Lá está mais uma vez a R.T.P. de parabéns por mais um aniversário. Como é costume, o dia de anos da velhinha televisão foi marcado por mais uma edição do Festival da Canção, algo que até há cerca de 15 anos, pouco mais ou menos, era um acontecimento de destaque. Hoje já não tem o relevo de outrora, consequência da maior variedade de meios de comunicação e entertenimento, das mudanças sociais e de alterações na natureza da música, mas continua a manter um certo charme, ainda que com frequência não se saiba onde é que ele pára. Contudo, há coisas que eu não consigo compreender.
Desde sempre que se disse que o vencedor do Festival iria representar o nosso país no Festival da Eurovisão da Canção mas acho que se tem dado um cada vez maior tratamento redutor ao nosso festival no que concerne a este aspecto. O Festival da Canção deve ser para escolher o melhor de Portugal, não um mero representante para a Eurovisão. Da maneira como se tem tratado o Festival, parece que não passa de uma pré-eliminatória da Eurovisão, quando, e à semelhança de qualquer outra competição, a ida para um torneio internacional deve ser a consequência de um triunfo a nível nacional, não oculminar dum mero trâmite. Existe uma certa falta de amor próprio da parte da organização que acho que ainda não se apercebeu que ao público pouco ou nada importa se alguém de cá vai para o Festival da Eurovisão, té porque é sempre certo e sabido qual é o resultado. Em última análise, eu nem sei porque é que ainda continuamos a mandar gente para o Festival da Eurovisão. Mas isto digo eu, que sou um paspalho qualquer.
No que diz respeito ao Festival pròpriamente dito, não sei se a canção que ganhou, «Há Um Mar Que Nos Separa», teria sido a indicada para a vitória.
Leonor Andrade, a jovem interprete agraciada com este triunfo, fez uma esplêndida demonstração dos seus dotes vocais aquando da prestação de excertos de temas antes da apresentação dos resultados, o que não aconteceu com o tema que levava a concurso. O mesmo sucedeu com Yola Dinis, que brilhou com uma magnífica demonstração das suas capacidades em iguais circunstâncias mas que não nos fez sentir a chegada das andorinhas com o seu «Outra Vez Primavera». Ambas têm bons dotes vocais mas os temas que apresentaram não eram os mais adequados às características das suas vozes e daí resultou que pareciam ter menos garganta que a que, de facto, têm.
José Freitas teve um outro problema, igualmente muito comum nos festivais, que é o de ter uma voz potente e capaz das maiores proezas, as quais soube demonstrar, e um tema que nem por isso era o mais adequado para o tipo de competição que é o Festival da Canção.
Falou-se muito de Simone de Oliveira e até de ser uma preferida mas, quanto a mim, esta é uma questão que não se coloca. Simone teve dois pontos a favor: a gigantesca estima e adoração que o público lhe tem e um tema que se adequa à sua voz. Porém, temos de ser sinceros e não podemos deixar de reconhecer aquilo que a própria grande Simone sabe, que a sua voz já não é como era outrora, aquando do «Sol de Inverno» e da «Desfolhada». Portanto, a sua participação tem todo o mérito que ela merece, nem que seja pela sua nova aparição num festival mais de 40 anos depois, mas só num contexto semelhante àquele em que a Sabrina ganhou é que ela também ganharia.
Na minha modesta opinião, a justa vencedora era Teresa Radamanto, com o seu «Um Fado Em Viena». O título é pretensioso, é verdade, mas não o é menos verdade que, de todos os temas, este «fado-valsa», como o classificaram, era o mais harmonioso, completo e bem interpretado de todos os doze temas apresentados. Boa composição, boa letra, ainda que de refrão um pouco repetitivo, e com uma intérprete dotada com uma habilidade, segurança e capacidade vocal de bem longe muito superior a qualquer outro concorrente. Há dúvidas? Então veja-se e oiça-se o tema. Quanto a mim, não duvido que é uma pena não figurar no lugar cimeiro dos Anais dos Festivais. Quantos anos não se passarão entretanto sem que tão boa canção e intérprete ressurjam? Bem, «o futuro a Deus pertence», como diz o provérbio.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 9 de março de 2015
Palonços iconoclastas
Os recentes acontecimentos no Iraque vêm comprovar aquilo que eu muitas vezes digo, que não se pode afirmar que um povo é mais ou menos evoluído que outros em determinado momento, que só é possível fazê-lo equacionando as oportunidades e os meios disponíveis a este e outros povos conterrâneos e assim comparar estes com os outros e ele mesmo nessa época com as antecedentes e procedentes. Dá-se isto pela simples razão de que cada povo se insere num contexto muito próprio e segue o seu próprio caminho. Portanto, dois povos podem estar num estádio igual das suas histórias e um deles estar em progresso enquanto o outro segue em retrocesso.
Quero com isto dizer o seguinte: a Humanidade em geral pode estar num contínuo clima de evolução tecnológica mas a sua mentalidade amiúde não só não acompanha este movimento como por vezes parece seguir em contra-ciclo. Olhando para a História de forma isenta, imparcial e objectiva, diremos sem a menor ponta de dúvida que a Humanidade está a regredir. Uns povos mais que outros, claro. Vou dar apenas dois exemplos mais gritantes.
A arte é a suprema demonstração das capacidades cognitivas do ser humano mas, ao longo dos tempos, alguns espécimes antropóides não tiveram neurónios para compreender este facto e da sua impossibilidade mental resultou um dos mais estúpidos comportamentos: o vandalismo. Está certo, em todas as sociedades há idiotas que se divertem com a arruaça. Porém, há algumas cujos dirigentes a institucionalizam.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Quero com isto dizer o seguinte: a Humanidade em geral pode estar num contínuo clima de evolução tecnológica mas a sua mentalidade amiúde não só não acompanha este movimento como por vezes parece seguir em contra-ciclo. Olhando para a História de forma isenta, imparcial e objectiva, diremos sem a menor ponta de dúvida que a Humanidade está a regredir. Uns povos mais que outros, claro. Vou dar apenas dois exemplos mais gritantes.
A arte é a suprema demonstração das capacidades cognitivas do ser humano mas, ao longo dos tempos, alguns espécimes antropóides não tiveram neurónios para compreender este facto e da sua impossibilidade mental resultou um dos mais estúpidos comportamentos: o vandalismo. Está certo, em todas as sociedades há idiotas que se divertem com a arruaça. Porém, há algumas cujos dirigentes a institucionalizam.
Uns foram (e são) os Talibãs, os paspalhos duns estudantes de Teologia que há anos lembraram-se de faltar às aulas para tomarem o poder e espalharem o terror no Afeganistão. A dada altura, entre outros atentados culturais e como se não bastassem as atrocidades cometidas sobre a população, lembraram-se que os Budas Gigantes de Vale Bamiyan eram uma heresia, uma afronta ao Islão. Vai daí e foi tudo pelos ares. Agora fomos aterrados com as imagens dos palonços do Estado Islâmico a destruirem à marretada estátuas assírias milenares no Museu de Mossul, isto depois de terem dado cabo de túmulos de antiquíssimos reis mesopotâmios e até patriarcas muçulmanos! Nem mesmo mesquitas escapam a esta loucura! E o pior é que dizem-se muçulmanos, como se eles soubessem o que é ser isso. Mas ficaram satisfeitos? Nem por isso. Alegando seguirem ordens do próprio Maomé, arrasaram há dias Nimrud e, ainda insaciada a sua sede de bandidagem, decidiram ir saquear e destruir Hatra!
Pombos amigos. Enquanto orgulhoso português e cristão, envergonho-me com os atentados a outras culturas e credos que os meus antecessores praticaram há séculos e congratulo-me com o facto de agora estarmos mais maduros neste aspecto enquanto povo e repudiarmos tamanhas más acções. Agora esses bandalhos... Até os Nazis roubaram e esconderam obras de arte em vez de as destruir, ainda que muito tivessem desfeito. Os Nazis! As pessoas morrem e a arte é uma garantia de sobrevivência das suas memórias e culturas, coisas que os palonços iconoclastas não compreendem ou não pretendem. A esses, em especial aos membros do Estado Islâmico, eu gostaria de dar dois conselhos. Primeiro, lembrai-vos que a maldição do dano à memória costuma recair sobre quem a pratica. Segundo, se quereis mostrar a vossa grandesa enquanto nação emergente, então exorto-vos à construção de grandes diques e barragens que tornem férteis as vossas terras, de esplêndidas mesquitas, de magníficos palácios, de bons caminhos-de-ferro, portos, estradas, aeroportos e demais infra-estruturas públicas que transmitam um tal brilho que seja capaz de ofuscar as ruínas das épocas passadas. Porém, se o vosso único desejo é destruir coisas antigas, eu mando-vos a um lugar, em especial a sua zona média frontal.
