Dizia o severíssimo e muito casto Álvaro Pais, Bispo de Silves, a respeito dos povos ibéricos em inícios do século XIV:
«os quais são, entre os outros cristãos imundos, os que mais se entregam à luxúria e às fornicações.»
Bom, é sempre alegre ver que há coisas que nunca mudam... Há que manter as coisas boas da nossa cultura, não é?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!
terça-feira, 20 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Pedido ao São Pedro (Liga o Motor de Rega!)
Chiça, isto é que está cá um sequeiro! Não cai nem uma pinguinha. Parece que tudo corre mal ao país este ano. Agora até temos outra terrível seca em mãos. Perante este cenário, só nos resta pedir auxílio divino.
São Pedro, tu que guardas as portas dos Céus, tem piedade de nós e, por favor, deixa lá cair umas pinguinhas cá para baixo, por muito poucas que sejam. Por outras palavras:
Espero ter sido claro o suficiente e não estar a causar grande incómodo.
Com os melhores cumprimentos e grandes agradecimentos pela atenção prestada,
um devoto
Migas-o-Sapo.
P.S.: não sei como é aí por esses lados mas quanto à malta daqui... NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
São Pedro, tu que guardas as portas dos Céus, tem piedade de nós e, por favor, deixa lá cair umas pinguinhas cá para baixo, por muito poucas que sejam. Por outras palavras:
Espero ter sido claro o suficiente e não estar a causar grande incómodo.
Com os melhores cumprimentos e grandes agradecimentos pela atenção prestada,
um devoto
Migas-o-Sapo.
P.S.: não sei como é aí por esses lados mas quanto à malta daqui... NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
D.D.T. - Diversão Digital Terrível
Já chegou a T.D.T., a televisão digital terrestre, um nome pomposo para... o mesmo. Quer dizer, não bem o mesmo porque há a diferença de alguém ter feito um óptimo negócio com isto e muitos terem perdido a companhia que tinham. Má mas, enfim, era a única que para muitos havia. Disse-se que haveria melhor qualidade de imagem e som. Bem, aqui pelo menos nem por isso. A imagem é boa, excepto quando o sinal falha, mas o som é muito mais fraco. Ah, minha pobre National a preto e branco, com uns 30 e tal anos, lá vai ficar inutilizada por causa das maluquices dos políticos. Que mania de mudar. Porquê se não houve benefício nenhum? E alguém me diga: é ou não preferível qualquer listra ou formigueiro a esta tara irritante da imagem pixelizada, toda aos quadradinhos verdes, ou completamente preta?
É verdade, a T.D.T. tem dado cabo da cabeça de muita gente. Talvez por isso tenham aparecido coisas como as que se seguem.
Dia 26, Telejornal, R.T.P. 1, aniversário do grande Eusébio. Depois do Jorge Jesus ter dito que não prometia nada mas que só prometia algo, o repórter parece ter ficado abananado. No entanto, se ele trocou o nome à filha do Pantera Negra, ela parecia toda trocada, ou melhor, mocada. Até admitiu umas cunhas!
Dia 27, Jornal da Noite, S.I.C., sucessão na liderança da C.G.T.P.. Será do sinal estar a apanhar mal ou Carvalho escreve-se agora assim à «luz» do Novo Acordo Ortográfico?
Que a caca esteja convosco!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Visão Pan-Maçónica (só pode ser...)
Está no ar a televisão digital terrestre! Com a péssima qualidade das programações e o abrasileiramento da sua escrita (sem ofensa para os naturais desse grande país), não me importo nada de ficar sem televisão. É um sossego e há muitos postos de rádio para ouvir e livros interessantes para ler. Há dúvidas? Veja-se a grelha dos quatro canais e depois logo se fala. Lá há um ou outro documentário ou filme (raro) que escapa e pouco mais. E que dizer da informação? Já conheceu dias melhores... Aqui vai um exemplo.
Parece que Sexta-feira 13 foi mesmo dia de azar para a R.T.P., senão vejamos a pérola que se viu no Telejornal dessa noite. Numa reportagem sobre símbolos maçónicos, foi dada uma série de exemplos que podem ser observados. Porém, dois deles foram puros tiros no pé: um relevo na base da estátua equestre de Dom José e o Cais das Colunas. E daí? Qual o mal? Nenhum, não fosse estarmos perante um enorme anacronismo. É que o dito rei reinou entre 1750 e 1777, altura em que foi edificado o monumento. Já o Cais das Colunas foi erguido em 1755, após o terramoto. Já a Maçonaria, apenas foi introduzida em Portugal no século seguinte, aquando das Invasões Francesas. É provável que já existissem mações em Portugal antes mas é temerário associar duas colunas de atracagem de barcos e uma figura com um esquadro na mão de que são propositados símbolos maçónicos.
Parece que agora há uma paranóia de se ver a Maçonaria em todo o lado, apesar de na política não ser novidade. Seguindo a mesma linha de raciocínio, eis alguns outros exemplos:
- o olho do logotipo da Casa dos Segredos (às tantas, a Voz é o tal Grande Arquitecto Universal),
- as pirâmides (até porque os mações dizem que a Maçonaria é mais velha que o cagar dos cães, apoesar de ninguém anterior ao século XVII saber o que era isso),
- as Torres das Amoreiras (parecem duas colunas e foram feitas por um grande arquitecto que, dizem, aparece n' «O Senhor dos Anéis» sob a forma de um olho),
- o equipamento axadrezado do Boavista.
É, não é? Se puxarmos muito, muito, muuuuuito pela imaginação, até nas nalgas da Angel Jay vemos qualquer coisa da Maçonaria.
Vamos mas é ganhar juízo, está bem?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!
Parece que Sexta-feira 13 foi mesmo dia de azar para a R.T.P., senão vejamos a pérola que se viu no Telejornal dessa noite. Numa reportagem sobre símbolos maçónicos, foi dada uma série de exemplos que podem ser observados. Porém, dois deles foram puros tiros no pé: um relevo na base da estátua equestre de Dom José e o Cais das Colunas. E daí? Qual o mal? Nenhum, não fosse estarmos perante um enorme anacronismo. É que o dito rei reinou entre 1750 e 1777, altura em que foi edificado o monumento. Já o Cais das Colunas foi erguido em 1755, após o terramoto. Já a Maçonaria, apenas foi introduzida em Portugal no século seguinte, aquando das Invasões Francesas. É provável que já existissem mações em Portugal antes mas é temerário associar duas colunas de atracagem de barcos e uma figura com um esquadro na mão de que são propositados símbolos maçónicos.
