Começou o novo ano lectivo, iupi... Não sei porque é que todos os anos há aquela enorme euforia com o regresso às aulas. É que, se bem me lembro de quando eu andava na escola, a coisa que mais alegria dava a um aluno era não ter aulas. Sim, e não digo isto por ser só comigo que isto se passava, era com todos, em maior ou menor grau. A malta passava o tempo de aulas a desejar que viessem as férias. É certo que também havia quem depressa desejasse o regresso das aulas pouco tempo depois de ter entrado em férias mas isso não era porque gostassem de aulas, era porque gostavam era de recreio. Por isso, o que estes desejavam era não o regresso às aulas mas o regresso ao recreio. A prova disso era que já desejavam que as férias chegassem pouco tempo depois do ano lectivo começar.
E os professores e empregados? Por muito que gostem de toda aquela azáfama da instrução pública, com a criançada aparentemente ansiosa por aprender algo de novo, não deixa de ser um pesadelo voltar à acção em meio escolar. Por um lado, temos as sempre problemáticas colocações dos professores. Se não ficarem desempregados, são desterrados para o extremo oposto do país. Quer tenham alguma destas sortes quer fiquem colocados no mesmo local, terão de gramar com uma guerra em duas frentes, compartilhada pelos empregados: numa são as investidas do Governo, imprevisíveis quanto ao conteúdo mas precisas quanto à natureza, que é, invariàvelmente, de asneira e no sentido de lixarem um tipo; noutra são os ferozes putos reguilas e adolescentes de hormonas aos pulos, cada vez mais agressivos.
E que dizer dos pais e encarregados de educação? Ai, valha-me Deus! Não há campanha publicitária que lhes saque um sorriso. Como se não bastasse a panóplia crescente de material em quantidade e preço que é exigida, são os sempre incontáveis e dispendiosos manuais. E como não temos a felicidade de termos manuais únicos e de pequeno tamanho, temos as editoras a monopolizar sem problemas e partilhando o lucro entre si, lucro esse que jamais conseguiriam com a venda de livros, por muito interessantes que fossem, a um público inculto e iletrado. Os livros para a escola são a garantia de lucro das editoras... e que lucro! E depois há aquela velha técnica de mudar uma imagem ou outra, alterar a disposição dum texto e exigir manuais novos todos os anos porque o programa é, supostamente, novo, quando no final é sempre a mesma coisa. Livra, nem as reformas do ensino são assim tão frequentes!
Se a isto acrescentarmos umas despesas com passes e comida e o Diabo a quatro, depressa vemos que não são só os impostos a fazer implodir as carteiras da população. E depois querem que tenhamos filhos... O preço a pagar para os adultos se verem livres das crianças é tão alto que mais vale a pena aturá-las. Venham daí as férias! A coisa, digamos, «boa» é que, à velocidade a que os sucessivos governos fecham escolas, o mais provável é que daqui a poucos anos já não haja nenhuma onde aplicar despesas.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
terça-feira, 16 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Tarantinolândia: como deveria ter acabado «Belmonte» (Versão Taralhouca)
Havia um antigo professor meu que dizia que nenhum filme, telenovela ou série era inteiramente original, que eram meras reedições ou reelaborações das antigas tragédias gregas. Pois se vermos bem cada produção actual, depressa chegamos à conclusão que é muito provável que seja verdade. É que, com frequência, vemo-nos mesmo gregos com os argumentos.
Nós sabemos que existe uma gritante falta de originalidade hoje em dia. Basta reparar nas milhentas versões modernas de músicas antigas, novas produções cinematográficas de fitas de outrora e adaptações televisivas de novas «Escravas Isauras» , «Jardins Proibidos» e outras, muitas das vezes mais pobres ou exageradas que as originais. Mas mais grave que a repetição de fórmulas do passado é a repetição de fórmulas absurdas e falhadas. Que o digam os telespectadores da T.V.I..
Eu não sou grande adepto de telenovelas mas às vezes calha de eu ficar a passar algum tempo a ver um pouco de um episódio qualquer se não estiver a dar nada mais de interessante. Pois na passada noite de dia 5, entretive-me a ver o último episódio de «Belmonte», o qual, confesso me desagradou. Não fui o único, acrescento. Para quem não viu, eis o que aconteceu.
Três irmãos iam casar-se com as suas respectivas. Um quarto irmão chamado Carlos, procurado pelas autoridades, apareceu lá para se vingar e fez refém a própria mulher, que estava grávida e que ele acreditava ser de um dos seus irmãos. Entretanto, apareceu um quinto irmão, o João, e o Carlos, de Mauser em punho, fez também dele refém. O pai biológico do Carlos chegou ao local e, pois claro, foi feito igualmente refém. Apareceu uma outra irmã, a Paula, e, já que temos a mão na massa (ou como canta o Álvaro Fabião, «Uma lasca de presunto/ Já que falas no assunto»), lá foi encostada também ao canto. Aquilo é que era um sortido de sequestrados. A conversa azedou e o Carlos quis começar por matar a mulher dele. Só que, quando o bandido disparou, o João meteu-se à frente da cunhada e levou um balázio na barriga em vez dela. O que o Carlos não sabia era que a sua delicada esposa trazia um pistolão na carteira. Portanto, assim que o outro tombou e lhe saiu da frente, ela fez questão de despejar o carregador no maridinho. Com tamanho alarido, os noivos acorrem ao local e dão de caras com o João inanimado/quinado e a esguichar sangue e com o Carlos feito passador e de olhos esbugalhados. Está bem, talvez o João não estivesse a esguichar sangue mas largava-o à fartazana. E o olhar do Carlos? Hilariante quanto baste! Apesar disso, degenerou tudo numa berratina épica. De repente, o João acordou. Estava num hospital, só que psiquiátrico. «Que Diabo...», pensamos nós. Sim, afinal ele era paciente num manicómio e inspirou-se nos outros maluquinhos e nos médicos e enfermeiros para escrever a história que muitos viram ao longo de quase 200 episódios. Como a história acabou mal, ele alterou-lhe o final. Pôs-se a ele a cavalgar no Pantanal com a sua amada, a Paula, falsa meia-irmã («Zarolhos de Água» aldrabados?), vivendo felizes para sempre. E é enquanto vemos os créditos finais pela última vez que ficamos todos a pensar: «mas que raio de término mais fatela vem a ser este?»
É isso, esta modalidade do fazer de conta que tudo o que vimos nunca aconteceu nem sempre resulta. Aqui foi mesmo desastrosa, em particular por causa da acção ter ficado inacabada e por causa daquele súbito final alternativo em tom de porno-sugestão. O pior é que já há tempos, numa qualquer das incontáveis telenovelas da T.V.I. sobre uns pescadores setubalenses, os argumentistas tinham recorrido à mesma solução. No momento em que a personagem interpretada por Paula Lobo Antunes era, digamos, fuzilada, também depois de ter sido raptada, acordava e via-se, espantemo-nos, numa cama de hospital, onde estava em coma há muito tempo, imaginando todo o enredo da história. Já aí esta solução mereceu duras críticas e, mesmo assim, parece que decidiram recorrer a ela também para esta vez. É curioso que há muitos anos usaram a mesma receita numa série de desenhos animados, o «Raio Azul», com um miúdo, um autocarro e um cavalo azul. Dessa vez, se bem me lembro, resultou na perfeição. O miúdo acordava e reparava que tinha sido tudo um sonho que adveio da leitura dum livro que lhe ofereceram. Lá calhou!
Perante este desastre novelesco, ficamos a pensar que «Belmonte» merecia um final melhor. Como poderia ele ser? Bem, para isso, nada melhor que recorrer à boa velha técnica do «como é que Quentin Tarantino o faria?» Nada mais fácil. Até podíamos fazer de conta que este era o «Sacanas Sem Lei» e deixar Uma Thurman, Samuel L. Jackson e John Travolta no descanso. Sim, ele foi capaz de fazer isso. Ora bem, o final do episódio tem tudo de necessário para resultar, tem conversa da treta, tiros, mortos, porreiro. Ignoremos as cenas do manicómio e do Pantanal, que só atrapalham. Estão os quatro reféns do mano mauzão. O Carlos aborrece-se da conversa, até porque estava ali era para fazer uma matança e ainda provar o bolo de noiva, que mais um pouco e tinha a cobertura azeda, e decidiu pôr um termo ao paleio.Ergueu a sua Mauser e disparou contra a mulher mas o mano João pôs-se à frente e levou com o balázio na barriga. Ao cair, deixou a mulher a descoberto, de canhangulo na mão, e toca de arrear chumbada no esposo, que se deixou ficar estático com a surpresa e com a súbita entrada em choque do sistema nervoso. Cambaleou para o lado e fraquejou das pernas. Ainda ia para tentar dar mais um tiro mas eis que se reergue o João, como se nenhuma bala o tivesse atingido, agarra na pistola da cunhada, petrificada com o que acabara de fazer e jamais julgara ser capaz, e diz ao irmão:
- Carlos, sabes dizer-me, por exemplo, como é que chamam a um Big Mac em França? Royale Com Queijo.
Fantástico! Ele previra a aparição sanguinária e prevenira-se com um colete à prova de bala! Afincou um derradeiro tiro mesmo no meio da testa do Carlos e este caiu no chão, morto a 100% e a esguichar sangue aos esgarrões da cabeça. O resto do pessoal entrou de rompante na casa, alertado pelo barulho, e dão de caras com aquele cenário. Então o padre olha para aquilo e diz:
- Livra, valha-me Deus! Até me deu um aperto. Vou só ali à casa de banho.
Sim, é que todas as histórias do Tarantino têm de ter casas de banho. Assim acabou a telenovela, com todos satisfeitinhos da vida, menos o morto, e viveram felizes para sempre e a comer montes de bolos que sobraram do copo d'água.
É ou não é muito melhor?
Que a caca esteja convosco!
P.PS.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Nós sabemos que existe uma gritante falta de originalidade hoje em dia. Basta reparar nas milhentas versões modernas de músicas antigas, novas produções cinematográficas de fitas de outrora e adaptações televisivas de novas «Escravas Isauras» , «Jardins Proibidos» e outras, muitas das vezes mais pobres ou exageradas que as originais. Mas mais grave que a repetição de fórmulas do passado é a repetição de fórmulas absurdas e falhadas. Que o digam os telespectadores da T.V.I..