Há dúvidas? O Zé Povinho esclarece-vos.
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Fedelhices lagartáceas
Eu sei que já foi há algum tempo mas que é que se há-de fazer? Às vezes as torradeiras também precisam de ir ao médico e, por outro lado, eu não tenho vagar nem pachorra para andar sempre agarrado à Internet.
Perdoem-me os adeptos dos clubes desportivos, em especial os dos mencionados, mas isto tem de ser dito. O Sporting cortou relações com o Benfica, não foi? Pois da mesma maneira que os dirigentes portistas são imensamente soberbos, a direcção sportinguista comporta-se como um menino mimado a quem se nega um chupa-chupa. Gerência após gerência, faz sempre birra a cada passo e por tudo e por nada. As razões são quase sempre menores, fúteis ou vagas. Sem querer dar razão a ninguém e limitando-me apenas a ser objectivo, creio que o Luís Filipe Vieira soou bem mais sensato quando disse que «um bando de arruaceiros incendiou o nosso estádio e nós não cortámos relações com ninguém», neste caso o Sporting, que agora amuou por causa de uma tarja idiota. Há que separar as águas: adeptos são adeptos e dirigentes são dirigentes, uns não são reponsáveis pelos outros e raras vezes se verifica o contrário.
Agora, o Presidente do Sporting foi castigado com 30 dias de suspensão, o que quer que isso queira dizer, por causa do seu comportamento reprovável para com o reponsável pelos equipamentos do Gil Vicente. Rico serviço, e agora? Será que o Sporting vai cortar relações com o clube de Barcelos? Com a Federação? Com a marca dos equipamentos dos gilistas ou com os equipaqmentos em geral? Esperemos que não, senão ainda deparamos com o triste cenário de ver os jogadores entrarem em campo nus, apenas com o corpo pintado.
Olhando para as birras do Bruno Carvalho e outros que tais, é motivo para dizer «cresce e aparece». Um dirigente quer-se acima destas pequenezas. Atitudes assim não dignificam o grande clube que o Sporting é.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Perdoem-me os adeptos dos clubes desportivos, em especial os dos mencionados, mas isto tem de ser dito. O Sporting cortou relações com o Benfica, não foi? Pois da mesma maneira que os dirigentes portistas são imensamente soberbos, a direcção sportinguista comporta-se como um menino mimado a quem se nega um chupa-chupa. Gerência após gerência, faz sempre birra a cada passo e por tudo e por nada. As razões são quase sempre menores, fúteis ou vagas. Sem querer dar razão a ninguém e limitando-me apenas a ser objectivo, creio que o Luís Filipe Vieira soou bem mais sensato quando disse que «um bando de arruaceiros incendiou o nosso estádio e nós não cortámos relações com ninguém», neste caso o Sporting, que agora amuou por causa de uma tarja idiota. Há que separar as águas: adeptos são adeptos e dirigentes são dirigentes, uns não são reponsáveis pelos outros e raras vezes se verifica o contrário.
Agora, o Presidente do Sporting foi castigado com 30 dias de suspensão, o que quer que isso queira dizer, por causa do seu comportamento reprovável para com o reponsável pelos equipamentos do Gil Vicente. Rico serviço, e agora? Será que o Sporting vai cortar relações com o clube de Barcelos? Com a Federação? Com a marca dos equipamentos dos gilistas ou com os equipaqmentos em geral? Esperemos que não, senão ainda deparamos com o triste cenário de ver os jogadores entrarem em campo nus, apenas com o corpo pintado.
Olhando para as birras do Bruno Carvalho e outros que tais, é motivo para dizer «cresce e aparece». Um dirigente quer-se acima destas pequenezas. Atitudes assim não dignificam o grande clube que o Sporting é.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Canibais na Casa dos Degredos?
Contaram-me que há dias, no «Big Breda MM LXXXVIII: Casa dos Degredos V, Desafio Final-Mente-A-Fazer-Render-O-Peixe III», duas concorrentes andaram para lá à dentada ou coisa do género. Excelente! Pode ser que se comam todos uns aos outros e que o último concorrente se coma a ele próprio, dando assim um final feliz e de barriga cheia ao programa. (Par o caso do pessoal da T.V.I. não ter percebido a dica, é sinal que não há pachorra para mais... há anos!)
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Temos dito
Os lamentáveis acontecimentos dos últimos dias em França, em particular com o desfecho de hoje, apenas nos permitem afirmar uma coisa: ninguém, muito menos gentinha que se diz muçulmana e nem sabe o que o Islão é, repito, ninguém pode silenciar as opiniões dos outros pois jamais sairá vitorioso. Porquê? Ora, porque...
O pessoal do jornal pode ter exagerado mas lá por não se gostar do que os outros dizem ou fazem, não se vai desatar a matá-los.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
O pessoal do jornal pode ter exagerado mas lá por não se gostar do que os outros dizem ou fazem, não se vai desatar a matá-los.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Justiça de Soares
Há dias atrás, Mário Soares regressou às defesas tão desesperadas quanto misteriosas a José Sócrates. Num artigo de opinião para o Jornal de Notícias, interrogava-se quanto a se não haverá ainda justiça em Portugal. Eu adianto-lhe desde já uma resposta: NÃO, nem por isso. É que se houvesse, ele, Mário Soares, já teria sido preso (outra vez) há muitos e por muitos e longos anos. Diz o povo por aí, que eu de nada sei em concreto.
Que a caca esteja convosco!
P.S.(Não o do Soares e do Sócrates): NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014
Zarolhos de Água: O Espelho do Engenheiro Humberto
Eu já era para ter feito esta publicação mas nunca consegui encontrar
uma imagem decente para comparar senão agora. Não é a melhor mas é o que
se pode arranjar.
Alguém se lembra de um anúncio que dava aí há uns tempos, o do Vodafone Negócios em que a empresa exemplificada era a Hubel? Não? Que esquecediços dum camandro... Bom, eu refresco-vos a memória. O
anúncio é este:
Alguém se lembra de um anúncio que dava aí há uns tempos, o do Vodafone Negócios em que a empresa exemplificada era a Hubel? Não? Que esquecediços dum camandro... Bom, eu refresco-vos a memória. O
anúncio é este:

Atentemos no Engenheiro Humberto. A cara não vos é familiar? Então e se eu vos mostrar agora esta outra fotografia, de uma personagem-pau-para-toda-a-obra do «Contra Informação»? E esta, ein? Só o formato da cara, os traços faciais, o nariz abatatado, o intervalo entre os dentes do meio do maxilar superior... É... a cara chapada! Até o corpo entroncado é comum a ambos!
Que podemos nós concluir daqui? É simples e o habitual. Que ou os dois são uma só e a mesma pessoa ou então são dois irmãos gémeos separados à nascença! Há-de haver quem diga que um deles é um homem a sério e que o outro é um boneco, nunca poderiam ser nem a mesma pessoa nem irmãos. Então mas será que ninguém viu o «Fringe» ou o «Sobrenatural» ou coisa do género? Podem muito bem ser versões da mesma pessoa em realidades paralelas, duas versões metamorfoseáveis da mesma pessoa adaptadas a cada plano de realidade ou dois irmãos de características morfológicas que possibilitem uma adaptação física completa às necessidades e características de cada dimensão. É a Teoria da Evolução das Espécies, do Charles Darwin, no seu expoente máximo!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Mensagem de Natal do Pombocaca
É verdade, meus caros amigos pombos, estamos novamente naquela época tenebrosa para perus, bacalhaus e polvos. Aqueles dias em que a parvatagem se apodera das pessoas e desatam a gastar o que têm e não têm e a andar à porrada em supermercados e bichas de trânsito. Aqueles dias em que até há quem queira sacar o máximo dos outros em troca do mínimo. Não, não é uma época de caça livre; não, não é uma epidemia de raiva; não, não é época festiva para os gananciosos e avarentos, ou pelo menos não deveria ser. Este, meus caros, é o Natal, a curiosa, peculiar e nada acidental coincidência das festividades pagãs em redor do Solstício Hiemal (o de Inverno) com a celebração do nascimento de Jesus Cristo, aquele pobre bebé deitado numa manjedoura aquecido com o bafo do gado e debaixo de carinhosa vigília da família. Sim, esta é a festa da vida e da família, família esta que engloba até aqueles bichos que para nós se chegam e que nós se não estimamos, deveríamos estimar. Quantas vezes não são eles mais dedicados e fiéis aos humanos, ainda que por eles, nós, com frequência maltratados, do que os humanos entre si. Falamos nós em Humanidade como sinónimo de virtudes mas quantas vezes não vemos entre nós, humanos, despontar os comportamentos e ideais mais asquerosos e repulsivos? Diz-se que a Humanidade é a detentora da razão e que os outros animais são «irracionais». Pois olhando para muitas acções de uns e de outros, amiúde nos interrogamos com quais serão de facto os racionais e os irracionais. Pois se queremos continuar a rotular-nos como «racionais», façamos um esforço por isso. Vamos agir com a razão e também com o coração, pois os dois podem e devem ser conciliados, e banir de nós a impulsividade que faz de nós as bestas que afirmamos não sermos. Sigamos o exemplo daquela família que se uniu numa gélida noite há mais de 2000 anos; o daquele gado que, mesmo não sendo nada àquela gente, compartilhou com ela o meso abrigo e deu-lhes o calor que necessitava para passarem aquela noite; o daquele bebé, que cresceu e espalhou entre nós uma mensagem de esperança. Esqueçamos, nem que seja por agora, o nosso impulso consumista e olhemos para a nossa volta. Façamos deste mundo a eterna arramada que una todos os filhos da criação.