Parece que agora há uma paranóia de se ver a Maçonaria em todo o lado, apesar de na política não ser novidade. Seguindo a mesma linha de raciocínio, eis alguns outros exemplos:
- o olho do logotipo da Casa dos Segredos (às tantas, a Voz é o tal Grande Arquitecto Universal),
- as pirâmides (até porque os mações dizem que a Maçonaria é mais velha que o cagar dos cães, apoesar de ninguém anterior ao século XVII saber o que era isso),
- as Torres das Amoreiras (parecem duas colunas e foram feitas por um grande arquitecto que, dizem, aparece n' «O Senhor dos Anéis» sob a forma de um olho),
- o equipamento axadrezado do Boavista.
É, não é? Se puxarmos muito, muito, muuuuuito pela imaginação, até nas nalgas da Angel Jay vemos qualquer coisa da Maçonaria.
Vamos mas é ganhar juízo, está bem?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A Última Restauração

Caros amigos, hoje festeja-se um dos mais notáveis acontecimentos da História de Portugal: hoje é Dia da Restauração! Neste mesmo dia de 1640, um punhado de valentes irrompeu pelas escadarias do Paço da Ribeira e, quase sem derramamento de sangue, libertou o nosso arrasado e enfraquecido país do domínio tirânico do poderoso dominador castelhano depois de 60 anos de terror, puro vampirismo de Estado e escravatura. Passados tantos anos, nunca este feriado fez tanto sentido quanto hoje, talvez mais só no dia em que decorreram os acontecimentos que o motivam. Hoje, dia em que o nosso velhinho Portugal se vê cada vez mais reduzido à condição de estado vassalo da Alemanha ou província periférica do império que se reergue, em que o Estado se eclipsa em cortes e outras medidas suicidas e em que a cultura, as instituições, o nosso modo de vida e a própria pátria se parecem precipitar no abismo. E o que faz o nosso valoroso e patriótico Estado? Aquilo que já há muito tempo eu dizia que era previsível: extinguiu um feriado que já há alguns anos não comemorava.
À semelhança do que fiz o ano passado, vou apresentar um resumo dos Vinte e Cinco Capítulos que Filipe I teve de jurar cumprir nas Cortes de Tomar de 1581 se quisesse ser aclamado Rei de Portugal e compará-los com os nossos dias.
- Respeitar os usos, costumes, leis e privilégios de Portugal: usos e costumes deturpados e leis da União Europeia que prevalecem sobre as portuguesas.
- Os cargos públicos seriam sempre ocupados por portugueses, que puderiam ocupar funções idênticas em Espanha: continua a sê-lo, excepto a parte de Espanha, embora haja um conjunto de forças exteriores (União, F.M.I., etc.) que tem poderes muito superiores aos do Estado.
- O comércio com a Índia e a Guiné continuaria a ser exclusivo de portugueses: nem o de Portugal é, quanto mais...
- O herdeiro ao trono seria criado em Portugal: é verdade, se bem que lhe esteja vedado o legítimo direito de a ele subir.
- A língua portuguesa seria mantida: e é mas em condições ruinosas, deturpada por imposições brasileiras, estrangeirismos e valorização de aprendizagem de idiomas estrangeiros.
- Continuaria a circular moeda própria: já nem sequer há moeda própria!
Ora vamos lá ver se nos entendemos. Se nós expulsámos os Castelhanos por terem violado os Vinte e Cinco Capítulos de Tomar e explorado com tortura e sofrimento Portugal até ao tutano, o que se fará agora, que parece que estamos a começar a enveredar pelo mesmo caminho? Ninguém imagina os horrores a que a população foi então sujeita, imensamente muito maiores e prolongados que os que se terão vivido sob o Estado Novo, não haja ilusão quanto a isso. Portanto, há que lembrar para evitar cair na mesma situação.
O Estado tem o dever, mais, a obrigação moral de lembrar as datas importantes da História. No entanto, nas circunstâncias em que vivemos, optou por arrepiar o caminho do razoável e abolir quatro feriados, numa mostra de desprezo pela História, tradição, fé e direitos dos trabalhadores. É assim que sucumbem Corpo de Deus, Senhora da Assunção, Implantação da República (1910)/Independência pela assinatura do Tratado de Zamora (1143) e Restauração da Independência, que para o ano que vem já não serão mais feriados, apenas datas esquecidas. Não só nega aos que trabalham o direito de gozar dias de descanso, visto que as folgas são uma compensação que não pode ser paga em dinheiro pelo seu trabalho, como os sobrecarrega de impostos e mais tempo de trabalho. Como pretende o Estado reerguer um país explorando os trabalhadores e obrigando-os a trabalhar? Que rendimento tem um trabalhador a laborar contra a sua vontade? E que apreço tem ele pelos que o a isso o forçam? E que exemplo dá à população o Estado que patrocina a amnésia geral e manda para as urtigas aquilo que fez dele aquilo que é hoje, um Estado, para mais soberano, independente, ignorando um dos feriados que mais diz, se não o que mais diz à memória colectiva nacional. O que é a soberania? O que é a independência? Pois se os nossos governantes não sabem, eu digo: é A LIBERDADE!!!
Tenho hoje aqui uma musica que antigamente era tão importante que a ensinavam nas escolas primárias. Quem a quiser ouvir ou sacar, aqui está ela. Como é só a versão instrumental, deixo junto a letra. Dedico ao nosso estimado Primeiro-Ministro, aos restantes membros do Governo da Nação e ao excelentíssimo Presidente da República este que é, para ver se todos eles se conseguem ou não envergonhar daquilo que têm andado a fazer, o
HINO DA RESTAURAÇÃO
Celebremos Portugueses
O dia da redenção
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.
A fé dos Campos de Ourique
Coragem deu e valor
Aos famosos de Quarenta
Que lutaram com ardor.
Para a frente, para a frente!
Repetir saberemos as proezas portuguesas.
Avante, avante!
É a voz que soará triunfal.
Vá avante mocidade de Portugal,
Vá avante mocidade de Portugal!