Eu não sou grande adepto de telenovelas mas às vezes calha de eu ficar a passar algum tempo a ver um pouco de um episódio qualquer se não estiver a dar nada mais de interessante. Pois na passada noite de dia 5, entretive-me a ver o último episódio de «Belmonte», o qual, confesso me desagradou. Não fui o único, acrescento. Para quem não viu, eis o que aconteceu.
Três irmãos iam casar-se com as suas respectivas. Um quarto irmão chamado Carlos, procurado pelas autoridades, apareceu lá para se vingar e fez refém a própria mulher, que estava grávida e que ele acreditava ser de um dos seus irmãos. Entretanto, apareceu um quinto irmão, o João, e o Carlos, de Mauser em punho, fez também dele refém. O pai biológico do Carlos chegou ao local e, pois claro, foi feito igualmente refém. Apareceu uma outra irmã, a Paula, e, já que temos a mão na massa (ou como canta o Álvaro Fabião, «Uma lasca de presunto/ Já que falas no assunto»), lá foi encostada também ao canto. Aquilo é que era um sortido de sequestrados. A conversa azedou e o Carlos quis começar por matar a mulher dele. Só que, quando o bandido disparou, o João meteu-se à frente da cunhada e levou um balázio na barriga em vez dela. O que o Carlos não sabia era que a sua delicada esposa trazia um pistolão na carteira. Portanto, assim que o outro tombou e lhe saiu da frente, ela fez questão de despejar o carregador no maridinho. Com tamanho alarido, os noivos acorrem ao local e dão de caras com o João inanimado/quinado e a esguichar sangue e com o Carlos feito passador e de olhos esbugalhados. Está bem, talvez o João não estivesse a esguichar sangue mas largava-o à fartazana. E o olhar do Carlos? Hilariante quanto baste! Apesar disso, degenerou tudo numa berratina épica. De repente, o João acordou. Estava num hospital, só que psiquiátrico. «Que Diabo...», pensamos nós. Sim, afinal ele era paciente num manicómio e inspirou-se nos outros maluquinhos e nos médicos e enfermeiros para escrever a história que muitos viram ao longo de quase 200 episódios. Como a história acabou mal, ele alterou-lhe o final. Pôs-se a ele a cavalgar no Pantanal com a sua amada, a Paula, falsa meia-irmã («Zarolhos de Água» aldrabados?), vivendo felizes para sempre. E é enquanto vemos os créditos finais pela última vez que ficamos todos a pensar: «mas que raio de término mais fatela vem a ser este?»
É isso, esta modalidade do fazer de conta que tudo o que vimos nunca aconteceu nem sempre resulta. Aqui foi mesmo desastrosa, em particular por causa da acção ter ficado inacabada e por causa daquele súbito final alternativo em tom de porno-sugestão. O pior é que já há tempos, numa qualquer das incontáveis telenovelas da T.V.I. sobre uns pescadores setubalenses, os argumentistas tinham recorrido à mesma solução. No momento em que a personagem interpretada por Paula Lobo Antunes era, digamos, fuzilada, também depois de ter sido raptada, acordava e via-se, espantemo-nos, numa cama de hospital, onde estava em coma há muito tempo, imaginando todo o enredo da história. Já aí esta solução mereceu duras críticas e, mesmo assim, parece que decidiram recorrer a ela também para esta vez. É curioso que há muitos anos usaram a mesma receita numa série de desenhos animados, o «Raio Azul», com um miúdo, um autocarro e um cavalo azul. Dessa vez, se bem me lembro, resultou na perfeição. O miúdo acordava e reparava que tinha sido tudo um sonho que adveio da leitura dum livro que lhe ofereceram. Lá calhou!
Perante este desastre novelesco, ficamos a pensar que «Belmonte» merecia um final melhor. Como poderia ele ser? Bem, para isso, nada melhor que recorrer à boa velha técnica do «como é que Quentin Tarantino o faria?» Nada mais fácil. Até podíamos fazer de conta que este era o «Sacanas Sem Lei» e deixar Uma Thurman, Samuel L. Jackson e John Travolta no descanso. Sim, ele foi capaz de fazer isso. Ora bem, o final do episódio tem tudo de necessário para resultar, tem conversa da treta, tiros, mortos, porreiro. Ignoremos as cenas do manicómio e do Pantanal, que só atrapalham. Estão os quatro reféns do mano mauzão. O Carlos aborrece-se da conversa, até porque estava ali era para fazer uma matança e ainda provar o bolo de noiva, que mais um pouco e tinha a cobertura azeda, e decidiu pôr um termo ao paleio.Ergueu a sua Mauser e disparou contra a mulher mas o mano João pôs-se à frente e levou com o balázio na barriga. Ao cair, deixou a mulher a descoberto, de canhangulo na mão, e toca de arrear chumbada no esposo, que se deixou ficar estático com a surpresa e com a súbita entrada em choque do sistema nervoso. Cambaleou para o lado e fraquejou das pernas. Ainda ia para tentar dar mais um tiro mas eis que se reergue o João, como se nenhuma bala o tivesse atingido, agarra na pistola da cunhada, petrificada com o que acabara de fazer e jamais julgara ser capaz, e diz ao irmão:
- Carlos, sabes dizer-me, por exemplo, como é que chamam a um Big Mac em França? Royale Com Queijo.
Fantástico! Ele previra a aparição sanguinária e prevenira-se com um colete à prova de bala! Afincou um derradeiro tiro mesmo no meio da testa do Carlos e este caiu no chão, morto a 100% e a esguichar sangue aos esgarrões da cabeça. O resto do pessoal entrou de rompante na casa, alertado pelo barulho, e dão de caras com aquele cenário. Então o padre olha para aquilo e diz:
- Livra, valha-me Deus! Até me deu um aperto. Vou só ali à casa de banho.
Sim, é que todas as histórias do Tarantino têm de ter casas de banho. Assim acabou a telenovela, com todos satisfeitinhos da vida, menos o morto, e viveram felizes para sempre e a comer montes de bolos que sobraram do copo d'água.
É ou não é muito melhor?
Que a caca esteja convosco!
P.PS.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Ó Diogo, lá se vão as «Mamas de Tronos»!
Há tempos atrás, correram rumores de que o actor português Diogo Morgado, famoso pelas suas interpretações de Jesus Cristo na televisão e cinema, iria participar na célebre série «Jogo de Tronos» (não «Guerra dos Tronos», como tem sido erradamente traduzido. Parece que foi apenas um boato infundado pois ele não foi convidado para contracenar na série. É pena, certamente que ele ficaria contente por participar noutro tipo de... paixão!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Boas oportunidades de negócio
Sim, é verdade, tenho andado muito viajado desde há uns tempos para cá. Não é que eu queira, posto que grande valor atribuo ao sossego, mas a necessidade a tal me obriga. Ora ao longo das minhas jornadas tenho-me deparado com algumas situações que, se não fosse eu ser o eterno teso de primeira apanha, decerto me constituiriam boas oportunidades de negócio. Fico pois eu a pensar que, se o seriam para mim, também o deveriam ser para outrem. Portanto, convosco, estimados camaradas de pombal, partilho três exemplos.
1 - Casa Pepe - Situada mesmo à entrada de Santa Clara-a-Velha, Concelho de Odemira, fica, do lado esquerdo da rua, aquele que até ao ano passado era o mais prestigiado restaurante, café e pequena pensão da zona e arredores. Outrora almocei lá um punhado de vezes e a casa estava sempre cheia a abarrotar. Na seguinte morada, encontram-se mais informações sobre o estabelecimento.
http://boacamaboamesa.expresso.sapo.pt/boa-mesa/guia-restaurantes/casa-pepe-17870
Segundo o que me foi dito, não foi por falta de clientela que a casa fechou mas por opção dos donos em mudarem-se para Lisboa, a ser verdade o que me disseram. Como é o único estabelecimento do género por ali, é garantido, creio eu, que só um palerma que ali invista é que não leva o empreendimento de rumo a bom porto.
2 - Pousada de Santa Clara - Não muito longe da aldeia supracitada, há a Pousada de Santa Clara, localizada mesmo à beira do paredão da barragem e com uma vista deslumbrante para o enorme espelho de água sustido por entre múltiplas elevações e irregularidades do terreno tão suaves como os mais belos e inspiradores contornos anatómicos das nossas congéneres femininas. Para além do grande edifício e suas naturais dependâncias, posssui vários anexos de lazer, como jardins, piscina e instalações desportivas. Pertenceu ao Estado mas já se sabe como é que são os nossos ilustres governantes. Há anos foi adquirida pelo Grupo Pestana, tal como todas as outras pousadas públicas. Porém, os novos proprietários optaram pelo seu encerramento, há cerca de dois anos. Era um lugar muito concorrido e que empregava muita gente. O fecho desta pousada e da Casa Pepe ditaram a morte de Santa Clara-a-Velha e das povoações vizinhas. Agora está à venda mas também há a opção do arrendamento. Eis mais algumas informações sobre ela aqui:
http://www.aportugal.com/pousadadesantaclaraavelha/index.htm
Também será importante ver estas fotografias:
http://www.riomira.com/index.php?option=com_content&view=article&id=6579:pousada-de-santa-clara-ao-abandono&catid=14:turismo
Ouvi há algumas semanas dizer que houve quem tivesse adquirido o imóvel. Se é verdade, tanto melhor. Se não é, então exorto-vos, leitores de posses, a investir neste desafio decerto engrandecedor para o prestígio, o ego e as algibeiras. Seque-me já o charco se me estou a enganar!
3 - Cine-Teatro João de Deus - Manilhas, esta é dedicada a ti. Na artéria principal de São Bartolomeu de Messines, Concelho de Silves, que é a Rua da Liberdade, fica uma das mais castiças e estereotipadas recordações da época áurea do cinema: o deslumbrante Cine-Teatro João de Deus. Está encerrado desde 2012 mas mantém uma característica fantasmagórica quase arrepiante. Por cima da porta de entrada, logo abaixo dos cartazes dos filmes, o painel electrónico continua a fazer passar os horários das sessões. Aqui nesta terra e nos arredores, mesmo até nos concelhos vizinhos, se alguém quer ir a um cinema ver um filme, tem de se deslocar dezenas de quilómetros, léguas, meus caros, e ir até à Tavagueira, antes da Guia, Concelho de Albufeira, ou até Portimão! Até de Odemira e Almodôvar vão! Portanto, quanto venturoso não seria um investimento de um independente num negócio destes? Mesmo até para uma grande cadeia. Ocorre-me agora, por exemplo, que a Castello Lopes perdeu quase todos os cinemas que explorava. Porque não adquirir ou arrendar este espaço e devolver-lhe o charme e a animação de tempos idos?
