solta!
Alerta de Rilhafoles
Atenção, aviso a toda a população. Há um paciente à solta. O indivíduo é do sexo masculino, certa e determinada altura, cabelo escuro e olhos da cor que tem. O seu nome é Bruno de Carvalho e afirma ser presidente do Sporting Clube de Portugal, como se algum lá aguentasse desde o tempo em que o Sousa Cintra jantava com árbitros em Canal Caveira e mesmo assim não ganhava pêvas. Sofre de um elevado grau de desordens que lhe causam um discurso incongruente, com frequência de conteúdo conspirativo e em simultâneo a mostras de aptidão para a contabilidade alternativa, em particular da restauração e de pontuações no campeonato de futebol.
A quem porventura se cruzar ou saber do paradeiro deste paciente, por favor, contacte o número de telefone (01) 69 30 xpto ou qualquer outro que eu inventar à pressa ou então envie uma carta, postal ilustrado, telegrama ou mensagem de telegrafo para o contacto que deve estar a passar em rodapé ou então nem por isso.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Guardas/selvagens destes não quero!
O Mundo ficou recentemente horrorizado com a morte de pelo menos 62 elefantes no Parque Natural de Hwange, no Zimbabué. De acordo com o jornal inglês «Telegraph», os elefantes terão sido mortos com veneno colocado nas suas comidas pelos próprios guardas do parque! Para além do simples envenenamento, despedaçaram os corpos dos animais. O argumento para um acto tão atroz será o de terem o seu parco ordenado com um mês em atraso.
Se bem me lembro, já vi muitas situações de gente com muitos meses de ordenados em atraso. Que fazemos nós nestas condições? Matamos? Destruímos? Não, protestamos. Um pouco de barulho, gente a arrolhar e bater tachos pelas ruas e pouco mais. Dizem-me que a noção que estes «profissionais» têm do dever é diferente da nossa e que eles não encaram a profissão como «o teu dever é este» mas sim como «tu és pago para fazeres isto». Consequentemente, se não são pagos, não só não têm de defender como se vêem no direito de exercer uma represália sobre o alvo daquilo que os faz trabalhar sem disso receberem benefícios. Na minha maneira de ver, esta argumentação é um completo disparate. Um indivíduo que não tem noção de dever, pior ainda neste caso que implica proteger seres indefesos, e comete barbaridades deste calibre, não tem qualquer humanidade em si pois subverte a um inexplicável capricho o que de mais elementar faz de um fulano uma pessoa, um humano. Vendo o sucedido, interrogo-me quanto ao que farão estes sujeitos em casa, às suas famílias, e como se relacionarão com os outros. Decerto nada bem pois os monstros, como eles mostraram ser, nunca fazem coisas boas.
Com guardas destes, mais valia o parque ter ficado à mercê dos caçadores furtivos. Não desejo mal a ninguém e não sei se sobram ainda animais selvagens naquele parque mas se uma manada de elefantes der cabo do canastro destes «guardas», eu de certeza que não ficaria triste.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Luso-Masoquismos
Às vezes até fico a pensar que o Marquês de Pombal até tinha razão quando dizia que os Portugueses só andavam bem se acicatados por um chicote. Calma, não é que eu defenda uma terapia desta natureza. É que por vezes parece que muitas pessoas gostam mesmo de sofrer e isso mete-me tanta confusão que sinto-me quase tentado a dar-lhes uma ajudinha. Vejamos dois exemplos do que eu pretendo demonstrar.
1 - Passámos 4 anos a fazer manifestações, a acusar o Governo de tudo e mais alguma coisa e a exigir a sua demissão para, agora que chegaram as eleições, sociais-democratas e centristas voltarem a ganhá-las. Quer dizer, as pessoas odeiam tanto os governantes da última legislatura e aquilo que eles as fizeram passar que lhes conferem um novo mandato. Boa... Entretanto, os restantes partidos consideram ter condições para constituir uma alternativa de governo e ainda há quem se insurja contra. Não é que eu confie nos socialistas, comunistas, verdes ou bloquistas, muito mas mesmo muito longe disso. Eu acho é que P.S.D. e C.D.S. tiveram 4 anos para mostrar o que eram capazes de fazer e fizeram... muitas asneiras e maldades. É provável que António Costa e Companhia também venham a fazer o mesmo mas ao menos há que lhes dar a oportunidade. Se também não valerem nada, faz-se funcionar a Democracia: mandam-se os embora e elegem-se outros. Agora solução estável e duradoura, a que temos sabemos que não é e a alternativa pode sê-la ou não. Mas isto digo eu, que não gosto de sofrer.
2 - Foi apresentada uma estatística pela DECO em que, entre outras informações quanto ao endividamento das famílias, ficamos a saber que as prioridades de consumo entre a população nos nossos dias são água, electricidade, pacotes completos de multimédia (televisão, telefone e Internet) e, só na quarta posição, alimentação. Espera lá, terei visto e ouvido bem? Então a alimentação não é prioritária? Caramba, é a garantia de sobrevivência, o superior interesse de qualquer organismo! Como podem haver pessoas que acham audiovisuais mais importantes que a via para a manutenção da vida? Fiquei estupefacto! Talvez se as pessoas que assim pensam ficassem só com computadores, televisores e telemóveis, mais nada, sem comida, começassem a pensar de outra maneira. Ao fim de uns dois dias, se tanto, garanto que iriam idolatrar migalhas de pão duro com bolor! Fico a pensar se não haverá algo de muito mais doente para além do óbvio na nossa sociedade. Mas isto digo eu, que não gosto de sofrer.
Deixemo-nos de sofrimentos e já agora também de parvoíces e façamos um pequeno esforço por usar os nossos neurónios. Tenhamos juízo, sim?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Houve gente a obrar...
Muitas vezes passo por lugares onde vejo fazerem obras que me deixam a questionar quanto ao que vai na cabeça dos responsáveis. Pior ainda quando elas abrangem edifícios antigos. E nem se imagina a quantidade e (falta de) qualidade do que se faz. Hoje vou expor duas situações e deixar que o muito hipotético leitor fique a pensar e veremos se chega ou não às mesmas conclusões que eu. São meros exemplos num vasto universo de coisas feitas ou em curso que nos dão que pensar.