***
Meus amigos, não interessa que os governantes dos últimos anos tenham esquecido o que aqueles valentes fizeram há 468 por eles, pelos que já tinham morrido e por aqueles que haviam de se lhes seguir, incluindo os que os esqueceram e agora desprezam. O que interessa é que tenhamos aprendido e celebremos nós e bem e que lhes sigamos o exemplo em fervor patriótico e sentido de liberdade, hoje mais que nunca, que é o último Dia da Restauração. Celebremos Portugueses pois é cada vez mais evidente que, nestes dias em que a nossa adorada terra-mãe está moribunda, há-de ser crucial para a nossa sobrevivência enquanto Portugal, território-corpo e povo-alma unos e indivisíveis, mais dia menos dia tenha de vir uma Segunda Restauração.
Muito agradecido a todos quantos se lembraram da importância deste dia.
VIVA PORTUGAL!!!
Que a caca esteja com todos vós, meus compatriotas!
P.S.:NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 20 de novembro de 2011
Casa dos Degredos
Já tenho dito várias vezes que o panorama televisivo português é, no mínimo, deprimente e tende a piorar a cada dia que passa. Olhando para o que dava há uns 15 ou 20 anos atrás e o que temos agora, dá quase vontade de cortar os pulsos de desgosto. Note-se que a televisão caíu numa rotina: notícias, programas de conversa, notícias, telenovelas, programas de conversa, telenovelas, notícias, concursos parvos ou futebol e, só lá às quinhentas da noite, filmes e séries.
Um exemplo do quanto má a televisão se tornou é o já referido «Peso Pesado»(Lixado) da S.I.C., o que nos faz pensar no que será que ainda vão arranjar a seguir de pior para nos estupidificarem ou fazerem fugir dos ecrãs. Outro quase tão mau é o Big Breda VII ou VIII ou IX, sei lá, já perdi a conta, agora apresentado como a segunda edição da Casa dos Segredos, que é para que não se diga que é sempre a mesma coisa. Mas que refinada seleccão de gente saiu das audições! Vendo a sessão de apresentação do concurso, parece que foram escolhidos a dedo as mentes mais fúteis do país, sem ofensa para os visados, até porque quem diz a verdade não merece castigo. Quem tenha pachorra para ver o programa de vez em quando, depressa constatará que a primeira impressão não era muito errada... Vai daí e temos uns armados em engatatões, uma que pensa que África é um país americano, malta que desata à pinocada a torto e a direito com desconhecidos, enfim, é uma sequência inacreditável de maus exemplos. Até a Mamalhuda Siliconada arreou uma sova no Pasteleiro Caparroso e a produção não só não a castigou como desligou as câmaras para ocultar o caso. A própria noção do concurso é em si perversa: ganha quem mente e é bem sucedido, incentiva-se ao engano e à mentira e é-se recompensado por isso!
Às vezes, dá quase vontade de haver uma casa assim não para que esta gente compita por um prémio mas para que fique apartada do resto da população que é para não a contagiar com a sua inconsequência mental. E já que temos a ideia à mão, porque não adicionar-lhes também todos aqueles de que nós gostaríamos de nos ver livres, ein? É bom, não é? O pior é se ainda somos incluídos no lote.
Por favor, eu peço, eu suplico, já chega de concursos da treta, já é impossível suportar tanta estupidez! É incrível que isto continue e que se continuem a fazer notícias e fortunas às custas de tanta parvoíce!
Que a caca esteja convosco!
Um exemplo do quanto má a televisão se tornou é o já referido «Peso Pesado»(Lixado) da S.I.C., o que nos faz pensar no que será que ainda vão arranjar a seguir de pior para nos estupidificarem ou fazerem fugir dos ecrãs. Outro quase tão mau é o Big Breda VII ou VIII ou IX, sei lá, já perdi a conta, agora apresentado como a segunda edição da Casa dos Segredos, que é para que não se diga que é sempre a mesma coisa. Mas que refinada seleccão de gente saiu das audições! Vendo a sessão de apresentação do concurso, parece que foram escolhidos a dedo as mentes mais fúteis do país, sem ofensa para os visados, até porque quem diz a verdade não merece castigo. Quem tenha pachorra para ver o programa de vez em quando, depressa constatará que a primeira impressão não era muito errada... Vai daí e temos uns armados em engatatões, uma que pensa que África é um país americano, malta que desata à pinocada a torto e a direito com desconhecidos, enfim, é uma sequência inacreditável de maus exemplos. Até a Mamalhuda Siliconada arreou uma sova no Pasteleiro Caparroso e a produção não só não a castigou como desligou as câmaras para ocultar o caso. A própria noção do concurso é em si perversa: ganha quem mente e é bem sucedido, incentiva-se ao engano e à mentira e é-se recompensado por isso!
Às vezes, dá quase vontade de haver uma casa assim não para que esta gente compita por um prémio mas para que fique apartada do resto da população que é para não a contagiar com a sua inconsequência mental. E já que temos a ideia à mão, porque não adicionar-lhes também todos aqueles de que nós gostaríamos de nos ver livres, ein? É bom, não é? O pior é se ainda somos incluídos no lote.
Por favor, eu peço, eu suplico, já chega de concursos da treta, já é impossível suportar tanta estupidez! É incrível que isto continue e que se continuem a fazer notícias e fortunas às custas de tanta parvoíce!
Que a caca esteja convosco!
domingo, 16 de outubro de 2011
Novidades, novidades...

Ora vamos lá ver.
- Estoiraram na Madeira quase tanto quanto o Estado inteiro estoirou com a diferença de ninguém ter dado por isso.
- O Governo Regional tem uma dívida superior a 6 biliões de erocuzitos.
- O Alberto João Jardim fez um calote destes, tenta fomentar uma espécie de ridícula guerrinha entre Madeira e Continente e, mesmo assim, ainda consegue enganar o suficiente para ter maioria absoluta nas eleições regionais.
Meus amigos, quer dizer, qual Continente, qual carapuça:
Novidades, novidades...
... só na Madeira!
Que a caca esteja convosco!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Já saíu! A edição nº 5 da Revista Model Factory 43!
Como quem me conhece certamente sabe, a mania das miniaturas automóveis é o mais próximo que estou da outra "mania-mãe" que são os automóveis. Como tal, é com prazer que apresento a mais recente publicação da Revista Model Factory 43, uma revista bimestral acerca de modelismo e coleccionismo à escala e que também tem vindo a ser veículo das mais variadas e curiosas histórias em redor do tema do automobilismo.