Aqui ficam as minhas sugestões e só não ficam as intenções porque, como é sabido, eu sou o sempre teso.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
1 - Casa Pepe - Situada mesmo à entrada de Santa Clara-a-Velha, Concelho de Odemira, fica, do lado esquerdo da rua, aquele que até ao ano passado era o mais prestigiado restaurante, café e pequena pensão da zona e arredores. Outrora almocei lá um punhado de vezes e a casa estava sempre cheia a abarrotar. Na seguinte morada, encontram-se mais informações sobre o estabelecimento.
http://boacamaboamesa.expresso.sapo.pt/boa-mesa/guia-restaurantes/casa-pepe-17870
Segundo o que me foi dito, não foi por falta de clientela que a casa fechou mas por opção dos donos em mudarem-se para Lisboa, a ser verdade o que me disseram. Como é o único estabelecimento do género por ali, é garantido, creio eu, que só um palerma que ali invista é que não leva o empreendimento de rumo a bom porto.
2 - Pousada de Santa Clara - Não muito longe da aldeia supracitada, há a Pousada de Santa Clara, localizada mesmo à beira do paredão da barragem e com uma vista deslumbrante para o enorme espelho de água sustido por entre múltiplas elevações e irregularidades do terreno tão suaves como os mais belos e inspiradores contornos anatómicos das nossas congéneres femininas. Para além do grande edifício e suas naturais dependâncias, posssui vários anexos de lazer, como jardins, piscina e instalações desportivas. Pertenceu ao Estado mas já se sabe como é que são os nossos ilustres governantes. Há anos foi adquirida pelo Grupo Pestana, tal como todas as outras pousadas públicas. Porém, os novos proprietários optaram pelo seu encerramento, há cerca de dois anos. Era um lugar muito concorrido e que empregava muita gente. O fecho desta pousada e da Casa Pepe ditaram a morte de Santa Clara-a-Velha e das povoações vizinhas. Agora está à venda mas também há a opção do arrendamento. Eis mais algumas informações sobre ela aqui:
http://www.aportugal.com/pousadadesantaclaraavelha/index.htm
Também será importante ver estas fotografias:
http://www.riomira.com/index.php?option=com_content&view=article&id=6579:pousada-de-santa-clara-ao-abandono&catid=14:turismo
Ouvi há algumas semanas dizer que houve quem tivesse adquirido o imóvel. Se é verdade, tanto melhor. Se não é, então exorto-vos, leitores de posses, a investir neste desafio decerto engrandecedor para o prestígio, o ego e as algibeiras. Seque-me já o charco se me estou a enganar!
3 - Cine-Teatro João de Deus - Manilhas, esta é dedicada a ti. Na artéria principal de São Bartolomeu de Messines, Concelho de Silves, que é a Rua da Liberdade, fica uma das mais castiças e estereotipadas recordações da época áurea do cinema: o deslumbrante Cine-Teatro João de Deus. Está encerrado desde 2012 mas mantém uma característica fantasmagórica quase arrepiante. Por cima da porta de entrada, logo abaixo dos cartazes dos filmes, o painel electrónico continua a fazer passar os horários das sessões. Aqui nesta terra e nos arredores, mesmo até nos concelhos vizinhos, se alguém quer ir a um cinema ver um filme, tem de se deslocar dezenas de quilómetros, léguas, meus caros, e ir até à Tavagueira, antes da Guia, Concelho de Albufeira, ou até Portimão! Até de Odemira e Almodôvar vão! Portanto, quanto venturoso não seria um investimento de um independente num negócio destes? Mesmo até para uma grande cadeia. Ocorre-me agora, por exemplo, que a Castello Lopes perdeu quase todos os cinemas que explorava. Porque não adquirir ou arrendar este espaço e devolver-lhe o charme e a animação de tempos idos?
Aqui ficam as minhas sugestões e só não ficam as intenções porque, como é sabido, eu sou o sempre teso.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
A Câmara de Albufeira não aprende...
Tenho andado por muitos lugares e chamado por vezes os responsáveis à atenção para certas situações que considero irregulares ou alvo de melhoramento. Uma delas teve a ver com a Câmara Municipal de Albufeira, entidade em muitos aspectos considerada em geral problemática. Não sou eu que o digo, é algo de tão senso comum quanto a fama de «capital do turismo». Porém, neste caso, como noutros que muitas outras pessoas alertaram, parece que o efeito foi o inverso do lógico. Pelos vistos é preferível ignorar conselhos, não é? Pois assim a edilidade corre o risco de não vir a ter conselho se o vier a procurar, seja onde for, e de ter quem lhe acuda quando mais necessitar. Se não o esperar dos seus munícipes, nos quais eu não me incluo, há-de esperá-lo de quem? Depois não diga que eu não a avisei, como antes já o fiz, e que, qualquer dia, o Concelho fique ingovernável. É que até parece que é essa a intenção!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Este lugar triste que habito
Eu moro num sítio triste. Habito num lugar de aspecto feliz mas de onde há muito tempo a alegria fugiu. Aqui trazia eu as ovelhas a pastar quando eu era um jovem ovelheiro. As antiquíssimas árvores que nos abrigavam e davam pequenos petiscos foram arrancadas para dar lugar a casario e parque de estacionamento. Uma sobrou, uma oliveira centenária, e novas foram plantadas. Em vez do bucólico gado há agora gente triste. Uns são tristes porque nisso os tornaram e outros são-o porque nisso tornam os outros.
Aqui há quem dê presentes aos vizinhos e lhes mostre simpatia mas com o único intuito de vir a tirar proveito da situação, usando e manipulando os fracos e incautos. Quando estes já para nada serves ou se tornam em empecilhos, são deitados fora pelos primeiros. Com sorte, passam a ser como se não existissem. Aqui há delito de opinião. Quem diz o que pensa é censurado. Se fala a verdade, é punido com a ostracização. É que é preferível a esta triste gente aceitar como facto uma mentira e acreditar piamente nela, sabendo que é aldrabice, se esta servir os seus interesses. No lugar onde eu moro, cumprimentar é uma acção suspeita pois quem o faz, consoante a conveniência de quem o recebe, ou tem o silêncio como troco ou é acusado de ser hipócrita. Há quem não goste dos sons da Natureza. Não se pode ter sequer um pássaro sem que não tenhamos os guardas a baterem-nos à porta. Uns fazem o que lhes dá na gana, mesmo que prejudiquem os outros e o bem comum, mas nunca deixam de serem vizinhos exemplares e dedicados. Ao invés, quem é respeitador para com os outros e as instituições é visto como uma ameaça. Consequentemente, é odiado por uns e dele os outros fogem, não vá alguém sofrer as consequências de ser visto a confraternizar com um «perigoso». O visado chega ao ponto de evitar conviver com os outros para não lhes causar problemas. Neste sítio onde moro, as pessoas que julgamos serem correctas são parasitas sociais ou lacaios simbiontes tácitos destes.
Sob a aparência dum lugar simpático, existe um ponto de insalubridade urbana e cinismo dissimulado, onde a atmosfera pesada de falsidade e falta de união fazem desejar a solidão a qualquer um em vez de tão indesejadas companhias. Há aqui boa gente, é inegável, mas a conduta de alguns outros e o negrume da consequente envolvência actuam como um buraco negro emocional, sugando qualquer réstea de animação de todo o ambiente em redor. Neste sítio, já só as frondosas árvores eram motivo de contentamento para as almas ensombradas pelos desalentos quotidianos. As jovens tipuanas, com o seu verde radioso polvilhado de numerosas flores amarelas, e a oliveira anciã, marco quer da divisão de três terras quer da abundância de excelsas azeitonas e deleite à vista.
Quando certa noite cheguei a casa e vi todas as árvores do arruamento cortadas, aquelas sob as quais os miúdos brincavam e os graúdos conversavam e sob as quais se planearam futuras jantaradas, vi mais que cepos esvaindo-se em seiva, vi definitivamente morto o último resíduo de alegria e união desta malfadada urbanização. Não foram as folhas caídas ou o passeio levantado e irregular que as sentenciaram, foi a mesquinhez e a trica. É que aqui usam-se pretextos para fazer algo como modo de atingir alguém. Desta vez, como noutros, eu fui um dos atingidos. E ali, ao ver o vazio daquela rua desarborizada, vejo também um vazio de bondade. Pode tudo até não ser bem assim e ser muito disto mera impressão minha mas a nudez deste espaço conjugada com o o seu ambiente não me conseguem fazer chegar a outra conclusão. Um lugar tão negativo não é o meu lugar. Nada mais de bom lhe consigo dar e nada mais de bom nele vejo. Aliás, este lugar está a fazer de mim e dos meus pessoas piores. Resta-me apenas demandar a alegria antes que este lugar triste me torne tão triste quanto ele próprio e parte dos que nele moram.
No final, deixo aqui a questão. Os meios urbanos estão a perder as suas características de aldeias em ponto grande e muitos já o perderam mesmo. Tornam-nos pessoas sós, introvertidas, egocêntricas, em suma, infelizes sem darmos por isso. Num mundo em que se privilegia o individualismo e a competição, quantos lugares tristes ou mais que este não existirão? Urge revalorizar a camaradagem e a cooperação em prol da felicidade.
Tornarmo-nos boas pessoas e fazermos da nossa morada um lugar feliz está nas nossas mãos e nas de todos.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Aqui há quem dê presentes aos vizinhos e lhes mostre simpatia mas com o único intuito de vir a tirar proveito da situação, usando e manipulando os fracos e incautos. Quando estes já para nada serves ou se tornam em empecilhos, são deitados fora pelos primeiros. Com sorte, passam a ser como se não existissem. Aqui há delito de opinião. Quem diz o que pensa é censurado. Se fala a verdade, é punido com a ostracização. É que é preferível a esta triste gente aceitar como facto uma mentira e acreditar piamente nela, sabendo que é aldrabice, se esta servir os seus interesses. No lugar onde eu moro, cumprimentar é uma acção suspeita pois quem o faz, consoante a conveniência de quem o recebe, ou tem o silêncio como troco ou é acusado de ser hipócrita. Há quem não goste dos sons da Natureza. Não se pode ter sequer um pássaro sem que não tenhamos os guardas a baterem-nos à porta. Uns fazem o que lhes dá na gana, mesmo que prejudiquem os outros e o bem comum, mas nunca deixam de serem vizinhos exemplares e dedicados. Ao invés, quem é respeitador para com os outros e as instituições é visto como uma ameaça. Consequentemente, é odiado por uns e dele os outros fogem, não vá alguém sofrer as consequências de ser visto a confraternizar com um «perigoso». O visado chega ao ponto de evitar conviver com os outros para não lhes causar problemas. Neste sítio onde moro, as pessoas que julgamos serem correctas são parasitas sociais ou lacaios simbiontes tácitos destes.