Muita gente (quem é que eu ando a tentar enganar?) deve interrogar-se quanto ao porquê das fotografias de miúdas giras e descascadas que eu deixo junto das mensagens natalícias todos os anos. Logo agora, que é uma época em que costuma fazer frio! Pois bem, eu explico. É para presentear os nossos leitores com um pouco de... calor humano... que é para fazer as senhoras sorridentes com a graciosidade do seu género e os senhores também mas com a graciosidade do género alheio. Tanta falta faz fazer sorrir as pessoas e dar-lhes algum... calor.
Muito boas festas para todos e que a caca esteja com todos vós!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Comunicação em estilo revivalista
Desde há uns anos para cá que a originalidade tornou-se quase uma utopia, é algo raro e difícil de alcançar. Por esta razão, começaram a ser reaproveitados e reinterpretados modelos do passado. Veja-se na televisão, no cinema, na música, na roupa, por exemplo. Na historiografia diz-se que é um revivalismo, embora hoje em dia seja moda chamar-lhe «vintage», como se tudo fosse dos anos «vitge»... Ora até nos meios de comunicação essa moda pegou. Sim, telefones de disco são porreiros, são aliás os melhores de sempre, mas eu refiro-me a algo mais antigo, nomeadamente telégrafos.
Não? Então basta ligarmos o nosso televisor, pelo menos para quem ainda o faz, e constatarmos essa retoma tecnológica, em especial nos programas de qualidade inferior.
Às vezes não tenho grande remédio senão ter de gramar, como direi, o «Big Breda XIV ou XV: Casa dos Degredos V». Ali vemos gente à fartazana a comunicar com o velho e sempre útil Código Morse, é só «pipipipiiiii prppi pipipiiiii» a toda a hora. Nós é que fazemos figura de parvos a olhar para eles, sem saber o que dizem. Mas aqui o Migas-o-Sapo não quer ninguém banhado na ignorância. Portanto, aqui está o Código Morse.
Agora já não há razões para não compreendermos o que os «concorrentes» dizem. Afinal, quem é que aqui são os ignorantes?
Serviço público de Internet!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Olha só...só... Sócrates...
Quem diria, o nosso ex-patrão supremo (sim, porque a chefia do Estado pouco ou nada chefia), José Sócrates, foi detido sob várias acusações, tais como branqueamento de capitais (típico), fraude fiscal (que irónico) e corrupção (clássica). Quando vi a notícia, apenas uma questão me surgiu na cabeça: só agora!?
Independentemente da nossa antipatia por ele, não sejamos idiotas ao ponto de aproveitarmos a ocasião da fraqueza do nosso ex-Primeiro-Ministro para agora desatarmos a bater no morto, em claro sentido figurado, como é óbvio. Deixemos a justiça trabalhar e depois sim veremos se há ou não surpresas. É que o que vimos acontecer não é surpresa nenhuma para ninguém. Depois de tanta suspeição, era de prever que, mais cedo ou mais tarde, isto teria de acontecer. Em rigor, é uma tristeza, não por ele mas por nós.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Independentemente da nossa antipatia por ele, não sejamos idiotas ao ponto de aproveitarmos a ocasião da fraqueza do nosso ex-Primeiro-Ministro para agora desatarmos a bater no morto, em claro sentido figurado, como é óbvio. Deixemos a justiça trabalhar e depois sim veremos se há ou não surpresas. É que o que vimos acontecer não é surpresa nenhuma para ninguém. Depois de tanta suspeição, era de prever que, mais cedo ou mais tarde, isto teria de acontecer. Em rigor, é uma tristeza, não por ele mas por nós.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Bem vindos ao Big Show Pires de Lima!
Quando pensamos que da Assembleia da República só vêm tristes figuras e más notícias e que os políticos só nos fazem chorar ou encher de raiva, eis que o bem-humorado, toldado, mocado ou qualquer que fosse a circunstância Pires de Lima, o nosso ilustre Ministro da Economia, aparece com um conjunto de intervenções fabulosas de tão hilariantes. Já lá vão uns dias, é verdade, mas eu tenho mais que fazer do que espetar os meus olhos num monitor e dar à tecla. Por isso, se tu, pombo amigo, tiveres estado noutro planeta nos últimos tempos, eu mostro-te o que se passou, cortesia da Sociedade Independente de Comunicação.
Às vezes faz falta desanuviar um pouco aquele ambiente insano da Assembleia. Resta saber é se isto serviu para provocar a política ou se foi a política que chegou a isto. Seja o que for, há que dar os parabéns ao senhor ministro pois deve ser dos pouquíssimos políticos que nos fez rir nos últimos 200 anos.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Demografia e audio-visuais
Há quem diga que os meios de comunicação social, em particular os audio-visuais, estão cada vez mais saturados de cenas capazes de ferir a susceptibilidade dos espectadores mais sensíveis, nomeadamente no que diz respeito a má língua, violência, nudez e sexo. Acerca da linguagem incorrecta e à violência, é, de facto, reprovável a todos os níveis e não existe motivo para tal. Quanto às cenas de nudez e sexo, talvez se lhe possa encontrar uma explicação, por muito absurda que possa parecer à primeira vista. Mas que Diabo, isto é o Pombocaca, não é a revista da National Geographic! Se há baboseira que se possa dizer, diz-se aqui ou a seguir ao Conselho de Ministros!
Antigamente, havia uma elevada taxa de natalidade. A malta até costuma dizer que «não tinham televisão, tinham de se entreter com qualquer coisa». Entretanto, surgiram e difundiram-se o cinema, a televisão, os computadores, a Internet... Tivesse algo a ver ou não, a natalidade diminuiu. Aí há uns anos, os responsáveis de alguns jardins zoológicos da China começaram a aplicar uma técnica para incentivar a reprodução de ursos pandas, em vias de extinção, e teve ela grande sucesso. É que os pandas são muito tímidos e, para os ajudar a vencer essa barreira, os responsáveis começaram a mostrar-lhes cenas de documentários sobre pandas em que era ver os ursinhos no arrefinfanço.
Posto isto, fico eu cá a pensar. Não será esta sobrecarga de erotismo e pornografia nos meios de comunicação social uma estratégia encapotada para incentivar a população à natalidade? Eu cá não sei e se é, pode não dar em nada mas ao menos sempre alegra a vista e incentiva a pinocada ou só que seja a auto-fricção.
Alguém viu o David Attenborough
? Não? Bem me parecia.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Ciência Bizarra: «Teoria Científica Que Explica Porque É Que Dizem Que Os Alentejanos São Lentos»
Que é que se há-de fazer, eu adoro livros. Acho que são a mais prática, fácil, duradoura e acessível forma de guardar, difundir e perpetuar o conhecimento. Já alguém viu um livro «crashar», como os informáticos dizem, ou deixar de funcionar por falta de luz? São como a televisão, a Internet e, em última análise, as pessoas: encontra-se neles tudo, desde o mais interessante ao mais enfadonho, do mais correcto ao mais estranho. Tivesse eu mais tempo disponível e mais dedicava a eles. Claro que os meus olhos depois é que se queixam mas já se sabe como é que são os vícios, há sempre um senão.