1 - Estação de Caminhos-de-ferro de Albufeira. Perdão, Albufeira - Ferreiras, que aí há uns anos lembraram-se de lhe acrescentar um apêndice ao nome. Tive oportunidade de passar várias vezes por aquilo que sobra desta outrora grande estação e vi que estavam em obras. Disseram-me, não sei se é verdade se não, que toda a gente nos trabalhos, dos operários aos encarregados, era ucraniana ou similar, nem um único português lá havia. «Oh, Diabo...», pensei logo eu. Não é por nada de xenofobia, é por uma compreensível falta de familiaridade com a estética e sensibilidade portuguesa, o que faz toda a diferença. Ora o que havia da Casa da Espera, o edifício principal, era isto.
A cobertura era sustentada por estrados e asnas de madeira, já em avançado estado de degradação. Foi substituído por vigas e asnas de betão armado assentes sobre lintéis de betão armado e tijolo. Para colmatar o lapso entre as vigas do estrado e as asnas sobre as quais assentavam, encheram o espaço com uma carreira de tijolos em cada ponto necessário. Por fim, foi colocada uma cobertura de novas telhas, também lusas, como as que já lá estavam, talvez desde há uns 40 anos ou mais.
À partida, tudo bem, certo? Não. A execução técnica dos novos suportes das coberturas foi decerto boa mas qualquer um que olhe para estrados e asnas antigas, em madeira, e depois para os novos, em betão, nota que a diferença de pesos é considerável. Os lintéis feitos para receber as estruturas de suporte das coberturas ajudam e muito a evitar que o peso extra colocado acima faça abrir as paredes pelos beirais. No entanto, e por muito boa que seja a alvenaria com que edificaram o prédio, boa como jamais se voltará a fazer, não sei se, a médio prazo, a estrutura não começará a acusar o efeito da tensão causada por tão grande carga.
No que respeita à estética, o resultado foi desastroso. As asnas deveriam ter sido mais estreitas, de modo a que as telhas da cobertura fossem recair sobre o beirado. Daqui resultou que agora há uma espécie de degrau entre o beirado e o resto da cobertura, agora com um aspecto ligeiramente mais acachapado do que antes. Não tenho imagens mas dá para ter uma ideia, não dá?
Antevejo uma nova intervenção daqui por não mais de 20 anos, com muita sorte.
2 - Passei a semana passada pelo Concelho de Odemira e fiquei admirado com uma obra que andavam a fazer. Ao longo de vários quilómetros, andavam a estender um tubo de duas polegadas à beira da estrada. Uma vez que passa parelho aos cabos e postes de telefone, pensámos, à partida, que a intenção seria de meterem agora os cabos de telefone por debaixo do chão. Compreensível, dados os roubos de cabos e destruições de postes necessárias para o efeito. A tarefa é difícil, tendo em conta o terreno irregular e as cheias frequentes, mas é possível. Tal não foi o espanto quando um morador local disse que a intenção era abastecer de água a aldeia de Pereiras-Gare através daquele tubinho e trazendo-a não se sabia ainda se da Estação de Sabóia, a 4km, ou de Santa Clara-a-Velha, a cerca de 6 ou 7km! Para além do espanto de tamanha absurdidade, resta-nos a suspeita de que talvez nada disto tenha sido ao acaso, se é que me faço entender. Mas é só uma suspeita, nada mais, diz quem apenas ouviu dizer.
Dá ou não dá que pensar?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Quem não gosta da política?
Quando se fala na política, no que é que nós pensamos? Sim, em coisas más. Corrupção, má língua, compadrios, laxismo... Basta ver a campanha eleitoral que hoje termina, graças a Deus. Os pontos positivos? Sei lá, há algum? Pontos negativos: mais uma campanha vazia de propostas em que se antevê que tudo só não vai ficar na mesma porque vai sempre para pior. Assim é a nossa política, porca, desesperançada e aparentemente sem remédio que não seja um toque de desfibrilhador no máximo. Mas nem toda a política é assim.
Na festa do 110º aniversário do Partido Conservador da Dinamarca, isto em Março, na altura em que a minha torradeira cibernética teve de ir a arranjos, uma militante de 20 anos, Nikita Klaestrup, surpreendeu ao aparecer com um... elegante vestido preto. Quem não entende o que nós estamos a «conservar», eis uma amostra.
Já agora, vamos apreciar também a cara do amigo de uma outra fotografia.
Portanto, restam-nos duas perguntas. Se isto é ser conservadora, o que faria se fosse radical?
E agora, quem é que não gosta da política? Política desta é que faz falta em Portugal para... animar os eleitores!
Que a caca esteja convosco!
P.S. (quem dera ao de cá chegar a este calibre)
: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
«Ajuda» ilegal
A Comissão Europeia queixa-se que a ajuda prestada pelo Governo Português aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo é ilegal. Se provocar propositadamente a falência de uma empresa pública lucrativa é ajudar, então sim, a ajuda foi ilegal.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Anacronismos e lapsos televisivos
Muitas vezes, estamos a ver televisão ou um filme e damos de caras com algumas falhas, coisas do género da troca de mãos do Anakin Skywalker n'«A Ameaça Fantasma» ou da autópsia ao extraterrestre naquela farsa famosa de há anos. Hoje trago à baila dois desses casos.
Primeiro: «Santa Bárbara». A telenovela nem precisava de começar para ter uma irregularidade. É que, por razões de saúde para uma eventual futura descendência, não podem haver mulheres mineiras. É uma actividade que envolve risco de contaminação que afecta ambos os sexos mas que o feminino pode transmitir através do seu ventre a um hipotético bebé seu. No caso dos homens, não há esse problema pois a contaminação fica com eles. Houve ou há uma mineira, é verdade, mas isso é um caso excepcional, como muitas coisas que fogem às regras hoje em dia.
Segundo e muito mais estranho: o anúncio do Intermarché. À primeira vista, alguém dirá logo que o que falha é o tipo, que se torna cada vez mais feio à medida que o tempo passa e que troca um jipe Toyota por um qualquer carro moderno. Por muito bom que seja, não supera o jipe. Mas não, não é isso. Logo no início, aparece que é 1991 e a mãe manda o moço levar 50$00 e ir às compras. Ele agarra numa nota de 50$00 daquelas com a figura da Rainha Santa Isabel, uma destas.
E é aí, quando ele lhe joga as mãos, que nós dizemos:
- Não, não leves essa, não te serve, não vais poder comprar nada, não, não não... ah... já fizeste asneira...