Sob a aparência dum lugar simpático, existe um ponto de insalubridade urbana e cinismo dissimulado, onde a atmosfera pesada de falsidade e falta de união fazem desejar a solidão a qualquer um em vez de tão indesejadas companhias. Há aqui boa gente, é inegável, mas a conduta de alguns outros e o negrume da consequente envolvência actuam como um buraco negro emocional, sugando qualquer réstea de animação de todo o ambiente em redor. Neste sítio, já só as frondosas árvores eram motivo de contentamento para as almas ensombradas pelos desalentos quotidianos. As jovens tipuanas, com o seu verde radioso polvilhado de numerosas flores amarelas, e a oliveira anciã, marco quer da divisão de três terras quer da abundância de excelsas azeitonas e deleite à vista.
Quando certa noite cheguei a casa e vi todas as árvores do arruamento cortadas, aquelas sob as quais os miúdos brincavam e os graúdos conversavam e sob as quais se planearam futuras jantaradas, vi mais que cepos esvaindo-se em seiva, vi definitivamente morto o último resíduo de alegria e união desta malfadada urbanização. Não foram as folhas caídas ou o passeio levantado e irregular que as sentenciaram, foi a mesquinhez e a trica. É que aqui usam-se pretextos para fazer algo como modo de atingir alguém. Desta vez, como noutros, eu fui um dos atingidos. E ali, ao ver o vazio daquela rua desarborizada, vejo também um vazio de bondade. Pode tudo até não ser bem assim e ser muito disto mera impressão minha mas a nudez deste espaço conjugada com o o seu ambiente não me conseguem fazer chegar a outra conclusão. Um lugar tão negativo não é o meu lugar. Nada mais de bom lhe consigo dar e nada mais de bom nele vejo. Aliás, este lugar está a fazer de mim e dos meus pessoas piores. Resta-me apenas demandar a alegria antes que este lugar triste me torne tão triste quanto ele próprio e parte dos que nele moram.
No final, deixo aqui a questão. Os meios urbanos estão a perder as suas características de aldeias em ponto grande e muitos já o perderam mesmo. Tornam-nos pessoas sós, introvertidas, egocêntricas, em suma, infelizes sem darmos por isso. Num mundo em que se privilegia o individualismo e a competição, quantos lugares tristes ou mais que este não existirão? Urge revalorizar a camaradagem e a cooperação em prol da felicidade.
Tornarmo-nos boas pessoas e fazermos da nossa morada um lugar feliz está nas nossas mãos e nas de todos.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Nós estamos mas é feitos ao bife com esta maltinha...
Às vezes dizem-me que eu me fartava de criticar o Sócrates e a sua maltasa mas nada digo sobre o Coelho e afins. Isso deve-se a uma razão muito simples: eu fico sem palavras, incrédulo com a realidade. Talvez eu esteja a ser injusto, até porque governar em crise é difícil, pelo que lhes vou dar o benefício da dúvida. É que eu ainda não consegui compreender se o Governo é incompetente em proporções épicas ou se está a fazer de propósito para arruinar o país. Porquê? Ora então vejamos.
Em primeiro lugar, os seus membros mordem-se como cães danados e acho que nem com uma sobredosagem de vacinas contra a raiva a coisa ia ao lugar. Em segundo, o executivo liga mais à política externa do que à administração do país. Terceiro lugar. Até podíamos dizer «ainda bem, se eles nos governassem como tratam dos negócios estrangeiros, estaríamos muito bem lixados». O pior é que eles fazem-no tão mal ou pior. Queres fazer justiça, mandares o puto para a escola, tratar da tua saúde ou até pagar a ranchada de impostos a que és obrigado? Não querias mais nada! É que esta malta encerra e elimina serviços que nem as pragas de gafanhotos numa horta. Por isso, se queres usufruir de alguma destas funcionalidades, por muito degradadas que estejam, despacha-te porque qualquer dia nem boas nem más, é nicles.
Mais. A dívida do Estado é brutal e a débil economia portuguesa segue no encalço dos dinossauros. Que fazer? Que raio de pergunta... Aumentam-se os impostos, criam-se outros novos, encerram-se mais uns serviços e manda-se gente embora. Podia-se estimular a economia e o emprego aliviando a carga fiscal e burocrática sobre os trabalhadores e as empresas. Pois: com menos impostos a pagar, há mais capital disponível para gastar, logo consome-se mais, movimenta-se o comércio e, como há mais procura, há um incentivo a uma maior produção. Consequentemente, o próprio Estado arrecada mais receita porque há maior movimento e deixa de haver necessidade de fugir a impostos de vulto abusivo. Só que isso nem é chique nem é o que a Angela Merkel e o F.M.I. querem.
O défice aumenta? A economia fica mais estrangulada? O mercado negro e a fuga ao fisco proliferam? O desemprego e a emigração agravam-se? Claro! Mas e o que faz o Governo? Aumenta ainda mais a carga fiscal! Parece-me impossível que os seus membros não se tenham apercebido que estão a acabar de destruir o país. O mais surpreendente é que ninguém consegue derrubar o executivo, apoiado por uma assembleia paralisada e por um chefe de Estado compactuante. Mesmo que nos livrássemos deste Governo, para quem nos viraríamos nós? Para uns pseudo-socialistas em auto-destruição? Para um Bloco meio desintegrado? Para os comunistas?
Se o objectivo era ser tão mau ou pior que o Governo do Sócrates, parabéns, Passos Coelho & Companhia estão a consegui-lo. Se a isto juntarmos toda uma total decadência de uma sociedade sem valores nem referências culturais e morais, dependente daqueles que mais despreza, os idosos, depressa chegamos à conclusão que o fim das gerações mais velhas deixará parte da população numa situação ainda mais precária. Dadas as circunstâncias, é bom que os nossos governantes acordem, deixem os números da mão e olhem para o país real, aquele que existe para lá da janela e da resma de papéis, até porque os graves problemas financeiros do Estado e da banca são a menor das preocupações nos dias de hoje. É que é urgente fazer algo, dar uma volta radical ao estado de coisas, sob pena de, a curto prazo, estarmos metidos em muito maus caminhos, os quais só nos poderão levar a dois desfechos trágicos: ou o desembocar noutro regime autoritário e fortemente conservador, que nos forçará a fazer a mal aquilo que poderia ser feito a bem, ou pior, a desintegração da sociedade, com o respectivo colapso da nacionalidade.
Portugal que se cuide pois quer-me cá parecer que nós estamos é muito bem lixados.
P.S.: Se eu criar ou comprar um banco e roubar montes de dinheiro, será que também me safam à grande?
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Em primeiro lugar, os seus membros mordem-se como cães danados e acho que nem com uma sobredosagem de vacinas contra a raiva a coisa ia ao lugar. Em segundo, o executivo liga mais à política externa do que à administração do país. Terceiro lugar. Até podíamos dizer «ainda bem, se eles nos governassem como tratam dos negócios estrangeiros, estaríamos muito bem lixados». O pior é que eles fazem-no tão mal ou pior. Queres fazer justiça, mandares o puto para a escola, tratar da tua saúde ou até pagar a ranchada de impostos a que és obrigado? Não querias mais nada! É que esta malta encerra e elimina serviços que nem as pragas de gafanhotos numa horta. Por isso, se queres usufruir de alguma destas funcionalidades, por muito degradadas que estejam, despacha-te porque qualquer dia nem boas nem más, é nicles.
Mais. A dívida do Estado é brutal e a débil economia portuguesa segue no encalço dos dinossauros. Que fazer? Que raio de pergunta... Aumentam-se os impostos, criam-se outros novos, encerram-se mais uns serviços e manda-se gente embora. Podia-se estimular a economia e o emprego aliviando a carga fiscal e burocrática sobre os trabalhadores e as empresas. Pois: com menos impostos a pagar, há mais capital disponível para gastar, logo consome-se mais, movimenta-se o comércio e, como há mais procura, há um incentivo a uma maior produção. Consequentemente, o próprio Estado arrecada mais receita porque há maior movimento e deixa de haver necessidade de fugir a impostos de vulto abusivo. Só que isso nem é chique nem é o que a Angela Merkel e o F.M.I. querem.
O défice aumenta? A economia fica mais estrangulada? O mercado negro e a fuga ao fisco proliferam? O desemprego e a emigração agravam-se? Claro! Mas e o que faz o Governo? Aumenta ainda mais a carga fiscal! Parece-me impossível que os seus membros não se tenham apercebido que estão a acabar de destruir o país. O mais surpreendente é que ninguém consegue derrubar o executivo, apoiado por uma assembleia paralisada e por um chefe de Estado compactuante. Mesmo que nos livrássemos deste Governo, para quem nos viraríamos nós? Para uns pseudo-socialistas em auto-destruição? Para um Bloco meio desintegrado? Para os comunistas?
Se o objectivo era ser tão mau ou pior que o Governo do Sócrates, parabéns, Passos Coelho & Companhia estão a consegui-lo. Se a isto juntarmos toda uma total decadência de uma sociedade sem valores nem referências culturais e morais, dependente daqueles que mais despreza, os idosos, depressa chegamos à conclusão que o fim das gerações mais velhas deixará parte da população numa situação ainda mais precária. Dadas as circunstâncias, é bom que os nossos governantes acordem, deixem os números da mão e olhem para o país real, aquele que existe para lá da janela e da resma de papéis, até porque os graves problemas financeiros do Estado e da banca são a menor das preocupações nos dias de hoje. É que é urgente fazer algo, dar uma volta radical ao estado de coisas, sob pena de, a curto prazo, estarmos metidos em muito maus caminhos, os quais só nos poderão levar a dois desfechos trágicos: ou o desembocar noutro regime autoritário e fortemente conservador, que nos forçará a fazer a mal aquilo que poderia ser feito a bem, ou pior, a desintegração da sociedade, com o respectivo colapso da nacionalidade.