Há tempos, andava eu a vaguear, em busca de um título interessante nas prateleiras de uma biblioteca e eis que dou de caras com um manuscrito, sim, aquela coisa raríssima que se faz escrevendo à mão, de 30 páginas intitulado «Teoria Científica Que Explica Porque É Que Dizem Que Os Alentejanos São Lentos». E esta, ein? Após uma detalhada explanação dos factores que interagem sobre o objecto de estudo, chega toda a argumentação a um corolário, uma tese sob a seguinte forma:
«(...) um alentejano é tanto mais lento quanto maior for a resultante das forças e factores que sobre ele actuam mais a relação do ritmo de vida do Alentejo comparado com o local de proveniência do forasteiro visitante e a lentidão do Alentejo é directamente proporcional à lentidão do conjunto de todos os alentejanos ou à aparente lentidão dos alentejanos do ponto de vista do forasteiro visitante embora este não contribua em nada para a lentidão do Alentejo e dos alentejanos mas sim para a sua aparente lentidão. Quer isto dizer que só as forças e factores que actuam sobre os alentejanos fazem com que eles sejam lentos. O resto é só aparência devido ao diferente ritmo de vida de, por exemplo, Serpa e Coimbra.»
Muito bem.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Pão Por Deus e Dia das Bruxas
Estamos a chegar a mais uma época festiva dos Santos e mais uma vez deixo aqui o apelo. Não nos esqueçamos daquilo que é nosso, puro e original. Lembremo-nos da nossa festa dos bolinhos ou do pão por Deus, festividade de raízes muito antigas e com origem nos tempos das culturas pré-romanas em que os vivos iam deixar oferendas aos seus entes queridos mortos e outros, normalmente os mais pobres, pediam pão como paga para rezarem pelas almas desses. Séculos após séculos, numerosas gerações de crianças (pois a uma criança não se nega pão) vagueavam pelas ruas e campos a pedir para depois, no dia 2 de Novembro, Dia dos Fiéis Defuntos e, como consta em alguns documentos antigos, «Dia do Pão Por Deus», repartir pelos mais carenciados, com frequência os próprios.
Hoje em dia, há quem diga que devia ser Natal todos os dias. Na realidade, bêque-me é mas é Carnaval todos os dias. O costume anglo-saxónico e fortemente americanizado e comercializado do Dia das Bruxas veio fazer tábua rasa sobre esta antiga tradição nossa. Agora, em vez de gaiatos a pedir bolinhos ou pão por Deus, temos bandos de pirralhos disfarçados de criaturas das trevas a pedir doces sob a ameaça de pregar alguma partida. Muito bem, temos aqui as bases dum curso para futuros chantagistas e os diabetes agradecem tanto açúcar.
Já sabes como é que é. Se veres alguém disfarçado de bruxa ou de Drácula «à lá Christopher Lee», aplica-lhes uma bolinhada na abóbora que é para lhes... derreter as calorias!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Considerações de um Monstro da Estrada
Pois é, há quase um ano que tirei a carta e chegou a altura de fazer um breve balanço. Até agora, continuo vivo e não matei nem aleijei ninguém, o que não é mau. Aleijei sim foi a minha algibeira. É que manter uma bicicleta não tem custo quase nenhum. Manter uma motorizada, pouco mais, há o seguro, o combustível, pouco, e a manutenção. Manter uma besta de montada anda ela por ela. Manter um automóvel é que é o Diabo. Seguro quase tão caro quanto o António José, selo, inspecção, mecânico a toda a hora, combustível a montes... Caramba, não há bolso que resista! Desde que me meti a conduzir, pouco dos meus parcos rendimentos sobra! Só no obrigatório por lei vai logo a maior fatia. Quererá o Estado dinheiro ou pôr-nos a andar a pé? Hummm... sabendo como aquela maltaza é, quer é o tostanito. Só pode, até porque muitas vezes ter viatura própria consegue sair mais barato que andar em transportes públicos. Depois há o outro lado. Uma viagem de carro é mais cómoda, principalmente em dias de condições atmosféricas mais adversas. No entanto, é uma carga de trabalhos metê-lo em muitos lugares sem garantirmos uma futura despesa numa oficina ou bate-chapas. Ter um carro é também bom para levarmos mais gente a passear connosco mas é uma garantia de que nos vamos meter num submundo de contornos pouco claros, lidando com mânfios que de outro modo seriam a evitar, desde mecânicos vampíricos, se não os soubermos escolher bem, a inspectores e eventuais agentes da autoridade pouco leais, que não vamos ser ceguinhos ao ponto de não admitirmos que não os há. Independentemente do nosso veículo, temos ainda de lidar com a gigantesca selvajaria que ocorre a toda a hora nas estradas. Há que ter olho muito vivo e uma boa dose de sorte para sobreviver num meio tão adverso, com criaturas perigosas a fazer manobras perigosas, desrespeitando tudo e todos e pondo as vidas deles e dos outros em risco.
Em suma, um carro é pior que uma renda. Não fosse a comodidade da viagem e a possibilidade de poderem ir eventualmente mais de duas pessoas num e uma pequena motorizada de 50cc seria de muito longe bem mais satisfatória e económica. Assim, para pequenos trajectos, o ideal é ir a pé ou de bicicleta. Para as médias distâncias, pé, bicicleta ou montada, que tem a desvantagem de não estar disponível a toda a hora mas vence em atravessar qualquer obstáculo. Motorizada ou mota também servem e não saem muito caras. Para longas distâncias, depende do caso e oscila entre automóvel e transporte público.
Aproveito a ocasião para tecer alguns comentários acerca das inspecções periódicas obrigatórias. Pessoalmente, acho que é importante haver uma fiscalização em prol da segurança. No entanto, o modo como as inspecções são feitas é um incentivo à corrupção. Vá lá, não sejamos ingénuos. Toda a gente já ouviu histórias acerca de malta que, a troco duns tostões, facilita a aprovação de veículos que, de outro modo, reprovariam sem pestanejar, se é que não passou por elas. É algo do senso comum, coisas que ninguém admite mas que se fala à boca cheia sem saber dizer quem, como e quando. E depois, para agravar a situação, há centros de inspecções que pertencem a donos de oficinas ou empresas de transportes ou que com elas têm relação. Quanto a mim, há que rever o modelo de centros que se pretende. É certo que não há modelos isentos de corrompimento mas ajudaria um que garantisse a independência de quem inspecciona, fosse a vistoria feita por autoridades do Estado ou não. Quanto menos subjectiva e mais objectiva, restringida a parâmetros específicos e efectuada por aparelhos sem possibilidade de manipulação humana melhor. Não é legítimo apontar o dedo aos governantes chamando-os corruptos e, ao mesmo tempo, falar em facilitismos. Não queremos que um dia nos apontem também o dedo, pois não?
Dito isto, vou ver se vou monstrualizar mais um bocado as vias públicas. BRLRRRAAAUUUUURR!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Maddie: breves passos de uma estranha conspiração
Há anos que a comunicação social nos bombardeia com o caso Maddie, um dos mais bizarros alguma vez investigados em Portugal. E quando pensamos que nada de mais estranho há-de aparecer acerca disto, eis que novos indícios e desenvolvimentos vêm a lume. Enumerá-los em pormenor é uma tarefa quase titânica, tal não é a complexidade de um caso aparentemente simples à partida e a quantidade de tinta que isso tem feito escorrer. Assim, vamos sintetizar tudo o mais possível, passo a passo, que é para chegarmos aonde é pretendido sem nos perdermos em demasiados pormenores.
1 - Madeleine McCann, mais conhecida como Maddie, desaparece do Ocean Club, na Praia da Luz. A janela foi partida de dentro para fora, os irmãos mais novos continuavam a dormir profundamente apesar do aparato de gente no local e os pais desde logo que afirmaram que nada mais podia ter acontecido que o rapto.
2 - A investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária apontava em como o único cenário possível para o desaparecimento da miúda tivesse sido a morte e que os pais teriam algo a ver. Vamos ser sinceros. Nós cá em Portugal não somos assim tão ingénuos. Quase toda a gente ficou desde logo fortemente convencida disso.
3 - Mapa Cor-de-Rosa, Parte II. As autoridades diplomáticas e policiais da Inglaterra metem-se ao barulho e agem à vontade perante um Governo Português subserviente e fraco, fosse ele do Sócrates ou agora do Coelho. A Scotland Yard faz o que entende em Portugal, mandando e desmandando, pondo e dispondo, acusando, muito convenientemente, mortos da autoria do crime e, claro, passeando muito. Muitas operações de cosmética. Provas é que nem vê-las, até porque essas tem-as a Polícia Judiciária muito bem guardadas, sabe-se lá onde.
4 - Enquanto o casal McCann é apoiado de todos os modos, incluindo muito dinheiro, viaja que se farta, encontra-se com altas individualidades, até com o Papa, e goza de uma protecção diplomática e jurídica muito fora do comum, os investigadores portugueses são perseguidos e silenciados ou desacreditados quano possível. Que o diga o Inspector Gonçalo Amaral, expulso da Polícia Judiciária e alvo de vários processos em tribunal e até de censura (em democracia!).