Porquê? É que aquele modelo de nota já saiu de circulação a 30 de Junho de 1987.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Crítica Literária: «Bifes Mal Passados» de João Magueijo
Hoje tenho uma sugestão altamente indigesta para presentear os nossos (inexistentes) leitores: «Bifes Mal Passados; Passeios e Outras Catástrofes Por Terras de Sua Majestade», da autoria de João Magueijo, célebre astro-físico com várias publicações sobre o assunto e formulador da Teoria da Velocidade Variável da Luz.
- Género - É um pseudo-guia ou roteiro marado de viagens cheio de úteis advertências, aquilo a que os Bifes e o autor designam por «rough guide».
- Organização - Esta edição da Gradiva apresenta-se com 187 páginas divididas em 12 capítulos, Epílogo, Nota do Autor e, curiosamente no fim, Agradecimentos e Dedicatória. O Capítulo 9 é um tratado desdobrado em 15 itens.
- Crítica - Começamos logo com dois apontamentos peculiares. O tipo de ar sonolento na capa parece o economista Camilo Lourenço. A sério! Basta comparar as imagens abaixo. A obra é dedicada, entre outros, a Isabel II! Posto isto, vamos ao ataque.
A leitura requer do leitor alguma prática entre os escritos de modo a perceber o correcto significado das frases em consequência da escassa e muito deficiente e, apesar disso, amiúde mal colocada pontuação, em especial vírgulas e pontos finais. Aspas e travessões são uma raridade, o que nos leva a duvidar por vezes, se nos falhar a atenção, quanto a se determinada passagem é narração, pensamento, fala ou citação. A construção das próprias frases é, muitas vezes, atentatória do ponto de vista gramatical. Tudo isto nos leva a chegar a três conclusões: o entusiasmo com que o livro foi escrito e (não) revisto, a falta de prática do autor na escrita e o hábito do emprego da língua inglesa. Note-se que muitas frases têm uma construção típica da literatura inglesa, não portuguesa. Acrescente-se que esta é a primeira obra do autor em português.
Os palavrões são tão abundantes quanto n'«O Anjo Mais Estúpido», de Christopher Moore. Tão? Quase com certeza que mais. Não havia necessidade de tanta brejeirice. Pode conferir alguma graça ao discurso mas quando é demais, como aqui, acaba-se por cair no erro, por exemplo, das constantes cenas de nudez e sexo no filme «O Mistério da Estrada de Sintra», película já de si boa mas em que se recorreu ao modo mais fácil de cativar espectadores, mais ou menos como a Soraia Chaves em todos os filmes e anúncios onde apareça. Não é que eu me queixe.
Volta e meia e vem à baila o assunto central da vida britânica: comida má e bebedeiras, algo essencial para um livro desta natureza.
Perante tão rico e aprofundo estudo aos Bifes, o autor peca num ponto ou outro do conteúdo. De assinalar há o constante na página 180: «Aqui ninguém fica chocado por um Professor Catedrático [maiúsculas desnecessárias] dizer caralho [faltam aspas], o escândalo seria o Senhor Professor Doutor [idem] não publicar ideias novas. Portugal é o preciso oposto.» Pois é, meu caro. Lá não termos por cá ideias novas é um sabido mal mas fica sempre mal largarmos impropérios boca-fora. Um professor catedrático não o faz, pelo menos em público, e quem diz este diz outro dignitário, por uma questão de respeito e boa educação. Para mais, a educação deve ser directamente proporcional à instrução, ou seja, quanto mais instruído um indivíduo é, maior obrigação tem ele em ser bem educado.
- Veredicto - Hilariante, fidedigno e genial. Demonstra não só a insana realidade das Ilhas Britânicas como dá a entender que o nosso amigo cientista também andou/anda metido numas valentes loucuras. Terá sido contaminado pela bifice ou é só efeito da vacina?
Imperdível, leitura obrigatória a quem quiser compreender os povos britânicos, Ingleses em particular, e rir às custas deles. Rir ou chorar, a avaliar pelo calibre das enormidades. Mostra que têm tudo para viverem bem e terem um país genial mas não são capazes de darem o passo em frente, rumo à inteligência. Quase tão grave, mostra que nós somos obrigados a ir para lá e lugares que tais para podermos vir a ser alguém na vida.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
- Género - É um pseudo-guia ou roteiro marado de viagens cheio de úteis advertências, aquilo a que os Bifes e o autor designam por «rough guide».
- Organização - Esta edição da Gradiva apresenta-se com 187 páginas divididas em 12 capítulos, Epílogo, Nota do Autor e, curiosamente no fim, Agradecimentos e Dedicatória. O Capítulo 9 é um tratado desdobrado em 15 itens.
- Crítica - Começamos logo com dois apontamentos peculiares. O tipo de ar sonolento na capa parece o economista Camilo Lourenço. A sério! Basta comparar as imagens abaixo. A obra é dedicada, entre outros, a Isabel II! Posto isto, vamos ao ataque.
A leitura requer do leitor alguma prática entre os escritos de modo a perceber o correcto significado das frases em consequência da escassa e muito deficiente e, apesar disso, amiúde mal colocada pontuação, em especial vírgulas e pontos finais. Aspas e travessões são uma raridade, o que nos leva a duvidar por vezes, se nos falhar a atenção, quanto a se determinada passagem é narração, pensamento, fala ou citação. A construção das próprias frases é, muitas vezes, atentatória do ponto de vista gramatical. Tudo isto nos leva a chegar a três conclusões: o entusiasmo com que o livro foi escrito e (não) revisto, a falta de prática do autor na escrita e o hábito do emprego da língua inglesa. Note-se que muitas frases têm uma construção típica da literatura inglesa, não portuguesa. Acrescente-se que esta é a primeira obra do autor em português.
Os palavrões são tão abundantes quanto n'«O Anjo Mais Estúpido», de Christopher Moore. Tão? Quase com certeza que mais. Não havia necessidade de tanta brejeirice. Pode conferir alguma graça ao discurso mas quando é demais, como aqui, acaba-se por cair no erro, por exemplo, das constantes cenas de nudez e sexo no filme «O Mistério da Estrada de Sintra», película já de si boa mas em que se recorreu ao modo mais fácil de cativar espectadores, mais ou menos como a Soraia Chaves em todos os filmes e anúncios onde apareça. Não é que eu me queixe.
Volta e meia e vem à baila o assunto central da vida britânica: comida má e bebedeiras, algo essencial para um livro desta natureza.