Portugal que se cuide pois quer-me cá parecer que nós estamos é muito bem lixados.
P.S.: Se eu criar ou comprar um banco e roubar montes de dinheiro, será que também me safam à grande?
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Eles depois que não digam que eu não avisei...
Aí há tempos, o Joanito, isto é, o bacano que era rei de Espanha, anunciou que estava acabado o seu tempo e que abdicava do trono a favor do seu filho, o agora rei Filipe VI. Imediatamente, houve uma maltinha que desatou a exigir a República como forma de chefia de estado, não de regime, como é costume dizer-se. Que gente era esta? Há quatro categorias:
1 - os defensores da antiga República, isto é, comunistas, anarco-sindicalistas e outra espécie de simpatizantes;
2 - franquistas, tipos que achavam que um palerma que arrasou o país com uma guerra absurda é que era bom e o João Carlos/Juan Carlos (como preferires chamar-lhe) traiu o seu antecessor ao não lhe dar a prometida continuidade;
3 - tipos que estão descontentes com o estado de coisas e vêem no Rei um bode expiatório pronto a sacrificar e que, por isso, querem o fim da Monarquia;
4 - republicanos, sejam conscientes ou inconscientes do que isso quer dizer.
Destes, só alguns da segunda categoria é que ainda se lembram da «outra senhora». Os outros são todos, como é que eu hei-de dizer sem os ofender, palermas, gente ignorante que não sabe do que fala e que, se tivesse conhecido a República do Franco e a Antiga
República ou sequer dado ao trabalho de ler um pouco acerca desses dois períodos, talvez desejasse nunca ouvir falar em República. E digo isto, eu, que não sou monárquico.
Ainda bem que essa pseudo-agitação sossegou e cessou. Vou ser absolutamente sincero. Em cada português reside aquele secreto desejo quase mórbido de ver desmantelado o senhorio de Castela na Ibéria mas temos de ser sensatos, ver as coisas como elas são e reconhecer o que é bom para todos, o qual tem de estar acima dos desejos particulares. Se não fosse o anterior monarca, a Espanha teria mergulhado numa nova contenda pela sucessão a Franco e/ou continuado numa ditadura que acabaria num conflito armado. Outro. A consequência natural do caos na Península Ibérica seria o fim de Espanha, o seu desmembramento. Embora isso viesse a conduzir a um novo equilíbrio de forças no território, mais favorável a nós, Portugal também sofreria graves consequências no imediato.
Portugal e Espanha não têm como se apartarem, o destino de um influencia o do outro. Claro que se a malta descontente e com muito tempo livre nas mãos continuar a fazer birra em Espanha e vier a pôr os reis a mexer, força. Galegos, bascos e catalães agradecem.
À família real espanhola aconselho a que ganhe juízo e se comporte com a dignidade que dela se espera. A estes gajos contestatários, aconselho a olharem para o exemplo português antes de fazerem também asneira.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
1 - os defensores da antiga República, isto é, comunistas, anarco-sindicalistas e outra espécie de simpatizantes;
2 - franquistas, tipos que achavam que um palerma que arrasou o país com uma guerra absurda é que era bom e o João Carlos/Juan Carlos (como preferires chamar-lhe) traiu o seu antecessor ao não lhe dar a prometida continuidade;
3 - tipos que estão descontentes com o estado de coisas e vêem no Rei um bode expiatório pronto a sacrificar e que, por isso, querem o fim da Monarquia;
4 - republicanos, sejam conscientes ou inconscientes do que isso quer dizer.
Destes, só alguns da segunda categoria é que ainda se lembram da «outra senhora». Os outros são todos, como é que eu hei-de dizer sem os ofender, palermas, gente ignorante que não sabe do que fala e que, se tivesse conhecido a República do Franco e a Antiga
República ou sequer dado ao trabalho de ler um pouco acerca desses dois períodos, talvez desejasse nunca ouvir falar em República. E digo isto, eu, que não sou monárquico.
Ainda bem que essa pseudo-agitação sossegou e cessou. Vou ser absolutamente sincero. Em cada português reside aquele secreto desejo quase mórbido de ver desmantelado o senhorio de Castela na Ibéria mas temos de ser sensatos, ver as coisas como elas são e reconhecer o que é bom para todos, o qual tem de estar acima dos desejos particulares. Se não fosse o anterior monarca, a Espanha teria mergulhado numa nova contenda pela sucessão a Franco e/ou continuado numa ditadura que acabaria num conflito armado. Outro. A consequência natural do caos na Península Ibérica seria o fim de Espanha, o seu desmembramento. Embora isso viesse a conduzir a um novo equilíbrio de forças no território, mais favorável a nós, Portugal também sofreria graves consequências no imediato.
Portugal e Espanha não têm como se apartarem, o destino de um influencia o do outro. Claro que se a malta descontente e com muito tempo livre nas mãos continuar a fazer birra em Espanha e vier a pôr os reis a mexer, força. Galegos, bascos e catalães agradecem.
À família real espanhola aconselho a que ganhe juízo e se comporte com a dignidade que dela se espera. A estes gajos contestatários, aconselho a olharem para o exemplo português antes de fazerem também asneira.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
terça-feira, 1 de julho de 2014
Caca Raw: Drácula X Suaréz
Agora é que vão ser elas! Vamos preparar-nos para o maior combate da década! Num canto temos Vlad Drácula, o terrível e sanguinário nobre romeno que ocupou o trono da Valáquia por três vezes como Vlad III e ficou para a história como o «Empalador». Oh, sim, para além de se safar quase sempre às embrulhadas e ter fama de imortal, ainda amedrontava os invasores turcos com a fama das atrocidades cometidas que em muito o precedia. Para ele, nada melhor que banquetear-se com pão e uma tigela de sangue enquanto as suas vítimas agonizavam, espetadas num pau e esvaindo-se. No lado oposto temos Luis Alberto Suaréz Díaz, o futebolista antropófago, jogador do Uruguai, tão talentoso para o jogo como para abocanhar ferozmente os seus adversários. Melhor do que isso é que escapa-se quase sempre impune! Uau! Uns joguitos de folga e está o caso resolvido! Teremos nele um discípulo a querer superar o mestre ou ainda dará este outro uma lição suplementar ao seu aluno reguila? Um combate a não perder, um verdadeiro choque de titãs (pessoalmente, prefiro de tetas) em directo, ao vivo e a cores na imaginação de qualquer um. Brutal!!!

Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!

Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Bolas! Viva Portugal!
Devo confessar que uma mão cheia de marmanjos a arrolhar por causa de 11 tipos a correr atrás de uma bola não é a minha noção de patriotismo. Muitos daqueles que agora gritam a plenos pulmões que Portugal é o melhor país do Mundo ainda há poucos dias denegriam a imagem da sua pátria e daqui a umas semanas, se tanto, voltarão a menosprezá-la. Não é numa jogatana que se dão mostras de apego à terra, é sim nas situações limite. O jogo faz-se e o país fica na mesma, ganha-se ou perca-se.
No entanto, vi há dois dias a revista «Vidas», suplemento sabático do «Correio da Manhã», e deparei com uma cena que me despertou a atenção. Ora vejamos:
Agora como é que é? Com umas bolas assim, quem não jogaria por pátria? Oh, sim! A uma escassa hora do jogo e olhando para uma convocatória destas, é mesmo motivo para gritar VIVA PORTUGAL!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Ainda dizia aqui a menina Carina Soares que gostava muito das suas pernas... Parabéns aos pais pelo belo trabalho em geral!
P.P.S.: Convosco não sei mas eu continuarei a dar vivas ao nosso país quer haja futebol quer não. E tu?
P.P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
No entanto, vi há dois dias a revista «Vidas», suplemento sabático do «Correio da Manhã», e deparei com uma cena que me despertou a atenção. Ora vejamos:
Agora como é que é? Com umas bolas assim, quem não jogaria por pátria? Oh, sim! A uma escassa hora do jogo e olhando para uma convocatória destas, é mesmo motivo para gritar VIVA PORTUGAL!!!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Ainda dizia aqui a menina Carina Soares que gostava muito das suas pernas... Parabéns aos pais pelo belo trabalho em geral!
P.P.S.: Convosco não sei mas eu continuarei a dar vivas ao nosso país quer haja futebol quer não. E tu?
P.P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 4 de maio de 2014
Zarolhos de Água: O Espelho do Jackie Chan
Estava eu a dar uma vista de olhos à televisão há dias quando vi a figura de um actor português, Joaquim Nicolau, na telenovela «A Outra» e fiquei a pensar cá para mim: «onde é que será que eu já vi uma cara muito parecida à dele?» Foi só dias depois que me ocorreu onde, como se me tivessem arreado um golpe de kun-fu à queima-roupa. E aqui estamos mesmo a falar de artes marciais, ainda que em termos puramente metafóricos.
Quer-me cá parecer que o nosso Joaquim Nicolau dá uns toques a valer no cinema de Hong Kong e outros bem mais dolorosos nas fuças da maltesaria, ou então é o célebre Jackie Chan que, para descomprimir de tanta porrada e acrobacia, faz umas passagens pel'«A Outra»... entre mais produções lusas. Também pode ter acontecido outra coisa bem distinta. E se os dois forem irmãos gémeos separados à nascença... ou uma e a mesma pessoa?
Há dúvidas? Então vê bem as fotografias e depois logo dizes.
O Toy concordaria comigo!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Quer-me cá parecer que o nosso Joaquim Nicolau dá uns toques a valer no cinema de Hong Kong e outros bem mais dolorosos nas fuças da maltesaria, ou então é o célebre Jackie Chan que, para descomprimir de tanta porrada e acrobacia, faz umas passagens pel'«A Outra»... entre mais produções lusas. Também pode ter acontecido outra coisa bem distinta. E se os dois forem irmãos gémeos separados à nascença... ou uma e a mesma pessoa?
Há dúvidas? Então vê bem as fotografias e depois logo dizes.
O Toy concordaria comigo!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Monstro da Estrada e as Caramelices Rodoviárias
Parece o nome dum filme de comédia, não parece? E é, mas de muito mau gosto. Hoje gostaria de alertar para duas situações que se passam nas estradas e que não são lá muito agradáveis de presenciar. Portanto, cá vão as bujardas, em dois volumes de simulação retro-estereofónica.