5 - E eis que houve uma cidadã inglesa que quebrou o tabu existente em terras de Sua Majestade e questionou a seriedade da investigação levada a cabo pelas autoridades britânicas e a do casal McCann. Expôs o seu ponto de vista na Internet. Entretanto, foi descoberta e a sua identidade revelada na televisão por um jornalista pró-McCann que lhe fez uma espera à porta de casa. Começou a receber ameaças. Deixou o aviso de que se alguma coisa lhe acontecesse, toda a gente deveria duvidar da causa oficial da sua morte. Dias depois, apareceu morta num quarto de hotel em Leicestershire. A causa oficial de morte foi apontada como sendo... suicídio! O médico legista recusou-se a aceitar esta conclusão pois os indícios por ele encontrados não apontam senão no sentido oposto e entrou em rota de colisão com as autoridades.
6 - Para adensar ainda mais o caso, descobre-se que as autoridades do Reino Unido têm uma lista de gente céptica e crítica à investigação e ao casal McCann.
Perante tudo isto, só me ocorre uma pergunta. Independentemente do casal McCann ter sido ou não o responsável pela morte da própria filha, é por demais evidente que goza de um estatuto junto do Estado Britânico que nenhum outro goza. E a pergunta é: porquê? Será que as autoridades inglesas mantêm esta fachada para não admitirem que erraram a respeito deles? E seja a resposta sim ou não, porquê? Sempre o porquê! Serão os McCann mais importantes do que aquilo que nós pensamos? Porquê?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: O Hernâni Carvalho que se ponha a pau, até porque a malta gosta dele mas ele sabe umas quantas coisas. Força, Hernâni!
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
1 - Madeleine McCann, mais conhecida como Maddie, desaparece do Ocean Club, na Praia da Luz. A janela foi partida de dentro para fora, os irmãos mais novos continuavam a dormir profundamente apesar do aparato de gente no local e os pais desde logo que afirmaram que nada mais podia ter acontecido que o rapto.
2 - A investigação levada a cabo pela Polícia Judiciária apontava em como o único cenário possível para o desaparecimento da miúda tivesse sido a morte e que os pais teriam algo a ver. Vamos ser sinceros. Nós cá em Portugal não somos assim tão ingénuos. Quase toda a gente ficou desde logo fortemente convencida disso.
3 - Mapa Cor-de-Rosa, Parte II. As autoridades diplomáticas e policiais da Inglaterra metem-se ao barulho e agem à vontade perante um Governo Português subserviente e fraco, fosse ele do Sócrates ou agora do Coelho. A Scotland Yard faz o que entende em Portugal, mandando e desmandando, pondo e dispondo, acusando, muito convenientemente, mortos da autoria do crime e, claro, passeando muito. Muitas operações de cosmética. Provas é que nem vê-las, até porque essas tem-as a Polícia Judiciária muito bem guardadas, sabe-se lá onde.
4 - Enquanto o casal McCann é apoiado de todos os modos, incluindo muito dinheiro, viaja que se farta, encontra-se com altas individualidades, até com o Papa, e goza de uma protecção diplomática e jurídica muito fora do comum, os investigadores portugueses são perseguidos e silenciados ou desacreditados quano possível. Que o diga o Inspector Gonçalo Amaral, expulso da Polícia Judiciária e alvo de vários processos em tribunal e até de censura (em democracia!).
5 - E eis que houve uma cidadã inglesa que quebrou o tabu existente em terras de Sua Majestade e questionou a seriedade da investigação levada a cabo pelas autoridades britânicas e a do casal McCann. Expôs o seu ponto de vista na Internet. Entretanto, foi descoberta e a sua identidade revelada na televisão por um jornalista pró-McCann que lhe fez uma espera à porta de casa. Começou a receber ameaças. Deixou o aviso de que se alguma coisa lhe acontecesse, toda a gente deveria duvidar da causa oficial da sua morte. Dias depois, apareceu morta num quarto de hotel em Leicestershire. A causa oficial de morte foi apontada como sendo... suicídio! O médico legista recusou-se a aceitar esta conclusão pois os indícios por ele encontrados não apontam senão no sentido oposto e entrou em rota de colisão com as autoridades.
6 - Para adensar ainda mais o caso, descobre-se que as autoridades do Reino Unido têm uma lista de gente céptica e crítica à investigação e ao casal McCann.
Perante tudo isto, só me ocorre uma pergunta. Independentemente do casal McCann ter sido ou não o responsável pela morte da própria filha, é por demais evidente que goza de um estatuto junto do Estado Britânico que nenhum outro goza. E a pergunta é: porquê? Será que as autoridades inglesas mantêm esta fachada para não admitirem que erraram a respeito deles? E seja a resposta sim ou não, porquê? Sempre o porquê! Serão os McCann mais importantes do que aquilo que nós pensamos? Porquê?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: O Hernâni Carvalho que se ponha a pau, até porque a malta gosta dele mas ele sabe umas quantas coisas. Força, Hernâni!
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Crítica Literária: «A Ponte» e «A Pastora Liza» de Guilhermina Filipe
Há malta que me diz que eu sou um inculto, um analfabruto troglodita. Pois eu agora e num outro artigo de futuro vou provar que sou mesmo um troglodita «aincultural», se é que me faço entender. Ora não há melhor modo de demonstrar esta brutidade toda que analisando um livro. Melhor: dois livros!
Hoje temos «A Ponte» e «A Pastora Liza», de Guilhermina Filipe, ou Ghilhermina, como, por lapso ou de propósito, aparece escrito nos livros. Vamos ao ataque.
Hoje temos «A Ponte» e «A Pastora Liza», de Guilhermina Filipe, ou Ghilhermina, como, por lapso ou de propósito, aparece escrito nos livros. Vamos ao ataque.
«A PONTE»
- Género - Trata-se de uma auto-biografia parcial. A autora descreve parte da sua vida, com foco em certos episódios encadeados, desde a sua infância, na aldeia de Tinalhas, Concelho de Castelo Branco, Beira Baixa, até à época em que morava e trabalhava em Albufeira, Algarve. Foi publicado em Dezembro de 2013, em simultâneo a «A Pastora Liza».
- Organização - O livro tem uma introdução, com uma ligeira descrição de Tinalhas e onde se lança o mote para o livro, como se verá na «crítica» deste artigo. Desenrola-se depois a narrativa sem divisão por capítulos, ao longo de 31 páginas, às quais se seguem três dum poema em rimas brancas, ou seja, que não rima coisa alguma.
- Crítica - Este livro é de uma edição de autor, como vem na capa, pelo que não saiu ao público pela mão de nenhuma editora. Vendo nem se quer é preciso que seja muito bem a coisa, instantaneamente chegamos à conclusão que jamais editora alguma cometeria o suicídio de o fazer. Quando agarramos num exemplar, olhamos para a capa e temos logo a particularidade de lhe encontrar escrito aquilo que deveríamos constatar só no fim, que é a moral da história (não «História», como ela erradamente escreveu, que é outra coisa diferente). Diz ela:
«Moral da História: NÃO DESCUIDES VOSSOS FILHOS MENORES NAS MÃOS DE UM MÉDICO. PODE SER FATAL!»
Médico? Mas médico quê? Médico psicopata? Médico pedófilo? Médico político? Não? Então com uma construção da frase assim, não são os menores que precisam de ir ao médico. «Não descuides vossos filhos...» Logo aqui ficamos com a sensação de que isto não vai acabar nada bem... Os nossos receios ficam confirmados ao ler a Introdução, nomeadamente logo no primeiro parágrafo, onde se lê: «Ele dizia-me, se escreveres um livro, escreve com merda, porque isto é tudo merda, e maldito seja a hora em que nesta terra nasci.» A citação está tal e qual, letra por letra e acho que aqui ficou logo tudo dito. Temos aqui os primeiros ingredientes de uma receita para o desastre. Depois, a história desenrola-se, cheia de analepses e prolepses com frequência introduzidas sem dizer «água vai», ao sabor caprichoso e inconsequente de uma memória divagante. Não? Então vamos só ver um de vários casos. Página 23:
«E o milagre aconteceu, deixei de sentir quele [sic] pús [sic] que me empava [sic] a boca
Tudo isto eu tinha esquecido, não fora a compra da casa onde passei a minha primeira infância.
Casa essa que com alma viva me fez lembrar tudo o que eu esquecera em quarenta anos.
Mas ainda não falei da minha primeira escola.