Perante tão rico e aprofundo estudo aos Bifes, o autor peca num ponto ou outro do conteúdo. De assinalar há o constante na página 180: «Aqui ninguém fica chocado por um Professor Catedrático [maiúsculas desnecessárias] dizer caralho [faltam aspas], o escândalo seria o Senhor Professor Doutor [idem] não publicar ideias novas. Portugal é o preciso oposto.» Pois é, meu caro. Lá não termos por cá ideias novas é um sabido mal mas fica sempre mal largarmos impropérios boca-fora. Um professor catedrático não o faz, pelo menos em público, e quem diz este diz outro dignitário, por uma questão de respeito e boa educação. Para mais, a educação deve ser directamente proporcional à instrução, ou seja, quanto mais instruído um indivíduo é, maior obrigação tem ele em ser bem educado.
- Veredicto - Hilariante, fidedigno e genial. Demonstra não só a insana realidade das Ilhas Britânicas como dá a entender que o nosso amigo cientista também andou/anda metido numas valentes loucuras. Terá sido contaminado pela bifice ou é só efeito da vacina?
Imperdível, leitura obrigatória a quem quiser compreender os povos britânicos, Ingleses em particular, e rir às custas deles. Rir ou chorar, a avaliar pelo calibre das enormidades. Mostra que têm tudo para viverem bem e terem um país genial mas não são capazes de darem o passo em frente, rumo à inteligência. Quase tão grave, mostra que nós somos obrigados a ir para lá e lugares que tais para podermos vir a ser alguém na vida.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Esquizofrenia Rodo-Ferroviária
De vez em quando, o Governo surpreende os cidadãos com mais umas ideias peregrinas, coisa típica dos políticos da Terceira República quando o tema versa sobre mais do que aborto, regionalização e União Europeia, o que já de si é mais da mesma parvoíce. Eu até gostaria de ter escrito isto há uns meses, quando a ideia saiu, antes de ser aplicada, mas a minha torradeira é como já se sabe e, enfim, tenho de me haver com o que há.
Qual a bizarria desta vez? Unir Estradas de Portugal à REFER. Vamos lá ver se eu percebo. A Junta Autónoma das Estradas foi extinta, retalhada e parcialmente privatizada. A Companhia dos Caminhos-de-ferro Portugueses também já foi desfeita em pedaços. Agora agarra-se numa fracção da J.A.E. e noutra da C.P. e juntam-se... mas os meios de cada uma das partes mantêm-se dispersos.
Eu reconheço que a esperteza nunca foi o meu forte. Há quem nasça com uns quantos neurónios mais ou menos e há outros cujo Tico e Teco nasceram já em curto-circuito, que é que se há-de fazer? Mas não seria mais prático, fácil, simples, barato e natural juntar o que é de cada área? Talvez, sei lá, reunificar a J.A.E. e a C.P.? É que me parece que o modelo que no Governo apresenta, duas coisas sem relação ficam juntas mas acabam por não ter jurisdição sobre outras coisas de ada área. O novo organismo não será nem ave nem morcego e já se sabe no que é que isso dá, não é? Mas isto digo eu, que sou obrigado a reconhecer que há um estúpido ignorante aqui.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Qual a bizarria desta vez? Unir Estradas de Portugal à REFER. Vamos lá ver se eu percebo. A Junta Autónoma das Estradas foi extinta, retalhada e parcialmente privatizada. A Companhia dos Caminhos-de-ferro Portugueses também já foi desfeita em pedaços. Agora agarra-se numa fracção da J.A.E. e noutra da C.P. e juntam-se... mas os meios de cada uma das partes mantêm-se dispersos.
Eu reconheço que a esperteza nunca foi o meu forte. Há quem nasça com uns quantos neurónios mais ou menos e há outros cujo Tico e Teco nasceram já em curto-circuito, que é que se há-de fazer? Mas não seria mais prático, fácil, simples, barato e natural juntar o que é de cada área? Talvez, sei lá, reunificar a J.A.E. e a C.P.? É que me parece que o modelo que no Governo apresenta, duas coisas sem relação ficam juntas mas acabam por não ter jurisdição sobre outras coisas de ada área. O novo organismo não será nem ave nem morcego e já se sabe no que é que isso dá, não é? Mas isto digo eu, que sou obrigado a reconhecer que há um estúpido ignorante aqui.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Debates decisivos?! Onde?!
Esta era boa de ter sido publicada antes dos badalados confrontos mas não pôde ser e isto é o que se arranja.
Todos ouvimos até à exaustão aquelas constantes publicidades aos dois debates que iriam defrontar Passos Coelho e António Costa, em especial o transmitido pela primeira vez nas três estações de televisão. Todos ouvimos vários comentadores afirmarem, tal como os anúncios, que os debates iam ser decisivos para o resultado do escrutínio. A todos esses e a quem acredita nessa cantilena eu digo que largue a chupeta e acorde para a realidade.
Um debate nunca é decisivo para um resultado de eleições. A apresentação de medidas ronda a nulidade, a argumentação das vantagens e desvantagens de determinada proposta defendida em detrimento de outras ronda o zero e o índice de balelas tende para mais infinito. Para dizer a verdade, qualquer tempo de antena consegue ser mais esclarecedor que um debate entre candidatos. Então se assim é, porque é que nós parecemos ter uma adoração por debates? Simples, é o nosso lado animalesco a falar mais alto. Quer queiramos reconhecer quer não, a maioria de nós aprecia ver uma espécie de luta de galos encapotada, em que mandam bocas foleiras uns aos outros e areia para os olhos dos eleitores, ou nem que seja só pela curiosidade de ver como é que cada candidato reage às provocações alheias. Para que um debate fosse decisivo para o resultado de eleições, era preciso que acontecesse algo muito fora do normal, como, sei lá, um dos candidatos mostrar as suas cuecas com uma cruz suástica, mandar manguitos directamente ao público ou chamar anormais aos contribuintes. Bem, um deles chamou piegas e, por este andar, até é capaz de ganhar outra vez.
No final, vem a pergunta: quem ganhou o debate? Meus amigos, um debate não se ganha, só se perde ou não. Feitas as contas, quem perdeu os debates não foi nenhum dos candidatos mas todos aqueles que ainda se deram ao trabalho de os ver e/ou ouvir e assim perderam irremediàvelmente precioso tempo de vida.
A patacoada continua.