CASSETE 1
LADO A - Vai um tipo a conduzir satisfeitinho da vida e, se tem o azar de ter um furo ou por qualquer motivo ter de se imobilizar dentro de uma rotunda, está xaringado ao máximo. Se não são os outros automobilistas a quererem-nos linchar, são os amigos da bóina que nos aparecem a fazer uma visita e cá vai uma pastilha.
LADO B - A cada passo, damos de caras com os referidos amigos da bóina, malta conhecida em geral como a Geninha, escarrapachados no meio das rotundas a atrofiar ainda mais a circulação num ponto da via já de si problemático. Muitas vezes estão só a mirar, como turistas fardados. Outras vezes ainda se põem a semear o caos rodoviário fazendo ali operações stop, para nosso desespero e alongamento de bichas. Por amor de Deus: há tantos sítios onde parar e mandar fazer paragens, porquê num dos piores sítios possíveis?! Isso seria o mesmo que meter a Companhia Nacional de Bailado a actuar no meio da pista do Aeroporto da Portela!
CASSETE 2
LADO A - Vai um tipo a conduzir satisfeitinho da vida e a cumprir os limites de velocidade. Entra numa zona de velocidade controlada, comporta-se a preceito e o trânsito flui com normalidade.
LADO B - Um indivíduo segue assim, cumpridor, mas há um paspalho, daqueles que pensam que as sardinhadas se fazem sobre o pavimento, visto que andam sempre na brasa, ultrapassam todos os cumpridores, passam os semáforos verdes e os desgraçados que nunca fizeram nada de mal naquele percurso acabam por ficar a gramar o semáforo vermelho por causa daquele pacóvio da treta. A esta espécie de egoístas raliseiros só gostaria de os advertir para uma situação. Tu, meu grande cara de cu à paisana, se andas por aí a alarvejar e a melgar o juízo dos outros à custa da tua cavalagem e estupidez, para mais pondo em risco a segurança rodoviária, fica sabendo que, qualquer dia, se não te puseres na linha, há-de haver alguém, não eu, que não sou dessas coisas, mas há-de haver alguém que te arreie um pêssego bem aplicado nessas trombas e te esbronque a cremalheira toda. Já agora, essa mania da treta deveria ser punida com sodomizações a sangue frio por manadas de elefantes!
Juizinho!
Fica aqui o desabafo.
Que a caca esteja convosco!!!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
CASSETE 1
LADO A - Vai um tipo a conduzir satisfeitinho da vida e, se tem o azar de ter um furo ou por qualquer motivo ter de se imobilizar dentro de uma rotunda, está xaringado ao máximo. Se não são os outros automobilistas a quererem-nos linchar, são os amigos da bóina que nos aparecem a fazer uma visita e cá vai uma pastilha.
LADO B - A cada passo, damos de caras com os referidos amigos da bóina, malta conhecida em geral como a Geninha, escarrapachados no meio das rotundas a atrofiar ainda mais a circulação num ponto da via já de si problemático. Muitas vezes estão só a mirar, como turistas fardados. Outras vezes ainda se põem a semear o caos rodoviário fazendo ali operações stop, para nosso desespero e alongamento de bichas. Por amor de Deus: há tantos sítios onde parar e mandar fazer paragens, porquê num dos piores sítios possíveis?! Isso seria o mesmo que meter a Companhia Nacional de Bailado a actuar no meio da pista do Aeroporto da Portela!
CASSETE 2
LADO A - Vai um tipo a conduzir satisfeitinho da vida e a cumprir os limites de velocidade. Entra numa zona de velocidade controlada, comporta-se a preceito e o trânsito flui com normalidade.
LADO B - Um indivíduo segue assim, cumpridor, mas há um paspalho, daqueles que pensam que as sardinhadas se fazem sobre o pavimento, visto que andam sempre na brasa, ultrapassam todos os cumpridores, passam os semáforos verdes e os desgraçados que nunca fizeram nada de mal naquele percurso acabam por ficar a gramar o semáforo vermelho por causa daquele pacóvio da treta. A esta espécie de egoístas raliseiros só gostaria de os advertir para uma situação. Tu, meu grande cara de cu à paisana, se andas por aí a alarvejar e a melgar o juízo dos outros à custa da tua cavalagem e estupidez, para mais pondo em risco a segurança rodoviária, fica sabendo que, qualquer dia, se não te puseres na linha, há-de haver alguém, não eu, que não sou dessas coisas, mas há-de haver alguém que te arreie um pêssego bem aplicado nessas trombas e te esbronque a cremalheira toda. Já agora, essa mania da treta deveria ser punida com sodomizações a sangue frio por manadas de elefantes!
Juizinho!
Fica aqui o desabafo.
Que a caca esteja convosco!!!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Campeões, ressuscitados e maus matemáticos
A esperança jazia sobre a relva, a ansiedade crescia e as rotundas preparavam a consumação do seu destino primário, a reserva para a recepção dos gloriosos. E então, ao terceiro dia, neste caso ao fim de quatro anos, a águia, não fénix, reergueu-se do túmulo. Ei-lo de novo na Páscoa Futebolística, Jesus, o Jorge Jesus, prestes a irradiar sobre os adeptos línguas de «pertantes», más conjugações verbais e alegrias imensas sobre os benfiquistas num pentecostes de arrecadar troféus e faixas! E é no meio deste êxtase de vermelho e branco que vemos as multidões de papoilas saltitantes exultarem com a conquista do 33º campeonato de futebol pelo grande Sport Lisboa e Benfica! Ouvindo isto, fiquei a pensar cá para mim: «trigésimo terceiro? Como assim?»
Pus-me a contar um por um cada campeonato que o Benfica venceu desde a criação da competição, em 1938-39. Contei, com esta 30. Voltei a contar... 30. Outra vez... 30. «Mau Maria...», pensei eu. Foi então que reparei que os 33 encaixavam na conta se incluíssemos os três Campeonatos da Primeira Liga Experimental que o Benfica venceu em 1935-36, 1936-37 e 1937-38. Assim sim, 33! Mas ai, há aqui um problema. É que se vamos incluir na contagem de títulos os de uma competição anterior ao actual Campeonato Nacional, porque não haveremos de incluir os da outra anterior, mais antiga? Pois, é que antes de 1936, o Benfica já tinha sido campeão nacional por três outras vezes, em 1929-30, 1930-31 e 1935-35. A diferença é que o Campeonato de Portugal, como era designado, disputado desde 1922, era por eliminatórias e não por jornadas, como é hoje. Assim sendo, o Benfica foi campeão 36 e não 33 vezes.
Então, 36 até é um número mais redondo, mais jeitoso, mais avultado, mais apto à gabarolice e fanfarronice!
Ai essas contas...
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Pus-me a contar um por um cada campeonato que o Benfica venceu desde a criação da competição, em 1938-39. Contei, com esta 30. Voltei a contar... 30. Outra vez... 30. «Mau Maria...», pensei eu. Foi então que reparei que os 33 encaixavam na conta se incluíssemos os três Campeonatos da Primeira Liga Experimental que o Benfica venceu em 1935-36, 1936-37 e 1937-38. Assim sim, 33! Mas ai, há aqui um problema. É que se vamos incluir na contagem de títulos os de uma competição anterior ao actual Campeonato Nacional, porque não haveremos de incluir os da outra anterior, mais antiga? Pois, é que antes de 1936, o Benfica já tinha sido campeão nacional por três outras vezes, em 1929-30, 1930-31 e 1935-35. A diferença é que o Campeonato de Portugal, como era designado, disputado desde 1922, era por eliminatórias e não por jornadas, como é hoje. Assim sendo, o Benfica foi campeão 36 e não 33 vezes.
Então, 36 até é um número mais redondo, mais jeitoso, mais avultado, mais apto à gabarolice e fanfarronice!
Ai essas contas...
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Malandrice no Rio?
Tenho achado realmente intrigante o final de um anúncio do Continente acerca do Rock In Rio. Sim, aquela parte em que o locutor diz algo do género de «este ano, "rock" escreve-se com "c" grande». Pode ser só impressão minha mas «rock» com «C» grande... é «Cock»! Quem não perceber esta, pergunte a quem sabe. Das duas uma: ou houve alguém muito distraído e ingénuo a escrever o texto ou esse alguém fez passar uma malandrice de proporções fálicas.
Que a caca (ou a «Cacka») esteja convosco!
Boa Páscoa!
P.S.: Talvez a imagem seja elucidativa, apesar de mais natalícia que pascal
.
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca (ou a «Cacka») esteja convosco!
Boa Páscoa!
P.S.: Talvez a imagem seja elucidativa, apesar de mais natalícia que pascal
.
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Adeus, Mocada!
Pois é, já lá dizia aquele famosíssimo tema dos Xutos e Pontapés, «O Homem do Leme», que «a vida é sempre a perder. Ao longo da vida vamos ganhando umas coisas e perdendo outras. Ganhamos amigos, experiência, conhecimento, habilidades, bens materais eàs vezes novos familiares. Ao invés, o tempo vai-nos retirando ora aos poucos ora aos moitões tudo aquilo que adquirimos, com frequência à custa de sacrifícios.
Já perdi a conta àqueles bons vizinhos, familiares e amigos que desapareceram da minha vida. Uns dispersados no seguimento das suas vidas próprias, outros tresmalhados por teias de enganos e outros infelizes cumpridores das mais elementares regras da existência, adormecidos no tenebroso sono perpétuo. E que dizer daqueles animais de estimação, desde os cães às galinhas e ao gado? Tantos foram eles, humanos e não humanos, desde a minha tenra idade até aos mais recentes dias, até às vésperas deste mesmo dia em que escrevo estas linhas. Porém, nem só os viventes trazem em si a vida, ainda que não vivam. Também os comuns objectos inanimados.
Às vezes, há pessoas que são censuradas por serem muito agarradas aos bens materiais e encherem as suas casas de trujias até ao tecto. Materialistas, chamam-lhes, ignorando que nem só o valor pecuniário ou o gosto de posse são associáveis a objectos. Algo de mais importante está neles depositado: as memórias. Frequentemente, a um objecto está associada uma ideia ou lembrança e só isso vale muito mais que qualquer associação monetária ou estética que se lhe possa fazer.