Quando ia para a escola (...).»
Mais bizarro ainda é que aparece aquele tal aviso na capa sob a forma duma ridícula «moral da história» e ficamos com a sensação de virmos a deparar com alguma situação que, de qualquer modo, constituiu uma violação ao código ontológico, uma grosseria sob o ponto de vista ético, algo que um qualquer médico tivesse feito a ela enquanto menor ou a algum seu familiar ou amigo. Não, nada de mais acontece. É visado um tal Dr. Calaça ou Calassa, visto que aparecem as duas formas no texto e ficamos sem saber qual é a correcta mas nunca em nenhuma situação comprometedora sob qualquer ponto de vista. Apenas a autora tinha uma raiz dum dente infectada e andou anos amedrontada com a possibilidade da morte iminente com um cancro imaginário pois o médico procurou explicar-lhe melhor qual o problema dizendo-lhe que era provocado por uns bichinhos na boca. Que outra coisa poderia dizer a uma criança sem qualquer noção básica de Medicina? Para além disso, a narrativa oscila entre as considerações biográficas, a crítica política e social, as fadas, as descrições e sabe-se lá que mais com frequência sem grandes cuidados de manter uma relação entre os temas ou um fio condutor. O próprio porquê do nome ser «A Ponte» permanece um mistério aos distraídos. Já os atentos reparam que, no quarto parágrafo da página 18, diz:
«O Alentejo é como um mar que eu tenho de atravessar, para fazer a ponte entre Tinalhas e Albufeira.»
Sùbitamente, tudo acaba na página 31 e dá lugar ao tal poema onde não há métrica nem rima. Os próprios «versos» não fazem grande sentido. Eis um exemplo. Quinta estrofe:
«Mas a poesia essa vem atrás
do despravado amor
aproveitando a ocasião
pois ela sabe decerto
que o passarinho canta melhor
se lhe cortarem as asas»
[sic, sic, sic, tvi, rtp...]
Reminiscência da obra de Vincent Price ou alegoria sobre o efeito da depilação púbica? Boa pergunta... E por fim a cereja no topo do bolo. Na décima terceira de 16 estrofes, eis que se dá a estranha invocação... pela Síria?! Estranho para uma auto-biografia, o que só não estranha mais porque, a esta hora, já estamos entranhados de tantas coisas estranhas.
- Veredicto - O livro apresenta alguns retratos muito interessantes da vida em Tinalhas e Albufeira nas décadas de 60, 70 e 80 do século XX, testemunhos curiosos e preciosos para um estudo futuro e melhor compreensão da vida nas duas terras. Também ocorrem pontualmente boas tiradas e passagens de génio da melhor qualidade literária. Contudo, isto são gotas de água num oceano. Nota-se que o livro teve como único objectivo criticar algumas pessoas
em específico, com destaque para o Dr. Calaça/Calassa/Chalaça, mas nem
nisso foi bem sucedida. Em geral, tudo aqui é mau a um nível atroz. A história não está bem contada, é de estrutura anárquica, não tem um fio condutor, está pejada de desvios e divagações, já para não falar nos saltos espaço-temporais que deixariam o Doutor Emmett L. Brown a largar fumo pelas orelhas e dizer «great scot!» em modo de disco riscado. A linguagem é péssima, pejada de más construções das frases, arrepiantes
conjugações verbais, gralhas e erros ortográficos impossíveis de
inserir como correctos em qualquer regra de escrita da língua
portuguesa. Portanto, este é um livro a não ler, a não ser que
procuremos os tais retratos da vida quotidiana ou nos queiramos urinar a
rir com tantos atentados à literatura, à língua e à escrita. A bem
dizer, maior atentado cometeu a autora, ao ter tido a despesa de
publicar tamanha nulidade literária.
«A PASTORA LIZA»
- Género - É um pequeno romance que foi concebido como conto infantil mas que, como a saga do Harry Potter, degenerou em algo muito diferente. Foi publicado em Dezembro de 2013, em simultâneo a «A Ponte».
- Organização - Nenhuma, a história decorre em 14 páginas sem divisão por capítulos.
- História - Liza, uma jovem pastora, andava a apascentar o seu rebanho no Monte de Balfeche, perto de Tinalhas, quando apareceu Eiateclil, o rapaz, mais ou menos da mesma idade de Liza. Ordena-lhe com rudeza que abandone com as suas cabras a terra, que lhe pertencia. Depois de uma discussão, vai cada um para seu lado mas ficam ambos a matutar no sucedido. Tanto era o ódio que nutriam um pelo outro que se apaixonaram. Tudo acaba com os dois juntos.
- Crítica - O livro junta um conjunto de frases e ideias feitas de modo encapotado a uma história que se pretende romântica mas que acaba por ser patética. Como podem dois tipos de classes sociais muito distintas que se encontram uma vez, mordem-se que nem cães, ficam com ódio um ao outro e, no encontro seguinte, já derretidos de amores, abraçam-se calorosamente? Mais inverosímil que os «Transformers»...
- Veredicto - Ainda bem que a autora gosta de nos pôr de sobreaviso. Na contracapa aparece escrito:
«Em Tinalhas no Monte do Balfeche um cavaleiro surge por entre pedras e tojos Liza reivindica o direito universal da terra a reforma agrária.»
A ausência da quase totalidade da pontuação e a menção à reforma agrária remete-nos para o P.R.E.C. e aí ficamos logo outra vez com a impressão que aquilo, tal como «A Ponte», também não vai dar nada bom resultado. Toda a gente sabe que juntar ideologia comunista a um romance pseudo-infantil não é das misturas que melhor se digerem. Ao abrir o livro, obtemos a confirmação na dedicatória, que está no reverso da capa:
«Dedico aos mais belos pirilampos que na noite escura brilham Dedico à Susana e Beatriz duas luzes brilhantes na noite escura»
Dedicar o livro aos pirilampos é estranho mas dedicar duas luzes brilhantes a uma tal Susana e Beatriz é algo verdadeiramente bizarro. Quanto à história, é inconsequente, irracional e, de tão má que é, apesar de simples e linear, de desfecho paradoxalmente previsível. O resto é o mesmo que se diz acerca d'«A Ponte». A linguagem é péssima, pejada de más construções das frases, arrepiantes
conjugações verbais, gralhas e erros ortográficos impossíveis de
inserir como correctos em qualquer regra de escrita da língua
portuguesa. Portanto, este é um livro a não ler, a não ser que nos queiramos descascar a
rir com tantos atentados à literatura, à língua e à escrita ou, pelos mesmos motivos, cortar os pulsos e vazar os olhos como garantia de que nunca mais iremos ler um crime daqueles. A bem
dizer, maior atentado cometeu a autora, ao ter tido a despesa de
publicar tamanha nulidade literária.
***
Fala-se tanto em proteger o meio ambiente e a saúde pública. Porque não começar a fazê-lo evitando publicar coisas destas. Não só não seriam sacrificadas árvores para virem a ser transformadas em papel para tão tristes finalidades como se evitaria o enlouquecimento de eventuais leitores, em particular os letrados e intelectuais, e seu consequente internamento nos hospícios. Bizarria das bizarrias é que ambos os volumes contam com uma segunda edição! Tenebroso, não é?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
O Descalifado e as Tentações do Absurdo (título porreiro para uma obra de ficção)
Infelizmente, isto é bem real.
Desde há tempos que acompanho com especial interesse e preocupação as acções do auto-intitulado «Califado», também conhecido como «Estado Islâmico do Iraque e do Levante» ou «do Iraque e da Síria». Por um lado, é um trágico episódio, que se deseja curto e com um final feliz, muito interessante do ponto de vista historiográfico. Por outro lado, é mais uma daquelas supremas mostras da sempre impressionante estupidez humana. Por mais estúpidos que nós sejamos, e nós sempre conscientes disso, ainda nos conseguimos surpreender de cada vez que alguém produz uma parvoíce.
Em primeiro lugar, a malta do costume. Já alguém reparou que, sempre que os Estados Unidos da América apoiam os inimigos de algum inimigo seu, estes acabam por se virar contra eles? Apoiaram-se ambas as partes na Guerra Irão-Iraque e ambos vieram a tornar-se hostis aos Amaricanóides. Suportou-se a guerrilha afegã contra a União Soviética e eis os Talibãs. Mais uma mãozinha aqui e ali no Golfo Pérsico e lá veio a Al-Qaeda! Apoiaram-se os opositores do Saddam Hussein e agora temos estes extremistas bem carregadinhos de armamento americano. Serão precisos mais exemplos? Resta saber no que dará a ajuda aos Curdos e outros combatentes anti-Califado Daqui por uns aninhos logo o saberemos. A Inglaterra que se ponha a pau porque vai pelo mesmo caminho.