É certo que posso ser suspeito ao falar aqui deste tema (quem ler a revista há-de perceber) mas sendo uma edição online feita por "carolice" pelo fórum ModelFactory43, apresenta uma maturidade e conteúdo extraordinários. Ao fim de apenas 5 números e já vai com 55 páginas de "polpa" e aparenta tender unicamente a aumentar! Uma grande salva de palmas à MF43 e em especial ao amigo Smiley, que tanto trabalho teve a compor toda a publicação (com um resultado final notável, devo acrescentar).
Fica então o link para ler, quem gosta de "carrinhos" ou de "carrões":
Que a caca esteja convosco!!!
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Festas do Centenário da Funcheira
Caros amigos
Confesso, eu adoro comboios, principalmente aqueles antigos, com as locomotivas a vapor que largam mais fumo pela venta que uma chaminé de Estarreja. Daí o artigo que se segue.
Tive oportunidade de ir este Sábado, dia 23, às festas dos 100 anos da estação e povoação da Funcheira, local de encontro da Linha do Vale do Sado com a Linha do Sul, povoado outrora pulsante de vida e beleza artística e hoje quase desabitado(cerca de 50 habitantes) e um pouco degradado.
Estas iniciaram-se às 11:30 com uma missa solene na capela improvisada, a Escola Primária desactivada, em honra da estação. Depois de uma pausa, que lá o calor é daqueles tais em que até assa canas à sombra, e este dia até era escapatório graças a uma certa aragem agradável, a animação foi retomada, não às 6 da tarde, como era previsto, mas só às 7:15 com o lançamento do livro «Funcheira: Tesouro Perdido dos Caminhos-de-ferro». Apesar de um discurso breve, hesitante e de notório improviso, que evidencia a falta de hábito nestas lides e o embaraço que isso causa, o jovem autor, Miguel de Góis Silva, lá arrancou palmas ao público por duas vezes com os agradecimentos da praxe a quantos o apoiaram, com a lembrança do passado glorioso dos caminhos-de-ferro e a afirmação de que Portugal precisava de ser salvo e que, se todo o país seguisse o exemplo da Funcheira e de Garvão, as duas terras vizinhas que, dizia, compartilhavam dificuldades e destinos e, por isso, deviam manter-se sempre unidas, então tudo seria bem sucedido. Por fim, rematou a curta intervenção dizendo que a Funcheira pode ter morrido para os comboios e ter sofrido as maiores agressões mas não morreu, sobrevive, e que, por isso, não era nem ele nem o livro que estavam de parabéns mas a Funcheira e aqueles que faziam a sua história a cada dia.
Com o refrescar do dia, a multidão foi-se chegando e tornou-se tão avultada que as mesas e cadeiras destinadas aos comes e bebes não deram para tanta gente. Entretanto, Telma Cristina fazia toda a gente dar um pèzinho de dança com a sua voz e o indissociável órgão. Seguiu-se o grupo Maravilhas do Alentejo e, já depois do jantar e da reentrada em cena da organista-vocalista, o Rancho Folclórico da Venda do Alcaide, conjunto notável no meio e cheio de pedalada, apesar do piso irregular e áspero do Largo do Dormitório. Na sua pausa, apareceu não o conjunto rockalheiro Us Batnavó mas o grupo castiço de Santa Clara-a-Velha «Gentes do Alto Mira». Ao que parece, a história dos Batnavó foi só uma partida do engraçado Senhor Marques, o artista de renome na região, membro do dito grupo santaclarense. Depois das suas figuras castiças, enebriantes melodias e vozes femininas que muito cativaram o público, só interrompidas, um pouco à paposseco, para uma entrega formal de exemplares do livro às entidades e artistas envolvidos, o rancho voltou ao ataque e acabou de render os espectadores aos seus encantos. Por último, Telma Cristina continuou a animar os presentes pela madrugada fora.
Em simultâneo às diversões descritas, decorreu no mesmo espaço uma exposição de fotografias antigas que muitas saudades extraíu àqueles que a visitaram.
Bonita festa popular cheia de animação, decoração como manda a tradição e barraquinhas de venda dos referidos confortos para a barriga e a cabeça, que contou até com actuações paralelas de acordeonistas fora do alinhamento e durante a qual não se registou qualquer problema. Parabéns Funcheira!
No que diz respeito ao livro lançado nesse dia, o qual já muita gente comprara, lera e comentava àvidamente mesmo antes da sua publicação oficial, relata a história da Funcheira e faz não só uma viagem pela cronologia da existência da povoação mas também um retrato da vida da população, com especial destaque nos tempos aureos. Faz também um estudo das causas da decadência da «aldeia-estação» e compara-a com Tunes-Gare, à qual deixa alguns conselhos, e sugere algumas possíveis soluções para alguns dos problemas. Apesar de não ter pròpriamente a ver com o tema da obra, não deixou de ser digno de nota positiva por alguns dos presentes a mensagem em rodapé do frontispício do livro:
«Este livro não está escrito consoante o Acordo Ortográfico porque o autor é contra a estupidez.»
Que mais se pode acrescentar? Concordo plenamente!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 10 de julho de 2011
Zarolhos d'Água: O Espelho do Armando Gama


Caros pombos amigos
Tive oportunidade de ler há algum tempo o derradeiro volume da saga de Harry Potter, um clássico literário anunciado antes sequer de ter sido lançado, arriscarei mesmo dizer escrito: «Harry Potter e os Talismãs da Morte». Reconheço que cheguei a certa parte do volume, virei-me para o lado e disse: «quanta ganza não fumou esta mulher!» É que chega-se a pouco mais de metade do livro com uma sensação idêntica à que tem quem leu «As Aventuras de Huckleberry Finn»», ou seja, a de que passou a história toda a engonhar para tudo explodir num grande final para o qual o engonhanço foi absolutamente necessário. As diferenças aqui são que o explodir é literal e a escala é, em tudo, muitíssimo maior. Chegamos à conclusão que a nata da saga foram «A Pedra Filosofal» e «A Câmara dos Segredos» e os restantes foram o engonhanço (e que espectacular engonhanço) até a um final digno da mais alucinogénica e brutal produção do Jerry Bruckheimer, com todo o chavaçamento e arraso que é sua característica. Agora que o último filme vai estrear daqui a poucos dias, termina uma era, aquela em que uma magnífica obra literária marca uma geração, e esta marcou profundamente, tal como a anterior foi marcada pelo «Senhor dos Anéis», pelo menos a quantos tiveram a ele acesso. Deste modo, se o filme fizer jus ao livro, aconselho vivamente o seu visionamento e garanto que será uma das mais memoráveis obras primas da Sétima Arte.