É no seguimento desta ideia que lamento a perda da Carrinha Mocada, ainda que para bem dela. A vida não está fácil, independentemente daquilo que o Governo e muitos dos economistas nos fazem crer, e a pobre exigia alguém que tivesse capacidade para a sustentar e dar-lhe os tratos de que ela tinha necessidade. Portanto, não tive outra solução senão deixá-la seguir para as mãos de quem melhor podia acarinhá-la do que eu. Para trás ficaram anos de viagens, tropelias, nervos, alegrias e muito trabalho, enfim, muitas lembranças, sem que eu tivesse concretizado o desejo dum quase solitário de viajar com ela repleta de gente.
Que será do Monstro da Estrada sem a sua enorme viatura só para doidos como eu? O tempo que tira tudo logo tirará também esta dúvida mas vai ficar aqui sempre a pena de, por muito bem aviado que venha a ficar, ter sido obrigado pelas circunstâncias a apartar-se da derradeira máquina de transporte rodoviário de passageiros e mercadorias.
Que a caca esteja contigo, saudosa Carrinha Mocada!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Já perdi a conta àqueles bons vizinhos, familiares e amigos que desapareceram da minha vida. Uns dispersados no seguimento das suas vidas próprias, outros tresmalhados por teias de enganos e outros infelizes cumpridores das mais elementares regras da existência, adormecidos no tenebroso sono perpétuo. E que dizer daqueles animais de estimação, desde os cães às galinhas e ao gado? Tantos foram eles, humanos e não humanos, desde a minha tenra idade até aos mais recentes dias, até às vésperas deste mesmo dia em que escrevo estas linhas. Porém, nem só os viventes trazem em si a vida, ainda que não vivam. Também os comuns objectos inanimados.
Às vezes, há pessoas que são censuradas por serem muito agarradas aos bens materiais e encherem as suas casas de trujias até ao tecto. Materialistas, chamam-lhes, ignorando que nem só o valor pecuniário ou o gosto de posse são associáveis a objectos. Algo de mais importante está neles depositado: as memórias. Frequentemente, a um objecto está associada uma ideia ou lembrança e só isso vale muito mais que qualquer associação monetária ou estética que se lhe possa fazer.
É no seguimento desta ideia que lamento a perda da Carrinha Mocada, ainda que para bem dela. A vida não está fácil, independentemente daquilo que o Governo e muitos dos economistas nos fazem crer, e a pobre exigia alguém que tivesse capacidade para a sustentar e dar-lhe os tratos de que ela tinha necessidade. Portanto, não tive outra solução senão deixá-la seguir para as mãos de quem melhor podia acarinhá-la do que eu. Para trás ficaram anos de viagens, tropelias, nervos, alegrias e muito trabalho, enfim, muitas lembranças, sem que eu tivesse concretizado o desejo dum quase solitário de viajar com ela repleta de gente.
Que será do Monstro da Estrada sem a sua enorme viatura só para doidos como eu? O tempo que tira tudo logo tirará também esta dúvida mas vai ficar aqui sempre a pena de, por muito bem aviado que venha a ficar, ter sido obrigado pelas circunstâncias a apartar-se da derradeira máquina de transporte rodoviário de passageiros e mercadorias.
Que a caca esteja contigo, saudosa Carrinha Mocada!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
terça-feira, 1 de abril de 2014
Cinema Purgatório: «O Bom, o Mau e o Esquisito»
Caro amigo pombo.
Gostas de «coboiada»? De tiroteios infindáveis, explosões à fartazana e porrada de criar bicho? Então senta-te um pouco e relaxa ao ver uma das mais loucas criações cinematográficas alguma vez feitas: «O Bom, o Mau e o Esquisito».
Depois do clássico do «western-spaggetti» «O Bom, o Mau e o Vilão», do memorável mas quase esquecido «western-açorda» «Alentejo Sem Lei» e da paródia televisiva «O Bom, o Mau e o Espanhol», eis a mais absurda e tresloucada versão da película de Sérgio Leone.
Neste exemplar de «western-sushi» ou algo do género, os cineastas sul-coreanos surpreendem qualquer espectador com uma caça ao tesouro em que pouco mais falta que a Catarina Furtado para ajudar a compor o ramalhete, tal não é a sucessão de anacronismos! Há um mapa do tesouro, «cowboys» trajados a rigor como no século XIX, entre eles o nosso, digamos, «Bom», um vilão de aspecto lambidão saído dos Tokio Hotel ou qualquer banda infanto-juvenil pseudo-rocalheira e um fulano rechonchudinho, caricato e de barrete tão bom a fazer assaltos como a espalhar-se de mota. É isso mesmo: temos uns montados a cavalo e outros de motas e jipes, isto já para não falar num comboio de aspecto de inícios do século XX sobre linhas de carris assentes em travessas de betão muito à anos 90 ou século XXI. De repente, a coisa descamba à bruta e, quase sem darmos por isso, a par disto surge um exército artilhado ao género da Segunda Guerra Mundial. A fabulosa salganhada de elementos sacados dos seus tempos e unidos a martelo só consegue ser igualada e passada mìnimamente despercebida pelas espingardas com munições que nunca mais acabam, como as flechas da aljava do Légolas, e pela acção estonteante. Nem sei se o «Don't Let Me Be Missunderstood» assentou melhor no duelo da Beatrix Kiddo com a O'ren Ishi no «Kill Bill» ou na rocambolesca confusão que premeia os espectadores nesta insanidade cinematográfica. Nem imagino como é que isto seria se houvesse aqui mão do Tarantino!
Com uma cavalgada destas, até ficamos de olhos em bico!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Gostas de «coboiada»? De tiroteios infindáveis, explosões à fartazana e porrada de criar bicho? Então senta-te um pouco e relaxa ao ver uma das mais loucas criações cinematográficas alguma vez feitas: «O Bom, o Mau e o Esquisito».
Depois do clássico do «western-spaggetti» «O Bom, o Mau e o Vilão», do memorável mas quase esquecido «western-açorda» «Alentejo Sem Lei» e da paródia televisiva «O Bom, o Mau e o Espanhol», eis a mais absurda e tresloucada versão da película de Sérgio Leone.
Neste exemplar de «western-sushi» ou algo do género, os cineastas sul-coreanos surpreendem qualquer espectador com uma caça ao tesouro em que pouco mais falta que a Catarina Furtado para ajudar a compor o ramalhete, tal não é a sucessão de anacronismos! Há um mapa do tesouro, «cowboys» trajados a rigor como no século XIX, entre eles o nosso, digamos, «Bom», um vilão de aspecto lambidão saído dos Tokio Hotel ou qualquer banda infanto-juvenil pseudo-rocalheira e um fulano rechonchudinho, caricato e de barrete tão bom a fazer assaltos como a espalhar-se de mota. É isso mesmo: temos uns montados a cavalo e outros de motas e jipes, isto já para não falar num comboio de aspecto de inícios do século XX sobre linhas de carris assentes em travessas de betão muito à anos 90 ou século XXI. De repente, a coisa descamba à bruta e, quase sem darmos por isso, a par disto surge um exército artilhado ao género da Segunda Guerra Mundial. A fabulosa salganhada de elementos sacados dos seus tempos e unidos a martelo só consegue ser igualada e passada mìnimamente despercebida pelas espingardas com munições que nunca mais acabam, como as flechas da aljava do Légolas, e pela acção estonteante. Nem sei se o «Don't Let Me Be Missunderstood» assentou melhor no duelo da Beatrix Kiddo com a O'ren Ishi no «Kill Bill» ou na rocambolesca confusão que premeia os espectadores nesta insanidade cinematográfica. Nem imagino como é que isto seria se houvesse aqui mão do Tarantino!
Com uma cavalgada destas, até ficamos de olhos em bico!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Caca Raw: Vítor Pereira X Tru (Eliza Dushku)
O treinador português tem dado que falar, principalmente falar na Tru. Vai daí e eis que o decidimos pôr em confronto directo com a Tru aqui no Pombocaca e em mais um terrível combate do Caca Raw!
De um lado do ringue temos Vítor Pereira, mais reactivo que a nitroglicerina, alguns isótopos de metais pesados e o Toni. Na outra ponta temos a Tru, encarnada na série «Tru Calling» por Eliza Dushku, uma moçoila tão jeitosa quanto amiga de dar tareia!
Vítor Pereira é português, o que é sempre bom, e procura a Tru (nós não o censuramos) mas tem uma grande fraqueza: foi treinador do Porto! Já a Tru fala com os mortos para os ajudar (é curioso que o argumento da posterior série «Malmequer, Bem-Me-Quer» é muito parecido...), é mulher, é gira, arreia cacetada quando é preciso e até quando não é mas... é americana!
Quem sairá daqui vencedor? Deste duelo de gigantes, prognósticos só depois do jogo!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
De um lado do ringue temos Vítor Pereira, mais reactivo que a nitroglicerina, alguns isótopos de metais pesados e o Toni. Na outra ponta temos a Tru, encarnada na série «Tru Calling» por Eliza Dushku, uma moçoila tão jeitosa quanto amiga de dar tareia!
Vítor Pereira é português, o que é sempre bom, e procura a Tru (nós não o censuramos) mas tem uma grande fraqueza: foi treinador do Porto! Já a Tru fala com os mortos para os ajudar (é curioso que o argumento da posterior série «Malmequer, Bem-Me-Quer» é muito parecido...), é mulher, é gira, arreia cacetada quando é preciso e até quando não é mas... é americana!
Quem sairá daqui vencedor? Deste duelo de gigantes, prognósticos só depois do jogo!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Miró quadro!
Que salganhada tem para aí andado! Como se não bastasse termo-nos todos transformado em comentadores da actualidade, descobrimos que também há um crítico de arte dentro de cada um de nós, até dum pombo ou dum sapo. Queres ver? Então vamos mandar umas postas de pescada sobre a polémica do leilão dos quadros do Miró. Deve o Estado vender os quadros ou não?
Olhando para qualquer «obra» do Miró, depressa o comum dos cidadãos, aquele que pouco ou nada percebe de arte e mesmo muitos que percebem, chega à conclusão que aquilo só com muita imaginação pode ser considerado arte. Uns esgarrões, umas pintalgadelas, uns rabiscos e a isto e pouco mais se resumem as famosas telas. Muitos olharão para elas e dirão que são uma porcaria, que não valem nada, que qualquer um, até um cão, faria melhor; que só na cabeça de quem produziu os quadros é que as pinturas teriam algum significado; que não se evidencia nelas qualquer mestria especial e talento para a pintura; que o homem pura e simplesmente não sabia pintar. É verdade, dirão os que com eles concordam. Portanto, ora se aquilo é, a bem dizer, lixo e o Estado esvai-se em dinheiro às custas do B.P.N., entre outros, porque não vender os malfadados quadros para ajudar a tapar esse buraco financeiro?