Em segundo lugar, temos os extremistas, gente unida em torno dum ex-presidiário que se diz descendente do Maomé, como é costume e que embarcou numa loucura isenta de qualquer sentido de lógica e humanidade a pretexto da religião. Oh, sim, está para acontecer a primeira guerra que se faça por causa da religião. Não contentes em invadirem as vizinhanças e massacrarem as populações, enveredaram pela estratégia suicida de espicaçarem a Inglaterra e os Estados Unidos da América, como se desejassem obter de borla inimigos que jamais conseguirão derrotar e que, ao invés, os eliminarão apenas com a simples vontade, pouco mais. Talvez seja essa a ideia, serem mártires, eles que têm essa panca para aqueles lados, como se as suas mortes fossem de algum modo úteis para a causa... E que estado julgam eles estarem a edificar? Se a guerra lhes acabar favorável, como conter o ímpeto dos criminosos, mais do que isso não são, que agora se enumeram nas suas fileiras? Que instituições? Que leis? Como pode um bando de ambiciosos sanguinários organizar um país sem terem as menores noções de governo? Um califado se nem sabem o que é um califa? Um estado islâmico se nem sabem o que é o Islamismo?
Em terceiro lugar, o mais importante e preocupante de tudo. Por incrível que pareça, os actos e apelos dos extremistas criaram a repulsa em muita gente mas também o fascínio e um estranho (e breve) sentido para a vida noutros. Vai-se lá saber por que carga de água, há quem se sinta cativado por uma promessa de violência, crueldade e morte quase certa em prol da ambição de quem nunca botará os seus calcantes num campo de batalha. Não são um ou dois, são alguns milhares os que abandonam as suas vidas pacatas ou desmotivantes, esquecem quem são e, depois de sujeitos a uma ridícula lavagem ao cérebro, seguem numa viagem sem regresso rumo à sua perdição. Muitos são jovens e, espantemo-nos, instruídos! Aqui cai-nos em cima o peso da questão. O que estará a nossa sociedade a fazer aos nossos jovens, a garantia do seu futuro? Que motivos os levaram a abandonar família, pátria, amigos e carreira em favor da loucura?
Caros pombos amigos. É certo que esses que partiram para se juntarem a um grupo de terroristas já não são aqueles que outrora conhecíamos. Esses já desapareceram. Os corpos podem ser os deles mas do corrompimento a que foram submetidos resultaram renegados sem alma nem inteligência, infelizes destinados a matar e morrer. E ainda assim, até para esses há uma réstea de redenção, se ainda tiverem a milagrosa clarividência de serem iluminados pela luz da razão. Mas perante este triste cenário, chega-se com facilidade a outra questão. Não se terão as nossas decadentes e instáveis sociedades tornado terreno fértil para pseudo-ideologias de doidivanas cruéis? Oh, sim. Eles podem alegar a defesa dum Islamismo que nada tem a ver com o que praticam, 120 grandes líderes muçulmanos o afirmam, se não acreditas na palavra dum cristão, mas uma boa dosa da sua inspiração proveio das nossas tristes figuras e cabe a nós corrigir-nos e darmos os bons exemplos.
Àqueles que se sentem tentados a seguir o apelo daqueles que incitam à desumanização, eu alerto. Tu aí que pensas nisto, lembra-te da tua família, dos amigos que cá tens, da tua terra! «Honrai a pátria porque a pátria vos contempla», como se costumava dizer. Lembra-te das tuas oportunidades, dos futuros promissores que tens por opção. E se nada disto te trouxer recordações de algo que te faça manter agarrado ao teu meio, lembra-te ao menos de ti próprio, da alegria ou desgosto que as tuas obras podem fazer nos outros, que se tu te mantiveres fiel a ti mesmo e seguires o caminho da paz e da rectidão, aí sim serás um vencedor e terás alegria. Os que mandam os outros para as contendas, e mais ainda aqueles que estão na mira de meio Mundo, ficarão na segurança das suas tocas, rodeados por guardas e luxos, à espera que tu morras em benefício das suas vontades. Para eles, pouco mais és que a pedra duma calçada sobre a qual eles caminham até ao seu destino. Sê sensato, tem juízo e mostra que tu és bem mais esperto que esses tais. Escolhe o caminho da paz e vence. Jamais haverá vitória na morte.
Que a caca esteja convosco!
P.S.:NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Desde há tempos que acompanho com especial interesse e preocupação as acções do auto-intitulado «Califado», também conhecido como «Estado Islâmico do Iraque e do Levante» ou «do Iraque e da Síria». Por um lado, é um trágico episódio, que se deseja curto e com um final feliz, muito interessante do ponto de vista historiográfico. Por outro lado, é mais uma daquelas supremas mostras da sempre impressionante estupidez humana. Por mais estúpidos que nós sejamos, e nós sempre conscientes disso, ainda nos conseguimos surpreender de cada vez que alguém produz uma parvoíce.
Em primeiro lugar, a malta do costume. Já alguém reparou que, sempre que os Estados Unidos da América apoiam os inimigos de algum inimigo seu, estes acabam por se virar contra eles? Apoiaram-se ambas as partes na Guerra Irão-Iraque e ambos vieram a tornar-se hostis aos Amaricanóides. Suportou-se a guerrilha afegã contra a União Soviética e eis os Talibãs. Mais uma mãozinha aqui e ali no Golfo Pérsico e lá veio a Al-Qaeda! Apoiaram-se os opositores do Saddam Hussein e agora temos estes extremistas bem carregadinhos de armamento americano. Serão precisos mais exemplos? Resta saber no que dará a ajuda aos Curdos e outros combatentes anti-Califado Daqui por uns aninhos logo o saberemos. A Inglaterra que se ponha a pau porque vai pelo mesmo caminho.
Em segundo lugar, temos os extremistas, gente unida em torno dum ex-presidiário que se diz descendente do Maomé, como é costume e que embarcou numa loucura isenta de qualquer sentido de lógica e humanidade a pretexto da religião. Oh, sim, está para acontecer a primeira guerra que se faça por causa da religião. Não contentes em invadirem as vizinhanças e massacrarem as populações, enveredaram pela estratégia suicida de espicaçarem a Inglaterra e os Estados Unidos da América, como se desejassem obter de borla inimigos que jamais conseguirão derrotar e que, ao invés, os eliminarão apenas com a simples vontade, pouco mais. Talvez seja essa a ideia, serem mártires, eles que têm essa panca para aqueles lados, como se as suas mortes fossem de algum modo úteis para a causa... E que estado julgam eles estarem a edificar? Se a guerra lhes acabar favorável, como conter o ímpeto dos criminosos, mais do que isso não são, que agora se enumeram nas suas fileiras? Que instituições? Que leis? Como pode um bando de ambiciosos sanguinários organizar um país sem terem as menores noções de governo? Um califado se nem sabem o que é um califa? Um estado islâmico se nem sabem o que é o Islamismo?
Em terceiro lugar, o mais importante e preocupante de tudo. Por incrível que pareça, os actos e apelos dos extremistas criaram a repulsa em muita gente mas também o fascínio e um estranho (e breve) sentido para a vida noutros. Vai-se lá saber por que carga de água, há quem se sinta cativado por uma promessa de violência, crueldade e morte quase certa em prol da ambição de quem nunca botará os seus calcantes num campo de batalha. Não são um ou dois, são alguns milhares os que abandonam as suas vidas pacatas ou desmotivantes, esquecem quem são e, depois de sujeitos a uma ridícula lavagem ao cérebro, seguem numa viagem sem regresso rumo à sua perdição. Muitos são jovens e, espantemo-nos, instruídos! Aqui cai-nos em cima o peso da questão. O que estará a nossa sociedade a fazer aos nossos jovens, a garantia do seu futuro? Que motivos os levaram a abandonar família, pátria, amigos e carreira em favor da loucura?
Caros pombos amigos. É certo que esses que partiram para se juntarem a um grupo de terroristas já não são aqueles que outrora conhecíamos. Esses já desapareceram. Os corpos podem ser os deles mas do corrompimento a que foram submetidos resultaram renegados sem alma nem inteligência, infelizes destinados a matar e morrer. E ainda assim, até para esses há uma réstea de redenção, se ainda tiverem a milagrosa clarividência de serem iluminados pela luz da razão. Mas perante este triste cenário, chega-se com facilidade a outra questão. Não se terão as nossas decadentes e instáveis sociedades tornado terreno fértil para pseudo-ideologias de doidivanas cruéis? Oh, sim. Eles podem alegar a defesa dum Islamismo que nada tem a ver com o que praticam, 120 grandes líderes muçulmanos o afirmam, se não acreditas na palavra dum cristão, mas uma boa dosa da sua inspiração proveio das nossas tristes figuras e cabe a nós corrigir-nos e darmos os bons exemplos.