Mas e o que é que isto tem a ver com os «Zarolhos d'Água»? É que andava eu há uns tempos a ver uns vídeos do Festival da Canção no Youtube e, quando calhou ver o de 1983, reparei em duas coisas. Uma foi o quanto está diferente a apresentadora, Valentina Torres, que conheceu neste festival o seu futuro marido, Armando Gama, que venceu a edição com «Esta Balada Que Te Dou». A outra foi o mais apontado comentário ao vídeo:
«Uma bonita balada interpretada pelo Professor Snape do Harry Potter.»
Fiquei algum tempo à procura de alguma ligação para um outro vídeo mas não encontrei nada. Foi então que foi como se tivesse sido atingido por uma moca de Rio Maior: era o Snape que tocava e cantava! Aquelo cabelo escorrido e a farpela preta, até mesmo a penca, era tudo do Severus Snape! Fiquei eu então aqui a pensar. Será que o Armando Gama tem algum irmão gémeo desconhecido ou cuja identidade foi ocultada dos «Muggles» devido ao seu talento na feitiçaria ou será que ele tem uma segunda identidade e é, para além de famoso músico, um grande produtor de poções mágicas? Bem, só há uma maneira de saber, há que reparar bem na tatuagem no braço... às tantas o nosso simpático cantor já teve uma carreira como devorador da morte.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 26 de junho de 2011
Peso Lixado
Que há bons programas na televisão, é grande verdade. Que muitos outros são puro lixo, é inegável. Um exemplo perfeito disso é o «Peso Pesado», da S.I.C., a eterna rival da T.V.I no que respeita a concursos absurdos. Nunca liguei muito a esse programa mas, pelo que via nos anúncios, não podia achar maior estupidez. Quer dizer: os médicos passam o tempo a dizer que não se devem fazer dietas loucas e que a perda repentina de peso ou os exercícios físicos excessivos são prejudiciais à saúde, não é? Vi daí e o que é que o pessoal faz no «Peso Pesado»? Orelhas moucas aos médicos, pois claro.
Certa noite, tive de ir à casa de uma vizinha. Na T.V.I. tínhamos os «Perdidos na Tribo» e na R.T.P. as marchas populares. O primeiro tem o seu interesse antropológico, por muita parvoíce que se veja, em especial da parte do/da/coisa Castelo Branco. A segunda é uma festa alegre, bem castiça e portuguesa. Por azar, a minha vizinha só considera a existência de dois canais, S.I.C. e T.V.I., e não gosta dos «Perdidos na Tribo». Por consequência, tive de gramar durante uma eternidade de pseudo-drama com cenas de arrancar lágrimas a ferros e puxar ao vómito. Para além de mandarem os conselhos médicos às urtigas, ainda exploram a desgraça alheia e as relações azedas entre as pessoas (até irmãos). Em poucas palavras, é dos programas mais fúteis e isentos de neurónios jamais produzidos na televisão portuguesa. Comparado com isto, o «Perdidos na Tribo» é um autêntico documentário com o brilho da B.B.C.! E as marchas... ai as marchas...
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Certa noite, tive de ir à casa de uma vizinha. Na T.V.I. tínhamos os «Perdidos na Tribo» e na R.T.P. as marchas populares. O primeiro tem o seu interesse antropológico, por muita parvoíce que se veja, em especial da parte do/da/coisa Castelo Branco. A segunda é uma festa alegre, bem castiça e portuguesa. Por azar, a minha vizinha só considera a existência de dois canais, S.I.C. e T.V.I., e não gosta dos «Perdidos na Tribo». Por consequência, tive de gramar durante uma eternidade de pseudo-drama com cenas de arrancar lágrimas a ferros e puxar ao vómito. Para além de mandarem os conselhos médicos às urtigas, ainda exploram a desgraça alheia e as relações azedas entre as pessoas (até irmãos). Em poucas palavras, é dos programas mais fúteis e isentos de neurónios jamais produzidos na televisão portuguesa. Comparado com isto, o «Perdidos na Tribo» é um autêntico documentário com o brilho da B.B.C.! E as marchas... ai as marchas...
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 12 de junho de 2011
Sòcratezinhos de Coentrada (receita das Caxinas)
Disse o nosso ilustre Primeiro-Ministro durante a campanha eleitoral, em passagem pelas Caxinas:
- O Fábio Coentrão é mais admirado na minha casa que eu na dele.
Então, críticos? Quem disse que José Sócrates só diz asneiras? Este é um exemplo de algo muito acertado. Se for multiplicado por muitas casas, ainda mais certo se torna.
No próximo boletim cúlinário, o Chefe Migas ensinará a fazer Passos Coelho à Caçador. Ele que não siga o exemplo do Cherne Durão Barroso, que cozinhou demasiado depressa e perdeu logo o seu estado de graça. Há que manter lume brando.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 22 de maio de 2011
Troika Baldroika
Quando vejo os estrangeirismos que abundam hoje em dia, nem sei se me dá vontade de rir ou de chorar. Um dos mais recentes é o de chamarem ao trio de técnicos do Fundo Monetário Internacional a «Troika». «Troika»? Que é isso? Ah, dizem que é «três» em russo. Então já que falamos português, porque não continuar a chamar-lhes... técnicos do F.M.I.?
Já sabemos que isto dos estrangeirismos é uma moda foleira: as pessoas têm a mania de os usar, seja ou não de maneira acertada, de modo a mostrarem que são muito entendidas e cultas. Muitas vezes conseguem demonstrar que o são mesmo... tanto quanto um calhau. Ai, perdoai-me, calhaus amigos, que já vos insultei! Adiante, já que vamos nisto, eis umas boas sugestões de estrangeirismos que podem ser adoptados na linguagem corrente e sua devida correspondência em português:
tamagochi......computador
promenade....cumprimento de promessas eleitorais
Kalashnikov..Repartição de Finanças
kaput.............carro avariado
babuska.........incontinência de saliva perante moçoilas jeitosas
small..............Sumol de laranja
big..................mamas da Kelley Hazel
Kilimanjaro...o que um fulano diz quando tem fome
Osterreich....ostra rachada
kalinka..........máquina a trabalhar
zeitung..........porrada na cabeça
kidnapp........guardanapo de reduzidas dimensões
deputy..........indivíduo frequentador de mulherio de vida pouco decente
Enfim, há tanto por onde escolher. A nossa estupidez tem os mesmos limites da imaginação.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 8 de maio de 2011
Mercenariato Presidencial?