Mas, oh, que tragédia paradoxal!, não é que aquela bodega é valiosa que se farta? Pois é, é atribuída àquela colecção um grande valor artístico e monetário, por muito inconcebível que possa ser para muitas cabeças. Se assim é, não seria de todo o interesse do Estado Português manter estas pinturas na sua posse como uma mais-valia e um motivo de prestígio internacional?
Dá que pensar...
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Garantimos que os quadros não são da autoria da nossa diarreia pombalina mas sim mesmo do Miró.
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Olhando para qualquer «obra» do Miró, depressa o comum dos cidadãos, aquele que pouco ou nada percebe de arte e mesmo muitos que percebem, chega à conclusão que aquilo só com muita imaginação pode ser considerado arte. Uns esgarrões, umas pintalgadelas, uns rabiscos e a isto e pouco mais se resumem as famosas telas. Muitos olharão para elas e dirão que são uma porcaria, que não valem nada, que qualquer um, até um cão, faria melhor; que só na cabeça de quem produziu os quadros é que as pinturas teriam algum significado; que não se evidencia nelas qualquer mestria especial e talento para a pintura; que o homem pura e simplesmente não sabia pintar. É verdade, dirão os que com eles concordam. Portanto, ora se aquilo é, a bem dizer, lixo e o Estado esvai-se em dinheiro às custas do B.P.N., entre outros, porque não vender os malfadados quadros para ajudar a tapar esse buraco financeiro?
Mas, oh, que tragédia paradoxal!, não é que aquela bodega é valiosa que se farta? Pois é, é atribuída àquela colecção um grande valor artístico e monetário, por muito inconcebível que possa ser para muitas cabeças. Se assim é, não seria de todo o interesse do Estado Português manter estas pinturas na sua posse como uma mais-valia e um motivo de prestígio internacional?
Dá que pensar...
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Garantimos que os quadros não são da autoria da nossa diarreia pombalina mas sim mesmo do Miró.
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Praxada borrada
Tem-se falado muito em praxes nos últimos tempos. Pois como hoje em dia há montes de comentadores em todo o lado, aqui a malta do pombal mais asqueroso da Internet decidiu ditar também algumas sentenças.
É certo que há praxes e praxes mas, por muito que se fale em integração e introdução ao espírito do grupo a que se vai ser entronizado, é de difícil compreensão que se entenda a eficácia de umas boas-vindas que consistam em pregar partidas, sejam elas de que natureza forem. No contexto que tem sido alvo de referências da actualidade, o académico, deparam-se os exteriores a esse mundo com uma questão que evidencia um paradoxo. Temos gente com instrução, adulta, prestes a obter a sua formação, o que lhes atribui um grau superior de importância e até hierarquia social, a, sejamos francos, fazer judirias àqueles recém-chegados. Uns gritam até ficarem roucos, outros obrigam os novatos a fazerem as acções mais estranhas e absurdas e, em certos casos que eu quero desejar serem pontuais, perigosas e abusivas. Ora quem assiste a este panorama de fora fica com uma imagem muito má da instituição.
As instituições são responsáveis por aquilo que se passa dentro dos recintos que gerem. Portanto, é com dificuldade que se compreenda que uma reitoria permita esta desordem, para mais sabendo que, naquele mês que vai desde o início do ano lectivo até ao dia dos desfiles, as aulas do primeiro ano estejam paralizadas e as dos últimos quase, visto que os primeiros estão a ser praxados e os outros estão a praxá-los.
Creio, na minha muito modesta opinião, que quem veja alguém a praxar outro, dependendo do tipo de brincadeira ou partida, é verdade, arrisca-se a ficar com uma má imagem também do praxador. Que credibilidade profissional será atribuída no futuro a alguém que passa horas a arrolhar ou faz gato-sapato dos outros?
A integração, julgo, faz-se com solidariedade, entre-ajuda e camaradagem, difìcilmente com partidas, embora admita que aconteça. O Mundo é composto de tudo. Ainda assim, aposto que um aperto de mão é mais eficaz que uma algazarra.
É certo que este é um texto muito diminuto acerca do tema mas espero que sirva para reflexão. Quanto a mim, as praxes deveriam ser definitivamente proibidas, em especial no âmbito do ensino. Os responsáveis das instituições devem procurar receber fraternamente os novos alunos e tentar fazer deles bons profissionais em potência, não gente que se torne vingativa procurando praxar porque foi praxado. Não vale a pena dizer que não é assim porque eu conheço esta realidade por dentro. Fora dos limites do espaço das instituições, cada um responderá pelos seus actos perante a Lei. Sejam as praxes abolidas ou não, é inútil criar legislação nova, para puni-las ou regulamentá-las, pois o Código Penal já prevê estas situações.
Há praxes engraçadas, meras brincadeiras inocentes, mas se há quem esteja ciente de até que ponto pode ir com estas diversões para ambas as partes, há aqueles outros, mais egoístas, que, vazios de racionalidade e deixando-se levar pelos seus impulsos individualistas e sádicos, forçam os limites do razoável e abusam dos seus direitos, limitando os dos outros. Proibindo as praxes, acabava-se com aquelas cenas de divertimento mútuo, é verdade, mas também se impedia que se desse a oportunidade dos abusadores levarem as suas intenções avante. É um pequeno preço a pagar por males maiores e é melhor assim pois é certo e sabido que nesta como noutras circunstâncias se se dá um dedo, logo hão-de querer o braço inteiro.
A proibição das praxes torna-as clandestinas? Claro que sim. Mas depois os responsáveis terão de sofrer as consequências judiciais que advêm das suas acções.
Se somos adultos, comportemo-nos como adultos: sendo responsáveis!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
É certo que há praxes e praxes mas, por muito que se fale em integração e introdução ao espírito do grupo a que se vai ser entronizado, é de difícil compreensão que se entenda a eficácia de umas boas-vindas que consistam em pregar partidas, sejam elas de que natureza forem. No contexto que tem sido alvo de referências da actualidade, o académico, deparam-se os exteriores a esse mundo com uma questão que evidencia um paradoxo. Temos gente com instrução, adulta, prestes a obter a sua formação, o que lhes atribui um grau superior de importância e até hierarquia social, a, sejamos francos, fazer judirias àqueles recém-chegados. Uns gritam até ficarem roucos, outros obrigam os novatos a fazerem as acções mais estranhas e absurdas e, em certos casos que eu quero desejar serem pontuais, perigosas e abusivas. Ora quem assiste a este panorama de fora fica com uma imagem muito má da instituição.
As instituições são responsáveis por aquilo que se passa dentro dos recintos que gerem. Portanto, é com dificuldade que se compreenda que uma reitoria permita esta desordem, para mais sabendo que, naquele mês que vai desde o início do ano lectivo até ao dia dos desfiles, as aulas do primeiro ano estejam paralizadas e as dos últimos quase, visto que os primeiros estão a ser praxados e os outros estão a praxá-los.
Creio, na minha muito modesta opinião, que quem veja alguém a praxar outro, dependendo do tipo de brincadeira ou partida, é verdade, arrisca-se a ficar com uma má imagem também do praxador. Que credibilidade profissional será atribuída no futuro a alguém que passa horas a arrolhar ou faz gato-sapato dos outros?
A integração, julgo, faz-se com solidariedade, entre-ajuda e camaradagem, difìcilmente com partidas, embora admita que aconteça. O Mundo é composto de tudo. Ainda assim, aposto que um aperto de mão é mais eficaz que uma algazarra.
É certo que este é um texto muito diminuto acerca do tema mas espero que sirva para reflexão. Quanto a mim, as praxes deveriam ser definitivamente proibidas, em especial no âmbito do ensino. Os responsáveis das instituições devem procurar receber fraternamente os novos alunos e tentar fazer deles bons profissionais em potência, não gente que se torne vingativa procurando praxar porque foi praxado. Não vale a pena dizer que não é assim porque eu conheço esta realidade por dentro. Fora dos limites do espaço das instituições, cada um responderá pelos seus actos perante a Lei. Sejam as praxes abolidas ou não, é inútil criar legislação nova, para puni-las ou regulamentá-las, pois o Código Penal já prevê estas situações.
Há praxes engraçadas, meras brincadeiras inocentes, mas se há quem esteja ciente de até que ponto pode ir com estas diversões para ambas as partes, há aqueles outros, mais egoístas, que, vazios de racionalidade e deixando-se levar pelos seus impulsos individualistas e sádicos, forçam os limites do razoável e abusam dos seus direitos, limitando os dos outros. Proibindo as praxes, acabava-se com aquelas cenas de divertimento mútuo, é verdade, mas também se impedia que se desse a oportunidade dos abusadores levarem as suas intenções avante. É um pequeno preço a pagar por males maiores e é melhor assim pois é certo e sabido que nesta como noutras circunstâncias se se dá um dedo, logo hão-de querer o braço inteiro.
A proibição das praxes torna-as clandestinas? Claro que sim. Mas depois os responsáveis terão de sofrer as consequências judiciais que advêm das suas acções.
Se somos adultos, comportemo-nos como adultos: sendo responsáveis!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Roupa de cabelos: o veredicto pombalino
Para quem costuma ouvir, passou há dias no célebre programa «O Homem Que Mordeu o Cão & Outras Histórias» da Rádio Comercial a notícia de uma professora chinesa reformada, Xiang Renxian, que tricotou um casaco e um gorro para o marido durante 11 anos feitos com o seu próprio cabelo. Tal não foi a minha admiração quando ouvi tantas e tão veementes manifestações de asco. Ora vamos lá ver se eu compreendo. Há muita roupa feita de lã, certo? E não é a lã o cabelo de muitos animais? E vemos alguém enojado com a ideia de usar roupa feita do cabelo de criaturas que muitas vezes estão espojadas em grandes terreiros ou até entre as suas próprias fezes?
Dá que pensar, não dá?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Uma dica. Sejamos coerentes.
P.P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Dá que pensar, não dá?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: Uma dica. Sejamos coerentes.
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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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