Àqueles que se sentem tentados a seguir o apelo daqueles que incitam à desumanização, eu alerto. Tu aí que pensas nisto, lembra-te da tua família, dos amigos que cá tens, da tua terra! «Honrai a pátria porque a pátria vos contempla», como se costumava dizer. Lembra-te das tuas oportunidades, dos futuros promissores que tens por opção. E se nada disto te trouxer recordações de algo que te faça manter agarrado ao teu meio, lembra-te ao menos de ti próprio, da alegria ou desgosto que as tuas obras podem fazer nos outros, que se tu te mantiveres fiel a ti mesmo e seguires o caminho da paz e da rectidão, aí sim serás um vencedor e terás alegria. Os que mandam os outros para as contendas, e mais ainda aqueles que estão na mira de meio Mundo, ficarão na segurança das suas tocas, rodeados por guardas e luxos, à espera que tu morras em benefício das suas vontades. Para eles, pouco mais és que a pedra duma calçada sobre a qual eles caminham até ao seu destino. Sê sensato, tem juízo e mostra que tu és bem mais esperto que esses tais. Escolhe o caminho da paz e vence. Jamais haverá vitória na morte.
Que a caca esteja convosco!
P.S.:NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Falhanços Disney - Parte III ?
Fiquei a saber há poucos dias que a Disney tem uma nova vedeta: a Violetta. Fiquei imediatamente preocupado. Em primeiro lugar porque Violeta é também o nome de um instrumento de auto-satisfação dum amigo meu. Acredito que ele preferiria uma Violeta a sério, de carne e osso, mas não esta, que é nova demais. Em segundo lugar porque todas as mocinhas adolescentes que se tornam estrelas dos Estúdios Disney acabam por passar pelo seu casulo de pureza virginal e delicada e virem a transformar-se não em esplêndidas borboletas mas em criaturas de aspecto um tanto ou quanto depravado. Ou seja, é como se a passagem pela Disney fosse uma sessão de recalcamento da qual as estrelas se libertam com a maior das violências lascivas. Quê? Há dúvidas? Então vamos já averiguar dois exemplos.
1 - Britney Spears, também conhecida como «Vítima de Espirros».
Antes:
Depois:
2 - Miley Cyrus, outrora famosa enquanto Hannah Montana.
Agora conhecida como a «Lambedora Total».
Posto isto, resta desejar que a jovem Martina Stoessel, que ao que parece se está a tornar famosa enquanto Violetta Castillo, tenha mis um pouco de juízo, não desiluda os seus fãs e saiba lidar bem melhor com a fama que as suas antecessoras. Daqui por uns 10 anos, se tanto, ficaremos a saber.
Que a caca esteja convosco!
P.S.:NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
1 - Britney Spears, também conhecida como «Vítima de Espirros».
Antes:
Depois:
2 - Miley Cyrus, outrora famosa enquanto Hannah Montana.
Agora conhecida como a «Lambedora Total».
Posto isto, resta desejar que a jovem Martina Stoessel, que ao que parece se está a tornar famosa enquanto Violetta Castillo, tenha mis um pouco de juízo, não desiluda os seus fãs e saiba lidar bem melhor com a fama que as suas antecessoras. Daqui por uns 10 anos, se tanto, ficaremos a saber.
Que a caca esteja convosco!
P.S.:NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Inde Pendências
Hoje é o dia do referendo na Escócia em que os seus naturais decidirão se hão-de permanecer no Reino Unido ou se restaurarão a sua independência. Independentemente do resultado, o que é certo e sabido é que nunca mais as coisas serão as mesmas entre Escócia e Inglaterra e mesmo entre esta última e o País de Gales. Não se pode dizer que esta situação abre um precedente pois este verificou-se com o referendo de Timor-Leste, em 1999. No entanto, é uma situação nova na Europa. Outros foram feitos mas de legitimidade duvidosa, como se viu há poucos meses na Crimeia. Portanto, há muita gente de olhos postos no que vai sair deste escrutínio.
Tenho ficado admirado com a postura do Primeiro-Ministro de Inglaterra. Então o homem vem falar em separações dolorosas, que uma vez separada, a Escócia nunca mais regressará ao Reino Unido mesmo que queira, que as pessoas não têm as suas reformas e salários garantidos e mais isto e aquilo. Mas vamos lá ver se eu compreendo. Com esta verdadeira campanha de terror psicológico, estará ele a querer que os eleitores escoceses votem contra ou a favor da independência? Só pode ser a favor porque, se for pelo «não», então é evidente que aquela argumentação é fogo para se queimar.
Cameron, assim como outros responsáveis, em particular da União Europeia, têm de ter consciência de uma coisa. E o mesmo se aplica quanto aos naturais de uma região. Se um determinado povo pretende a sua independência mas vai a olhar para questões económicas, então mais vale a pena desistir da sua ambição. É o que está em causa não é a riqueza da região e o seu contributo para o produto interno bruto ou balança comercial do país onde se insere. Essa é a menor das questões, aquela que nem se coloca. O que é realmente importante é a unidade do povo, a sua identidade própria, enfim, toda uma legitimidade histórica e cultural. Se um grupo se sente distinto e que nada tem a ver com um ou mais com que compartilha o território nacional, então porque não reger-se por si próprio? Ao invés, aqueles que por quesília ou vantagem económica pretendem separar-se dos demais, pois que o façam mas ficando desde logo a saber que, se nada mais os motiva que os cifrões, então estarão sempre lixados quanto baste.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Dito isto, o Alberto João Jardim que ganhe juízo pois não há distinção em nenhum parâmetro ente um madeirense e um beirão, por exemplo. E os Escoceses que não se deixem ir em cantigas e ameaças, claro.
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Tenho ficado admirado com a postura do Primeiro-Ministro de Inglaterra. Então o homem vem falar em separações dolorosas, que uma vez separada, a Escócia nunca mais regressará ao Reino Unido mesmo que queira, que as pessoas não têm as suas reformas e salários garantidos e mais isto e aquilo. Mas vamos lá ver se eu compreendo. Com esta verdadeira campanha de terror psicológico, estará ele a querer que os eleitores escoceses votem contra ou a favor da independência? Só pode ser a favor porque, se for pelo «não», então é evidente que aquela argumentação é fogo para se queimar.
Cameron, assim como outros responsáveis, em particular da União Europeia, têm de ter consciência de uma coisa. E o mesmo se aplica quanto aos naturais de uma região. Se um determinado povo pretende a sua independência mas vai a olhar para questões económicas, então mais vale a pena desistir da sua ambição. É o que está em causa não é a riqueza da região e o seu contributo para o produto interno bruto ou balança comercial do país onde se insere. Essa é a menor das questões, aquela que nem se coloca. O que é realmente importante é a unidade do povo, a sua identidade própria, enfim, toda uma legitimidade histórica e cultural. Se um grupo se sente distinto e que nada tem a ver com um ou mais com que compartilha o território nacional, então porque não reger-se por si próprio? Ao invés, aqueles que por quesília ou vantagem económica pretendem separar-se dos demais, pois que o façam mas ficando desde logo a saber que, se nada mais os motiva que os cifrões, então estarão sempre lixados quanto baste.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Dito isto, o Alberto João Jardim que ganhe juízo pois não há distinção em nenhum parâmetro ente um madeirense e um beirão, por exemplo. E os Escoceses que não se deixem ir em cantigas e ameaças, claro.
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
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AVISO IMPORTANTE: DADO O ELEVADO TEOR EM EXCREMENTOS CORROSIVOS, NÃO SE RECOMENDA A VISUALIZAÇÃO DESTE BLOG EM DOSES SUPERIORES ÀS ACONSELHADAS PELO SEU MÉDICO DE FAMÍLIA, PODENDO OCORRER DANOS CEREBRAIS E CULTURAIS PROFUNDOS E PERMANENTES, PELO QUE A MESMA SE DESACONSELHA VIVAMENTE EM ESPECIAL A IDOSOS ACIMA DOS 90 ANOS, POLÍTICOS SUSCEPTÍVEIS, FREIRAS ENCLAUSURADAS, INDIVÍDUOS COM FALTA DE SENTIDO DE HUMOR, GRÁVIDAS DE HEPTAGÉMEOS E TREINADORES DE FUTEBOL COM PENTEADO DE RISCO AO MEIO. ISTO PORQUE...
A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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