Nos últimos dois ou três anos, tem sido cada vez mais frequente o número de vozes que clamam contra o estado a que as coisas chegaram, que fazia falta um novo Salazar (ou uma equipa deles) e que os políticos são uma cambada de corruptos. Alguma mentira? Bem, fico com a pulga atrás da orelha ao ouvir mais gente que foi do tempo do Estado Novo a dizer coisas destas do que os que nasceram depois.
Há dias, conversava com uma amiga minha, que se vai embora para a Inglaterra. Ela estava muito desiludida com as coisas em Portugal. «Não há segurança nem respeito por ninguém» (confere), «é um salve-se quem puder, não há lei» (confere), «esta cambada que nos governa está a destruir o país» (se confere!). A certa altura, falando do casamento real de há dias, disse ela:
- Ao menos, os reis de lá, da Inglaterra, não são uns mercenários, como os presidentes daqui.
Ora eis uma afirmação curiosa que me ficou no ouvido. Deixando a questão monárquico-republicana de lado, não é preciso pensar muito para chegar à simples conclusão de que o desabafo teve um fundo de verdade. Os reis são, por natureza, apartidários e imparciais, isto é, não se conotam nem devem conotar com nenhuma facção se quiserem ser o soberano de todos os seus compatriotas. Com um presidente, isso é impossível. Em primeiro lugar, a eleição pressupõe que ele foi a escolha de alguns e não de todos. Haverá quem diga que um rei não é uma opção, é uma imposição. Amigos, quem saiba da História e dos costumes, sabe que não é assim. De facto, alguns candidatos e legítimos herdeiros a reis foram rejeitados e outros em funções foram depostos. Em segundo, o peso dos partidos é tão grande (em rigor, no nosso país e em muitos outros, não se pode sequer falar em Democracia mas em Partidocracia) que é impossível alguém não filiado ou apoiado por partidos ser eleito presidente da República. Partidos estes sempre ligados a grupos de interesses, claro. Consequentemente, e tendo em conta a conduta dos presidentes, com desagradável frequência de sentido partidarizado ou partidário, aqui se coloca a questão: não serão mesmo os presidentes mercenários dos partidos a soldo da República ou mercenários da República a soldo dos partidos? Em boa verdade, confesso que acho que não, que deve ser mais do género de mercenários republico-partidários a soldo... dos contribuintes. É que o financiamento tem de vir de algum lado e não será dos grupos que apoiam os partidos, como é óbvio, se esses se ligam aos partidos com vista a ganhar qualquer coisinha. Tira-se dos contribuintes, e muitas vezes inexplicàvelmente, muito. Note-se, por exemplo, que a nossa Presidência teve gastos superiores a qualquer outra presidência ou coroa europeia, segundo reza a comunicação social. Se não me engano, 5 vezes mais que a Coroa Espanhola. E o que é que o Escavacado faz que o Joanito não faça? Bem, acho que, em funções de Estado, ambos fazem o mesmo: nada.
Ainda assim, esta imagem peculiar não me sai da cabeça. Se a nossa terra pudesse falar, não achava piada nenhuma. No entanto, deve ser engraçado ver o Cavaco de fita na cabeça e metrelhadora na mão, com umas cintas de balas a rodear o tronco, em selvática caça ao voto, qual Steven Seagal ou Chuck Norris da vida real. É de rir de tanto chorar!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 10 de abril de 2011
Cinema Purgatório: «Shaolin Soccer»
Ah, finalmente o Sócas e a sua pandilha de seres inqualificáveis foi ao ar! Iupi! Só foi pena não se terem demitido há uns 4 ou 5 anos! Agora sabe como se fosse tarde demais. Mas para todos os efeitos, temos de nos pôr a pau com os que se seguem, que decerto não serão melhores, e com os maganos do Fundo Monetário Internacional, que estão de volta para cravar a unha. Está tudo doido, meus caros pombos amigos, tudo doido. Veja-se, por exemplo, a vaga de confrontos entre portistas, benfiquistas e polícias. Então e as eleições do Sporting? Melhor: a conferência de imprensa do Paulo Futre. Sim, aquilo é que foi a pura da loucura, com as balelas do Porshe amarelo e a alucinante ideia dos voos «charter» da China para a rapaziada de olhos em bico vir a Portugal ver o melhor jogador chinês a jogar e mais a digressão e as comissões... Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, quanta coca não haveria nos brônquios do homem! Sim, só isso pode explicar a sucessão inconsequente de alarvidades! Já que se fala em futebol e China, veio à minha memória a lembrança dum filme que passou na televisão há uns 10 ou mais anos. Não pude ver pois estava a trabalhar mas tanto me falaram dele que eu fiquei cheio de curiosidade. Ao que parece, foi a película mais psico-marada que alguma vez a televisão portuguesa ousou exibir. Sim, mais ainda que a autópsia ao extraterrestre ou o «Era Uma Vez na China». Durante anos, pensei cá para mim: «caneco, não hei-de morrer sem ver o "Shaolin Soccer"». Há alguns dias, tive essa oportunidade e as minhas espectativas não saíram nada goradas. É um filme chinês co-produzido pela Miramax e a Estrela Sobre os Mares (não sei como se diz em cantonês nem mandarim, pelo que não faz sentido dizer o nome em inglês) que conta a história de uma antiga e falhada equipa de futebol que é reunida por um moço novo que parece que andou a ver muitos filmes do Bruce Lee. Esta equipa adapta ao futebol técnicas do kung fu e vai disputar a Supertaça da China. No entanto, um antigo adversário, hoje milionário, não lhes quer facilitar a vida, pois pretende o título para a sua equipa. É, de facto, um dos filmes mais alucinantes e alucinados alguma vez feitos. Para quem gostou do que leu, espere só até ficar com este aperitivo. E como o que é bom vem aos pares, ouvi dizer que existe um «Shaolin Soccer II»! Ena pá, agora é que o Paulo Futre vai atingir o Nirvana! É que se um filme destes é uma verdadeira ganza audiovisual, dois então são a mais brutal moca desportiva e cinematográfica da história da psiquiatria. Que a caca esteja convosco! NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!! TOCA DE SUBSCREVER A INICIATIVA LEGISLATIVA PARA O REVOGAR!
quarta-feira, 23 de março de 2011
Iniciativa Legislativa do Cidadão: REVOGAÇÃO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

Pois é, esta pode ser uma das últimas hipóteses de salvar a língua portuguesa desta agressão.