Que a caca esteja convosco!
P.S. (nada a ver com o partido): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Todos ouvimos até à exaustão aquelas constantes publicidades aos dois debates que iriam defrontar Passos Coelho e António Costa, em especial o transmitido pela primeira vez nas três estações de televisão. Todos ouvimos vários comentadores afirmarem, tal como os anúncios, que os debates iam ser decisivos para o resultado do escrutínio. A todos esses e a quem acredita nessa cantilena eu digo que largue a chupeta e acorde para a realidade.
Um debate nunca é decisivo para um resultado de eleições. A apresentação de medidas ronda a nulidade, a argumentação das vantagens e desvantagens de determinada proposta defendida em detrimento de outras ronda o zero e o índice de balelas tende para mais infinito. Para dizer a verdade, qualquer tempo de antena consegue ser mais esclarecedor que um debate entre candidatos. Então se assim é, porque é que nós parecemos ter uma adoração por debates? Simples, é o nosso lado animalesco a falar mais alto. Quer queiramos reconhecer quer não, a maioria de nós aprecia ver uma espécie de luta de galos encapotada, em que mandam bocas foleiras uns aos outros e areia para os olhos dos eleitores, ou nem que seja só pela curiosidade de ver como é que cada candidato reage às provocações alheias. Para que um debate fosse decisivo para o resultado de eleições, era preciso que acontecesse algo muito fora do normal, como, sei lá, um dos candidatos mostrar as suas cuecas com uma cruz suástica, mandar manguitos directamente ao público ou chamar anormais aos contribuintes. Bem, um deles chamou piegas e, por este andar, até é capaz de ganhar outra vez.
No final, vem a pergunta: quem ganhou o debate? Meus amigos, um debate não se ganha, só se perde ou não. Feitas as contas, quem perdeu os debates não foi nenhum dos candidatos mas todos aqueles que ainda se deram ao trabalho de os ver e/ou ouvir e assim perderam irremediàvelmente precioso tempo de vida.
A patacoada continua.
Que a caca esteja convosco!
P.S. (nada a ver com o partido): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Pombocaca - O Regresso
Tanto tempo depois, cá estamos nós outra vez para vos encher a mioleira de titica de pombo. Bem, nós é como quem diz. Na realidade, sou só eu. Dos três que outrora fomos, só eu ainda me dou ao trabalho de dar uns toques de desfibrilhador ao blogue, o que, a bem dizer é ainda mais ingrato ao ver que a assistência é nula. Portanto, não sei durante quanto mais tempo hei-de escrever algo mas, para já, aqui vai mais um ou outro bonico depois de longos meses de indesejada ausência. Problemas técnicos. Já alguém se interrogou quanto ao porque é que os computadores tiveram tanto êxito ou sou só eu?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 9 de março de 2015
Festival da Canção 2015... lá vamos nós outra vez...
Lá está mais uma vez a R.T.P. de parabéns por mais um aniversário. Como é costume, o dia de anos da velhinha televisão foi marcado por mais uma edição do Festival da Canção, algo que até há cerca de 15 anos, pouco mais ou menos, era um acontecimento de destaque. Hoje já não tem o relevo de outrora, consequência da maior variedade de meios de comunicação e entertenimento, das mudanças sociais e de alterações na natureza da música, mas continua a manter um certo charme, ainda que com frequência não se saiba onde é que ele pára. Contudo, há coisas que eu não consigo compreender.
Desde sempre que se disse que o vencedor do Festival iria representar o nosso país no Festival da Eurovisão da Canção mas acho que se tem dado um cada vez maior tratamento redutor ao nosso festival no que concerne a este aspecto. O Festival da Canção deve ser para escolher o melhor de Portugal, não um mero representante para a Eurovisão. Da maneira como se tem tratado o Festival, parece que não passa de uma pré-eliminatória da Eurovisão, quando, e à semelhança de qualquer outra competição, a ida para um torneio internacional deve ser a consequência de um triunfo a nível nacional, não oculminar dum mero trâmite. Existe uma certa falta de amor próprio da parte da organização que acho que ainda não se apercebeu que ao público pouco ou nada importa se alguém de cá vai para o Festival da Eurovisão, té porque é sempre certo e sabido qual é o resultado. Em última análise, eu nem sei porque é que ainda continuamos a mandar gente para o Festival da Eurovisão. Mas isto digo eu, que sou um paspalho qualquer.
No que diz respeito ao Festival pròpriamente dito, não sei se a canção que ganhou, «Há Um Mar Que Nos Separa», teria sido a indicada para a vitória.
Leonor Andrade, a jovem interprete agraciada com este triunfo, fez uma esplêndida demonstração dos seus dotes vocais aquando da prestação de excertos de temas antes da apresentação dos resultados, o que não aconteceu com o tema que levava a concurso. O mesmo sucedeu com Yola Dinis, que brilhou com uma magnífica demonstração das suas capacidades em iguais circunstâncias mas que não nos fez sentir a chegada das andorinhas com o seu «Outra Vez Primavera». Ambas têm bons dotes vocais mas os temas que apresentaram não eram os mais adequados às características das suas vozes e daí resultou que pareciam ter menos garganta que a que, de facto, têm.
José Freitas teve um outro problema, igualmente muito comum nos festivais, que é o de ter uma voz potente e capaz das maiores proezas, as quais soube demonstrar, e um tema que nem por isso era o mais adequado para o tipo de competição que é o Festival da Canção.
Falou-se muito de Simone de Oliveira e até de ser uma preferida mas, quanto a mim, esta é uma questão que não se coloca. Simone teve dois pontos a favor: a gigantesca estima e adoração que o público lhe tem e um tema que se adequa à sua voz. Porém, temos de ser sinceros e não podemos deixar de reconhecer aquilo que a própria grande Simone sabe, que a sua voz já não é como era outrora, aquando do «Sol de Inverno» e da «Desfolhada». Portanto, a sua participação tem todo o mérito que ela merece, nem que seja pela sua nova aparição num festival mais de 40 anos depois, mas só num contexto semelhante àquele em que a Sabrina ganhou é que ela também ganharia.
Na minha modesta opinião, a justa vencedora era Teresa Radamanto, com o seu «Um Fado Em Viena». O título é pretensioso, é verdade, mas não o é menos verdade que, de todos os temas, este «fado-valsa», como o classificaram, era o mais harmonioso, completo e bem interpretado de todos os doze temas apresentados. Boa composição, boa letra, ainda que de refrão um pouco repetitivo, e com uma intérprete dotada com uma habilidade, segurança e capacidade vocal de bem longe muito superior a qualquer outro concorrente. Há dúvidas? Então veja-se e oiça-se o tema. Quanto a mim, não duvido que é uma pena não figurar no lugar cimeiro dos Anais dos Festivais. Quantos anos não se passarão entretanto sem que tão boa canção e intérprete ressurjam? Bem, «o futuro a Deus pertence», como diz o provérbio.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Desde sempre que se disse que o vencedor do Festival iria representar o nosso país no Festival da Eurovisão da Canção mas acho que se tem dado um cada vez maior tratamento redutor ao nosso festival no que concerne a este aspecto. O Festival da Canção deve ser para escolher o melhor de Portugal, não um mero representante para a Eurovisão. Da maneira como se tem tratado o Festival, parece que não passa de uma pré-eliminatória da Eurovisão, quando, e à semelhança de qualquer outra competição, a ida para um torneio internacional deve ser a consequência de um triunfo a nível nacional, não oculminar dum mero trâmite. Existe uma certa falta de amor próprio da parte da organização que acho que ainda não se apercebeu que ao público pouco ou nada importa se alguém de cá vai para o Festival da Eurovisão, té porque é sempre certo e sabido qual é o resultado. Em última análise, eu nem sei porque é que ainda continuamos a mandar gente para o Festival da Eurovisão. Mas isto digo eu, que sou um paspalho qualquer.
No que diz respeito ao Festival pròpriamente dito, não sei se a canção que ganhou, «Há Um Mar Que Nos Separa», teria sido a indicada para a vitória.
Leonor Andrade, a jovem interprete agraciada com este triunfo, fez uma esplêndida demonstração dos seus dotes vocais aquando da prestação de excertos de temas antes da apresentação dos resultados, o que não aconteceu com o tema que levava a concurso. O mesmo sucedeu com Yola Dinis, que brilhou com uma magnífica demonstração das suas capacidades em iguais circunstâncias mas que não nos fez sentir a chegada das andorinhas com o seu «Outra Vez Primavera». Ambas têm bons dotes vocais mas os temas que apresentaram não eram os mais adequados às características das suas vozes e daí resultou que pareciam ter menos garganta que a que, de facto, têm.
José Freitas teve um outro problema, igualmente muito comum nos festivais, que é o de ter uma voz potente e capaz das maiores proezas, as quais soube demonstrar, e um tema que nem por isso era o mais adequado para o tipo de competição que é o Festival da Canção.
Falou-se muito de Simone de Oliveira e até de ser uma preferida mas, quanto a mim, esta é uma questão que não se coloca. Simone teve dois pontos a favor: a gigantesca estima e adoração que o público lhe tem e um tema que se adequa à sua voz. Porém, temos de ser sinceros e não podemos deixar de reconhecer aquilo que a própria grande Simone sabe, que a sua voz já não é como era outrora, aquando do «Sol de Inverno» e da «Desfolhada». Portanto, a sua participação tem todo o mérito que ela merece, nem que seja pela sua nova aparição num festival mais de 40 anos depois, mas só num contexto semelhante àquele em que a Sabrina ganhou é que ela também ganharia.
Na minha modesta opinião, a justa vencedora era Teresa Radamanto, com o seu «Um Fado Em Viena». O título é pretensioso, é verdade, mas não o é menos verdade que, de todos os temas, este «fado-valsa», como o classificaram, era o mais harmonioso, completo e bem interpretado de todos os doze temas apresentados. Boa composição, boa letra, ainda que de refrão um pouco repetitivo, e com uma intérprete dotada com uma habilidade, segurança e capacidade vocal de bem longe muito superior a qualquer outro concorrente. Há dúvidas? Então veja-se e oiça-se o tema. Quanto a mim, não duvido que é uma pena não figurar no lugar cimeiro dos Anais dos Festivais. Quantos anos não se passarão entretanto sem que tão boa canção e intérprete ressurjam? Bem, «o futuro a Deus pertence», como diz o provérbio.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Palonços iconoclastas
Os recentes acontecimentos no Iraque vêm comprovar aquilo que eu muitas vezes digo, que não se pode afirmar que um povo é mais ou menos evoluído que outros em determinado momento, que só é possível fazê-lo equacionando as oportunidades e os meios disponíveis a este e outros povos conterrâneos e assim comparar estes com os outros e ele mesmo nessa época com as antecedentes e procedentes. Dá-se isto pela simples razão de que cada povo se insere num contexto muito próprio e segue o seu próprio caminho. Portanto, dois povos podem estar num estádio igual das suas histórias e um deles estar em progresso enquanto o outro segue em retrocesso.
Quero com isto dizer o seguinte: a Humanidade em geral pode estar num contínuo clima de evolução tecnológica mas a sua mentalidade amiúde não só não acompanha este movimento como por vezes parece seguir em contra-ciclo. Olhando para a História de forma isenta, imparcial e objectiva, diremos sem a menor ponta de dúvida que a Humanidade está a regredir. Uns povos mais que outros, claro. Vou dar apenas dois exemplos mais gritantes.
A arte é a suprema demonstração das capacidades cognitivas do ser humano mas, ao longo dos tempos, alguns espécimes antropóides não tiveram neurónios para compreender este facto e da sua impossibilidade mental resultou um dos mais estúpidos comportamentos: o vandalismo. Está certo, em todas as sociedades há idiotas que se divertem com a arruaça. Porém, há algumas cujos dirigentes a institucionalizam.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Quero com isto dizer o seguinte: a Humanidade em geral pode estar num contínuo clima de evolução tecnológica mas a sua mentalidade amiúde não só não acompanha este movimento como por vezes parece seguir em contra-ciclo. Olhando para a História de forma isenta, imparcial e objectiva, diremos sem a menor ponta de dúvida que a Humanidade está a regredir. Uns povos mais que outros, claro. Vou dar apenas dois exemplos mais gritantes.
A arte é a suprema demonstração das capacidades cognitivas do ser humano mas, ao longo dos tempos, alguns espécimes antropóides não tiveram neurónios para compreender este facto e da sua impossibilidade mental resultou um dos mais estúpidos comportamentos: o vandalismo. Está certo, em todas as sociedades há idiotas que se divertem com a arruaça. Porém, há algumas cujos dirigentes a institucionalizam.