Existe um mecanismo que pode ser usado pelos cidadãos. Raramente é empregue pois é quase desconhecido mas já tem sortido efeitos em várias ocasiões. Trata-se da iniciativa legislativa do cidadão. Está uma em curso com vista a revogar e banir definitivamente o Acordo Ortográfico da face da Terra. Há conhecimento, tal como eu tinha previsto e falado aqui atrás, há uns tempos, de que há projectos de novos planos de regulamentação da grafia com vista a tornarmo-nos cada vez mais parecidos aos Brasileiros, no que diz respeito à maneira de escrever e, por consequência, falar. Para travar esta degeneração e corrompimento anunciado, é só adquirir o impresso, que se encontra de graça em
http://ilcao.cedilha.net/?page_id=273
preencher com os dados pedidos e enviar para a morada indicada. Temos de ser é rápidos pois o prazo expira no final de Abril são necessárias 35 000 assinaturas.
Mais não somos demais para salvar e salvaguardar a nossa língua-mãe. Já que a Academia das Ciências abdicou dessa função vamos nós todos mostrar que somos os derradeiros guardiões da língua e, em última análise, de Portugal.
PELA NOSSA ILUSTRE LÍNGUA PORTUGUESA!
POR PORTUGAL!
NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca esteja convosco!
http://ilcao.cedilha.net/?page_id=273
preencher com os dados pedidos e enviar para a morada indicada. Temos de ser é rápidos pois o prazo expira no final de Abril são necessárias 35 000 assinaturas.
Mais não somos demais para salvar e salvaguardar a nossa língua-mãe. Já que a Academia das Ciências abdicou dessa função vamos nós todos mostrar que somos os derradeiros guardiões da língua e, em última análise, de Portugal.
PELA NOSSA ILUSTRE LÍNGUA PORTUGUESA!
POR PORTUGAL!
NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
Que a caca esteja convosco!
segunda-feira, 14 de março de 2011
Como criar uma televisão pirata

Por falar no Festival da Canção, houve uma intérprete que, na entrevista que era mostrada antes da apresentação da canção dela, dizia que o desejo secreto dela era criar um canal de televisão. Ó Senhora! Não seja por falta de conhecimento! Para os que dizem que eu sou contra as tecnologias, aqui vai uma lição.
Note-se que eu nunca fiz isto, apenas o achei escrito num livrete de uma exposição em Bruxelas, em 2008, e passo a dizer o que lá vem.
É necessário, em primeiro lugar, algum material.
1 - Modulador de alta frequência. É um dispositivo que serve para converter um sinal de vídeo em sinais que possam ser emitidos pela antena. Pode ser comprado numa loja da especialidade ou retirado de qualquer leitor ou gravador de cassetes de vídeo que tenha ligação à antena, vulgarmente designada por «antenna-out». É este dispositivo que define a frequência e o canal em que será emitido o sinal. Existem vários modelos com espectros de frequência de diferentes amplitudes mas a maior parte emite dos 175 aos 862MHz, correspondentes aos canais 5 a 69. Os moduladores dos leitores de vídeo costumam emitir para os canais 3 e 4. Alguns fabricantes actuais são a Axing e a HAMA.
2 - Emissor ou amplificador de sinal. Como o sinal que sai do modulador é relativamente fraco, tem de ser amplificado. A maior parte, de 20, 25 ou 30dB, emite entre os 82 e os 862MHz. Existem à venda em lojas da especialidade. Pode haver um ou vários ligados em cadeia. Fabricante mais comum: Axing.
3 - Antena dipolar ou «yagi». Quanto mais baixa for a frequência em que se transmite o sinal, maior e mais precisa a antena tem de ser. É dificil encontrar a antena certa. Como tal, sugere-se aconselhamento junto dos rádio-amadores. Existe uma boa antena fabricada pela companhia alemã HAM, a Flexayagi 7015. Pode ser usada para transmitir entre os 430 e os 440MHz (canal 21) e tem a vantagem de ser portátil.
4 - Cabos coaxiais com tomadas variadas, nomeadamente:
a - com machos F para ligar o modulador ao amplificador ou, se forem vários, os amplificadores entre si;
b - com tomada N, para ligação à antena;
c - se tal for desejado, com tomada de antena para ligar a televisão directamente ao modulador, o que normalmente se faz para testar.
Agora que temos o material, vamos fazer as montagens passo a passo.
1º - Ligar o modulador desde a sua saída TV/VCR-OUT à correspondente IN do amplificador com um cabo com machos F em ambas as pontas.
2º - Caso haja um segundo amplificador, ligar a saída OUT do primeiro à IN do segundo com um pequeno cabo coaxial de machos F em ambas as pontas.
3º - Ligar a saída OUT do último ou único amplificador à antena. Normalmente, as antenas têm uma Tomada N Um cabo coaxial com machos F em ambas as pontas serve perfeitamente. Converte-se com facilidade um macho F em tomada BNC e uma BNC em N.
4º - Ligar o aparelho necessário (computador, leitor de vídeo ou DVD ou outro qualquer) ao modulador.
Muito bem, minha senhora, aqui está montado o «estaminé» para que Vossa Senhoria possa começar as emissões regulares dum canal local. O alcance do sinal pode ir desde as casas mais próximas até a largas centenas ou até alguns milhares de metros! Dada a qualidade miserável a que chegou a programação em geral (lá escapa um ou outro programa) dos nossos quatro manipuladores/manipulados ou sensacionalistas canais, onde se fala e escreve mal e depressa e escasseia o bom exemplo, é sempre bem-vinda uma alternativa para os felizardos que a consigam captar. No entanto, há um pequeno problema, que é o que me levou a não montar o meu canal pirata. É que diz no número 1 do Artigo 66º da Lei da Televisão (32/2003 de 22 de Agosto) que a difusão não autorizada é punível com 320 dias de multa ou até 3 anos de prisão.
Enfim, há que esperar por uma lei menos castradora ou então, vendo o estado decadente das coisas, pela mais provável extinção definitiva do sistema judicial.
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
O Festival é bom para a luta!
Mais uma vez, o Festival da Canção surpreendeu. Depois de termos falado do tema «pimba» de há anos, o «Dança Comigo», do Emanuel e interpretado pela Sabrina, vencedora com todo o mérito, ainda que com um poder vocal limitado, eis que surgem os Homens da Luta com «Luta é Alegria». Confesso, não vi o Festival, o que me deixou a pensar, no dia seguinte, quando soube do acontecido, que das duas uma: ou o Festival foi mesmo mau ou o povo confundiu as coisas e aproveitou a ocasião para mostrar outro cartão vermelho aos jogadores do costume, que teimam em não sair do campo. Entretanto, vi a repetição do Festival e cheguei à conclusão que foi um pouco das duas coisas.
Em relação ao ano passado, o Festival foi bem mais fraco. Contou com alguns temas dotados de boa sonoridade mas que falharam num ou outro aspecto. Não querendo nomear, um era bem interpretado e era chamativo ao ouvido mas era muito repetitivo; noutro havia uma voz notável para uma melodia do tipo de disco riscado e outra tinha tudo de bom menos a voz do intérprete, que não tinha grande projecção. De resto, há a assinalar um problema na transmissão comum aos últimos anos, que é um eco brutal que parece ensurdecer-nos com os instrumentos e não deixa ouvir as vozes com a nitidez desejada.
Em suma, deu-me graça o Senhor Feist ter dedicado a música dele aos que acreditam no Festival. Quê? Ainda há alguém que acredita no Festival?
Quanto à vencedora, não me pareceu uma má canção. É animada, um tanto ou quanto repetitiva (há piores) só que peca pela interpretação, que não tem vozes que se apresentem. Vejamos se afinam melhor na Eurovisão. E dadas as circunstâncias, como não podiam eles ganhar? Basta ver a ruina a que o país chegou, agora com os camionistas e os maquinistas parados e os protestos do passado fim-de-semana. Nós estamos mortinhos para ver o Sócrates e os seus comparsas darem o pinote! Vendo o que se avizinha, até já desejo que o previsível sucessor (P.S.D.) caia logo também. Então não é? Aumentar impostos, facilitar despedimentos, privatizar, encerrar, extinguir... Força! Isso é bom para a luta!
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
terça-feira, 1 de março de 2011
Estudo sobre as letras «mudas» (será que o são?)
Esta coisa do «Acordo» Ortográfico deu-me a volta à cabeça desde o início e não sei se descansarei enquanto não erradicarem essa treta da face da Terra. Mas vamos ser neutros e olhar tudo de uma perspectiva científica.
Tal como já referi, NADA TENHO CONTRA O BRASIL.
Desde que o «Acordo» se reergueu das cinzas e foi aprovado pelos nossos políticos da treta, tenho andado a fazer um simples estudo que incide sobre a maior teimosia dos acordistas (ainda que não a mais grave na escrita, se bem que a pior na oralidade) e que passo a explicar.
Serão as letras erradamente designadas por mudas mesmo mudas? Já vimos que não o são na medida em que podem não ser ditas mas servem de indicadoras da abertura de vogais quando a acentuação não pode ser usada e desambiguadoras, agrupando e apartando palavras idênticas nas respectivas famílias. Mas, excluindo estes factores, não serão, de facto, ditas? Comecei a pensar nessa hipótese quando constatei que muitas das consoantes que os «ilustres» académicos consideravam mudas e que, portanto, deviam ser excluídas da grafia, eram proferidas por mim. E não o seriam pelos outros também? Comecei a prestar atenção à dicção de cada pessoa que ouvia falar, das mais variadas partes do país.
Conclusões
A maneira de falar difere muito de pessoa para pessoa, mais do que de região para região, ou seja, podem haver diferenças de pronúncia de zona para zona mas, dentro de cada área e, logo, pronúncia, há maior variação entre cada indivíduo, sendo que a maioria dos familiares se assemelham entre si. No que concerne às consoantes em causa, não são proferidas em absoluto com o valor alfabético correspondente (isto é, o c como em cão, etc.) o c da sequência cç se antecedido por a e na quase totalidade das palavras em que é antecedido por e (note-se, por exemplo, secção) e o p de baptismo e suas derivadas. No respeitante a todas ou quase todas as restantes, denotei gente que as pronunciava (até mesmo um miúdo que dizia «tractor» com o seu respectivo c), o que indica que são passíveis de serem pronunciadas. Sendo assim, aplicar o «Acordo» implica banir a possibilidade de poderem ser pronunciadas, alterando no sentido dum abrasileiramento e empobrecendo a língua.
Meus amigos, por algum motivo estas letras não foram excluídas na regulamentação de 1945, ao contrário de outras «igualmente» mudas. Acrescento ainda e por fim que talvez fosse boa ideia falarmos mais devagar para sermos mais explicados, melhor entendidos e não comermos letras, pois é evidente que a pressa é o principal motivo da supressão de letras na oralidade e já se sabe que a pressa é inimiga da perfeição.
Não tenho dados concretos registados para vos mostrar mas desafio-vos a sair à rua e repetir o meu exercício. Num ápice se verá que, se nem as pedras são mudas, como o podem ser as letras?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Refinada Selecção: O Melhor dos Moonspell
Continuando num tom sério, como se nós nunca falássemos a sério aqui no Pombocaca (vá lá, às vezes até falamos, como nos casos anteriores, está bem?) profiramos algumas palavras sobre os Moonspell, o mais famoso conjunto rocalheiro-metaleiro do país. Têm uma relativamente vasta variedade de temas e têm tido grande êxito, principalmente nestes últimos anos. Eis então a questão. Qual será o melhor de todos os temas que eles já tocaram? Sinceramente, confesso que o seu género não é o da minha preferência e poucos temas conheço mas, ainda assim, arrisco dizer que estamos todos em total acordo se eu disser que é, sem sombra de dúvida, o que se segue:
Sim, senhores, a interpretação que eles fizeram para os Gato Fedorento do tema de abertura do «Abram Alas ao Noddy» (Noddy!). Não há como negar. Aquelas caras de choque dos miúdos e de todos os telespectadores em geral perante as vozes guturais, o dedilhar pesado das guitarras eléctricas, o som trovejante da bateria e o boneco enforcado diziam tudo.
É ou não é o melhor de todos os temas que os Moonspell alguma vez interpretaram?
Que a caca esteja convosco!
P.S.: NÃO AO ACORDO ORTOGRÁFICO!!!
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A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A CACA DE POMBO É CORROSIVA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