Uns foram (e são) os Talibãs, os paspalhos duns estudantes de Teologia que há anos lembraram-se de faltar às aulas para tomarem o poder e espalharem o terror no Afeganistão. A dada altura, entre outros atentados culturais e como se não bastassem as atrocidades cometidas sobre a população, lembraram-se que os Budas Gigantes de Vale Bamiyan eram uma heresia, uma afronta ao Islão. Vai daí e foi tudo pelos ares. Agora fomos aterrados com as imagens dos palonços do Estado Islâmico a destruirem à marretada estátuas assírias milenares no Museu de Mossul, isto depois de terem dado cabo de túmulos de antiquíssimos reis mesopotâmios e até patriarcas muçulmanos! Nem mesmo mesquitas escapam a esta loucura! E o pior é que dizem-se muçulmanos, como se eles soubessem o que é ser isso. Mas ficaram satisfeitos? Nem por isso. Alegando seguirem ordens do próprio Maomé, arrasaram há dias Nimrud e, ainda insaciada a sua sede de bandidagem, decidiram ir saquear e destruir Hatra!
Pombos amigos. Enquanto orgulhoso português e cristão, envergonho-me com os atentados a outras culturas e credos que os meus antecessores praticaram há séculos e congratulo-me com o facto de agora estarmos mais maduros neste aspecto enquanto povo e repudiarmos tamanhas más acções. Agora esses bandalhos... Até os Nazis roubaram e esconderam obras de arte em vez de as destruir, ainda que muito tivessem desfeito. Os Nazis! As pessoas morrem e a arte é uma garantia de sobrevivência das suas memórias e culturas, coisas que os palonços iconoclastas não compreendem ou não pretendem. A esses, em especial aos membros do Estado Islâmico, eu gostaria de dar dois conselhos. Primeiro, lembrai-vos que a maldição do dano à memória costuma recair sobre quem a pratica. Segundo, se quereis mostrar a vossa grandesa enquanto nação emergente, então exorto-vos à construção de grandes diques e barragens que tornem férteis as vossas terras, de esplêndidas mesquitas, de magníficos palácios, de bons caminhos-de-ferro, portos, estradas, aeroportos e demais infra-estruturas públicas que transmitam um tal brilho que seja capaz de ofuscar as ruínas das épocas passadas. Porém, se o vosso único desejo é destruir coisas antigas, eu mando-vos a um lugar, em especial a sua zona média frontal.
Há dúvidas? O Zé Povinho esclarece-vos.
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Fedelhices lagartáceas
Eu sei que já foi há algum tempo mas que é que se há-de fazer? Às vezes as torradeiras também precisam de ir ao médico e, por outro lado, eu não tenho vagar nem pachorra para andar sempre agarrado à Internet.
Perdoem-me os adeptos dos clubes desportivos, em especial os dos mencionados, mas isto tem de ser dito. O Sporting cortou relações com o Benfica, não foi? Pois da mesma maneira que os dirigentes portistas são imensamente soberbos, a direcção sportinguista comporta-se como um menino mimado a quem se nega um chupa-chupa. Gerência após gerência, faz sempre birra a cada passo e por tudo e por nada. As razões são quase sempre menores, fúteis ou vagas. Sem querer dar razão a ninguém e limitando-me apenas a ser objectivo, creio que o Luís Filipe Vieira soou bem mais sensato quando disse que «um bando de arruaceiros incendiou o nosso estádio e nós não cortámos relações com ninguém», neste caso o Sporting, que agora amuou por causa de uma tarja idiota. Há que separar as águas: adeptos são adeptos e dirigentes são dirigentes, uns não são reponsáveis pelos outros e raras vezes se verifica o contrário.
Agora, o Presidente do Sporting foi castigado com 30 dias de suspensão, o que quer que isso queira dizer, por causa do seu comportamento reprovável para com o reponsável pelos equipamentos do Gil Vicente. Rico serviço, e agora? Será que o Sporting vai cortar relações com o clube de Barcelos? Com a Federação? Com a marca dos equipamentos dos gilistas ou com os equipaqmentos em geral? Esperemos que não, senão ainda deparamos com o triste cenário de ver os jogadores entrarem em campo nus, apenas com o corpo pintado.
Olhando para as birras do Bruno Carvalho e outros que tais, é motivo para dizer «cresce e aparece». Um dirigente quer-se acima destas pequenezas. Atitudes assim não dignificam o grande clube que o Sporting é.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Perdoem-me os adeptos dos clubes desportivos, em especial os dos mencionados, mas isto tem de ser dito. O Sporting cortou relações com o Benfica, não foi? Pois da mesma maneira que os dirigentes portistas são imensamente soberbos, a direcção sportinguista comporta-se como um menino mimado a quem se nega um chupa-chupa. Gerência após gerência, faz sempre birra a cada passo e por tudo e por nada. As razões são quase sempre menores, fúteis ou vagas. Sem querer dar razão a ninguém e limitando-me apenas a ser objectivo, creio que o Luís Filipe Vieira soou bem mais sensato quando disse que «um bando de arruaceiros incendiou o nosso estádio e nós não cortámos relações com ninguém», neste caso o Sporting, que agora amuou por causa de uma tarja idiota. Há que separar as águas: adeptos são adeptos e dirigentes são dirigentes, uns não são reponsáveis pelos outros e raras vezes se verifica o contrário.
Agora, o Presidente do Sporting foi castigado com 30 dias de suspensão, o que quer que isso queira dizer, por causa do seu comportamento reprovável para com o reponsável pelos equipamentos do Gil Vicente. Rico serviço, e agora? Será que o Sporting vai cortar relações com o clube de Barcelos? Com a Federação? Com a marca dos equipamentos dos gilistas ou com os equipaqmentos em geral? Esperemos que não, senão ainda deparamos com o triste cenário de ver os jogadores entrarem em campo nus, apenas com o corpo pintado.
Olhando para as birras do Bruno Carvalho e outros que tais, é motivo para dizer «cresce e aparece». Um dirigente quer-se acima destas pequenezas. Atitudes assim não dignificam o grande clube que o Sporting é.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Canibais na Casa dos Degredos?
Contaram-me que há dias, no «Big Breda MM LXXXVIII: Casa dos Degredos V, Desafio Final-Mente-A-Fazer-Render-O-Peixe III», duas concorrentes andaram para lá à dentada ou coisa do género. Excelente! Pode ser que se comam todos uns aos outros e que o último concorrente se coma a ele próprio, dando assim um final feliz e de barriga cheia ao programa. (Par o caso do pessoal da T.V.I. não ter percebido a dica, é sinal que não há pachorra para mais... há anos!)
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Temos dito
Os lamentáveis acontecimentos dos últimos dias em França, em particular com o desfecho de hoje, apenas nos permitem afirmar uma coisa: ninguém, muito menos gentinha que se diz muçulmana e nem sabe o que o Islão é, repito, ninguém pode silenciar as opiniões dos outros pois jamais sairá vitorioso. Porquê? Ora, porque...
O pessoal do jornal pode ter exagerado mas lá por não se gostar do que os outros dizem ou fazem, não se vai desatar a matá-los.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
O pessoal do jornal pode ter exagerado mas lá por não se gostar do que os outros dizem ou fazem, não se vai desatar a matá-los.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Justiça de Soares
Há dias atrás, Mário Soares regressou às defesas tão desesperadas quanto misteriosas a José Sócrates. Num artigo de opinião para o Jornal de Notícias, interrogava-se quanto a se não haverá ainda justiça em Portugal. Eu adianto-lhe desde já uma resposta: NÃO, nem por isso. É que se houvesse, ele, Mário Soares, já teria sido preso (outra vez) há muitos e por muitos e longos anos. Diz o povo por aí, que eu de nada sei em concreto.
Que a caca esteja convosco!
P.S.(Não o do Soares e do Sócrates): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Zarolhos de Água: O Espelho do Engenheiro Humberto
Eu já era para ter feito esta publicação mas nunca consegui encontrar
uma imagem decente para comparar senão agora. Não é a melhor mas é o que
se pode arranjar.
Alguém se lembra de um anúncio que dava aí há uns tempos, o do Vodafone Negócios em que a empresa exemplificada era a Hubel? Não? Que esquecediços dum camandro... Bom, eu refresco-vos a memória. O
anúncio é este:
Alguém se lembra de um anúncio que dava aí há uns tempos, o do Vodafone Negócios em que a empresa exemplificada era a Hubel? Não? Que esquecediços dum camandro... Bom, eu refresco-vos a memória. O
anúncio é este:

Atentemos no Engenheiro Humberto. A cara não vos é familiar? Então e se eu vos mostrar agora esta outra fotografia, de uma personagem-pau-para-toda-a-obra do «Contra Informação»? E esta, ein? Só o formato da cara, os traços faciais, o nariz abatatado, o intervalo entre os dentes do meio do maxilar superior... É... a cara chapada! Até o corpo entroncado é comum a ambos!
Que podemos nós concluir daqui? É simples e o habitual. Que ou os dois são uma só e a mesma pessoa ou então são dois irmãos gémeos separados à nascença! Há-de haver quem diga que um deles é um homem a sério e que o outro é um boneco, nunca poderiam ser nem a mesma pessoa nem irmãos. Então mas será que ninguém viu o «Fringe» ou o «Sobrenatural» ou coisa do género? Podem muito bem ser versões da mesma pessoa em realidades paralelas, duas versões metamorfoseáveis da mesma pessoa adaptadas a cada plano de realidade ou dois irmãos de características morfológicas que possibilitem uma adaptação física completa às necessidades e características de cada dimensão. É a Teoria da Evolução das Espécies, do Charles Darwin, no seu expoente máximo!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Mensagem de Natal do Pombocaca
É verdade, meus caros amigos pombos, estamos novamente naquela época tenebrosa para perus, bacalhaus e polvos. Aqueles dias em que a parvatagem se apodera das pessoas e desatam a gastar o que têm e não têm e a andar à porrada em supermercados e bichas de trânsito. Aqueles dias em que até há quem queira sacar o máximo dos outros em troca do mínimo. Não, não é uma época de caça livre; não, não é uma epidemia de raiva; não, não é época festiva para os gananciosos e avarentos, ou pelo menos não deveria ser. Este, meus caros, é o Natal, a curiosa, peculiar e nada acidental coincidência das festividades pagãs em redor do Solstício Hiemal (o de Inverno) com a celebração do nascimento de Jesus Cristo, aquele pobre bebé deitado numa manjedoura aquecido com o bafo do gado e debaixo de carinhosa vigília da família. Sim, esta é a festa da vida e da família, família esta que engloba até aqueles bichos que para nós se chegam e que nós se não estimamos, deveríamos estimar. Quantas vezes não são eles mais dedicados e fiéis aos humanos, ainda que por eles, nós, com frequência maltratados, do que os humanos entre si. Falamos nós em Humanidade como sinónimo de virtudes mas quantas vezes não vemos entre nós, humanos, despontar os comportamentos e ideais mais asquerosos e repulsivos? Diz-se que a Humanidade é a detentora da razão e que os outros animais são «irracionais». Pois olhando para muitas acções de uns e de outros, amiúde nos interrogamos com quais serão de facto os racionais e os irracionais. Pois se queremos continuar a rotular-nos como «racionais», façamos um esforço por isso. Vamos agir com a razão e também com o coração, pois os dois podem e devem ser conciliados, e banir de nós a impulsividade que faz de nós as bestas que afirmamos não sermos. Sigamos o exemplo daquela família que se uniu numa gélida noite há mais de 2000 anos; o daquele gado que, mesmo não sendo nada àquela gente, compartilhou com ela o meso abrigo e deu-lhes o calor que necessitava para passarem aquela noite; o daquele bebé, que cresceu e espalhou entre nós uma mensagem de esperança. Esqueçamos, nem que seja por agora, o nosso impulso consumista e olhemos para a nossa volta. Façamos deste mundo a eterna arramada que una todos os filhos da criação.
Muita gente (quem é que eu ando a tentar enganar?) deve interrogar-se quanto ao porquê das fotografias de miúdas giras e descascadas que eu deixo junto das mensagens natalícias todos os anos. Logo agora, que é uma época em que costuma fazer frio! Pois bem, eu explico. É para presentear os nossos leitores com um pouco de... calor humano... que é para fazer as senhoras sorridentes com a graciosidade do seu género e os senhores também mas com a graciosidade do género alheio. Tanta falta faz fazer sorrir as pessoas e dar-lhes algum... calor.
Muito boas festas para todos e que a caca esteja com todos vós!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...
A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!















